Codename: Fim

Boa tarde. Como vai o vosso Verão? Por aqui vão-se vendo poucas séries, seja por falta de disposição ou por causa do calor (não consigo ver séries com temperaturas acima dos 30ºC, serei normal?). O meu problema nunca é a falta de episódios para ver, aliás, neste momento ainda tenho episódios atrasados que já foram transmitidos em Abril. Tenho de pegar em mim e deixar tudo em dia.

Bom, hoje trago-vos uma série nova e uma que vocês já conhecem, intenções de séries a ver no futuro e uma notícia – boa ou má, depende do ponto de vista.

Comecei a ver Under the Dome há umas semanas. O trailer inicial deixou-me muito curioso e achei o primeiro episódio muito bom. Os episódios seguintes já deixaram algo a desejar, na minha opinião. De qualquer forma, só conseguirei formar uma opinião mais elaborada após a visualização dos próximos episódios. Aliás, depois da minha experiência com séries como Last Resort, The Following ou Revolution, só vou aconselhar (ou não) esta série no final da temporada.

Embora a quarta temporada de Arrested Development tenha sido lançada no fim de Maio, só há pouco tempo comecei a vê-la (muito lentamente). Vi três episódios e estou a gostar. As piadas estão cada vez mais subtis, e embora não goste do que a Portia de Rossi (Lindsay Fünke) fez à cara, a série não está a desiludir. Já muito foi dito sobre esta série e sobre o seu tão desejado regresso, e eu não tenho mais nada a acrescentar. Mas, já que estou aqui, aproveito para recomendar “The Arrested Development Documentary Project”, um documentário de 75 minutos sobre esta série genial que ninguém via.

Quanto às intenções de séries a ver no futuro, tenho em mente Hannibal e Orphan Black. Para além de ter lido boas críticas (principalmente sobre a segunda), têm apenas 13 e 10 episódios, respectivamente – o que só por si é um factor positivo. Gosto de séries curtas. Em relação a séries que ainda não foram transmitidas, tenho em mente Agents of S.H.I.E.L.D. e as comédias Brooklyn Nine-Nine e Enlisted. Vi os trailers aqui mesmo no Imagens Projectadas e fiquei curioso. Venha a fall season!

Quanto à notícia que vos prometi no início, bom, esta é a minha última crónica da rubrica “Codename”… ou chamemos-lhe antes um hiato por um período de tempo indefinido. Vou continuar a escrever no Imagens Projectadas, mas de outra forma, isto é, com uma rubrica diferente. Não quero dizer muito para já – daqui a algum tempo saberão mais.

Fica aqui então a minha despedida e a despedida da rubrica “Codename”. Até à próxima!

Codename: Maio

Boa noite e bem-vindos a Maio, o mês em que dezenas de séries acabam. Umas voltam em Outono, e outras despedem-se definitivamente, dando lugar a outras séries. É um ciclo infinito de séries e hoje eu estou cá outra vez para falar de três delas, da pior para a melhor. Vamos a isso, então..

Para começar mal, tenho The Following. Bom, lembram-se do que eu disse na minha crónica anterior sobre esta série? Pois, ela estragou-se. A emoção dos primeiros episódios desapareceu quase totalmente e a série tem andado a definhar e a empatar episódio após episódio. Ainda não vi os episódios finais, mas não vou vê-los a correr. Tenho tempo. Gosto do Kevin Bacon e gosto do tema base da série, mas os últimos episódios vão ser decisivos para eu decidir se espero pela segunda temporada ou se a ponho de lado de vez.

Mas nem tudo é mau, e Go On está aqui para comprovar isso. Os 22 episódios da primeira temporada tiveram um pouco de tudo, com episódios hilariantes e episódios menos engraçados, mas de certa forma, é uma série que vale a pena ser vista. Se precisam de uma comédia leve, engraçada e um pouco nonsense, esta é a escolha ideal. Ainda não se sabe se foi cancelada ou renovada, mas tenho confiança que volte para uma próxima temporada. Bem, se coisas como Two and a Half Men ainda conseguem ser renovadas, porque não há-de Go On conseguir?

