Recordar é re(vi)ver #4 – Até que a película aderente nos separe

Olá pessoas minhas amigas que vieram ler esta crónica depois de eu vos prometer pagar um café no próximo fim-de-semana. Se não és meu amigo, não te prometi café e vieste ler isto de livre vontade, olá também (sempre fui menina de falar para pessoas imaginárias).

Este mês venho proporcionar-vos um lindo momento de constante vomitar de arco-íris, pois vou falar-vos da série Pushing Daisies. Vomitar arco-íris porquê? Porque esta série é um “awwwwwww” do primeiro ao último episódio, como se estivéssemos a ver não sei quantos vídeos de gatinhos no youtube.

Pushing Daisies, ou em português “Mal-Me-Quer, Bem-Me-Quer” teve apenas duas temporadas e esteve no ar na ABC de Outubro de 2007 a Junho de 2009, tendo sido cancelada devido às baixas audiências.

Este drama/comédia/policial conta a história de um homem “fazedor” de tartes (o pie-maker) que, desde pequenino, tem o dom de, ao tocar em algo morto, ressuscitá-lo. Este dom é muita fixe e tal, até lhe dá a oportunidade de ressuscitar a mãe.  Mais tarde vem a descobrir que, se tocar uma segunda vez, a pessoa ou coisa volta a morrer, de vez. Digo coisa porquê? Porque ele, para além de poder usar o dom em pessoas, pode também ressuscitar animais, frutas, legumes e mais qualquer coisa que possa morrer. Outra consequência do seu dom é que, se ele ressuscitar a pessoa (ou animal) e ela viver durante mais de um minuto, outra pessoa (ou coisa) terá de morrer para contrabalançar a natureza.

Ao descobrir as consequências da sua capacidade, Ned (o pie-maker) (Lee Pace), decide nunca mais ressuscitar alguém, apenas as frutas usadas nas suas tartes, o que ajuda bastante no negócio, pois pode deixar as coisas apodrecer que, ao tocar-lhes, estão prontas a ser comidas. O único senão é que ele não pode comer o que cozinha, visto que, se tocar novamente nas frutas, elas voltam a apodrecer.

O amor de Ned é Chuck (Anna Friel), uma amiga de infância que morre num cruzeiro e, ao descobrir pelo jornal, Ned consegue ir ao funeral e ressuscitá-la. Se bem que o objectivo era apenas acordá-la por um minuto, para que ela pudesse confessar quem era o seu assassino, bem como conseguir beijá-la, já que era o sonho de Ned desde pequenino. Mas, por certas e determinadas razões, Chuck fica viva durante mais de um minuto, fazendo com que outra pessoa morresse e, assim, já não valeria a pena “matá-la” de novo. Ned e Chuck apaixonaram-se, mas nunca mais se podiam tocar, ou ela morreria para sempre.

É aqui que começa o efeito “awwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwww” da série, em que eles se amam e nem sequer se podem beijar. Desta forma, começam a tentar arranjar altenativas, desde usarem fatos completos para se poderem abraçar ou utilizar película aderente para se beijar.

Juntamente com o detective Emerson (Chi McBride), Chuck e Ned começam a ressuscitar por um minuto vítimas de assassinato, de forma a descobrir o seu assassino. Nesta altura temos então a “fofisse” de Ned e Chuck, com a procura de assassinos, o que torna a coisa um pouco mais empolgante, se bem que há crimes um tanto ou quanto parvos, como por exemplo, um gajo que foi atirado para uma panela de um doce qualquer.

A estas três personagens principais, junta-se Olive (Kristin Chenoweth), a gaja desesperada que canta e quer saltar para a espinha de Ned, à força toda, dando mais um toque de piada à coisa.

Outro toque especial desta série é o facto de ser narrada, tornando-a quase numa história de crianças, bastante irónica. É uma pena Pushing Daisies ter sido cancelada tão cedo. Gostava de me ter derretido durante mais uns tempos com o uso de película aderente para dar beijinhos. Era fofinho.

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