Series-Gazing XXVI: E depois da Fall Season…?

Estamos já a pouco mais de 72h do Natal, aquela época maravilhosa em que os miúdos recebem as suas prendas, a família tenta estar toda reunida e tenta sorrir apesar de alguns desamores que possam existir e algumas dificuldades em trazer as coisas à mesa, mas o que importa é o espírito de paz que as une e reúne naquela casa, com ou sem lareira, com ou sem radiador, naquela sala onde está a árvore e se passa a meia-noite com o maior alvoroço. É assim todos os anos, e por mais que nos queiram roubar isso, tudo volta a acontecer. Digamos que é a magia do Natal.

Convido-o, pois, a sentar-se comigo durante uns 10 minutos, nada mais do que isso, e vejamos como foi a minha (e a sua, pois há sempre um comentário a fazer) Fall Season. Já tem o seu chá ou café prontos? Com o bolinho a acompanhar? Pois, no exacto momento em que lhe falo estou de viagem, e portanto, não se espante se eu desapareço por uns momentos. Eu vou tentar não me esquecer de pôr o sinal do “Volto Já”, não vá o caro leitor pensar que o abandonei.

The Crazy Ones

Devo dizer que a minha Fall Season, neste ano de 2013, foi diferente em todos os sentidos. Por um lado, quando esta tão interessante época começou decidi, na minha cabeça, analisar o maior número de pilotos que podia. E assim o fiz. Mal ou bem, notas baixas ou altas, está feito e até lhe digo que nem foram muitas as que me propus acompanhar. Das novas recordo-me de “The Crazy Ones”, “Once Upon a Time in Wonderland”, “Atlantis”, “Dracula” e “Sleepy Hollow”. Poucas? Eu sei que sim. O tempo, muitas vezes, não estica. No que toca à categoria das que fazem parte da mobília da casa fiquei-me por “Once Upon a Time”, “American Horror Story”, “Modern Family”, e mais uma ou outra que agora me falham. Estão para depois “Almost Human”, “Masters of Sex”, “S.H.I.E.L.D”, “Reign” e “Haven” mas seguramente que as consumirei agora nas férias, apesar do estudo que ainda terei de fazer.

Foi uma Fall que eu esperava bem mais activa; se calhar, as apostas dos canais este ano estiveram muito em baixo ou se calhar, a minha paciência e o tempo livre estão cada vez mais pequenos, que quase preciso de um microscópio para os encontrar. No final de tudo, acabo por ficar com as que mais gosto, com as que mais prazer me dão a ver. É como o acto de beber um café: prefiro-o curto e bom, do que um longo e mau.

Eu não lhe disse que iam ser 10 minutos? E até sou capaz de lhe provar que nem chegou a tanto! Tenho a sensação que não desapareci. Ou desapareci? Bom, se não o fiz antes devo fazê-lo agora!

3…

Antes de me despedir com um “Boas Festas”…

2…

…quais foram as suas escolhas desta…

1…

…Fall Season?

Boas Fes………… (ligação perdida).

Alfabeto das Séries: E

Nesta rubrica baptizada de Alfabeto das Séries, procuro aprender um pouco mais sobre séries que não conheço e dar a conhecer novas séries aos leitores do Imagens Projectadas. Como podem ver, mais uma crónica, mais uma letra. E. E de elefante. E de entusiasmante. E de então vamos lá começar.

  • Eureka, (2006–2012), Syfy, Terminada.

Eureka

Eureka foi uma fantástica série de ficção científica transmitida entre 2006 e 2012. Não sendo muito conhecida, é no entanto uma das minhas favoritas de sempre. Com medo de me alongar demasiado, prefiro redireccionar-vos para este artigo que escrevi no ano passado no Imagens Projectadas, uma espécie de tributo à série, e que resume muito bem a minha opinião em relação a Eureka. Viva Eureka!

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  • Event, The, (2010–2011), NBC, Cancelada.

