Sobre Joana Aleixo

vejo séries em full time, estudante freelancer.

Agora sim: Adeus, Sopranos.

Na minha anterior crónica, como parte da rubrica “Séries para o Verão” (nomeada para os TCN Blog Awards), escrevi sobre as séries que me propus ver: Sopranos e Seinfeld. Acontece que desde então, do mês de agosto, vi apenas uma delas, Sopranos, que terminei a semana passada. Há tanta coisa que se pode dizer de Sopranos e mesmo assim penso que não é o suficiente para descrever uma das melhores séries televisivas de todos os tempos.

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The Sopranos que esteve no ar entre 1999 e 2007, segue a vida de um chefe da Máfia, Tony Soprano enquanto ele lida com problemas na sua vida pessoal e profissional. James Gandolfini (que faleceu no passado mês de junho), interpreta o chefe da máfia italiana enraisada em Nova Jersey, nos EUA. Tony é uma personagem muito complexa, com um grande conflito interior que se divide entre ser um bom homem de família e a sua reputação e responsabilidades de ser um chefe da máfia. Tony é duro, sem escrúpulos e exigente, mas é também um homem tradicional, que quer garantir uma boa vida à sua mulher e aos seus filhos.

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Séries Para o Verão, por Joana Aleixo

Chegando o Verão, mais propriamente as férias, chega também a altura de tomar algumas decisões. Considerando a falta das séries habituais que se vai seguindo durante a temporada de outono/inverno, é nesta época (ou nas férias de Natal) que me aventuro a ver séries de enfiada. Pois é, este verão decidi ver não só uma mas duas séries: “The Sopranos” e “Seinfeld”. Ora bem, são duas séries bem conhecidas do público, toda a gente já ouviu falar, pelo menos. A começar por mim: de Sopranos só vi um episódio (o primeiro, de que gostei) e de Seinfeld já vi muitos episódios que apanhei no zapping mas nunca vi a série do princípio ao fim. Tendo gostado do que vi e juntando útil (tempo) ao agradável, quero ver mais. Sim, eu sei que, enquanto espectadora de TV, é uma vergonha eu nunca ter visto estas séries de que se tanto falou e que continuam a influenciar nos dias de hoje. Mas nunca é tarde demais quando se quer experimentar algo de novo. Por isso, vou abraçar este desafio tanto que me seja possível. Optei por um período experimental: duas temporadas de cada série a ver se a coisa pega. Desejem-me sorte.

Orange is the New Black

Aproveito este espaço para também recomendar umas coisinhas. Neste caso é só uma. “Orange is the New Black” é uma série, uma dramedy, produzida pela Netflix e tem feito sensação na Internet. São 13 episódios cheios de lições de vida e manhas fantásticas, histórias de personagens muito interessantes que se encontram numa prisão. É uma série que quebra estereótipos e clichés típicos das prisões. Mostra humanidade e sentido de humor, mostra dor e frustação. Mostra que a vida não é um mar de rosas, mas que é possivel encontrar força, esperança, lealdade e companheirismo. A escrita é muito boa e as performances do vasto elenco também. Vejam, não se vão arrepender.

The Revenge of The Big C in the City, during Summer!

Confesso que neste último mês, desde a minha última contribuição para o blog não andei muito atenta a séries no sentido de ver coisas novas. Contudo, nos intervalos da escrita da dissertação e de outras tarefas menos agradáveis, terminei The Big C e comecei a ver Revenge. Tenho estado a rever também Sexo e a Cidade para descontrair um pouco.

A primeira, The Big C, conheceu o seu final no passado dia 20 de Maio. Teve direito a  uma última temporada, após ter sido cancelada pela Showtime. O final foi previsível conhecendo a premissa inicial – uma professora, Cathy, a quem é diagnosticado um cancro – mas mesmo assim foi muito interessante e emocionante conhecer a viagem de Cathy desde o momento em que tem conhecimento que está doente, como lida com a doença, e o impacto que esta tem nas suas relações familiares, mudando a sua forma de estar na vida e os seus hábitos. Cathy reaprende a viver, definindo as suas metas, com novas ambições (sem enveredar pelo mundo do crime. Looking at you, Walter White). A certa altura, Cathy decide que quer pôr fim ao jogo contra a Morte, não aceitando fazer mais tratamentos e assim começando a despedir-se da vida e de quem a rodeia. Dentro da previsibilidade, a série ensina-nos muito as relações humanas, sobre medos e ambições, e a forma como lidamos não só com a morte mas também com a vida. Por vezes também é preciso coragem para enfrentar a vida, como ela é: cheia de contratempos, surpresas. Embora o seu tema possa ser um pouco “pesado” (conforme o ponto de vista) “The Big C”  não deixa de ter momentos muito engraçados. Recomendo a série.

Outra série que comecei a ver foi Revenge. Gostei da premissa da série, de inspiração literária – “O Conde de Monte Cristo” de Alexandre Dumas. Emily Thorne (Emily VanCamp) chega aos Hamptons (onde os ricalhaços têm as suas mansões) e aluga uma casa ao lado da família Grayson para passar o Verão. Na realidade, Emily é Amanda Clarke, cujo pai foi acusado de um crime que não cometeu e enviado para a prisão, sendo mais tarde assassinado. Emily/Amanda quer agora vingar-se e destronar todos aqueles que contribuíram para o aprisionamento do seu pai, especialmente a família Grayson. Com um enredo promissor, a 1º temporada foi boa, gostei da forma como história foi construída, com twists e revelações interessantes.  Não é uma série pesada nem maçuda, entreteve bem. Tem uma vertente novelesca, com tudo isso que acarreta. Por vezes até a menos boa representação de alguns atores do elenco. Mas a 2º temporada tornou-se chata. Eu ainda nem terminei e já estou um pouco farta para dizer a verdade.  Ao mesmo tempo que quiseram desenvolver algumas das personagens e histórias, a série perdeu algum interesse sendo que muitas histórias estão demasiado rebuscadas. Ainda vou terminar a série e depois logo se vê se irei acompanhar a nova temporada a começar em Setembro.

Aí quase por estrear, dia 30 de Junho, está Dexter. Estou curiosa para ver o que trará nova e final temporada! Promete ser de arromba e esperemos que assim seja. Talvez na minha próxima crónica escreva sobre as minhas impressões em relação à temporada.

Foi notícia esta semana que James Gandolfini, mais conhecido pela sua interpretação de Tony Soprano da aclamada série Os Sopranos, faleceu. Nunca ter visto Sopranos é realmente um grande erro meu, enquanto espetadora de séries de televisão. Ooops! Por isso, infelizmente nas piores circunstâncias, vou começar a ver Os Sopranos em breve. Apesar de já ter lido/ouvido falar que é muito boa (e do seu controverso final) não sei bem o que esperar. Espero gostar para assim compreender a mística à volta da série.

E não, ainda não desisti de ver West Wing, The Killing, Justified, entre tantaaaas outras. Agora que estou praticamente (quase) despachada da tese de mestrado posso mergulhar no mundo da séries e no mar quando for à praia. sem sentir-me culpada!! Por isso, logo a seguir a Sopranos (se a coisa correr bem), verei essas séries ou parte delas.

Se tiverem alguma recomendação, não hesitem a tweetar-me!

Até breve.

Enlightened – Gestão da (in)felicidade

Everybody, rock your body right, Imagens Projectadas back, alright! (Imaginem dizer isto ao som dos Backstreet Boys, acompanhada de uma coreografia mega produzida. Fizeram-no? Boa.) O blog está de volta em grande força e eu tenho a felicidade de colaborar nele. Confesso que já tinha algumas saudades.

Lembram-se quando escrevi sobre as séries que pretendia visualizar este ano? Direi que a minha promessa tem sido um tiro um pouco ao lado. Até à data só vi Veronica Mars e Pushing Daisies. Este é o veredito: nem consegui acabar a 1ºtemporada de Pushing Daisies.  Demasiado doce para mim, não consegui gostar, apesar de compreender o porquê de ser uma série de “culto”, apreciada pelo público em geral. Simplesmente não houve injeção de insulina que resolvesse o problema. Até no que diz respeito a outras séries mais recentes, ainda no ar, estou bastante atrasada, como é o caso de The Good Wife e Castle. Mas esta crónica não é, incrivelmente!, sobre esse tema. Não, ainda não desisti da minha “dieta”, continuo a querer ver West Wing, The Killing, Justified, só preciso de um empurrãozinho e de algum tempo para dedicar-me a 100% a esta atividade (olá, mestrado!). Ok não contem a ninguém, mas nos intervalos comecei a ver The Big C e ainda revi Sete Palmos da Terra – simplesmente fantástica. Isto das séries é um bocado como os livros: apesar de termos sempre já muitos para ler, comprar um ou dois novos não magoa. Séries e Livros nunca são demais.

Ora então o que me traz aqui hoje é Enlightened. Uma série que prova que qualidade não é de todo sinónimo de quantidade e que é possível em apenas duas temporadas construir uma história magnífica. A série segue a hitória de Amy Jellicoe, interpretada por Laura Dern, que é uma ex-executiva de 40 anos que tenta regressar à sua vida normal após a reabilitação, fruto de um esgotamento nervoso. Após o seu despertar filosófico,  esta mulher apresenta-se com uma nova atitude mais positiva (“iluminada”) e com novos hábitos como a meditação.  Amy é uma nova mulher focada no poder da auto-ajuda, quer ser uma “agente de mudança” no mundo. Contudo, nada é um mar de rosas. Ela não consegue convencer os ex-colegas de trabalho e familiares como a sua mãe e ex-marido de que realmente mudou. É novamente  contratada na firma onde trabalhava embora noutro departamento, a processar dados. No fundo da pirâmide hierárquica, Amy começa a perceber que a Abaddon Industries está envolvida em maroscas corruptas. E é aqui a verdadeira aventura começa. 

Os criadores (e atores) da série, Mike White e Laura Dern, fizeram um excelente trabalho,  a começar pela personagem central, Amy, que deixa o espetador intrigado desde o primeiro minuto. Quem é esta louca? É que não há melhor palavra para descrever Amy, na verdade. Num momento, é uma mulher reprimida, raivosa, egocêntrica, noutro atua como se vivesse num autêntico conto de fadas, otimista, maravilhada. Apesar das suas boas intenções, não conseguimos deixar-nos de sentir desconfortáveis. A mutabilidade entre as facetas e disposições de Amy, carregada de um enorme cinismo, é deliciosa de se ver.  Estamos aqui perante uma personagem feminina tão caricata, tão imperfeita. Amy Jellicoe permite ao espetador ter uma luta constante consigo próprio: gosto ou não dela? Está certa ou está errada? Amy está longe de ser uma personagem dita normal, vive à margem da sociedade, com atitudes politica e eticamenta incorretas, está “arruinada”, seguindo a mesma linha de personagens como Walter White, Nancy Botwin, Carrie Mathison, Gregory House.  A série também explora os “demónios” das pessoas mais próximas de Amy –  a mãe, o ex-marido, o colega de trabalho – em quem alguns episódios são centrados, permitindo ao espetador conhecer outro ponto de vista das relações destas personagens com Amy.  Nesta nova fase da sua vida, ela pretende mudar também  a vida dos outros, num sentido quase filantrópico, procurando desse modo validar a sua própria mudança.

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“Enlightened” teve uma vida curta, devido à suas baixas audiências. A segunda season finale, com todas as possibilidades que ainda poderiam ser exploradas numa hipotética terceira temporada, acaba por ser uma series finale.  Embora algo previsível (a narrativa da segunda temporada vai levantando um pouco o véu para o derradeiro momento), esta series finale não consegue deixar de ser impressionante. É um desfecho perfeito, a não perder.

Recomendo vivamente a série. Faz-nos reflectir, rir, chorar e, acima de tudo, consegue alimentar-nos de esperança, procurando que cada um de nós seja, à sua maneira também, um agente de mudança validando a nossa existência.

Novo ano, (não tão) novas séries!

Como é tradição, um ano novo faz-nos sempre pensar nos objectivos que pretendemos concretizar e assim fazemos uma lista de resoluções com todos esses desejos. Não fujo à regra. Também eu faço uma lista (mental) do que gostaria de realizar mas chego à conclusão que .fora os habituais “arranjar emprego” e o “acabar o curso”, a minha lista torna-se um pouco mais extensa porque dou por mim a pensar que séries é que quero ver naquele ano. Claro que tal como outra lista, alguns dos elementos dessa lista são esquecidos e poucas são concretizadas. No ano passado, coloquei Battlestar Galactica e West Wing, como as séries a ver, entre outras. Só vi a primeira, todas as outras foram esquecidas (deixadas de lado) pelo tempo e pela preguiça.

Neste novo ano, 2013, West Wing continua na lista, qual o típico “emagrecer 5 kgs” (no meu caso, seria engordar) que ocupa a lista de todos nós dia 1 de Janeiro, mas dia 2 já estamos no meio de doces e comidas até enfartar. Por vezes essas séries são, como os doces, Guilty pleasures, sabemos que são de má qualidade e que nos fazem mal mas continuamos a ingerir sem olhar para trás, sabendo que poderíamos estar a comer/ver algo melhor, que encha e nos faça reflectir. Mas ainda em relação a séries, que foi o que me trouxe cá, pretendo ver também este ano séries como Justified, The Wire (comida pesada mas que parece satisfazer muitos), The Killing, Pushing Daisies (docinho docinho) e outras. No entanto, comecei a ver Veronica Mars, outra que andei a “evitar” durante algum tempo, por achar que ao provar não ia gostar. Pois bem, estava enganada. Não enche, satisfaz bastante e prende-me até à próxima dentada.

Espero, ao longo deste ano, apresentar crónicas sobre estas séries, os novos pratos (tenho mesmo de parar com esta parvoíce de analogia) que pretendo ver, para fazer uma análise mais aprofundada. Entretanto se tiverem outras sugestões, outras recomendações, digam. Decidi que este ano vou deixar-me de parvoíces e vou sair da minha área de conforto e talvez experimentar outros géneros a que não estou habituada, por isso estejam à vontade. Não prometo que realmente as veja mas fica a dica para o futuro.

Digam-me qualquer coisa e eu vou ao restaurante mais próximo. 😉

Até breve.

MALTA– os Momentos Altos (e Lows) da TV deste Ano, por Joana Aleixo

E porque o ano está quase quase mesmo a acabar, aqui fica uma breve lista das séries que marcaram este ano, enquanto espectadora.

Melhor série: Mad Men

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A quinta temporada da série chegou em grande com um Zou Bisou Bisou, que não  conseguimos tirar da cabeça. O seu tom mais sombrio, ao longo de 13 episódios, permitiu um muito interessante desenvolvimento  de várias personagens como Pryce, Joan, Peggy, Roger, num misto de situações que incluem suicídio, prostituição, uso de drogas, depressão.  Megan Draper ganhou um papel bastante central, descurando outras personagens, já o que para muitos fãs da série pode ter sido o “dealbreaker”, mas a meu ver foi interessante observar e conhecer Megan e a sua relação com Don que é, por si só, um desafio. Mad Men é uma série com uma narrativa inteligente, sendo fenomenal também a nível cinematográfico.

 

Melhor episódio: The Debate, Parks and Recreation

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O que dizer deste episódio? Foi fenomenal. Sem dúvida o melhor da temporada desta série de comédia. No decorrer de uma temporada dedicada à campanha de Leslie para o City Counsil de Pawnee (um arc demasiado prolongado, na minha opinião), chega The Debate, escrito e realizado por Amy Poehler. Leslie Knope tem um discurso final fantástico, inteligente, doce e persistente, que ilustra bem a sua personalidade e o seu amor por Pawnee, que não parece cessar. É um momento bem emocionante. Mas não é só desta personagem que este episódio é feito: outras personagens como Andy Dwyer, Perd Harpley, Joan Calamezzo, Bobby Newport e Brandi Maxxxxxxx, têm a sua oportunidade de brilhar, com momentos muito engraçados a que já nos habituaram.

 

Maiores desilusões: Dexter e Nashville

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Estava indecisa entre colocar Dexter e How I Met Your Mother mas a última já sugou todo o meu interesse ao passo que não vou perder tempo a explorar dissabores. Dito isto, o que raio aconteceu com Dexter esta temporada? Está claro que a série está longe da obra-prima que foi a quarta temporada mas tem conseguido cativar-me mesmo com os momentos menos bons. Mas esta temporada foi fraca. Aborreceu-me o que é algo que eu nunca desejo do Dexter, que sempre mostrou momentos mais emocionantes de me pôr a tremer e a querer mais. Não aconteceu nesta temporada. É triste. Mostrou potencial no seu início mas foi-se desvanecendo, apesar da season finale ter trazido surpresas e novas histórias. Veremos o que a nova temporada trará.

Nashville por sua vez é uma autêntica novela que não ata nem desata e começa a desinteressar cada vez mais espectadores. O seu pilot mostrou potencial mas tem-se perdido.

Surpresas do ano: New Girl e Go On

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Aqui coloco as séries que mais me surpreenderam de forma positiva neste ano de 2012. Go On mostra imenso potencial apesar de ser uma série com um conceito bastante simples. É divertida e sabe explorar momentos mais emocionantes. Recomendo. Já New Girl, agora no seu segundo ano, teve um início bem tremido mas depois descolou a todo o gás, com o tom certo, e já mostrou episódios muito divertidos, com um elenco com uma química muito especial. Tornou-se numa das minhas favoritas.

Maiores expetativas para o ano de 2013: Girls e Breaking Bad

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Estou entusiasmada pelo regresso de Girls. A avaliar pelo trailer que já foi lançado, é possivel que vá ser melhor ainda que a primeira temporada com uma dose extra de loucura. Apesar de todos os seus problemas (white people problems), mostrou imenso potencial e se tornou umas séries do ano, nem que seja pelo hype à sua volta. Estou curiosa e espero ansiosamente por dia 13 de Janeiro. BREAKING BAD, MEU DEUS. Faltam apenas 8 episódios para o seu fim. É preciso dizer mais alguma coisa?

 Bom ano de 2013! A novos e excelentes momentos televisivos. 

Uma retrospectiva.

Quero antes de mais felicitar o Imagens Projectadas por ter vencido o prémio de Melhor Iniciativa nos TCN Blog Awards. Apesar de eu não ter contribuído diretamente para a Iniciativa, fico contente que o blog tenha sido reconhecido. É um orgulho fazer parte deste projeto.

Este post serve para não só fazer uma retrospectiva desta temporada so far, das séries que tenho acompanhado sendo elas novas ou não – nota: são mais comédias do que drama, mas também para desvendar o que vem aí em 2013.  Continuar a ler