The Revenge of The Big C in the City, during Summer!

Confesso que neste último mês, desde a minha última contribuição para o blog não andei muito atenta a séries no sentido de ver coisas novas. Contudo, nos intervalos da escrita da dissertação e de outras tarefas menos agradáveis, terminei The Big C e comecei a ver Revenge. Tenho estado a rever também Sexo e a Cidade para descontrair um pouco.

A primeira, The Big C, conheceu o seu final no passado dia 20 de Maio. Teve direito a  uma última temporada, após ter sido cancelada pela Showtime. O final foi previsível conhecendo a premissa inicial – uma professora, Cathy, a quem é diagnosticado um cancro – mas mesmo assim foi muito interessante e emocionante conhecer a viagem de Cathy desde o momento em que tem conhecimento que está doente, como lida com a doença, e o impacto que esta tem nas suas relações familiares, mudando a sua forma de estar na vida e os seus hábitos. Cathy reaprende a viver, definindo as suas metas, com novas ambições (sem enveredar pelo mundo do crime. Looking at you, Walter White). A certa altura, Cathy decide que quer pôr fim ao jogo contra a Morte, não aceitando fazer mais tratamentos e assim começando a despedir-se da vida e de quem a rodeia. Dentro da previsibilidade, a série ensina-nos muito as relações humanas, sobre medos e ambições, e a forma como lidamos não só com a morte mas também com a vida. Por vezes também é preciso coragem para enfrentar a vida, como ela é: cheia de contratempos, surpresas. Embora o seu tema possa ser um pouco “pesado” (conforme o ponto de vista) “The Big C”  não deixa de ter momentos muito engraçados. Recomendo a série.

Outra série que comecei a ver foi Revenge. Gostei da premissa da série, de inspiração literária – “O Conde de Monte Cristo” de Alexandre Dumas. Emily Thorne (Emily VanCamp) chega aos Hamptons (onde os ricalhaços têm as suas mansões) e aluga uma casa ao lado da família Grayson para passar o Verão. Na realidade, Emily é Amanda Clarke, cujo pai foi acusado de um crime que não cometeu e enviado para a prisão, sendo mais tarde assassinado. Emily/Amanda quer agora vingar-se e destronar todos aqueles que contribuíram para o aprisionamento do seu pai, especialmente a família Grayson. Com um enredo promissor, a 1º temporada foi boa, gostei da forma como história foi construída, com twists e revelações interessantes.  Não é uma série pesada nem maçuda, entreteve bem. Tem uma vertente novelesca, com tudo isso que acarreta. Por vezes até a menos boa representação de alguns atores do elenco. Mas a 2º temporada tornou-se chata. Eu ainda nem terminei e já estou um pouco farta para dizer a verdade.  Ao mesmo tempo que quiseram desenvolver algumas das personagens e histórias, a série perdeu algum interesse sendo que muitas histórias estão demasiado rebuscadas. Ainda vou terminar a série e depois logo se vê se irei acompanhar a nova temporada a começar em Setembro.

Aí quase por estrear, dia 30 de Junho, está Dexter. Estou curiosa para ver o que trará nova e final temporada! Promete ser de arromba e esperemos que assim seja. Talvez na minha próxima crónica escreva sobre as minhas impressões em relação à temporada.

Foi notícia esta semana que James Gandolfini, mais conhecido pela sua interpretação de Tony Soprano da aclamada série Os Sopranos, faleceu. Nunca ter visto Sopranos é realmente um grande erro meu, enquanto espetadora de séries de televisão. Ooops! Por isso, infelizmente nas piores circunstâncias, vou começar a ver Os Sopranos em breve. Apesar de já ter lido/ouvido falar que é muito boa (e do seu controverso final) não sei bem o que esperar. Espero gostar para assim compreender a mística à volta da série.

E não, ainda não desisti de ver West Wing, The Killing, Justified, entre tantaaaas outras. Agora que estou praticamente (quase) despachada da tese de mestrado posso mergulhar no mundo da séries e no mar quando for à praia. sem sentir-me culpada!! Por isso, logo a seguir a Sopranos (se a coisa correr bem), verei essas séries ou parte delas.

Se tiverem alguma recomendação, não hesitem a tweetar-me!

Até breve.

Series-Gazing XXII: As Coisas Boas do Verão!

A temporada 2012/2013 há muito que terminou e eu sinto-me algo aliviado porque a carga “serial” que tinha era bastante e, quando vem o Verão, parece que uma brisa fresca se abate sobre o meu computador e ele, de súbito fica mais leve e carinhoso para mim (e, frise-se, bem mais rápido). 

Se o leitor bem conhece esta época, estão aí a chegar os guilty-pleasures que nos fazem felizes e contentes numa época já de si, de imensa alegria para quem está de férias e de alguma ânsia e expectativa para quem as vai gozar. E o sinal de que a Summer Season começou é quando “True Blood” começa… Não, estou a brincar. Obivamente que não é quando esta coisa a que dizem chamar série começa… É ali na transição do 31 de Maio para o 1 de Junho. Voltamos a ser as crianças que, nos idos anos da nossa adolescência, nos ríamos com os programas de entretenimento fácil e descomprometido (vulgo, desenhos animados) para crescermos a pouco e pouco e sermos uns homens e umas mulheres de armas prontos a enfrentar mais uma abertura de barragens e a consequente leva de séries prontas a estrear na rentrée.

Covert Affairs

Para este Verão não tenho muito reservado. Assim ao primeiro pensamento salta-me “Covert Affairs”, “Suits”, “Breaking Bad” e o meu tão adorado “Big Brother”. Depois, é recuperar as temporadas que entretanto ficaram para trás como por exemplo, “Chosen”, a T4 de “The Good Wife”, as duas temporadas finais de “Dexter”, “Vikings”, “The Americans” e mais uma ou outra que agora não vos consigo falar. E não, “True Blood”, não parece fazer parte deste rol de séries e muito menos “White Collar”. A primeira porque já perdeu toda a graça e os episódios mais parecem um show de tensão sexual do qual me fartei e enjoei. E a segunda porque desde que resolveu a sua mitologia e o que veio depois não foi tão forte assim, acabou por me fartar e deixá-la de parte. Ah, e ainda não me esqueci de “Royal Pains” que, mal ou bem, acaba sempre por me deixar curioso e acabo sempre por voltar aos Hamptons para mais um Verão de casos médicos… e tenho a benece de que esta temporada 5 (e a que vem depois) são curtinhas.

Recuperar o fôlego e despreocupação são as palavras de ordem para este Verão, pelos menos para os adictos em televisão que ainda não ultrapassaram o trauma do “Red Wedding” e estão a salivar para que a próxima Primavera venha. Perguntam-me muitas vezes porque é que eu gosto de ver séries ou mesmo até porque vejo tantas… Tanto tempo depois parece que ainda não tenho resposta para esta pergunta, porque viver a vida dos outros, pelo menos aquela que vemos, parece bem mais correcto do que vivermos a vida do nosso visinho do lado e em vez de nos preocuparmos com os defeitos dele, arranjamos sempre maneira de nos identificar com a história que estamos a viver e apesar de tudo um pouco irreal (porque é o que acaba por ser), arranjamos sempre maneira de retirar o sumo daquela história e a mensagem que os argumentistas procuram dar-nos e revolucionar um pouco da nossa vida, mais não seja, um segundo do nosso dia, todos os dias.

Codename: Desenvolvimentos

Então, este fim-de-semana tive a oportunidade de tirar algumas horas (mais do que algumas, vá) para pôr as minhas séries em dia. E foi um fim-de-semana que rendeu muito bem, uma vez que consegui pôr 12 séries em dia, por isso, mesmo que não quisesse, tinha muito para falar nesta crónica. Não me vou centrar numa só série, em vez disso, vou falar um pouco de todas..

Começo então por Fringe. Ahh, vou ter tantas saudades de Fringe. Antes de mais, não posso – e não vou – retirar o que disse sobre Fringe: continuo plenamente consciente que esta última temporada não se desenvolveu da melhor maneira, tornando-se mesmo aborrecida. No entanto, os últimos episódios melhoraram e fizeram-me lembrar porque é que eu gosto tanto desta série. O final foi apropriado e o último episódio esteve cheio de referências às temporadas anteriores. Aquilo que mais me agradou foi a avalanche de diferentes fringe events causados pelo grupo. Sei que há gente que ainda não viu o final, por isso não quero entrar em grandes pormenores – tenho sempre medo de escrever aqui, uma vez que odeio quando leio spoilers sem querer e não quero causar o mesmo “ódio” a outras pessoas.

Outra série que acabou (embora não definitivamente) foi Homeland. E que final explosivo (sim, eu tinha que fazer esta piada ridícula). Se a série fosse um desastre de audiências – o que não é, antes pelo contrário, – o nono episódio funcionaria muito bem como uma conclusão. Por uns momentos, cheguei a duvidar do rumo que a 3.ª temporada tomaria, mas depois do décimo episódio não duvido da série. E não duvido que vai ser épico. Se na primeira temporada a Claire era a única que “não acreditava” no Brody, na próxima temporada, ela vai ser a única que acredita nele. Gosto desta diferença e sei que a terceira temporada não vai desiludir. Não pode.

Arrow foi outra das séries que tive a oportunidade para pôr em dia. Não estou dentro da história das BDs, mas a adição do Dark Archer foi muito boa, principalmente depois de sabermos quem ele verdadeiramente é. The Big Bang Theory continua uma série pouco engraçada, sem muitas surpresas. Por outro lado, Person of Interest surpreendeu-me muito nestes últimos episódios, com uma reviravolta óptima. A série canadiana Primeval: New World está finalmente a entrar nos eixos (espero eu), com muitas referências à série original britânica e com uma participação especial surpreendente do Colin Ferguson (sim, o Jack Carter de Eureka faz o papel de um geek nesta série – quem diria?).

Finalmente, temos Last Resort, que até posso dizer que me surpreendeu – mais uma vez, quem diria? Esta série teve um início espectacular, uma parte intermédia muito chata, e um final quase tão bom como o início. Dou relevo ao episódio “Cinderella Liberty”, o episódio em que os paquistaneses atacam o navio com os familiares dos militares nas ilhas. É uma pena que a série tenha “estragado”, e é uma pena que tanta coisa tenha sido “enfiada” nos últimos minutos do último episódio, mas preferi desta maneira em vez que nos espetarem com um final sem conclusão ou terem a série a prolongar-se sem evolução indefinidamente.

Neste momento, estou quase sem séries para ver, e embora me queira dedicar um bocado aos filmes, já estou a matutar em algumas séries novas… Na próxima crónica há novidades. Até lá, então!

Series-Gazing XVIII

O mundo das séries sempre me intrigou. Porventura o leitor já terá pensado, como é que as mentes por detrás das séries conseguem fazer (muitas vezes) as melhores séries a partir de uma história que, à partida, nem dava para uma mão cheia de episódios. Porventura, já terá pensado em histórias que, sabe-se lá Deus, conseguiram chegar a série e permanecem por 3, 4, 5 anos (e até mais) e as pessoas parecem gostar sempre da mesma fórmula, da mesma pasmaceira e das mesmas personagens que se reciclam, continuamente.

De facto, quando um adicto (assumido) em séries carece de tempo para ver os seus produtos favoritos, esse mesmo doente (leia-se pessoa) começa a perceber, a pouco e pouco, muito do lixo que parece gostar de acompanhar mas que, lá no fundo, vê porque já acompanha a série desde o início ou porque as personagens principais estão perfeitos eye-candy ou até porque a histórias, às vezes, consegue ser boa e compensa os casos razoáveis que são contados ali pelo meio.

Chegado que estava às férias de Natal, deparo-me com uma lista enorme de séries para ver fora aquelas que estão bem guardadinhas para depois. Penso, claro, que tenho de as ver todas. E depois rio-me com tamanha parvoíce e talvez penso que devo fazer stand-up comedy. Depois deste momento de pura gargalhada, penso seriamente sobre o assunto e surge-me a ideia mais maravilhosa do mundo: desistir de ver umas ditas. Não é que me encha o coração de desistir de acompanhar histórias, mas tem sido assim desde que comecei nesta senda de analisar episódios, de perceber as intenções das personagens ou mesmo até deparar-me com os mais bonitos cenários onde decorrem estas histórias.

How-I-Met-Your-Mother

Lembro-me de ter dito ao caro leitor que “How I Met Your Mother” e “The Big Bang Theory” tinham sido duas séries que havia deixado para o Verão. Sabe onde é que elas estão agora? Na reciclagem. O mesmo se passa com “Rizzoli & Isles” que, desde que terminaram o arco com aquele grande assassino, a série perdeu força e graça. Ainda vi, no Verão, a primeira leva de episódios da terceira temporada mas agora… vamos esquecê-la. Apesar de ter a Sasha Alexander, não chega. E “2 Broke Girls”? Dizia eu o ano passado que a comédia era muito boa. Adorava, essencialmente, as piadas porcas. Este ano, tenham ou não loja, fartei-me da série. Pronto, eu sei que tem a Kat Dennings e a Beth Behrs mas estou farto da premissa.

justified-poster-600x288

Perco tempo a ver estas quando tenho guardadas para mais tarde “Justified” e “Homeland”. Não achando eu que isto é comportamento de pessoa normal e minimamente sã, o meu 2013 começou bem mais limpo e com objectivos distintos em relação às séries: parar de me perder com mediocridades e focar-me naquilo que interessa. Eu sempre tive na ideia que quem visse maior número de séries era o maior… Mal sabia eu que estava a ser ingénuo. Sinceramente, não é mais ou menos adicto quem vê um grande número de séries. É adicto quem acompanha poucas mas fica envolvido pelas suas histórias e personagens e pequenos detalhes… É adicto quem sabe o nome dos actores e actrizes e (quase) toda a sua carreira.

Certamente que muitas mais séries serão lavadas do meu consciente durante este ano de 2013. Azar o delas, lá diz a sabedoria popular. Mas de uma coisa tenho a certeza: a televisão e a criatividade parecem estar a estagnar, sempre presas aos mesmos conceitos, aos mesmos estereótipos, às mesmas piadas e sem nunca sair da zona de conforto. Talvez seja por isso que a minha mente esteja a fazer uma selecção rigorosa dos programas que deliro ver e talvez seja por isso que esteja a enveredar pelo mundo do cinema (que a mim sempre me foi muito desconhecido). Não digo que a televisão esteja obsoleta mas, com o paradigma actual, a dita para lá caminha. Teremos uma midseason sem graça, tal como foi a fall season deste ano? A época só ontem começou e é esperar para ver o que ela nos reservou.

Um óptimo 2013 para o caro leitor, recheado de bons programas e de histórias envolventes.

MALTA– os Momentos Altos (e Lows) da TV deste Ano – por Miguel Bento

MALTA– os Momentos Altos (e Lows) da TV deste Ano - por Pedro Rodrigues

Quando olhamos para o ano em revista a nossa tendência é ir rapidamente buscar aquelas séries que são muito mediáticas, aquelas que todos adoram e alguns flops épicos. Como sou dos últimos a chegar a esta revista do ano vou tentar sair um bocado da linha e recordar algumas das séries ou momentos que não sendo tão mediáticos deixam alguma marca. Para mim este foi mais um ano de séries inglesas que americanas, sobretudo o aumento de qualidade das primeiras e o marasmo cada vez mais evidente das segundas. Venham comigo viajar pelo ano de 2012.

Continuar a ler

MALTA– os Momentos Altos (e Lows) da TV deste Ano – por Pedro Rodrigues

Ora então…muito boa noite. Ou tarde. Ou dia. É como vocês preferirem. Fico muito feliz por estarem a ler este meu texto, porque significa que (afinal) o mundo não acabou. Ou então acabou e nós continuamos todos num sonho. Bem, de qualquer forma, vou dar início a esta crónica.

Mais um ano chegou ao fim (ou quase, porque ainda faltam umas dezenas de horas) e com ele, muitas séries vieram e tantas outras foram embora. The Firm, The Hour (que, embora já date de 2011, eu só conheci este ano), House of Lies, Last Resort, The Newsroom e Perception foram as melhores “aquisições” que eu fiz. Vou fazer uma breve retrospetiva sobre cada uma delas.

The Firm – ora, esta, de entre todas as que mencionei, é a “menos boa”, para não dizer pior. Ao início tinha uma história interessante. