MALTA– os Momentos Altos (e Lows) da TV deste Ano – por Miguel Bento

MALTA– os Momentos Altos (e Lows) da TV deste Ano - por Pedro Rodrigues

Quando olhamos para o ano em revista a nossa tendência é ir rapidamente buscar aquelas séries que são muito mediáticas, aquelas que todos adoram e alguns flops épicos. Como sou dos últimos a chegar a esta revista do ano vou tentar sair um bocado da linha e recordar algumas das séries ou momentos que não sendo tão mediáticos deixam alguma marca. Para mim este foi mais um ano de séries inglesas que americanas, sobretudo o aumento de qualidade das primeiras e o marasmo cada vez mais evidente das segundas. Venham comigo viajar pelo ano de 2012.

  • Aquele das séries que têm tão poucos episódios que se morre a cada dia que anunciam o seu adiamento

Ora Sherlock é um dos casos mais dolorosos de que uma série não devia ter somente 3 episódios e que quando adiam a sua estreia morrem gatinhos afogados   no Mar Morto. Uma segunda temporada quase tão perfeita como a primeira e que me faz rogar pragas para que o Hobbit e o Star Trek sejam flops para os protagonistas só façam esta série.

Community e de como a NBC devia explodir de vez só porque mandou a série para as sextas e depois adiou para Fevereiro. Uma terceira temporada a piscar à incerteza do seu futuro e fãs a morrer cada dia porque a série nunca mais regressa. #sixseasonsandamovie

  • Aquele da série que podia ter sido mas não foi

Luck foi uma das grandes apostas da HBO em séries novas para 2012, o que aconteceu foi que alguém caiu do cavalo e este teve de ser abatido. Um elenco de estrelas, uma produção visual magistral e uma história envolvente, tinha tudo para o sucesso e milhares de prémios. Mas não, a série foi abatida e a memória apagou-a da existência. Foi realmente uma pena.

  • Aquele das séries inglesas que os americanos morrem de inveja

Inside Men foi uma das séries que vi durante o verão e uma das mais intrigantes e inteligentes tramas do ultimo ano. Altamente recomendável até porque tem aquele típico cliché inglês de ter poucos episódios.

Hunted veio mesmo no fim do ano mostrar que Homeland à inglesa até é capaz de ser bastante bom, não têm propriamente terroristas mas tem uma protagonista que é muito badass e sofre tanto como a Carrie. Lamentavelmente foi cancelada, embora possa existir a possibilidade de alguém lhe pegar, o facto da BBC a ter descartado é praticamente uma sentença de adeus.

Skins entrou na sexta temporada para tentar corrigir os erros da anterior e de certa forma conseguiu, foi a ultima geração, dado que a sétima temporada será o final, mas irá agarrar personagens das várias séries. Esta é a série que os americanos jamais conseguirão produzir, eles bem tentaram, mas isto não é MTV, e esta série é um dos marcos mais relevantes da tv inglesa dos últimos anos sobretudo pela crueza e simplicidade com que aborda a adolescência.

Misftis conseguiu provar que mesmo perdendo praticamente quase todo o elenco original consegue manter um nível de criatividade e genialidade intacta. A actual temporada está bastante interessante pelos twists que tem trazido e por vezes nem precisa de muitos efeitos especiais e de heróis a tentar salvar o mundo para se fazer uma grande série.

  • Aquele dos flops épicos da tv americana

Awake e The River foram dois dos flops clássicos da mid season de 2012, o problema talvez até tenha sido esse, o facto de terem estreado a meio do ano como tapa buracos. No caso da primeira havia ali muito por onde explorar mas lamentavelmente a série caiu num procedural em realidades alternativas o que até tinha a sua piada, mas esqueceram-se de dar mais ênfase ao mote da série. O Segundo caso começou muito mal mesmo, com episódios de fazer rir os Winchester, mas depois apurou mas já era tarde demais. Havia mais para contar nestas duas séries mas não foi possível.

