Alfabeto das Séries: F

Nesta rubrica baptizada de Alfabeto das Séries, procuro aprender um pouco mais sobre séries que não conheço e dar a conhecer novas séries aos leitores do Imagens Projectadas. Como de costume, mais um post, mais uma letra. F, é a tua vez.

  • Fringe, (2008–2013), Fox, Terminada.

Fringe

Há muito para se dizer sobre Fringe, mas acho que talvez seja capaz de dizer tudo em apenas 5 palavras: Fringe é uma série fantástica. Muitos podem dizer que a série se perdeu muito na quinta temporada (o que não discordo) e que algo lhe faltava nos últimos tempos. Apesar disso, Fringe vale muito a pena, pela sua atmosfera misteriosa, pelos eventos irreais retratados nos episódios, por tudo que faz dela uma série de culto. Entre universos paralelos, acontecimentos inexplicáveis, mutações, os 100 episódios de Fringe são uma viagem que ninguém devia perder.

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  • Falling Skies, (2011– ), TNT, Parada.

Falling Skies

Em Falling Skies, numa Terra devastada pela invasão de extraterrestres, um professor de história lidera (tecnicamente não lidera, porque não é ele que está no comando na primeira temporada, mas é quase como se liderasse) um grupo de pessoas numa Boston destruída. Com três temporadas transmitidas e uma quarta assegurada, esta é uma série de ficção científica que me vem surpreendendo ano após ano. A primeira temporada foi boa, a segunda foi melhor, e a terceira foi ainda melhor. É daquelas séries que em primeiro se estranha (eu próprio demorei mais tempo do que queria a ver a primeira temporada), mas depois entranha-se.

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Series-Gazing XXVI: E depois da Fall Season…?

Estamos já a pouco mais de 72h do Natal, aquela época maravilhosa em que os miúdos recebem as suas prendas, a família tenta estar toda reunida e tenta sorrir apesar de alguns desamores que possam existir e algumas dificuldades em trazer as coisas à mesa, mas o que importa é o espírito de paz que as une e reúne naquela casa, com ou sem lareira, com ou sem radiador, naquela sala onde está a árvore e se passa a meia-noite com o maior alvoroço. É assim todos os anos, e por mais que nos queiram roubar isso, tudo volta a acontecer. Digamos que é a magia do Natal.

Convido-o, pois, a sentar-se comigo durante uns 10 minutos, nada mais do que isso, e vejamos como foi a minha (e a sua, pois há sempre um comentário a fazer) Fall Season. Já tem o seu chá ou café prontos? Com o bolinho a acompanhar? Pois, no exacto momento em que lhe falo estou de viagem, e portanto, não se espante se eu desapareço por uns momentos. Eu vou tentar não me esquecer de pôr o sinal do “Volto Já”, não vá o caro leitor pensar que o abandonei.

The Crazy Ones

Devo dizer que a minha Fall Season, neste ano de 2013, foi diferente em todos os sentidos. Por um lado, quando esta tão interessante época começou decidi, na minha cabeça, analisar o maior número de pilotos que podia. E assim o fiz. Mal ou bem, notas baixas ou altas, está feito e até lhe digo que nem foram muitas as que me propus acompanhar. Das novas recordo-me de “The Crazy Ones”, “Once Upon a Time in Wonderland”, “Atlantis”, “Dracula” e “Sleepy Hollow”. Poucas? Eu sei que sim. O tempo, muitas vezes, não estica. No que toca à categoria das que fazem parte da mobília da casa fiquei-me por “Once Upon a Time”, “American Horror Story”, “Modern Family”, e mais uma ou outra que agora me falham. Estão para depois “Almost Human”, “Masters of Sex”, “S.H.I.E.L.D”, “Reign” e “Haven” mas seguramente que as consumirei agora nas férias, apesar do estudo que ainda terei de fazer.

Foi uma Fall que eu esperava bem mais activa; se calhar, as apostas dos canais este ano estiveram muito em baixo ou se calhar, a minha paciência e o tempo livre estão cada vez mais pequenos, que quase preciso de um microscópio para os encontrar. No final de tudo, acabo por ficar com as que mais gosto, com as que mais prazer me dão a ver. É como o acto de beber um café: prefiro-o curto e bom, do que um longo e mau.