The Event

The Event conta a história de Sean Walker, um cidadão comum que ao investigar o desaparecimento da sua noiva, acaba por descobrir uma enorme conspiração contra o Presidente dos Estados Unidos. Esta conspiração involve o nome do seu próprio sogro e fenómemos que aparentemente ninguém é capaz de explicar. Foi chamada a nova “Lost” mas caiu redonda do chão no fim da 1.ª temporada. Uma série deste género devia ter não mais que 8/10 episódios, mas com 22 episódios, The Event tornou-se aborrecida. Embora o início e o fim da série sejam bons, o resto não compensa, por isso não aconselharia esta série.

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Alfabeto das Séries: B

Mais um post, mais uma letra, desta vez o B. Nesta rubrica baptizada de Alfabeto das Séries, procuro aprender um pouco mais sobre séries que não conheço e dar a conhecer novas séries aos leitores do Imagens Projectadas. Vamos então a isso e espero que gostem!

  • Breaking Bad, (2008–2013), AMC, Terminada.

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Breaking Bad sempre foi uma óptima série, mas quando estava a caminhar para o fim, a sua popularidade aumentou de uma forma estrondosa. Mas mereceu toda a atenção que recebeu. Quem a conhece, sabe de que obra de arte é que estou a falar; quem não a conhece provavelmente viveu debaixo de uma rocha nos últimos anos. E para essas pessoas, posso dizer que a série introduz-nos um professor de Química diagnosticado com cancro do pulmão e que acaba por começar a produzir metanfetaminas com um antigo aluno de forma a deixar dinheiro para a sua família. Só que a série é muito mais do que isso. É a viagem de uma vida.

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  • Big Bang Theory, The, (2007– ), CBS, Em exibição.

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The Big Bang Theory é uma comédia bastante popular da CBS. Quando a série estreou, apresentou-nos dois físicos brilhantes e como a sua vida social (que era constrangedoramente inexistente) mudou quando uma rapariga gira se mudou para o apartamento em frente. Actualmente, tenho a impressão que é uma série sobre um grupo de pessoas minimamente suportáveis que lidam com um indivíduo com óbvios problemas mentais. Mesmo que já não simpatize tanto com o fan favorite Sheldon, continuo a ver a série porque é engraçada e serve o seu propósito de fazer rir, mas não é nada de especial, quando comparada a outras comédias.

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Series-Gazing XXIII: Rescaldo da Fall Season 2013

Todo o adicto fervoroso de séries sabe o que é e vive intensamente esta grande época, tal qual como se fosse uma época de caça. É uma altura do ano em que uma cascata de pilotos parece cair numa pasta do nosso computador e como que se multiplica, dia após dia, com novas estreias, regressos e até finais de temporadas ou séries que nos deixam sem qualquer palavra.

Breaking Bad

Estava esta Fall Season ainda a começar e já “Breaking Bad” findava com um episódio perfeito que fez jus aos 5 anos intensos que a série viveu. Terminou no tempo certo, com a história certa e vai, com certeza, ser relembrada de uma forma bastante positiva. No reverso da medalha, temos “Dexter” que não terminou da melhor forma e parece que a Showtime teve mão nisso.

E enquanto os ícones da televisão fechavam as suas portas, outras histórias procuram ter o seu peso na guerra que é a televisão americana. E este ano, parece que as comédias não estão a ser muito constantes em termos de qualidade ao passo que os dramas estão a ganhar, ao que parece, algum terreno e alguns novos espectadores – “The Blacklist” tem feito algo para a NBC que não via há já algum tempo: ganhar um timeslot e com uma boa margem de rating face à concorrência. Quem ainda não aprendeu a lição foi a ABC que teima em programar às quintas, às 8h, e não consegue… É muito difícil perceber que “The Big Bang Theory” coloca as massas todas na CBS às 8h?

