Upfronts 2013 : ABC Tudo ou nada!

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Devido a um pequeno lapso a grelha da ABC ficou para trás aqui no Imagens Projectadas, mas e apesar do atraso aqui fica a programação da próxima temporada do canal. Com algumas mudanças ligeiras e a manutenção de apostas nas séries fortes do canal a ABC não surpreendeu muito, mas talvez tenha cometido alguns erros.

Inclui Traillers

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Programas Mortos: Olhó morto fresquinho – Emily Owen, M.D.

Com a primeira série oficialmente cancelada, paz à alma de Made In Jersey, vamos passar directamente para a mais recente candidata a cancelamento, Emily Owen, M.D. Até porque são a mesma série em enquadramentos diferentes e com actores diferentes.

Emily Owen, M.D. é muito mais interessante que todas as outras candidatas que se perfilaram ao longo deste mês porque se trata da mais escandalosa e descarada tentativa de tentar copiar o formato de Grey’s Anatomy. Neste caso levada ao extremo de parafrasear uma das frases emblemáticas usada por Shonda Rhimes para descrever o seu programa, “highschool with scapels”. Em Emily Owens, M.D. os personagens repetem 3 vezes que o hospital é como o secundário.

Não o primeiro caso de tentativa de clonar o sucesso que ainda Grey’s Anatomy. De repente lembro-me de The Deep End, onde os médicos estagiários são substituídos por advogados estagiários. A tentativa de Shonda Rhimes de repetir a receita, só que transplantada para selva, que foi Off The Map. Ou mesmo a comédia de Mindy Kalling, para quem se lembrar que Grey’s Anatomy no seu começo tinha humor. Parece que a Fox vai fazer a sua tentativa de recriar o formato, desta vez num porta-aviões!

Todas a seguem a mesma protagonista lamurienta no seu embate com o mundo profissional ao mesmo tempo que gerem a uma vida amorosa complicada. A primeira questão que se põem é porque é que a protagonista é sempre lamurienta? Porque é a maneira mais fácil de conferir uma camada de complexidade a personagens que não tem nenhuma e sem camada de complexidade artificial passariam por tolinhas. Claro que estavam condenadas a falhar.

Como, então sobreviveu Grey’s Anatomy? Porque embora protagonista fosse lamurienta acontece-lhe, porque estava bêbada, não por acto de vontade, algo de interessante no primeiro episódio. Dormiu, sem saber, com um superior hierárquico no novo emprego. Esta história deu para encher os nove episódios da temporada inaugural, coadjuvada por personagens secundários bem mais interessantes que protagonista. Nas variantes que falharam, não só a protagonista é chata e lamechas como Meredith Grey, mas todas as outra personagens também são chatas e lamechas.

Se isso não bastasse, no primeiro episódio de cada um dos exemplos não se passa rigorosamente nada de interessante. O primeiro episódio de cada uma destas séries é gasto em pseudo-casos que servem apenas para apresentar os personagens e evitar que seja tudo feito através de exposição pura. Parece na variante com um porta-aviões da Fox teremos um crime para resolver enquanto a personagem feminina luta para fazer malabarismos entre a sua vida profissional e amorosa. A ver vamos.

Enquanto escrevia esta crónica é anunciada a segunda série cancelada, Animal Practice. O espanto é como esta porcaria chegou aos ecrãs. Animal Practice é tão inexplicavelmente má que não merece autópsia ou enterro. Vai directa para o aterro municipal. Como é possível falhar uma série com animais? Bastava dar-lhes mais cenas e menos aos personagens humanos. Resultou com Two Broke Girls. Nos primeiros episódios, quando era preciso diluir a agressividade das personagens, o cavalo Chestnut fartou-se de aparecer.

Cemitério de Séries #1 – Episódios Musicais

Primeiro, uma introdução ao meu novo espaço por aqui! Olá, eu sou a Babs e ao contrário de toda a gente que gosta de dizer “ah que estou tão ocupado hoje, porque tenho 2 episódios em atraso e que não tenho vontade de ver”, praticamente não sigo séries… nem vi nenhuma até ao fim.