Eu não lhe disse que iam ser 10 minutos? E até sou capaz de lhe provar que nem chegou a tanto! Tenho a sensação que não desapareci. Ou desapareci? Bom, se não o fiz antes devo fazê-lo agora!

3…

Antes de me despedir com um “Boas Festas”…

2…

…quais foram as suas escolhas desta…

1…

…Fall Season?

Boas Fes………… (ligação perdida).

Alfabeto das Séries: B

Mais um post, mais uma letra, desta vez o B. Nesta rubrica baptizada de Alfabeto das Séries, procuro aprender um pouco mais sobre séries que não conheço e dar a conhecer novas séries aos leitores do Imagens Projectadas. Vamos então a isso e espero que gostem!

  • Breaking Bad, (2008–2013), AMC, Terminada.

breaking bad

Breaking Bad sempre foi uma óptima série, mas quando estava a caminhar para o fim, a sua popularidade aumentou de uma forma estrondosa. Mas mereceu toda a atenção que recebeu. Quem a conhece, sabe de que obra de arte é que estou a falar; quem não a conhece provavelmente viveu debaixo de uma rocha nos últimos anos. E para essas pessoas, posso dizer que a série introduz-nos um professor de Química diagnosticado com cancro do pulmão e que acaba por começar a produzir metanfetaminas com um antigo aluno de forma a deixar dinheiro para a sua família. Só que a série é muito mais do que isso. É a viagem de uma vida.

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  • Big Bang Theory, The, (2007– ), CBS, Em exibição.

big bang theory

The Big Bang Theory é uma comédia bastante popular da CBS. Quando a série estreou, apresentou-nos dois físicos brilhantes e como a sua vida social (que era constrangedoramente inexistente) mudou quando uma rapariga gira se mudou para o apartamento em frente. Actualmente, tenho a impressão que é uma série sobre um grupo de pessoas minimamente suportáveis que lidam com um indivíduo com óbvios problemas mentais. Mesmo que já não simpatize tanto com o fan favorite Sheldon, continuo a ver a série porque é engraçada e serve o seu propósito de fazer rir, mas não é nada de especial, quando comparada a outras comédias.

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A sério … o que ver e não ver na fall season

peaky

Bem vindos de volta nesta fall season onde tudo parece bonito mas na realidade não é. Esta vai ser a minha nova rubrica aqui no blog com um nome originalíssimo de ‘A Sério…’ seguirá o esquema habitual de dizer mal de tudo portanto podemos passar ao que interessa. Este ano tal como os últimos não prometia realmente nada de extraordinário e com a crescente força que tem ganho o cabo os investimentos nas redes principais de televisão americana tendem a procurar pequenos confortos, reciclar ideias, agarrar grandes caras e tudo o mais que lhe possa garantir a tão almejada fatia dos 18-49 para fazer entrar o dinheiro. Há algumas séries que vale a pena espreitar outras nem tanto, o cabo como sempre tende a ser mais comedido nesta altura do ano optando por usar outros períodos para lançar grandes trunfos, mas mesmo assim é a habitual lufada de ar fresco.

A Fox foi o canal que menos séries lançou este ano pelo menos até ao momento e o destaque como é óbvio vai para Sleepy Hollow. A série começou bem, apresentou uma história fantástica e tirando alguma narrativa mais incoerente rapidamente se fixou como um dos sucesso da temporada vendo a sua renovação ao fim de três episódios. O facto de estar pensada para somente 13 episódios ajudou a consolidar o caminho e portanto não é definitivamente uma série a perder de vista, sobretudo para quem gosta do sobrenatural. Por outro lado Dads teve um dos piores pilotos que vi este ano, cheio de frases feitas, clichés familiares cheios de más vibrações, o uso abusivo de piadas racistas e ofensivas. Tudo o que de mau se pode esperar de uma comédia familiar. Brooklyn 9-9 foi uma pequena surpresa mas apesar de ter mantido um nível cómico aceitável ainda está a construir o seu caminho e acredito que vá melhorar.

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Alfabeto das Séries: A

Tal como prometido, aqui estou eu de volta com uma nova rubrica. Com o Alfabeto das Séries, pretendo percorrer todas as letras e falar um pouco das séries mais relevantes (não só das séries que vi por completo, mas também daquelas que nunca vi sequer um episódio). Assim, procuro aprender um pouco mais sobre séries que não conheço e dar a conhecer novas séries aos leitores do Imagens Projectadas. Nesta que é a primeira edição, falarei obviamente das séries começadas pela letra A.