The Crazy Ones

Quanto ao resto, o meu escape de séries tem sido essencialmente pilotos e nada mais. Tenho uma série de séries para ver e o tempo não estica. Nem mesmo em Espanha! Para recuperar, encontra-se na lista “Haven” que terminou de forma excelente o seu terceiro ano; “Modern Family” que já soube que mudou de genérico mas mantém a irreverência e a loucura; “American Horror Story: Coven” que parece que está bem melhor que os dois anos que passaram; “The Crazy Ones”, a minha nova comédia favorita; e, claro, “Marvel Agents of S.H.I.E.L.D.” que também ganhou lugar especial. A ver se as temporadas, este ano, surpreendem o público – estou a falar contigo, “Once Upon a Time”, que também estás na minha lista – até porque precisamos de mais criatividade, mais factor “wow”, mais qualquer coisa que nos mantenha agarrados. O que foi novidade não pode deixar de o ser, senão, da mesma maneira que o espectador se interessa, assim ele parte para outra. A ver vamos o que nos espera este ano, pois ainda é cedo para dizer qualquer coisa. Deixemos as séries crescer e depois, ou paninhos quentes ou uma bela machadada.

Alfabeto das Séries: A

Tal como prometido, aqui estou eu de volta com uma nova rubrica. Com o Alfabeto das Séries, pretendo percorrer todas as letras e falar um pouco das séries mais relevantes (não só das séries que vi por completo, mas também daquelas que nunca vi sequer um episódio). Assim, procuro aprender um pouco mais sobre séries que não conheço e dar a conhecer novas séries aos leitores do Imagens Projectadas. Nesta que é a primeira edição, falarei obviamente das séries começadas pela letra A.

  • Arrow (2012– ), The CW, Em exibição.

ARROW

Arrow, actualmente na sua segunda temporada, é a adaptação televisiva da banda desenhada Green Arrow, da DC Comics. Conta a história de Oliver Queen, um jovem playboy milionário que naufraga ao largo de uma ilha aparentemente deserta e volta a casa cinco anos depois… mudado. Apesar das minhas incertezas, a primeira temporada esteve bem, com os seus altos e baixos, mas é boa de ver. Tem muita acção e muitas cenas de luta, mas por outro lado também tem muitos jovens bonitinhos (mas que não é surpresa para quem conhece as séries do CW) e uma narrativa um pouco novelizada.

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  • Arrested Development (2003–2006, 2013– ), Fox/Netflix, Parada.

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Arrested Development dispensa apresentações. Quem a viu sabe que é facilmente uma das melhores comédias alguma vez criadas e quem não a viu está mais que a tempo para entrar no mundo destas personagens. Depois de ser cancelada e ser reanimada pela Netflix anos depois, Arrested Development teve bastante mais visibilidade e uma continuação da quarta temporada está definitivamente em cima da mesa.

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Séries para o Verão, por Jorge Pontes

Devoção é, muito provavelmente, a denominação de muitos para com os argumentistas e criadores das tantas séries que nós, adictos, vemos. No fundo, cresce dentro de nós um apreço enorme pelo seu trabalho e por toda a equipa que se reúne para produzir os tantos episódios que vemos por semana.

Eu já fui, em tempos, bem mais adicto do que sou agora. No início, marcava as horas para ver televisão, à noite, quando o canal de teste da ZON tinha a FOX ou a FOX Life durante mês e meio. E quando a ZON decidiu colocar a Life no pacote mais barato, a minha vida mudou. Conheci, através do canal, toda uma mão cheia de histórias, de personagens e aprendi a compreender este grande universo.

O Verão é, das épocas da televisão americana, a mais suave e despreocupada e talvez a minha favorita. É aquela altura em que se aproveita para recarregar energias e ver as temporadas que não conseguimos apanhar no Outono ou no Inverno. Serve, também, para olhar ao baú da época de ouro da televisão e apanhar uma série e vê-la, só porque apetece. Se há tempo, mais vale aproveitá-lo da melhor forma. De facto, é uma época onde a oferta é mais baixa e dá-nos tempo para saborear cada episódio e perceber tudo aquilo que ele nos quer mostrar (e contar).

