Codename: Tardio

Introduções para quê? Só porque é socialmente aceite que tenhamos que chegar a um lugar e cumprimentar as pessoas? Não, dispenso. Vamos ao que interessa.

Game of Thrones. Porque é que não comecei a ver Game of Thrones mais cedo? Porque é que só depois de a segunda temporada ter sido transmitida na íntegra é que eu me lembrei de começar a primeira? Aparentemente, porque sou uma besta.
Várias vezes me disseram “tens que ver a série, é muito boa”, “vê a série!”, mas a ideia de ver uma série épica medieval nunca me agradou. De facto, não gosto de todo desse género. Digam o nome de um filme épico e quase de certeza que recebem um “não gosto” como resposta. Ou então um “não sei, não conheço, não estou interessado”. Mas a culpa é vossa. Se me tivessem dito que a série tinha elementos sobrenaturais, eu provavelmente já tinha começado a vê-la há bastante tempo. Sim, a culpa é vossa. Sim. De qualquer forma, só vi ainda a primeira temporada e embora já soubesse um dos principais acontecimentos graças aos energúmenos que decidiram estampar isso num cartaz, a série trouxe-me muitas surpresas positivas – e talvez até uma maior consideração pelos filmes e séries medievais.

Avançando agora centenas de anos, passo para a série futurista Continuum. Tal como disse na crónica anterior é algo que me agrada e que certamente vou continuar a acompanhar. É uma série com muito potencial e que acho que só tem como melhorar. Tenho esperança que a série nos apresente reviravoltas rebuscadas, como aquelas que se viam em V – série que se calhar não é o melhor exemplo mas foi a que eu me lembrei.

Tenho também investido nas comédias, nomeadamente em Arrested Development e em The IT Crowd. Arrested Development é uma série que foi transmitida entre 2003 e 2006 e que no final do ano passado foi ressuscitada pela Netflix para mais 10 episódios. Isso e uma crítica muito positiva levaram-me a começar a ver a série, decisão da qual não estou nada arrependido. Ainda só estou no início, mas estou a adorar. The IT Crowd é uma série britânica sobre o pessoal que trabalha do Departamento de Informática de uma empresa. Com 4 diminutas temporadas e episódios de 20 minutos, The IT Crowd é hilariante e consegue fazer-me rir como poucas outras séries conseguem. Para quem não conhece – vejam, a sério.

Bom, fico-me por aqui e espero que vocês, tal como eu – e se for o caso, é claro – aproveitem as séries e descansem e façam aquilo que gostam. Como ver séries, por exemplo. Até à próxima!

Programas Mortos #2 – Os seis episodios perdidos

Quem gosta de ficção científica já sabe que aquela série que começou agora a ver tem muito poucas hipóteses de ser renovada para além de 2 temporadas. A não ser que haja a combinação de não quererem comprar uma briga com J.J. Abrams e a actriz principal ser sobrinha do dono da network.

Não é por que as ideais sejam más. As ideias de ficção científica são como as mulheres profissionais, tem de ser muito melhores para chegarem a onde chegam os outros. Aqui, recuso-me a aceitar que No Ordinary Family seja ficção científica. Era uma family soap que teria sido um sucesso na ABC Family se fosse mais focada nos elementos jovens da família.

Não são problemas de casting, Deep Space Nine tinha o elenco mais medíocre algumas vez agregado numa série que durou 7 temporadas. O actor principal é tão mau que é a prova viva do adágio “Those who can do, those who can’t teach.” Depois de DS9 retirou-se para ir ensinar. Infelizmente, ensina representação.

O que mata a maior parte das séries de ficção científica são os seis primeiros episódios. O período de nojo à história principal que todas as séries de ficção cientifica fazem no seu início. No afã de garantirem que durante os primeiros episódios da série as pessoas que entram no comboio a meio da viagem não se sintam perdidas, as séries de ficção cientifica não avançam nada da história principal durante as primeiras 6 semanas.

Continuar a ler

Factos Audimétricos #3

A rubrica dos Factos volta esta semana para analisar um mês algo morto em termos de exibição de séries. Sem mais demora, partamos para aquilo que realmente interessa.

Começando pelo Cabo, assinalo Hot in Cleveland, a série de Betty White, como a que mais desapontou pois teve uma enorme quebra nas audiências. Claro que, sendo do Cabo, os resultados não são muito altos comparados com o da aberta, no entanto, para aquilo que a série fazia na primeira temporada, uma média de 3 milhões, encontra-se agora na fasquia dos 2 milhões tendo registado o valor mínimo, no passado dia 16.

Continuar a ler

Series-Gazing II

Ver séries é um dos meus simples prazeres com os meus dezoito anos. Esta loucura pelo mundo da televisão começou há pouco mais de 3 anos, numa altura em que o Secundário estava a começar e, consequentemente, me iam surgindo novos horizontes. Talvez porque a necessidade de escrever e falar com o outro é tão necessária, fez-me pensar em pequenos espaços onde opiniões se podem discutir. O Series-Gazing é um deles.

Nesta segunda edição, e como vos disse na primeira, vamos falar das séries que mais destaque tiveram no último mês: Fringe, White Collar, The Good Wife e V.

Continuar a ler