  • Arrow (2012– ), The CW, Em exibição.

ARROW

Arrow, actualmente na sua segunda temporada, é a adaptação televisiva da banda desenhada Green Arrow, da DC Comics. Conta a história de Oliver Queen, um jovem playboy milionário que naufraga ao largo de uma ilha aparentemente deserta e volta a casa cinco anos depois… mudado. Apesar das minhas incertezas, a primeira temporada esteve bem, com os seus altos e baixos, mas é boa de ver. Tem muita acção e muitas cenas de luta, mas por outro lado também tem muitos jovens bonitinhos (mas que não é surpresa para quem conhece as séries do CW) e uma narrativa um pouco novelizada.

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  • Arrested Development (2003–2006, 2013– ), Fox/Netflix, Parada.

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Arrested Development dispensa apresentações. Quem a viu sabe que é facilmente uma das melhores comédias alguma vez criadas e quem não a viu está mais que a tempo para entrar no mundo destas personagens. Depois de ser cancelada e ser reanimada pela Netflix anos depois, Arrested Development teve bastante mais visibilidade e uma continuação da quarta temporada está definitivamente em cima da mesa.

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Séries Para o Verão, por Raquel Silva

New Girl

Quando penso em séries para ver no Verão penso em personagens divertidas, irreverentes, que nos façam rir e sorrir com as suas aventuras na vida quotidiana. Jess é isso e muito mais: é a New Girl no apartamento 4D, a rapariga excêntrica que vive com três rapazes. O pseudo-romance cola-nos ao ecrã, a alegria contagia as nossas vidas e a querida Zoey faz-nos apaixonar a cada pequeno episódio. Sem dúvida adequada ao Verão.

Jess tem sempre uma palavra certa – ainda que sempre aparentemente fora de qualquer contexto -, uma canção pronta e um sorriso escancarado para qualquer situação. Também tem os seus momentos dramáticos – a separação do namorado, a perda do emprego -, mas a forma como encara a vida é, definitivamente, a melhor atitude possível em dias de verão. E depois esta rodeada por três homens que depressa passam de desconhecidos a grandes amigos, cada um com as suas loucuras e peculiaridades. E Cece, a melhor amiga de infância que está sempre ao lado dela.

Na primeira temporada vamos conhecendo melhor Jess, os seus ataques de excentricidade, e ao mesmo tempo o mulherengo Schmidt, o estranho Winston e o irresponsável Nick. Bom, nenhum deles é, efectivamente, apenas uma destas coisas, como a segunda temporada se encarrega de nos mostrar. Schmidt tem coração, consegue gostar apenas de uma pessoa, enquanto Winston descobre pessoas ainda mais estranhas que ele. Já Nick… se já gostávamos da sua ingenuidade e daquele ar perdido que tinha nos primeiros episódios, apaixonamo-nos verdadeiramente por ele quando o vemos a tomar as rédeas da sua vida (amorosa também), aos poucos. Como (por) Jess.

O romance eminente é perfeito para as quentes noites de verão, depois de longos dias de praia, em que apenas queremos relaxar em frente à televisão ou ao computador. Vibramos com as trocas de olhares, o badalado beijo que os transtorna, a eles, e até a nós nos põe em expectativa, e ainda com o “sim”/”não” de uma relação cheia de dúvidas. No fundo nós, fãs, nunca temos tantas dúvidas. E sentimo-nos a viver um verdadeiro romance de verão, que se vai desenrolando de dia para dia.

Mas o bom humor dos curtos episódios de vinte e poucos minutos ainda os torna mais imperdíveis – a vontade de fazer uma maratona “New Girl” atravessa todas as mentes. São pequenos, directos, fazem rir e deixam-nos ir dormir mais felizes – ou sair à noite com vontade de dançar, ou ainda ir para a praia descansar depois de ver mais uma aventura da nossa querida Jess. As hipóteses são infindáveis e a escolha é difícil, e isso é bom sinal: a série coloca-nos no centro do apartamento e faz-nos viver um bocadinho as vidas daqueles quatro… Jess e os Rapazes. Para ver ou rever no verão, hoje e sempre. E continuar a acompanhar nas temporadas seguintes.

