Programas Mortos – O estranho caso de Bryan Fuller

Bryan Fuller é mais do que um mero artesão de episódios de televisão. Brian Fuller é um criador de universos mágicos. De programas que trazem á televisão uma originalidade rara e que têm todos em comum não ultrapassarem uma a duas temporadas. Com a segunda temporada arrancada mais devida à apreciação do seu claro talento por parte da crítica e dos canais de televisão, do que devido a terem audiências que claramente o justifiquem.

Porque que existe um tão claro divórcio entre Brian Fuller e as audiências? Se formos ler os comentários dos fãs de Pushing Daisies, é porque as audiências são demasiado estúpidas para apreciaram as criações de Bryan Fuller. Tendo em conta que essas mesmas pessoas acreditavam piamente que Pushing Daisies teria uma segunda temporada completa e seria renovada só porque os críticos gostavam da série, ignorando toda a evidência das fraquíssimas e sempre decrescentes audiências, não creio que seja essa a explicação. Especialmente quando muitos ainda acreditavam na renovação comentando a notícia onde era confirmado o cancelamento.

A explicação é bem mais simples. Bryan Fuller não é capaz de escolher actores que sejam capazes de apelar às audiências e é teimoso. Nos tempos iniciais do site TV By the Numbers, era frequentador habitual dos comentários um senhor que trabalhava na industria televisiva americana e que tinha acesso a informação sobre os testes dos pilotos das séries. No caso de Pushing Daisies, a actriz principal teve os piores resultados na apreciação do público que assistiu aos “screenings“ alguma vez registada até à época. A segundo o mesmo senhor, a ABC tentou que fosse feita a substituição de Anna Friel, mas Bryan Fuller teimou em guarda-la.

Ver televisão é como convidar pessoas para a nossa casa. Quando num grupo há uma pessoa com quem se tem uma embirração visceral e o resto do grupo não vem sem essa pessoa, não se convida o grupo. No caso de Pushing Daisies Anna Friel não só espantou pessoas como foi factor que fez com que nunca houvesse pessoas a descobrir a série, que os ”ratings“ fossem sempre decrescentes. É o caso das pessoas que estão a fazer ”zapping”, e que param atraídos pelos visuais bonitos, mudam de canal mal ela abre a boca. A verdade é que a Anna Friel nunca mais foi dada a hipótese de um papel principal numa série de televisão, uma vez cancelada Pushing Daisies.

Mas ela não é o único caso de Bryan Fuller escolher, para actrizes principais, repelentes de espectadores. A actriz principal de Dead Like Me, Ellen Muth, esteve 3 anos sem conseguir trabalho depois da série cancelada. A actriz principal de Wonderfals, Caroline Dhavernas, depois da série cancelada, fez uma série de pequenos filmes que estrearam em mercados locais ou foram directos para DVD. A sua segunda passagem por um a papel principal de uma série, Off The Map, acabou também em cancelamento.

Bryan Fuller não é o único a quem erros de casting matam uma série, mas é o mais escandaloso. Não só porque é um problema recorrente nas suas séries, mas porque morrem séries extraordinárias.

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