MALTA– os Momentos Altos (e Lows) da TV deste Ano – por António Guerra

Depois de uma semana preenchida com o melhor e pior do ano, chega a vez do comandante das tropas deste estamine falar sobre o que se passou este ano…e porque não me apetece fazer uma introdução longa, vamos ao que interessa:

Melhor Série: Sherlock

Sherlock

Sherlock teve este ano uma temporada de vale. Um pico alto, a chegada ao rio no segundo, e voltar a subir na qualidade no terceiro. Mas, e visto que revi a série ainda há pouco tempo, acho que não há como dizer isto de outra forma: dos três episódios, dois deles são absolutamente brilhantes. O primeiro é um episódio à Steven Moffat, genialmente escrito, e com um final absolutamente brilhante. Foi para mim o melhor episódio do ano, mais que merecido. O terceiro é uma construção fantástica, que permite o espectador duvidar mesmo do herói da história, algo que parecia impossível acontecer. O pior disto tudo? É ter aquele final e saber que a série deverá regressar só em finais deste ano que vem. Para os que já viram, vejam de novo. Para os que ainda não viram, não sei o que falta para ver… Continuar a ler

Posters TCN Blog Awards 2012 #6

 

Explicando: sabendo que os TCN Blog Awards se aproximavam, eu comecei a pensar numa forma divertida para chamar à atenção. Assim nasceram estes posters. Não há muito mais a explicar, apenas que espero o vosso voto nas categorias as quais o IP está nomeado, que são:

Podem votar no Cinema Notebook

Monday’s Morning Mirror #16 – O regresso às aulas do Continente, o regresso ao trabalho por Mad Men, o regresso às drogas por Breaking Bad (ou Felizmente há AMC!)

Boas noites caros compinchas e camaradas de séries. Então, como foram essas férias? Óptimo, óptimo. Aqui, no IP, também se tirou o mês de Agosto para ir para o Algarve, mas o blogue ainda nem tem domínio próprio por isso só pode pagar uma ida à Costa da Caparica. Problemas da crise. Mas, regressou Setembro. E, com tal, o IP regressa em força. Com mais dois elementos (por agora) e com uma novidade: ESTAMOS NO FACEBOOK E NO TWITTER. Exactamente, como leram em algo escrito Caps Lock, o Imagens Projectadas apresenta-se nas redes sociais. Aproveitando a primeira crónica da temporada, ficam a saber que nestas plataformas encontrarão as últimas novidades em relação às séries, misturadas com artigos interessantes, e claro, quando possível as fotos de mamas das actrizes que se desleixem. Tudo de bom.

Mas, e dando as boas vindas a tal (e agradecer já à magnifica equipa que compõem este blog), acho que vocês não vieram aqui por causa das mariquices das redes sociais (ou, como são conhecidas ao Domingo, tempos de histeria da Casa dos Segredos). Pensei em apresentar o que achava da Fall Season, mas tal já foi dado na semana passada. E o que apresentou a Summer Season? Também já houve, no novo espaço Hits & Flops, comigo e o Miguel Bento. Assim, resta falar de um tema ao calhas. E, no meio da panóplia de temas que podia escolher, vou falar-vos dos primórdios da AMC.

Primórdios porque, nestes últimos tempos a AMC tem sido bastante irregular. Olhando para a programação original da emissora, vê-se que a partir de 2007 os produtos originais da mesma começaram a ser num número muito maior do que eram. Mad Men deu asas à fase dourada da AMC, seguida em 2008 pela melhor série que este universo viu chamada Breaking Bad. A partir daí, tivemos The Prisioner (2009), a fantástica e injustamente esquecida e cancelada Rubicon (2010), seguida de The Walking Dead e The Killing, esta já em 2011, e com este ano a termos Hell on Wheels. Antes de me fixar nas duas primeiras, produtos de excelência, diga-se que a fase dourada da AMC acabou com Rubicon. The Walking Dead prometia, mas nem se tente comparar às duas primeiras, Hell on Wheels dá sono a quem bebe 7 Red Bulls, e The Killing teve um final de primeira temporada muito manhoso (o que não me fez ver, até agora, a segunda temporada…mas será vista). O bom período de Mad Men e Breaking Bad acabou sufocado por séries, que, sem um critério tão apertado de admissão, entraram e estragaram um pouco a grelha. Mas não é disso que quero falar.

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Os melhores do ano – Cristiano Maciel

Agora que estamos em 2012, é necessário fazer uma retrospectiva em relação ao ano que passou, desafio que me foi passado pelo criador deste fantástico blog, António Guerra. Sem querer empatar muito mais, aqui fica o meu top de 2011:

  • Melhor série: Breaking Bad

Arriscaria a dizer que praticamento tudo nesta série é bom. É de um brilhantismo impressionante que nos deixa a mente a borbulhar. Retrata muitas situações infaustas relacionadas com o consumo de droga que sabemos que acontecem na realidade mas que nos recusamos a pensar nelas. A série cresceu muito em 2011, daí ter sido a minha escolha para melhor série.