Séries para o Verão, por Jorge Pontes

Devoção é, muito provavelmente, a denominação de muitos para com os argumentistas e criadores das tantas séries que nós, adictos, vemos. No fundo, cresce dentro de nós um apreço enorme pelo seu trabalho e por toda a equipa que se reúne para produzir os tantos episódios que vemos por semana.

Eu já fui, em tempos, bem mais adicto do que sou agora. No início, marcava as horas para ver televisão, à noite, quando o canal de teste da ZON tinha a FOX ou a FOX Life durante mês e meio. E quando a ZON decidiu colocar a Life no pacote mais barato, a minha vida mudou. Conheci, através do canal, toda uma mão cheia de histórias, de personagens e aprendi a compreender este grande universo.

O Verão é, das épocas da televisão americana, a mais suave e despreocupada e talvez a minha favorita. É aquela altura em que se aproveita para recarregar energias e ver as temporadas que não conseguimos apanhar no Outono ou no Inverno. Serve, também, para olhar ao baú da época de ouro da televisão e apanhar uma série e vê-la, só porque apetece. Se há tempo, mais vale aproveitá-lo da melhor forma. De facto, é uma época onde a oferta é mais baixa e dá-nos tempo para saborear cada episódio e perceber tudo aquilo que ele nos quer mostrar (e contar).

Dirty Sexy Money

“Dirty Sexy Money”, “Ugly Betty” e “Eli Stone” são 3 séries, da altura em que só via a Life (e uma ou outra série da TVI às tantas da noite) me cativaram bastante e as quais eu sugiro para esta época despreocupada. São séries pequenas (a primeira e a terceira) que se vêem bastante bem pela sua história (quase) simples e pelas personagens que facilmente cativam e nos impressionam.

ColdCase_2

Da época pós-FOX Life, para o Verão, sugiro (além das ocasionais séries de Verão) a mais recente “Da Vinci’s Demons”, “Cold Case”, “The Borgias”, “The Tudors” e “Justified”. Em relação à primeira, a sua temporada de estreia de 8 episódios vê-se em pouco mais de dois ou três dias, apesar dos episódios de quase uma hora; é uma série medianamente leve, com uma história interessante e que atinge o seu potencial (quase total) nos últimos dois episódios. As restantes quatro, são séries já com algum peso na história da televisão e que exigem o seu tempo de visualização dado que são produções que primam bastante pelos detalhes e pelos significados escondidos nas acções das personagens.

Sanctuary

“Fringe”, uma das séries da minha vida, apoia-se igualmente nos detalhes e, aliando-se a uma forte mitologia, tornam as 5 temporadas e os respectivos 100 episódios num deleite para os amantes da ficção científica. E continuando na ficção científica, “Sanctuary” marcou o meu vício como sendo uma série à maneira e que se desafiava a si própria em termos de história. 4 temporadas e 59 episódios depois, temos uma série que terminou bastante bem e com um final explosivo que em quase nada desiludiu. Duas apostas, claramente, dignas de se acompanhar nesta época de imenso calor.

A nível de reality, se o caríssimo leitor estiver interessado, aconselhava para o Verão, o “Big Brother” americano. A CBS faz questão de produzir uma nova temporada que tem sempre estreia no início de Julho e dura até meados de Setembro, altura em que começa o ciclo de Outono de “Survivor”. Não vejo o reality assim há tanto tempo mas, sendo um grande guilty pleasure, é o meu grande vício de Verão e acho que esta altura sem Brother já não é a mesma coisa.

Tantas são as produções que passaram pelos nossos ecrãs e tantas serão aquelas que ainda por aqui passarão. O que é certo é que, as 11 que vos referi neste pequeno texto acabam por ser a ponta de um grande icebergue que nem eu próprio lhe vejo o fim. Adoro séries, adoro viver naqueles 45 minutos, uma vida diferente. Seja na Fall, na Mid ou na Summer Seasons, há sempre tempo para nos voltarmos a apaixonar por uma série que já vimos ou por uma nova que decidimos ver. De uma maneira ou de outra, acabamos por construir o nosso álbum de favoritas e, mais tarde, recordamo-las com o maior apreço. Haverá melhor gratificação que essa?