E, para acabar em grande, olá Game of Thrones! Esta mega produção da HBO regressou para a sua terceira temporada há pouco mais de um mês e não posso deixar de dizer que regressou em grande. Ver apenas a série é uma coisa, mas para quem também lê os livros, a série torna-se muito maior. A terceira temporada, relativamente ao terceiro livro tem sido muito fiel, com algumas adições que não aborrecem nem chocam. O único defeito que tenho a apontar é o tempo que passamos com cada personagem. É muito pouco, mas compreensível devido ao facto de existirem personagens às dezenas. De qualquer forma, esta temporada tem sido óptima – e as audiências que registam subidas a cada episódio que o digam. É óbvio que, tal como qualquer fã, estou ansioso pelos próximos episódios, esperando que continuem assim e que não desiludam.

Antes de terminar, podia ainda falar de Doctor Who, mas já o fiz nesta crónica assinada por mim e pelo António Guerra, por isso se quiserem saber o que eu tenho achado em relação a este resto de temporada, passem por lá.

E pronto, por hoje é tudo. Agora, uma dica para quem não vê séries porque diz que não tem tempo: organizem o vosso tempo livre! Entre ter aulas e estudar e fazer exercício e ir para a noite e jogar e tudo o que vocês fazem… há sempre umas horas de sobra para ver uma série ou duas. Giram o vosso tempo e entrem no mundo das séries!

Codename: Divergências

Olá caros leitores. Desde a minha última crónica, estive de férias, mas as séries não pararam de chegar. O que é bom é que um fã de séries (e não alguém que só veja meia dúzia de séries da fall season) tem sempre episódios para ver.

Entre todas as séries que acompanho e que não são novidades nas minhas crónicas, posso dar relevo a Community, que depois de tantos adiamentos finalmente voltou. Dos três episódios que já foram transmitidos, o segundo foi o meu favorito. Muitos podem dizer que Community já não é a mesma coisa, mas se formos por esse caminho, nenhuma série é a mesma passadas duas ou três temporadas. O que interessa é que esta série brilhante está de volta e ainda temos 10 episódios para aproveitar.

Em relação a novidades, comecei a ver The Following sem sequer saber do que se tratava. Tenho a dizer que fiquei muito surpreendido com o que vi e embora os episódios em geral não sejam tão emocionantes como o primeiro foi, continuo a acompanhar avidamente a série. O facto da história se basear nas obras de Edgar Allan Poe só a melhora, uma vez que gosto muito deste autor. Sei que a série ainda tem muito mais para dar e só espero que não se estrague.

Outra das séries que comecei a ver foi Scrubs. Já andava há uns tempos a pensar se devia ver a série e se valia a pena, e esta crónica acabou com as minhas dúvidas. E valeu a pena? – perguntam vocês. Absolutamente, sem qualquer dúvida. Ainda só vi a primeira temporada, mas para já adorei o que vi. É divertida, é imprevisível e às vezes não faz sentido nenhum – e isto faz de Scrubs uma série espectacular. Sei que tendo visto apenas uma temporada, ainda não posso fazer grandes juízos de valor sobre a série, mas posso facilmente aconselhar a série a todos os amantes da comédia.

E agora, em forma de despedida, despeço-me de vocês e da série Primeval: New World, que foi cancelada logo após ser transmitido o último episódio da primeira temporada. A história que a série tinha vindo a construir nos últimos episódios estava muito bom, usando a mitologia da série original, mas sem a destruir ou contradizer. Depois dos dois episódios finais que teve, foi mesmo uma pena que a série tenha sido cancelada, pois sinto que a parte emocionante estava prestes a começar. Infelizmente, nem tudo corre como nós queremos e não há (muitos) milagres no mundo da televisão, por isso é preciso seguir em frente e esperar que os britânicos preparem uma sexta temporada da série original.

Voltamos a ver-nos na próxima crónica, então. Até lá!

