Cemitério de Séries #7 – Arte e Vampiros

A 2a temporada de The Mindy Project começou – já tinha divagado por aqui sobre a 1a temporada – e deixou-me ligeiramente desiludida. Desiludida, talvez não seja a palavra certa; os episódios não são muito diferentes do que nos tinham habituado, mas pareceu-me que faltou algo neste início.

Logo no 3º episódio, Mindy acaba o namoro com Casey, o pastor religioso com quem tinha seguido em trabalho para o Haiti (out of character para uma personagem que é mostrada como egoísta, mas com motivações explicadas na temporada passada) o que deu um novo fôlego à série. Mas esta break-up é seguida por uma cena em que os quatro rapazes da sua clínica a procuram consolar enquanto ela chora agarrada a uma peça de lingerie dentro do seu armário, algo demasiado à New Girl para o meu gosto.

Desta mão cheia de episódios, está contudo um dos meus preferidos. “Weiner Night” tem uma crítica àquilo que consideramos ou não arte, com Mindy a ter esta reacção perante uma exposição de fotos em nu de Danny.

E é aí que está a razão porque vou continuar a seguir esta série.

Entretanto, decidi começar a ver Dracula. Ora, isto pode parecer estranho tendo em conta que tenho uma certa aversão a gore e terror no geral.
E de facto é estranho, mas posso garantir que valeu a pena sair da minha zona de conforto. Os dois episódios disponíveis até agora, não estando espectaculares na minha opinião, conseguem ao mesmo tempo não ter demasiadas pretensões (afinal, o Drácula é um vampiro e este não é dos temas recebidos mais a sério, ainda estando tão fresca a memória dos outros vampiros que brilham ao sol). Não conhecendo a história original e nunca tendo assistido a nenhuma adaptação, agrada-me a história passar-se na era vitoriana, o rol de personagens secundárias interessantes – incluindo personagens femininas que até agora parecem ser mais do que props no enredo, mas principalmente o carisma deste Drácula. Para acompanhar.

Séries para o Verão, por Babs

Num destes fins-de-semana de Verão sugeri a uma amiga que visse Orphan Black (e com “sugeri” leia-se, cerca de 15 minutos a tentar explicar porque é a melhor coisa que vi nos últimos tempos). Três dias depois, uma mensagem no Facebook a dizer que já tinha visto tudo e adorado. Success!

Esta série da BBC America consegue, acredito, cativar pessoas com vários gostos. Orphan Black tem crime, ciência, muita ciência, incluindo um homem com cauda, uma psicopata que come gelatina, subúrbios opressivos, um flamboyant gay num loft alternativo.

Orphan Black começa pouco ambiciosa. Conhecemos a punk Sarah Manning, eyeliner esborratado que se cruza com uma mulher aparentemente muito parecida na estação de comboios. Segundos depois, a mulher atira-se para a linha do comboio e uma decisão moralmente duvidosa leva Sarah a pegar na mala da desconhecida e a apoderar-se da sua identidade para dar uma reviravolta à sua vida.

Beth, ficamos a saber, tinha à primeira vista a vida perfeita. Um bom apartamento, um relacionamento normal, um trabalho na polícia. Esta poderia ser uma série de crime, um fish out of water com Sarah a ocupar o lugar mais clean de Beth. Seria o suficiente para me manter interessada.

Mas Orphan Black é mais do que isso, percebemos pouco depois. Beth não é apenas excepcionalmente parecida à nossa protagonista Sarah. Nem uma gémea perdida. Nem a única. E é aí que começa verdadeiramente a série.

Quatro clones principais que não poderiam ser mais diferentes (a protagonista punk, a dona de casa, a cientista entusiasmada, a psicopata com jeitos infantis), todas com os seus maneirismos, e não me canso de dizer, todas interpretadas convincentemente por Tatiana Maslany.

