MALTA– os Momentos Altos (e Lows) da TV deste Ano – por António Guerra

Depois de uma semana preenchida com o melhor e pior do ano, chega a vez do comandante das tropas deste estamine falar sobre o que se passou este ano…e porque não me apetece fazer uma introdução longa, vamos ao que interessa:

Melhor Série: Sherlock

Sherlock

Sherlock teve este ano uma temporada de vale. Um pico alto, a chegada ao rio no segundo, e voltar a subir na qualidade no terceiro. Mas, e visto que revi a série ainda há pouco tempo, acho que não há como dizer isto de outra forma: dos três episódios, dois deles são absolutamente brilhantes. O primeiro é um episódio à Steven Moffat, genialmente escrito, e com um final absolutamente brilhante. Foi para mim o melhor episódio do ano, mais que merecido. O terceiro é uma construção fantástica, que permite o espectador duvidar mesmo do herói da história, algo que parecia impossível acontecer. O pior disto tudo? É ter aquele final e saber que a série deverá regressar só em finais deste ano que vem. Para os que já viram, vejam de novo. Para os que ainda não viram, não sei o que falta para ver…

Melhor Personagem: Walter White

Season-1

Walter White é, para mim, a melhor personagem que actualmente se encontra no ecrã. Don Drapper é muito bom, Sherlock ainda acho melhor, mas Mr. White é outro nível. Primeiro, porque Bryan Cranston é brilhante. Mas não só…a construção da personagem (para quem está a rever a série, nota-se isso bem) é brilhante, e a sua transformação, passo a passo, é algo que dá imenso gosto a acompanhar. O professor de química está transformado num…nem sei, num homem que acha que todas as acções seguem a Lei de Hess: não interessa o intermédio, mas sim o meio e o fim. Se a série fosse só este homem, merecia ser vista. Mas não é…

Maior surpresa: Mad Men

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Sim, matem-me por colocar aqui Mad Men. Mas a questão é que só este ano consegui recuperar Mad Men. A série demorou a entrar nos meus gostos, tendo desistido varias vezes dela. Mas este ano, quando tentei de novo, fui-me apaixonando, conquistando com as histórias que envolvem as personagens, com as mesmas, e fazendo dela das séries que, agora, mais gozo me dá a ver. É difícil entrar nela, mas depois de se conhecer o mundo da série, fica-se apaixonado pela mesma.

Série que me fez dizer mais f***-**: Homeland

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Duas razões para dizer f***-** com Homeland. Um início brutal, e depois a meio da temporada o ritmo apaixonado que se apoderou da série e a deixou bastante pior do que estava. E a Carrie a chorar…todo o santo episódio (PS: e não gostei do final…demasiado lamechas).

Maiores expectativas: Breaking Bad

Breaking Bad

Já falei de Breaking Bad, por isso não há muito mais a referir. A série vem aí para os seus últimos episódios, e pelo que mostrou no inicio da quinta temporada, no próximo ano (em termos de série) vamos ter revoluções. Já começaram, mas as expectativas estão enormes.

Menores expectativas: The Big Bang Theory

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TBBT precisa de se renovar. Essencialmente é isso que tem faltado à série, uma renovação da mesma, que permita que a história seja mais continuada do que episódios brilhantes seguidos por 5/6 razoáveis/maus.

Série zombie: HIMYM & Dexter

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Por razões diferentes. HIMYM não tem mais história, mas continua a tentar esticar e esticar o tapete para cobrir o que resta. O que dá nisto é o desfiar da mesma história, uma série sem grande piada, e episódios fáceis de prever. Dexter teve um ano razoável, mas o continuar da série só demonstra que a Showtime não tem respeito pelos fãs. Dexter terá sempre história, mas está a chegar um momento em que a série precisa de partir. Em memória do que já de muito bom se fez com a mesma.

Maior Surpresa: Parenthood

Parenthood

Não é bem surpresa, mas foi a melhor forma que arranjei para me referir a tal. Parenthood tem estado absolutamente fantástica, com uma carga dramática que muitas das séries da TV (se não todas) gostariam de ter, continuando a contar a sua história familiar. Merece ser vista.

Série Galinha – Continua a andar com a cabeça cortada: Fringe

Fringe

Fringe tem tido um ano fraco. A série, que está no seu último respirar, poderia ter aproveitado estes 13 episódios para termos acção, ritmo, algo que falta na televisão aberta. Não. Deu-nos narrativa pachorrenta, onde só aconteciam coisas nos finais (logo resolvidos no inicio do outro episódio), algo que não se percebe quando se caminha para o final. Merecíamos, nós os fãs, melhor das mentes que criaram a série…faltam 3, mas o que se passou nestes 10 podiam ser resumidos em 2.

Séries que vocês deviam ver, mas para dizer isso estou cá eu: Coupling & Doctor Who

Coupling e o actual Doctor Who têm o dedo de Steven Moffat. Moffat é um génio. Coupling é HIMYM melhor (de longe…melhor que Friends, arrisco-me a dizer), que sabe quando a história tem de acabar. Doctor Who é a série mais louca que anda por aí, com argumentos totalmente inesperados. Merecem as duas ser vistas.

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