Codename: Desenvolvimentos

Então, este fim-de-semana tive a oportunidade de tirar algumas horas (mais do que algumas, vá) para pôr as minhas séries em dia. E foi um fim-de-semana que rendeu muito bem, uma vez que consegui pôr 12 séries em dia, por isso, mesmo que não quisesse, tinha muito para falar nesta crónica. Não me vou centrar numa só série, em vez disso, vou falar um pouco de todas..

Começo então por Fringe. Ahh, vou ter tantas saudades de Fringe. Antes de mais, não posso – e não vou – retirar o que disse sobre Fringe: continuo plenamente consciente que esta última temporada não se desenvolveu da melhor maneira, tornando-se mesmo aborrecida. No entanto, os últimos episódios melhoraram e fizeram-me lembrar porque é que eu gosto tanto desta série. O final foi apropriado e o último episódio esteve cheio de referências às temporadas anteriores. Aquilo que mais me agradou foi a avalanche de diferentes fringe events causados pelo grupo. Sei que há gente que ainda não viu o final, por isso não quero entrar em grandes pormenores – tenho sempre medo de escrever aqui, uma vez que odeio quando leio spoilers sem querer e não quero causar o mesmo “ódio” a outras pessoas.

Outra série que acabou (embora não definitivamente) foi Homeland. E que final explosivo (sim, eu tinha que fazer esta piada ridícula). Se a série fosse um desastre de audiências – o que não é, antes pelo contrário, – o nono episódio funcionaria muito bem como uma conclusão. Por uns momentos, cheguei a duvidar do rumo que a 3.ª temporada tomaria, mas depois do décimo episódio não duvido da série. E não duvido que vai ser épico. Se na primeira temporada a Claire era a única que “não acreditava” no Brody, na próxima temporada, ela vai ser a única que acredita nele. Gosto desta diferença e sei que a terceira temporada não vai desiludir. Não pode.

Arrow foi outra das séries que tive a oportunidade para pôr em dia. Não estou dentro da história das BDs, mas a adição do Dark Archer foi muito boa, principalmente depois de sabermos quem ele verdadeiramente é. The Big Bang Theory continua uma série pouco engraçada, sem muitas surpresas. Por outro lado, Person of Interest surpreendeu-me muito nestes últimos episódios, com uma reviravolta óptima. A série canadiana Primeval: New World está finalmente a entrar nos eixos (espero eu), com muitas referências à série original britânica e com uma participação especial surpreendente do Colin Ferguson (sim, o Jack Carter de Eureka faz o papel de um geek nesta série – quem diria?).

Finalmente, temos Last Resort, que até posso dizer que me surpreendeu – mais uma vez, quem diria? Esta série teve um início espectacular, uma parte intermédia muito chata, e um final quase tão bom como o início. Dou relevo ao episódio “Cinderella Liberty”, o episódio em que os paquistaneses atacam o navio com os familiares dos militares nas ilhas. É uma pena que a série tenha “estragado”, e é uma pena que tanta coisa tenha sido “enfiada” nos últimos minutos do último episódio, mas preferi desta maneira em vez que nos espetarem com um final sem conclusão ou terem a série a prolongar-se sem evolução indefinidamente.

Neste momento, estou quase sem séries para ver, e embora me queira dedicar um bocado aos filmes, já estou a matutar em algumas séries novas… Na próxima crónica há novidades. Até lá, então!

Codename: Restos

Tenho o magnífico prazer de abrir o ano no Imagens Projectadas com uma crónica (sim, o boss já postou antes de mim, só que não foi uma crónica), mas antes de mais, ficam aqui os desejos de que a passagem de ano tenho sido óptima e que 2013 vos traga grande parte daquilo que querem (porque se vos trouxer tudo o que vocês querem, fico chateado). Vamos a isso, então.