O mundo de Orphan Black é irreverente, assustador na medida certa e os dez episódios conseguem ser inteligentes ser se tornarem pesados. Sim, 10 episódios! Óptimos para uma maratona de Verão e para rever durante o resto do ano já que a 2a temporada ainda demora a chegar.

Cemitério de Séries #6 – Médicos, Triatlo e pouco mais

Chega a certa altura do mês (não, não vou falar do ciclo menstrual) em que me ocorre qualquer coisa como “o post para o IP, oh bolas, só devo ter visto um episódio este mês”. Por alguma razão isto se chama o Cemitério de Séries.

No último mês, não vi só um episódio mas digamos que não ficou muito longe disso. Acabou a primeira temporada de Mindy Project! No último post falei na minha dedicação em esperar pelos episódios da Mindy e vê-los no dia a seguir. Mas para quem veio aqui parar de paraquedas, esta é a única série que me tem conseguido manter entretida. (E quando digo “entretida”, quero dizer, 20 minutos em frente ao portátil sem fazer multitasking e parar o episódio múltiplas vezes.)

Danny e Morgan, preparados para o triatlo

O final da temporada não foi desapontante, mas o melhor do último mês foi o antepenúltimo episódio que envolve uma maratona de triatlo com a equipa do consultório contra as midwives (os tipos dos partos zen) do consultório de cima.

Esta semana também vi mais um episódio de Parks and Recreation e fica-me a faltar um para terminar a 1a temporada (que tem 6 episódios). Qualquer coisa na série não me atrai o suficiente para já, mas a personagem da Leslie é daquelas de que ainda me devo lembrar daqui a 5 anos. No próximo mês estou em época de exames, mas vou fingir que os episódios de Parks & Rec são trabalho de preparação.

Dito isto, estou à procura de séries para ver com o meu irmão assim que entrar de férias. De preferência sem muito sangue (por minha causa) e com poucos casalinhos melosos (para nenhum de nós adormecer). Sugestões?

Cemitério de Séries #5 – Médicas e Parques

Por algum motivo, as imagens que encontro não fazem jus ao quão engraçada a série é.

Olá! Parece que cá estou de volta com o Cemitério de Séries… De facto, nos últimos tempos não tenho visto muito. Em parte por falta de tempo, mas também porque não tenho encontrado nada que me prenda muito a atenção.

A excepção é The Mindy Project. The Mindy Project passa-se num pequeno consultório de ginecologia em NY e tem a protagonista mais cativante que encontrei nos últimos tempos. Mindy é um desastre em termos pessoais, egoísta mas uma óptima profissional e o resto da equipa está à altura de acompanhar as suas peripécias, o médico mal humorado, o médico bonitão, o enfermeiro engraçado, todos construídos para o humor (afinal é uma série de comédia) mas sem perderem algo de genuíno, sem se destruírem em prol de mais risos.

E sim, já andava desde o primeiro episódio que vi desejosa para falar disto aqui no IP!

Os enredos não são muito profundos, mas também não caem no lamechas. Por vezes aparece a concorrência do gabinete do andar de cima, uns tipos zen que fazem partos como antigamente (não sei se isto existe na vida real, mas I hope not) e esses são os meus episódios preferidos. Nos últimos dois meses, o episódio semanal de The Mindy Project tem sido um dos pontos altos do meu semestre preenchido (o que mostra a minha vida tão interessante).

Outra série que comecei foi Parks and Recreation, no dia em que gastei o stock de episódios da Mindy até à data.  Embora – pelo menos este início – não me tenha prendido muito, posso dizer que estou a gostar e que espero pelo menos acabar a primeira temporada. Que só tem seis episódios – sendo que um deles está à minha espera neste momento. Mas eu sou demorada a ver séries (hey, vejam o título destas crónicas).

Cemitério de Séries #4 – Aborrecida

Posso dizer o quão aborrecida fico a ver séries, mesmo estando a dizer aqui em território inimigo?

