Nerds and a Joke Shop

Vou ser breve nesta crónica porque resta-me pouco tempo de vida. Just kidding.

Embora não seja seguidora acérrima de britcoms (bem sei que me falta ver tanta coisa, por isso aceito sugestões), decidi escrever sobre duas séries britânicas que gostei imenso de descobrir/explorar e que recomendo, mesmo sendo muito distintas entre si: The IT Crowd e Miranda.

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“Hello. IT. Have you tried turning it off and on again? Well, is it plugged in?”

The IT Crowd segue a chegada de Jen Barber (Katherine Parkinson)  à empresa Reynholm. Ela já se encontra um pouco desesperada por encontrar um emprego e é capaz de aceitar qualquer desafio profissional. Na entrevista, diz ser uma expert na área técnica de computadores e é dirigida para trabalhar no departamento de IT (em inglês information technology), sem saber nada do assunto. Lá trabalham Roy e Maurice, os outros técnicos, duas personagens muito distintas entre si mas que se complementam e dão azo a momentos muito engraçados. Roy é um homem mal-disposto e frustrado, que ignora as chamadas de ajuda das pessoas que precisam de ajuda técnica dos seus computadores, e Maurice é extremamente preciso e competente, mas não tem facilidade em comportar-se de forma convencional. Obviamente que Jen, a mais recente adição à equipa, como diretora de departamento, vai trazer alguns momentos embaraçosos e cómicos, pois Roy e Maurice vêem nela uma ameaça à normalidade das suas vidas e desconfiam da sua competência profissional (e têm razões para isso). Existem outras personagens que enriquecem o elenco, como Dehnolm Reynholm, o seu filho Douglas, e Richmond Avenal (protagonizado por Noel Fielding).

A série esteve no ar entre 2006 e 20120 e o criador é o mesmo de Father Ted e Black Books, aclamadas pela crítica. Ganhou 6 prémios (dois dos quais foram um BAFTA e um Emmy International) e 17 nomeações. São quatro temporadas, cada uma com 6 episódios, com ótimos momentos de comédia, que nos faz querer sempre mais. Maurice Moss é uma personagem mesmo muito engraçada, talvez uma das melhores de sempre na história da comédia televisiva, e só por ele vale a pena dar uma espreitadela a esta série. A série indicada para as pessoas que apreciam as culturas geek e nerd, cultural popular e gostem de situações caricatas e muito embaraçosas. Se tiverem dúvidas (como é possível?), espreitem alguns clips no youtube.


A outra série é Miranda, da autoria de Miranda Hart, comediante britânica, que esteve apenas no ar durante duas temporadas, mas vale a pena ver. Segue a vida de Miranda, uma senhora solteira, que trabalha numa loja de diversões sem o mínimo jeito para o negócio, e está a tentar encontrar o seu lugar no mundo. A sua mãe, Penny, faz questão de lhe dizer que está desapontada com ela e está desesperada em encontrar um marido para a sua filha finalmente assentar. Miranda, embora seja muito engraçada, é extremamente desajeitada e talvez um pouco grosseira e dá por si no meio de situações sociais estranhas, tendo dificuldade em relacionar-se com homens e até com as suas amigas que já têm a vida estável com um futuro promissor. Miranda é uma espécie de Liz Lemon de 30 Rock. Se gostam de Liz e dos seus devaneios, então Mirada é a resposta britânica. Apesar de toda a awkwardness, Miranda é muito charmosa, o que faz com que fiquemos a torcer por ela, durante a série. Ela “abraça” o ridículo e  usa e abusa da sua auto-estima e das suas características físicas para criar momentos engraçados. Isso é refrescante na televisão, quando se fala de retratar personagens femininas, fora dos estereótipos.
Além dela e da sua mãe, no elenco estão a sua melhor amiga Stevie com quem divide funções na loja, Gary que é chef no restaurante ao lado da loja e Clive que trabalha nesse restaurante. Gary e Miranda foram colegas de faculdade e reencontram-se ao final de alguns anos, despertando em Miranda alguns sentimentos. Algumas storylines são focadas na tentativa de Miranda em seduzir Gary, o que pode ser um pouco frustrante por vezes. Não há dramatismos mas sim tensão e gera situações meramente frustrantes.
Miranda é uma série semi-autobiográfica, baseada nas experiências de Miranda Hart e do seu programa de rádio da BBC Radio 2 “Miranda Hart’s Joke Shop”. Por vezes pode ser um pouco pateta e exagerada, mas isso faz também parte da magia da ficção televisiva. É uma série que passa despercebida, não é excelente, mas dispõe bem. Vale a pena espreitar.

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