Dirty Sexy Money

“Dirty Sexy Money”, “Ugly Betty” e “Eli Stone” são 3 séries, da altura em que só via a Life (e uma ou outra série da TVI às tantas da noite) me cativaram bastante e as quais eu sugiro para esta época despreocupada. São séries pequenas (a primeira e a terceira) que se vêem bastante bem pela sua história (quase) simples e pelas personagens que facilmente cativam e nos impressionam.

ColdCase_2

Da época pós-FOX Life, para o Verão, sugiro (além das ocasionais séries de Verão) a mais recente “Da Vinci’s Demons”, “Cold Case”, “The Borgias”, “The Tudors” e “Justified”. Em relação à primeira, a sua temporada de estreia de 8 episódios vê-se em pouco mais de dois ou três dias, apesar dos episódios de quase uma hora; é uma série medianamente leve, com uma história interessante e que atinge o seu potencial (quase total) nos últimos dois episódios. As restantes quatro, são séries já com algum peso na história da televisão e que exigem o seu tempo de visualização dado que são produções que primam bastante pelos detalhes e pelos significados escondidos nas acções das personagens.

Sanctuary

“Fringe”, uma das séries da minha vida, apoia-se igualmente nos detalhes e, aliando-se a uma forte mitologia, tornam as 5 temporadas e os respectivos 100 episódios num deleite para os amantes da ficção científica. E continuando na ficção científica, “Sanctuary” marcou o meu vício como sendo uma série à maneira e que se desafiava a si própria em termos de história. 4 temporadas e 59 episódios depois, temos uma série que terminou bastante bem e com um final explosivo que em quase nada desiludiu. Duas apostas, claramente, dignas de se acompanhar nesta época de imenso calor.

A nível de reality, se o caríssimo leitor estiver interessado, aconselhava para o Verão, o “Big Brother” americano. A CBS faz questão de produzir uma nova temporada que tem sempre estreia no início de Julho e dura até meados de Setembro, altura em que começa o ciclo de Outono de “Survivor”. Não vejo o reality assim há tanto tempo mas, sendo um grande guilty pleasure, é o meu grande vício de Verão e acho que esta altura sem Brother já não é a mesma coisa.

Tantas são as produções que passaram pelos nossos ecrãs e tantas serão aquelas que ainda por aqui passarão. O que é certo é que, as 11 que vos referi neste pequeno texto acabam por ser a ponta de um grande icebergue que nem eu próprio lhe vejo o fim. Adoro séries, adoro viver naqueles 45 minutos, uma vida diferente. Seja na Fall, na Mid ou na Summer Seasons, há sempre tempo para nos voltarmos a apaixonar por uma série que já vimos ou por uma nova que decidimos ver. De uma maneira ou de outra, acabamos por construir o nosso álbum de favoritas e, mais tarde, recordamo-las com o maior apreço. Haverá melhor gratificação que essa?

Codename: Restos

Tenho o magnífico prazer de abrir o ano no Imagens Projectadas com uma crónica (sim, o boss já postou antes de mim, só que não foi uma crónica), mas antes de mais, ficam aqui os desejos de que a passagem de ano tenho sido óptima e que 2013 vos traga grande parte daquilo que querem (porque se vos trouxer tudo o que vocês querem, fico chateado). Vamos a isso, então.

Este ano ainda não vi nenhum episódio – o que é de esperar, até certo ponto – por isso hoje falo-vos dos restos de 2012. Fringe está na sua meta final e não me está a agradar por completo. Mesmo que os três episódios finais sejam geniais e completamente surpreendentes, isso não vai fazer com que os anteriores se tornem melhores. No entanto, estou aqui e estou com Fringe até ao final, por isso venha daí essa despedida! Person of Interest continua interessante e embora utilize sempre a mesma fórmula, não acho que se esteja a tornar cansativa. Cansativa está Last Resort, que não me tem agradado de todo e que não me consegue transmitir empatia pelos personagens. Mais três episódios, e fica arrumada na prateleira. Haven está muito interessante, com apenas dois episódios que darão final à temporada e que serão transmitidos no mesmo dia. Como é costume nesta série, espero uma catacumba de respostas e de novas perguntas nestes últimos episódios. Já vos falei de algumas das minhas expectativas para 2013 no post anterior onde exponho os momentos altos e baixos da TV no ano passado, por isso relativamente a Breaking Bad e a Sherlock estamos falados.