No outro dia vi Girls que está de volta. E nao achei mau o episódio, embora já não estivesse lembrada que é suposto ver quando não corro o risco que me entrem no quarto, ja que 20% de cada episodio é malta despida.

Também vi algures que a maior percentagem de espectadores está em homens com mais de 40 anos. Não sei como comentar isto

Assim resumidamente, não aconteceu nada relevante no episódio (ou entao passou-me ao lado), a nao ser fiesta e a Marnie a tentar ir para a cama com um gay. Quero melhor no próximo episódio.

Também espreitei o episodio de Smash que saiu um mês antes da data prevista, yay! Uma nota sobre Smash: nao tem nada a ver com Glee, excepto pela malta cantante. É sobre musicais e broadway e os bastidores e sobre miúdas a roubarem o papel principal uma à outra. Ora, para quem não gosta do tema, não vale a pena ver. Eu também não gosto de zombies e por isso não vejo aquela série de que nao vou checkar o nome para não me aparecerem os ditos no ecrã.

Mas: quem gosta um bocadinho, devia ver. Os jogos que se passam nos bastidores são capazes de ser mais interessantes que o produto final, sobretudo quando envolvem tentativas de sabotagem.

Isto dito, este início de 2a temporada não me convenceu porque tenho alergia àquele momento em que as protagonistas ficam convencidas enquanto se acham boazinhas. E aquela Karen já levava um estalo…

E pronto, foi só o que vi no ultimo mês. (Para além dos vestidos dos Golden Globes.)
Smash corre o risco de se juntar ao meu cemitério, Girls vamos ver…

MALTA– os Momentos Altos (e Lows) da TV deste Ano – por Babs

Este ano foi aborrecido em termos de series e para não vos aborrecer também com introduções, cá vão os meus prémios para o que vi em 2012.

Melhor sesta a ver uma serie

Glee – Season 4

Eu segui Glee desde o princípio mesmo quando outras vozes se levantavam, e até estava a gostar desta temporada porque Nova Iorque! Mais malta gira! Mais músicas! (e quem vê Glee sabe que não se pode pedir mais do que isso.)

Uns episódios à frente, já aquela miúda sem sal tinha sido promovida a quase protagonista, adormeci. Literalmente. Em frente ao PC. Pensei que estava com sono, mas quando tentei ver o episódio seguinte aconteceu o mesmo. E o seguinte – logo aos 15 minutos. Portanto, 5* para Glee por me ajudar a manter as horas de sono recomendas.

Melhor one night stand

Nashville – 1.01 – Pilot

Numa noite aborrecida decidi ver o pilot de Nashville e achei que tinha descoberto a melhor coisa de sempre, foram 45 minutos interessantes sobre musica e politica e estrelas que já perderam a fama.

Entretanto vi as reviews por aqui e dizia o chefe que os episódios seguintes eram vira o disco e toca o mesmo e vá, não estou assim tão aborrecida para ver mais horas do mesmo. Ok, Nashville, foi divertido enquanto durou.

Maior ‘Whyyy?’ [SPOILERS] Continuar a ler

Cemitério de Séries #3 – Toda a gente devia ver Girls

Um segredo sobre mim: durante muito tempo tinha uma mania de fixar uma personagem qualquer e imitá-la. Em tudo o que fosse possível. Um segredo mais embaraçoso é que às vezes ainda o faço. Girls, que vi de empreitada quando ainda estava em Erasmus, é uma série em que não dá vontade para imitar as personagens, porque são todas insuportáveis e egoístas e porque acabamos por ser as personagens sem o tentar. Quando o chefe aqui do estabelecimento soube deste post disse-me que a série é uma seca e eu estive quase a fazer delete do post e a publicar algo para ele me detestar para sempre (DON’T STOP BELIEVING, António!), mas em vez disso aqui está um post sobre porque é que o António e toda a gente devia ver Girls e adorar a série.

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