Este ano ainda não vi nenhum episódio – o que é de esperar, até certo ponto – por isso hoje falo-vos dos restos de 2012. Fringe está na sua meta final e não me está a agradar por completo. Mesmo que os três episódios finais sejam geniais e completamente surpreendentes, isso não vai fazer com que os anteriores se tornem melhores. No entanto, estou aqui e estou com Fringe até ao final, por isso venha daí essa despedida! Person of Interest continua interessante e embora utilize sempre a mesma fórmula, não acho que se esteja a tornar cansativa. Cansativa está Last Resort, que não me tem agradado de todo e que não me consegue transmitir empatia pelos personagens. Mais três episódios, e fica arrumada na prateleira. Haven está muito interessante, com apenas dois episódios que darão final à temporada e que serão transmitidos no mesmo dia. Como é costume nesta série, espero uma catacumba de respostas e de novas perguntas nestes últimos episódios. Já vos falei de algumas das minhas expectativas para 2013 no post anterior onde exponho os momentos altos e baixos da TV no ano passado, por isso relativamente a Breaking Bad e a Sherlock estamos falados.

Assim, fica só a faltar uma coisa. Fica só a falar a série do meu doutor favorito. Doctor? Doctor Who? Não podia obviamente deixar passar isto porque a) agora só há Doctor Who em Abril, por isso se não falo disto (constantemente) com alguém, é capaz de me dar alguma coisinha má e b) estou à espera deste episódio desde Março. Agora calma. Antes de lerem as próximas frases, fiquem a saber que há spoilers, por isso se ainda não viram este episódio – o se pretendem ver a série futuramente, avançam imediatamente para o fundo ou fechem esta página. Não fechem. Ide ler outros posts. Nove meses à espera, com muitas pistas, muitos teasers, muitas fotografias, e mesmo assim, o episódio de Natal de Doctor Who surpreendeu-me completamente. Porque, Moffat, tu não podes simplesmente apresentar uma personagem antecipadamente e matá-la… e apresentá-la oficialmente meses mais tarde e matá-la outra vez. Enfim… O recurso aos três personagens do Paternoster Gang foi óptimo. Eu, que nem gostava assim muito deles, comecei a sentir uma empatia crescente à medida que via o episódio. Sabe-se que estes três vão voltar em mais dois episódios do resto da temporada, por isso fico aqui à espera. O vilão, interpretado por Richard E. Grant, que à primeira vista parecia terrível e importante para o episódio, foi enfraquecendo e dando mais espaço às outras criaturas, que eram muito mais interessantes, é preciso admitir. Relativamente à rapariga que morreu e à sua interacção com o Doutor, tenho apenas uma palavra: brilhante. A forma como a relação desenvolveu a partir de uma simples perseguição foi lindíssima, e o que está a ir para chegar vai ser genial, tenho a certeza. Afinal, como é que possível que Clara possa estar viva, depois de morrer duas vezes?

The Doctor: Right then Clara Oswald, it’s time to find out who you are.

Foi com esta frase que se despediu o trailer da segunda parte da 7.ª temporada e é com esta frase que eu me despeço de vocês. Até à próxima e, que raios, vejam esta série!

Codename: Diversão

Rir é o melhor remédio“. Não, não é. Quem foi o idiota que pensou nisso, sequer? De certeza que não percebia nada de Medicina. Rir não é o melhor remédio, mas ajuda. Assim, estava eu a pensar sobre o que havia de escrever desta vez, até que me surgiu uma ideia. “E se eu escrevesse só sobre séries de comédia?“. E porque não? Fugindo aos dramas e aos policiais, hoje falo só sobre séries que nos fazem rir… ou nem tanto.