Mob Doctor e Animal Practice são o caso inverso com premissas muito mal elaboradas faz-nos duvidar um bocado da sanidade mental de quem escolheu isto como apostas da fall season de 2012. Se uma não tinha lógica na sua génese médico/máfia a segunda conseguiu que apenas houvesse uma estrela na série, um macaco que aniquilou o elenco inteiro e a série levou a machadada. Não se perdeu nada.

  • Aquele das séries que por amor de Deus acabem com o sofrimento delas e a abatam-nas de vez

True Blood não sei como consegue ainda ter algum interesse para quem a segue, eu limitei-me a ver os primeiros desta última temporada e achei que estava a ter um AVC. Está na hora de acabar com isso rapidamente.

How i Met Your Mother conseguiu ter o gancho mais ridículo de sempre no final da temporada, mas pior que isso é que eu continuo a ver e apesar de já pouco lhe achar piada ainda tenho esperança que resolvam o mistério de vez. Mas eis que renovam a série para uma nona temporada. Não aguento mais a série, acabou para mim no especial de natal.

Eu sei que Dexter está programada para acabar na próxima temporada, mas ver as voltas que isto deu este ano onde parece tudo menos que querem terminar a série deixa-me seriamente com poucas esperanças que o final seja bom, preferia que isto já tivesse acabado há duas temporadas.

Por favor acabem com Glee, eu não vejo mas não se suporta mais os videoclips e as cançonetas e as palhaçadas dos Gleeks e afins que entopem as redes sociais.

  • Aquele em que séries se despediram de nós

Weeds foi uma das séries que este ano finalmente terminou, depois de muitos altos e baixos a história de Nancy e as drogas teve o seu final definitivo. Se ignorar-mos aquele episódio do salto temporal até que podia ter sido um bom final, numa série que há muito se perdeu na sua própria confusão, mas contar uma historia nova em 60 minutos era dispensável.

Eureka já tinha sido cancelada há um ano, mas na altura já estavam a terminar a produção desta temporada o que levou a que o final da série fosse meio atabalhoado. Sempre foi um dos meus guilty pleasures apesar da série ter falhas imensas e era um quanto repetitiva. Tenho uma certa pena porque estas duas temporadas estavam muito mais elaboradas que as primeiras e a história acabou de forma abrupta infelizmente.

Damages podia ter tido um final melhor, esperava que a série se focasse no combate entre Ellen e Patty, no entanto caiu num caso pouco interessante a piscar o olha ao caso wikileaks, mas nem isso lhe deu muita força. Ficam os bons momentos para recordar uma das melhores séries legais dos últimos anos.

Desperate Housewives, House e Chuck  foram algumas das grandes séries da última década a fecharem o seu ciclo, mas quanto a isso já muito se falou por aqui.

  • Aquele em que me despeço recomendando séries novas

Esta é a parte complicada é que realmente 2012 não teve muitas séries novas para recomendar, mas olhando a fall season, Nashville é uma das séries que rapidamente mostrou alguma credibilidade, apesar de ser muito novelesca, pode ser talvez ser a melhor série deste lote de 2012/13.

Eu podia ter colocado Last Resort nos flops épicos, mas é uma série recomendável apesar de já ter o seu cancelamento anunciado. É o típico caso em que quem a criou pensou que podia chegar aos 7/8 episódios sem contar coisa nenhuma e quando resolvem abrir o jogo é tarde demais. É esperar que ao menos o final seja esclarecedor.

Muitos vão-me agredir, mas Newsroom é das melhores coisas que apareceu no cabo este ano, sim tem um grau de histerismo na ala feminina que é de doidos, mas uma agradável surpresa sobretudo porque falar nos média de forma tão politica e crua é sempre arriscado. É sempre bom ver séries a pisar o risco sobre o que é ou não informação.

Certamente que houve algumas séries que me esqueci de apontar, mas não quero que isto se torne uma longa lista de lamentos e ilusões. Sim foi propositado não ter falado de Fringe, Game of Thrones, Walking Dead e Breaking Bad, porque essas já toda a gente fala.

A todos uma excelente ano de 2013 e um bem haja a toda a equipa do Imagens Projectadas.

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