  • Melhor episódio: Face Off, Breaking Bad

Face Off é, sem qualquer dúvida, uma das melhores finales que vi em qualquer série. “Mata antes que sejas morto”, é um dos pensamentos que nos chega à mente quando pensamos neste episódio – e não queria repetir os conceitos, mas tem de ser – brilhante.

  • Melhor personagem: Gus Fring + Walt e Jesse, Breaking Bad

Embora o Walt e o Jesse sejam personagens excelentes, Gus Fring é uma personagem épica. Sim, épica. Meticuloso e vingativo, Gus Fring é um autêntico criminoso que merece absolutamente o destaque para melhor personagem.

  • Melhor cena: A morte de Gus, Breaking Bad

Para quem viu a série, este era o momento mais esperado. Imaginei mil e uma formas dele acontecer, mas não esta, tão surpreendente e aterradora.

  • Desilusão do ano: Terra Nova

Embora os últimos episódios tenham trazido algumas reviravoltas e a personagem de Stephen Lang seja bastante boa, esta série continua facilmente a desilusão do ano. Esperava mais, muito mais. Agora falta esperar se a série fica por aqui, ou se lhe dão uma nova oportunidade e a renovam para uma segunda temporada.

  • Surpresa do ano: Person of Interest

Breaking Bad seria a escolha perfeita para esta categoria, mas tendo em conta que faz mais sentido escolher como maior surpresa do ano uma série que estreou em 2011, escolhi Person of Interest. Ao contrário das séries de crime, em que o protagonista conhece o crime e tem que encontrar o agressor, nesta série os protagonistas conhecem a vítima ou o agressor e têm que evitar o crime. É como um crime procedural, mas ao contrário, e muito melhor.

  • Guilty pleasure do ano: Fugue, Sanctuary

Como guilty pleasure do ano escolhi o episódio “Fugue”, de Sanctuary. Considerar toda a série como guilty pleasure seria errado, mas penso que escolher este episódio em particular é uma opção adequada. Apesar de adorar música, odeio musicais. Odeio tudo o que é Glee e afins. No entanto, este episódio de Sanctuary, ao contrário das minhas expectativas, deixou-me deliciado. Achei essa cena a melhor do episódio e de vez em quando lá ando eu a assobiar essa canção. Para os curiosos, podem ver aqui a cena em questão.

Despeço-me agora, com alguns desejos. Que 2012 me traga muito tempo para ver séries novas, que Breaking Bad não desiluda na sua última temporada, que as minhas séries favoritas sejam renovadas e que apareça uma morte espectacular de algum zombie em The Walking Dead!

Os melhores do ano – Siglota Bolota

Com o final do ano a aproximar-se, chegam as mil e uma listas. E o Imagens Projectadas não podia faltar à chamada…assim, e até ao Natal, teremos a equipa do IP a reunir aquilo que achou o melhor e parte do pior do ano. Continuemos a saber o que a menina Sigloto Bolota acha. Continuar a ler

A Série da minha Vida – Breaking Bad (por João Barreiros)

Permitam-me que comece por dizer que escolher uma só série, de entre o conjunto de todas que já assisti, para nomear como “A Série da minha Vida”, é uma tarefa bastante difícil, não só porque cada uma delas tem as suas qualidades e defeitos, mas também porque sempre fui péssimo a fazer listas, a ordenar segundo as minhas preferências coisas de que gosto, de cada uma à sua maneira. Fico sempre com o sentimento de que não estou a fazer justiça a determinado elemento ou que poderei estar a conferir mais importância a outro do que de facto ele merece. De forma a prevenir tal sentimento, decidi escolher, não exactamente a série da minha vida – porque não consigo nomear só uma -, mas aquela que actualmente mais me dá prazer e que, por isso, está certamente no topo das minhas preferências. Falo de “Breaking Bad”, que, por qualquer razão, nenhum dos convidados anteriores desta rubrica escolheu.

A premissa nem é assim tão original: um professor de química de meia-idade junta-se a um ex-aluno para fabricar e distribuir metanfetaminas, após ser diagnosticado com um cancro do pulmão fatal. A excelência está no desenvolvimento das personagens, que ao longo das três temporadas já exibidas, nos revelam várias das suas facetas, evoluindo de simples formas, simples figuras com determinadas funções a desempenhar na série, com certos limites e comportamentos padronizados, para a complexidade de personalidades com um grau de autenticidade elevadíssimo, onde as mutações e as contradições são frequentes, mas nem por isso desprovidas de sentido. E não me refiro só ao progresso dos dois personagens principais, mas também aos espectaculares Skylar e Hank, que cresceram a olhos vistos na última temporada. Nenhum personagem não tem importância, ninguém é descartável, e isso deve-se ao fantástico comando da história efectuado pelo criador Vince Gilligan

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