Assim, fica só a faltar uma coisa. Fica só a falar a série do meu doutor favorito. Doctor? Doctor Who? Não podia obviamente deixar passar isto porque a) agora só há Doctor Who em Abril, por isso se não falo disto (constantemente) com alguém, é capaz de me dar alguma coisinha má e b) estou à espera deste episódio desde Março. Agora calma. Antes de lerem as próximas frases, fiquem a saber que há spoilers, por isso se ainda não viram este episódio – o se pretendem ver a série futuramente, avançam imediatamente para o fundo ou fechem esta página. Não fechem. Ide ler outros posts. Nove meses à espera, com muitas pistas, muitos teasers, muitas fotografias, e mesmo assim, o episódio de Natal de Doctor Who surpreendeu-me completamente. Porque, Moffat, tu não podes simplesmente apresentar uma personagem antecipadamente e matá-la… e apresentá-la oficialmente meses mais tarde e matá-la outra vez. Enfim… O recurso aos três personagens do Paternoster Gang foi óptimo. Eu, que nem gostava assim muito deles, comecei a sentir uma empatia crescente à medida que via o episódio. Sabe-se que estes três vão voltar em mais dois episódios do resto da temporada, por isso fico aqui à espera. O vilão, interpretado por Richard E. Grant, que à primeira vista parecia terrível e importante para o episódio, foi enfraquecendo e dando mais espaço às outras criaturas, que eram muito mais interessantes, é preciso admitir. Relativamente à rapariga que morreu e à sua interacção com o Doutor, tenho apenas uma palavra: brilhante. A forma como a relação desenvolveu a partir de uma simples perseguição foi lindíssima, e o que está a ir para chegar vai ser genial, tenho a certeza. Afinal, como é que possível que Clara possa estar viva, depois de morrer duas vezes?

The Doctor: Right then Clara Oswald, it’s time to find out who you are.

Foi com esta frase que se despediu o trailer da segunda parte da 7.ª temporada e é com esta frase que eu me despeço de vocês. Até à próxima e, que raios, vejam esta série!

MALTA – os Momentos Altos (e Lows) da TV deste Ano – por Jorge Pontes

Desde de nos empaturrarmos com os doces de Natal, o momento para a reflexão começa a tornar-se cada vez mais real. O ano de 2012 está a acabar e perguntamo-nos, “Que aconteceu este ano que vale a pena falar?”, e, nesse sentido, apresento-vos, no dia de hoje, as minhas escolhas para este ano. Estará o leitor pronto para mais uma aventura? Sigamos para a partida. Leve mantimentos e muita água, nunca se sabe que obstáculos surgirão à nossa frente.

  • MELHOR SÉRIE: Breaking Bad

isto é uma série

Poderia aqui colocar Sherlock ou Game of Thrones que são, claro, mercedores deste “prémio”. Mas não. “Breaking Bad” foi (e é) a série deste 2012 por uma razão muito simples: a sua história que se assemelha a um jogo de xadrez. As personagens estão, cuidadosamente, bem delineadas e os seus discursos são da maior qualidade. Todas elas se juntam para transformar uma história sem sal num dos melhores dramas da actualidade. E, melhor que isso, a primeira parte da quinta temporada não mostrou sinais de bonança… preparou-nos para a tempestade.

  • MELHOR EPISÓDIO: Game of Thrones 2×09 – Blackwater

Game of Thrones 2x09 - Blackwater

O segundo ano desta grande série mostrou-se bem mais madura e com vontade de nos mostrar um pouco mais deste mundo. Preparou-nos para algo épico. E o resultado? O melhor episódio de 2012. Conjugou acção, suspense, ansiedade, imprevisibilidade e, acima de tudo, uns belos efeitos especiais que só vieram mostrar que esta história não só tem potencial como é capaz de grandes feitos e de grandes momentos.

  • MELHOR REGRESSO: Parks and Recreation

Parks and Recreation, a comédia optimista

“Parks and Recreation” começou a meio gás. Cresceu e evoluiu para se tornar numa das melhores comédias da actualidade e a prova disso foi este início de quinta temporada. As personagens parece que se reinventam, o “novo” casal tem uma dinâmica espectacular e depois temos Ron. É preciso dizer mais?

  • MAIORES EXPECTATIVAS: Fringe/Haven

Fringe

Perguntará o caro leitor o porquê de “Fringe” figurar nesta categoria. Por um lado, estamos na temporada final e, por outro, devo pôr um pouco de parte alguns dos episódios desta temporada que apenas servem para nos preparar para o grande final. Estou em pulgas para ver as últimas 3h desta grande série que me maravilhou durante 4 longos mas emocionates anos.

Já “Haven”, apesar de ter começado (muito) mal este seu terceiro ano, arranjou maneira de o espectador esquecer aqueles pequenos precalços para nos dar um ou outro grande episódio. A história adensa-se, o mistério está cada vez mais envolto num véu azul e as personagens, a pouco e pouco, revelam as suas verdadeiras intenções e o seu verdadeiro passado. Estando neste estado, acha que não estou expectante para o final desta terceira temporada?

  • SÉRIE MAIS MÉH: 2 Broke Girls

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A primeira temporada desta série cativou-me de uma maneira que nunca pensei. Avancei para a segunda sem grandes expectativas e dou por mim, ao nono episódio, com vontade de desistir dela. Não estou farto mas também não é o “boom” que sempre quis ser. Estou cansado destas séries que se fazem fáceis para ganharem público. E se ela sobreviver à machadada de inverno que vou dar na minha lista, por favor, levem-me a uma jornada de limpeza da mente porque não estou bem, de certeza.

  • SURPRESA DO ANO: Go On

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Nesta lista não poderia faltar esta minha série de estimação. Começámos a Fall Season um pouco sem saber para onde íamos mas, quatro episódios depois, a série soube pegar no seu potencial e entrar não só na lista das melhores comédias estreantes como alguns dos seus episódios figurarem na lista dos favoritos do ano. Palavras para quê?

  • DESILUSÃO DO ANO: How I Met Your Mother/The Big Bang Theory

How I Met Your Mother

A desilusão para com estas duas séries cai cada vez mais. Tínhamos boas histórias, personagens interessantes e bons momentos, semana após semana. E agora o que temos? Duas séries cansadas, a andar sempre à volta de uma rotunda e nunca saem da sua zona de conforto com medo que o seu potencial (aquele que ainda existe) se possa perder. Sem chama e com muito fumo, vão sobrevivendo na CBS porque dão dinheiro porque a qualidade é um avião que já voou há alguns anos atrás.

Depois desta grande viagem, que me resta dizer? Que 2013 me traga novos grandes episódios e que as séries alimem as arestas e os vértices tão bicudos que teimam em picar o espectador com os seus piores momentos ou maus episódios. E, para o caro leitor, envio do Algarve os meus votos de boas entradas. Até lá.

Codename: Vaivéns

Ora bom dia, boa tarde ou boa noite dependendo do fuso horário onde se encontram. Aqui estou eu de volta com as minhas crónicas mensais, hoje para vos falar de quatro séries. Vamos então a isso.

Comecemos por Warehouse 13, essa série do Syfy que infelizmente pouca gente conhece – não me canso de dizer isto, porque é absolutamente verdade. Mas antes que corra o risco de me tornar repetitivo, deixem-me dizer que a midseason finale desta série foi de cortar a respiração. Quando o clímax da temporada pareceu estar no episódio anterior, Warehouse 13 presenteia-nos com um episódio destes. E quando pensamos que ia tudo acabar bem – porque acaba sempre tudo bem – a profecia é cumprida e uma praga mortífera é libertada para o mundo. E o episódio acaba assim. Confesso que já não estava habituado a estes cliffhangers e estava mesmo com a ideia que ia tudo acabar bem. Não acabou. O que agora tenho pela frente é a espera infernal pelos próximos 10 episódios, previstos para Abril de 2013. Veremos se aguento.

Adiante. Já vos falei de Primeval: New World numa crónica que escrevi há uns tempos, mas na altura ainda se sabia pouco sobre a série. Seis meses depois, está marcada a data de estreia – 29 de Outubro – e já há um trailer que até me deixou bastante curioso. Trata-se de um spin-off da série britânica Primeval, à qual dediquei aqui um parágrafo. O que me deixou curioso é o facto de um personagem da série britânica – e um dos meus personagens favoritos, por sinal – “saltar” para esta de modo a fazer uma introdução e situar os espectadores da série original. Os argumentistas prometem uma série mais obscura, mais pesada, com piores consequências para o mundo. Ficarei assim à espera disso, porque é uma pena se a série não der em nada. Mas, de facto, os americanos não são conhecidos por fazerem boas adaptações de produtos britânicos…

Esta série de que vos falo agora estreou recentemente no canal americano ABC e está a dar que falar. Em Last Resort, os tripulantes de um submarino recebem uma ordem para bombardear o Paquistão com armas nucleares. Mas a ordem veio de um canal especial, que só é utilizado quando o país está a ser atacado – e isso leva a que o Capitão do submarino peça confirmação da ordem, sendo por isso retirado do seu cargo. Sucede-se então uma sequência de eventos, acabando com o submarino na mira do próprio país e numa situação bastante mais complicada do que se possa imaginar. A natureza militar da série e a introdução de muitos personagens em simultâneo pode ser pouco estimulante para algumas pessoas, mas a acção e o drama valem a pena. No entanto, houve uma coisa que não me agradou muito: por duas vezes o Capitão Marcus Chaplin toma uma decisão aparentemente agressiva que mais tarde se revela que é inofensiva. Se isso é uma imagem de marca da personagem, que seja. Só espero que não se torne uma constante, porque uma situação assim num final de temporada pode surpreender muitos espectadores… negativamente. Até agora estou a gostar, e se continuar neste ritmo poderá muito bem ocupar o lugar de surpresa do ano.

E, como é claro, deixei o melhor para o fim. Doctor Who. Mas que série. A primeira metade da sétima temporada já se foi, assim como os Ponds. O primeiro episódio introduziu de forma surpreendente e inesperada a Oswin. Os seguintes episódios, por entre situações hilariantes, referências a personagens da série original e resoluções demasiado rápidas para o meu gosto, também foram muito bons. Mas depois chegou o The Angels Take Manhattan, essa peça de televisão assombrosa, que despediu de forma trágica e espectacular os Ponds, os maravilhosos personagens que se aguentaram com o Doutor durante duas temporadas e meia. Mantenho agora expectativas altíssimas para o episódio de Natal e para os restantes episódios que serão transmitidos em 2013, esperando que a série se supere episódio após episódio e que festeje em grande o seu 50.º aniversário.

E é tudo por hoje. Para quem gosta de zombies, a estreia de The Walking Dead está mesmo aí à porta. Para as outras pessoas, há dezenas de séries a ser transmitidas, por isso larguem os joguinhos do Facebook e passem mais tempo a ver séries, que isso é que vos faz bem. E alimentem-se saudavelmente.

Fall Season 2012: O que esperar? (Cristiano Maciel)

Olá a todos e a todas que vêem séries (porque assumo que se não as vêem, provavelmente estão aqui por engano… mas deixem-se estar, que isto é uma leitura agradável). Tal como os meus colegas têm feito durante esta semana, hoje trago-vos as minhas expectativas para essa época maravilhosa que é a Fall Season. Sem precisar de mais introduções, fica aqui a legenda:

Verde – Expectativas altas
Amarelo – Expectativas médias
Vermelho – Expectativas baixas
Cinzento – Mas o que é isto?

Se calhar teria feito isto por ordem alfabética, mas para seguir o exemplo do resto do pessoal, que venham primeiro os dramas. Continuar a ler