Para começar em grande, duas palavras: Arrested Development. Já falei desta série numa das minhas crónicas aqui no Imagens Projectadas, quando ainda só tinha visto meia dúzia de episódios. Entretanto, já acabei de ver tudo e já percebo porque é que é uma série de culto tão famosa e tão adorada. A series finale – que se veio a revelar há algum tempo que afinal não o é – foi uma despedida em grande, cheia de referências ao episódio piloto. Foi um episódio cheio de bons momentos, com destaque para o regresso do Annyong e para a reacção da Lindsay a descobrir que afinal é adoptada… e que tem quase 40 anos. Tenho pena de não ter visto esta série mais cedo, porque agora podia revê-la em 2013, antes de estrear a próxima temporada – pela qual estou bastante ansioso. Como será a dinâmica entre os actores 6 anos depois? Será que a série vai conseguir manter o nonsense que tanto a caracterizava? Será que vai continuar após esta quarta temporada? Veremos…

Outra grande série é Go On. Sim, eu sei que ainda é muito recente e dizer que é uma grande série pode ser um bocado precipitado, mas reparem: Go On é mesmo muito boa. Neste momento é, juntamente com Parks and Recreation e Community, uma das minhas comédias favoritas. Não comecei com as melhores expectativas em relação a esta série, mas a cada episódio que passa, os personagens cativam-me cada vez mais e eu fico mais afeiçoado a eles. O último episódio foi centrado em Owen e na forma como ele utiliza os jogos para fugir da realidade, para fugir do facto do seu irmão mais velho estar em coma. Com a ajuda de Ryan e com muito jogo à mistura, Owen conseguiu finalmente vencer o receio de visitar o irmão. Enquanto isso, Yolanda parecia estar pronta para fazer a sua graduação… mas aparentemente não foi capaz de se separar do grupo. Go On é uma série simples mas divertidíssima e a única coisa que está a faltar é mesmo um episódio sobre o Mr. K.

Parks and Recreation continua uma série fantástica, mas o episódio anterior deixou-me com alguma comichão interior. A intriga entre Leslie e April pareceu um bocado vazia. Não sei, podia ter sido melhor aproveitada. Fiquei com a sensação que essa parte da história nem foi terminada. E esse mistério do roubo dos computadores? Serviu só para arranjar contexto para convencerem o Andy a não seguir (pelo menos para já) a carreira policial? Uma coisa faz sentido, sim: Andy (que, ou é impressão minha ou está a ficar mais idiota de episódio para episódio – mesmo embora ele tenha sempre sido um bocado idiota) terá mais potencial como segurança do que como polícia. E já que estou numa de perguntas, o que é que está a acontecer com How I Met Your Mother? O episódio em que Barney arranjou um cão como wingman foi uma lástima e este último, bem, este último foi uma autêntica ridicularização do Nick, pobre coitado. Ele sempre foi assim tão burro, ou foi só neste episódio? Enfim, apenas continuo a acompanhar a série em honra das primeiras temporadas e porque ainda sinto muita empatia pelos personagens. E tenho alguma esperança, também.

Como nota final, foi lançada há uns dias a colecção completa de Friends em Bluray. Para amantes de Bluray e de Friends, é algo a não perder. Para mim, que sou um amante de Bluray e nunca vi Friends (não me atirem pedras, por favor), é, sem dúvida, uma óptima oportunidade. Talvez no Natal “compre” esta delícia e veja de uma vez por todas esta óptima série. Sim, porque sei que é uma óptima série, embora nunca tenha visto mais que pedaços de episódios soltos.

E pronto, acho que por hoje é tudo. Não se esqueçam: rir faz bem à saúde e comédias americanas é do melhor que há para desanuviar, por isso peguem nelas e divirtam-se!

Codename: Tríade

Boa noite. Duas semanas depois de ter escrito a minha última crónica, cá estou eu outra vez. Duas semanas não é muito tempo e a disponibilidade para ver episódios também não tem sido a melhor, por isso não vos prometo uma grande crónica para hoje. Mas vamos ver então como me saio.

Talvez já tenham ouvido falar de Arrow, que estreou muito recentemente. Para quem não conhece, a história aborda Oliver Queen, um jovem milionário que naufraga ao largo de uma ilha no Sul da China. Cinco anos depois, volta à sua cidade natal, mudado… e com um alter ego – o Green Arrow. Esta série é uma adaptação de uma personagem de banda desenhada da DC Comics, os mesmos génios por trás de personagens como o Batman, o Flash, ou o Lanterna Verde. Com dois episódios transmitidos, Arrow ainda não mostrou muito. É interessante e entretém, mas os diálogos ocos e as relações entre os personagens apresentam grande potencial para novelizar a série. E ninguém quer uma novela sobre um super-herói/vigilante. O que a salva são os flashbacks bem aproveitados e, claro, as cenas de luta do Green Arrow. Espero que esta série me surpreenda e não me canse algures pelo meio dos 20 episódios que aí vêm (porque eu acho que uma série deste género seria melhor aproveitada com temporadas mais pequenas). Para os fãs da trilogia Batman de Christopher Nolan, aconselho-vos a dar uma oportunidade a esta série.

A próxima na lista é Parks and Recreation. A cada episódio que vejo, a minha adoração pela série e por estes dez personagens é renovada. Em relação ao mais recente episódio, dou grande destaque ao subplot do grande vício informático e tecnológico de Tom Haverford – até me identifiquei ligeiramente com ele, tenho que admitir. Enquanto Community não volta, arrisco-me a dizer que esta é a melhor comédia da televisão americana neste momento.

Finalmente, temos The Walking Dead. As massas adoram e as minorias também, mas fazem questão de criticar tudo. E com razão, porque é impossível não reparar em vários aspectos de série que simplesmente não fazem sentido. Mas no geral, esta nova temporada não está a desiludir. Embora tenha pena que as histórias do Governador e da Michonne ainda não tenham sido muito abordadas, tenho que admitir que estou a adorar o que se está a passar com o grupo principal. Se conhecesse a história da banda desenhada, não estaria aqui a dar palpites e provavelmente conseguia fazer uma crítica comparativa bem formulada, mas enquanto ninguém me oferece a BD, têm que me ler a mandar bitaites. Desculpem lá.
Em relação ao segundo episódio desta série, achei-o ainda melhor que a premiere. Os prisioneiros foram uma boa adição ao episódio e aquela cena mítica entre Rick e Tomas, o líder dos prisioneiros, facilmente se tornou uma das minhas favoritas de toda a série… tanto que a vou ver novamente assim que acabar de escrever isto. Estou confiante que esta terceira temporada não empate como a anterior e que nos traga muitas surpresas. E um zombie de cadeira de rodas, acho que é só isso que falta à série.

Foi uma semana pobre para mim, que não consegui pôr as séries em dia. Entretanto, ando a reflectir se deva ou não ver American Horror Story, já que ando a ler críticas exageradamente elogiosas à premiere de American Horror Story: Asylum. Sim? Não? Sejam fixes a ajudem-me a decidir, pode ser?

Codename: Vaivéns

Ora bom dia, boa tarde ou boa noite dependendo do fuso horário onde se encontram. Aqui estou eu de volta com as minhas crónicas mensais, hoje para vos falar de quatro séries. Vamos então a isso.

Comecemos por Warehouse 13, essa série do Syfy que infelizmente pouca gente conhece – não me canso de dizer isto, porque é absolutamente verdade. Mas antes que corra o risco de me tornar repetitivo, deixem-me dizer que a midseason finale desta série foi de cortar a respiração. Quando o clímax da temporada pareceu estar no episódio anterior, Warehouse 13 presenteia-nos com um episódio destes. E quando pensamos que ia tudo acabar bem – porque acaba sempre tudo bem – a profecia é cumprida e uma praga mortífera é libertada para o mundo. E o episódio acaba assim. Confesso que já não estava habituado a estes cliffhangers e estava mesmo com a ideia que ia tudo acabar bem. Não acabou. O que agora tenho pela frente é a espera infernal pelos próximos 10 episódios, previstos para Abril de 2013. Veremos se aguento.

Adiante. Já vos falei de Primeval: New World numa crónica que escrevi há uns tempos, mas na altura ainda se sabia pouco sobre a série. Seis meses depois, está marcada a data de estreia – 29 de Outubro – e já há um trailer que até me deixou bastante curioso. Trata-se de um spin-off da série britânica Primeval, à qual dediquei aqui um parágrafo. O que me deixou curioso é o facto de um personagem da série britânica – e um dos meus personagens favoritos, por sinal – “saltar” para esta de modo a fazer uma introdução e situar os espectadores da série original. Os argumentistas prometem uma série mais obscura, mais pesada, com piores consequências para o mundo. Ficarei assim à espera disso, porque é uma pena se a série não der em nada. Mas, de facto, os americanos não são conhecidos por fazerem boas adaptações de produtos britânicos…

Esta série de que vos falo agora estreou recentemente no canal americano ABC e está a dar que falar. Em Last Resort, os tripulantes de um submarino recebem uma ordem para bombardear o Paquistão com armas nucleares. Mas a ordem veio de um canal especial, que só é utilizado quando o país está a ser atacado – e isso leva a que o Capitão do submarino peça confirmação da ordem, sendo por isso retirado do seu cargo. Sucede-se então uma sequência de eventos, acabando com o submarino na mira do próprio país e numa situação bastante mais complicada do que se possa imaginar. A natureza militar da série e a introdução de muitos personagens em simultâneo pode ser pouco estimulante para algumas pessoas, mas a acção e o drama valem a pena. No entanto, houve uma coisa que não me agradou muito: por duas vezes o Capitão Marcus Chaplin toma uma decisão aparentemente agressiva que mais tarde se revela que é inofensiva. Se isso é uma imagem de marca da personagem, que seja. Só espero que não se torne uma constante, porque uma situação assim num final de temporada pode surpreender muitos espectadores… negativamente. Até agora estou a gostar, e se continuar neste ritmo poderá muito bem ocupar o lugar de surpresa do ano.

E, como é claro, deixei o melhor para o fim. Doctor Who. Mas que série. A primeira metade da sétima temporada já se foi, assim como os Ponds. O primeiro episódio introduziu de forma surpreendente e inesperada a Oswin. Os seguintes episódios, por entre situações hilariantes, referências a personagens da série original e resoluções demasiado rápidas para o meu gosto, também foram muito bons. Mas depois chegou o The Angels Take Manhattan, essa peça de televisão assombrosa, que despediu de forma trágica e espectacular os Ponds, os maravilhosos personagens que se aguentaram com o Doutor durante duas temporadas e meia. Mantenho agora expectativas altíssimas para o episódio de Natal e para os restantes episódios que serão transmitidos em 2013, esperando que a série se supere episódio após episódio e que festeje em grande o seu 50.º aniversário.

E é tudo por hoje. Para quem gosta de zombies, a estreia de The Walking Dead está mesmo aí à porta. Para as outras pessoas, há dezenas de séries a ser transmitidas, por isso larguem os joguinhos do Facebook e passem mais tempo a ver séries, que isso é que vos faz bem. E alimentem-se saudavelmente.

Codename: Eureka

Hoje decidi fazer algo diferente e dedicar todo o post à série americana “Eureka”, do canal Syfy, que acabou muito recentemente. Uma forma de tributo. Com o último episódio emitido no dia 16 deste mês, Eureka concluiu em grande a sua viagem de 6 anos. Não é uma série muito conhecida, o que é uma pena. Não deixa, no entanto, de merecer mérito. Muito mérito.

Mas afinal o que é isso de Eureka? Bom, Eureka é uma cidade fictícia americana habitada por todo o tipo de génios, responsáveis pelos mais fabulosos e impensáveis avanços tecnológicos. Em cada episódio da série acontece algo de errado: um acidente misterioso, uma peça de tecnologia que foi mal utilizada… Ao xerife Jack Carter, o único habitante de Eureka que não é propriamente um génio, cabe a função de resolver o problema e repor a ordem.

Bolas de fogo inteligentes à solta, mudanças de temperatura abruptas, cães robots que explodem sem explicação, objectos e edifícios que começam a flutuar ou que simplesmente desaparecem, pessoas que são transformadas em pedra, viagens no tempo, universos paralelos… Eureka tem de tudo, e é isso que me fascina: o conteúdo geek e de carácter futurista e as invenções e acontecimentos fantásticos. Para além do acontecimento principal, todos os episódios têm situações caricatas, humor divertido e aquela parte onde os cientistas falam com termos técnicos que deixam qualquer espectador à nora. E todos os episódios são fantásticos. É verdade: a primeira temporada pode demorar a “entrar” e até desiludir um pouco, mas ao longo do tempo a série melhora, as personagens crescem e vão e vêm… e Eureka não perde a sua essência.

Outra coisa que me faz gostar muito de Eureka é a interligação com outras séries, nomeadamente Alphas e Warehouse 13. Personagens “saltam” de uma série para a outra para fazer uma ou outra participação especial, dando a entender que as três séries se passam no mesmo universo.

A última temporada mantém-se à altura das anteriores e os últimos episódios, cheios de reviravoltas, criam uma certa tensão no espectador. É o fim que se aproxima. O fim de uma série que vai deixar saudades. Eureka despede-se com o episódio “Just Another Day…“. É um super-episódio, com um bocadinho de tudo o que a série mostrou ao longo dos anos e onde podemos rever caras antigas – e uma ou outra cara nova, até. De uma forma muito emocionante, Eureka mostra-nos que afinal tudo pode acabar bem. Mas Eureka não acaba. Eureka vive. Vive para sempre nas nossas mentes.

Codename: Tardio

Introduções para quê? Só porque é socialmente aceite que tenhamos que chegar a um lugar e cumprimentar as pessoas? Não, dispenso. Vamos ao que interessa.

Game of Thrones. Porque é que não comecei a ver Game of Thrones mais cedo? Porque é que só depois de a segunda temporada ter sido transmitida na íntegra é que eu me lembrei de começar a primeira? Aparentemente, porque sou uma besta.
Várias vezes me disseram “tens que ver a série, é muito boa”, “vê a série!”, mas a ideia de ver uma série épica medieval nunca me agradou. De facto, não gosto de todo desse género. Digam o nome de um filme épico e quase de certeza que recebem um “não gosto” como resposta. Ou então um “não sei, não conheço, não estou interessado”. Mas a culpa é vossa. Se me tivessem dito que a série tinha elementos sobrenaturais, eu provavelmente já tinha começado a vê-la há bastante tempo. Sim, a culpa é vossa. Sim. De qualquer forma, só vi ainda a primeira temporada e embora já soubesse um dos principais acontecimentos graças aos energúmenos que decidiram estampar isso num cartaz, a série trouxe-me muitas surpresas positivas – e talvez até uma maior consideração pelos filmes e séries medievais.

Avançando agora centenas de anos, passo para a série futurista Continuum. Tal como disse na crónica anterior é algo que me agrada e que certamente vou continuar a acompanhar. É uma série com muito potencial e que acho que só tem como melhorar. Tenho esperança que a série nos apresente reviravoltas rebuscadas, como aquelas que se viam em V – série que se calhar não é o melhor exemplo mas foi a que eu me lembrei.

Tenho também investido nas comédias, nomeadamente em Arrested Development e em The IT Crowd. Arrested Development é uma série que foi transmitida entre 2003 e 2006 e que no final do ano passado foi ressuscitada pela Netflix para mais 10 episódios. Isso e uma crítica muito positiva levaram-me a começar a ver a série, decisão da qual não estou nada arrependido. Ainda só estou no início, mas estou a adorar. The IT Crowd é uma série britânica sobre o pessoal que trabalha do Departamento de Informática de uma empresa. Com 4 diminutas temporadas e episódios de 20 minutos, The IT Crowd é hilariante e consegue fazer-me rir como poucas outras séries conseguem. Para quem não conhece – vejam, a sério.

Bom, fico-me por aqui e espero que vocês, tal como eu – e se for o caso, é claro – aproveitem as séries e descansem e façam aquilo que gostam. Como ver séries, por exemplo. Até à próxima!