Digamos que caio na categoria das pessoas que gostam de fingir que estão ocupadas por ver séries mas se nem consigo assimilar a rotina de ir a uma cadeira todas as semanas, muito menos tenho paciência para acompanhar uma série todas as 2as. Há séries que até me sugam por uns dias, mas passado um tempo lá as deposito no meu cemitério particular de séries.

Isto dito, grande parte do que vejo em termos de séries cairia facilmente nos chamados guilty pleasures, com a excepçao de que não os considero como tal já que o meu objectivo ao clicar num episódio é ficar entretida durante 20/40 minutos sem resistir à tentaçao de desligar e ir buscar um livro. Portanto, quem revirar os olhos às minhas escolhas pode respirar fundo e seguir o link. Resumindo, este espaço mensal vai basicamente falar sobre episódios ou temporadas que tenha visto e gostado ou odiado de uma perspectiva de alguem que nao segue nada religiosamente a não ser que tenha adolescentes a cantar (Glee!). Continuar a ler

The Moodys Effect #12 – Olimpíadas em série

Faz agora um ano que iniciei esta crónica mensal, é com algum orgulho que não me arrependo de nada do que escrevi, mesmo que provavelmente tenha dito algumas asneiras e ou previsto coisas que nem aconteceram. Mas é assim o mundo das séries está sempre a mudar, sempre a trazer novidades, sempre a encerrar ciclos e a alargar os seus horizontes. E a aproveitando esta onda olímpica vou hoje fazer aqui uma pequena brincadeira com algumas séries e os jogos olímpicos. Como estamos a meio do verão vamos relaxar e em vez de me preocupar em analisar o que quer que seja vou despejar parvoíces mesmo. Preparados para as olimpíadas em série? 3 … 2 …. 1 GO!!!

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Vamos falar de números… #7 – The Music is Everything…

Fiz há uns tempos uma lista similar para o Casa de Séries e resolvi trazer agora uma nova versão aqui para o Imagens Projectadas. Quantas vezes não ouvimos uma música e identificamo-nos imediatamente com a sua história? O conceito é esse mesmo, mas eu prometo não trazer aqui músicas relacionadas com os meus problemas mas sim com algumas das personagens. Pode conter spoilers para quem não tiver visto as séries referidas.

Owen (Grey’s Anatomy) – O futuro do casal é muito incerto, mas a verdade é que o coração de Owen ficou destroçado com a separação do seu grande amor Cristina, ainda para mais agora que ela confessou que está de partida, logo a música que se segue é perfeita para Owen, Goodbye My Lover – James Blunt.

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Upfronts 2012 – ABC : A vingança serve-se ao domingo… [act.]

Terceiro canal americano a revelar a sua grelha e as novidades, a ABC prometia muito mas deixou para trás muitos da longa lista de pilotos pedidos. Com algumas mudanças de grelha aos domingos e a aposta nas sextas a abc prepara-se para mais uma época que comete os erros do costume. Segue-se o novo alinhamento da fall season da ABC:

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Monday’s Morning Mirror #13 – O fim da era do caviar…

Boas noites, população residente no Seixal. E arredores…Tudo bem com vocês? Ora ainda bem que não dizem nada, que não se perde muito tempo em conversa da treta. Eu estou bem, obrigado por perguntarem. Vamos ao que interessa? Então toca a descer um bocadinho a pági…eu disse que era um bocadinho. Agora não lêem isto.

O pior de um cronista é não ter tema. O melhor para os leitores dos bons cronistas é que os mesmos não possuam tal. Como eu não sou, vou ver se arranjo algo que falar. 2004. Uma transição rápida até lá…

Estreia, na televisão, uma enxurrada de séries. House principiava, Lost envolvia-nos, Veronica Mars apaixonava a minha namorada, Boston Legal divertia-nos e Desperate Housewives arrebitava o cu das trintonas. Ah! Ainda tivemos Deadwood e Entourage (com The Office, Battlestar Galactica, Grey’s Anatomy e Weeds ainda a ficarem reservados para a Mid Season que, no fundo, pertence ao ciclo de 2004). No fundo, e olhando para as séries que caracterizam a TV nestes anos que passaram, 2004 foi o apogeu da, por alguns intitulada, época de ouro da televisão.

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