Series-Gazing VIII

O mundo das séries é já tão vasto quanto o nosso Mundo. Rodeados das mais diversas  pessoas com as mais diversas personalidades, não somos (nem seremos) alguém se não tivermos um tipo de apoio especial que só os outros nos sabem (e nos podem) dar.

E claro, todos nós já passámos pela fase onde éramos felizes (superficialmente) porque tínhamos imensos amigos (ou conhecidos ou outro vocábulo que o caro leitor queira dar a esta fase) – uma espécie de Idade de Ouro da nossa adolescência.

Para o espectador assíduo destes produtos televisivos – as séries – seja através de downloads seja através da televisão, o espectador teve, indubitavelmente, uma Idade de Ouro própria. Mas eu não me refiro à Idade onde The Sopranos, The Wire, Lost ou Six Feet Under reinavam e que o caro leitor era (e ainda continua a ser) fã acérrimo.

A Idade de Ouro que vos falo, e talvez aquela era de toda a minha existência que mais marcou o ser que sou hoje, foi aquela idade onde os downloads eram-me totalmente desconhecidos e a FOX Life, com o seu maravilhoso e catchy grafismo antigo, já andava pelo pacote clássico da ZON (passo a publicidade).

Lembro-me, perfeitamente, de muitas das minhas noites começarem às 20h10 com Cold Case e terminarem com Lipstick Jungle, Cashmere Mafia, Being Erica, Ugly Betty, Ghost Whisperer, Vanished, Grey’s Anatomy, etc, etc. E sem falar das comédias que, por vezes, apanhava à tarde que, depois do almoço, eram muito bem-vindas, a quase 2h de retomar as minhas aulas.

Tantas foram as séries que comecei e terminei a ver a Fox Life e que hoje recordo com um misto de alegria e nostalgia pois, por um lado, era feliz e o canal, sempre com séries novas, nunca me deixava desiludido; mas, por outro lado, tenho saudades do tempo em que pouco fazia e certas séries, que estavam em exibição, preenchiam a minha noite e muito embora, actualmente, tenha séries que o fazem, não é a mesma coisa.

E se, da mesma maneira, esta Idade de Ouro apareceu, assim “o calo” surgiu igualmente. E, no meu caso, esta será a fase que me acompanhará até ao fim. É uma fase em que basta, para algumas séries, olhar para o seu trailer e sabermos, cá dentro, que não dará em nada ou será mais um sucesso não só lá como para nós. E, obviamente, tomara eu poder acompanhar todas e cada uma. Além de fisicamente impossível, há sempre umas que não preenchem as nossas medidas e outras que, por terem uma simples característica, entram no rol de favoritas e começamos a acompanhá-las ou até ao fim ou até nos fartarmos da sua história ou mesmo até se esta começar a desiludir e a cair na regularidade e nos mesmos clichés que outras.

E, tal como acontece com as séries, temos uma fase na nossa vida onde, de tantos conhecidos, começamos a “seleccionar naturalmente” os tão escassos verdadeiros amigos, aqueles que realmente nos preenchem totalmente com a sua personalidade e a sua presença. De tantos conhecidos, houve muitos que nos desiludiram e houve outros que nos surpreenderam mas nunca passaram de conhecidos.

E houve outros, que de tão densa população, se destacaram e ficaram connosco por tudo e para tudo. E serão esses os verdadeiros que nos acompanharão até ao fim, sem nunca se fartarem das nossas histórias, da nossa personalidade, da nossa presença. E esses serão raros.

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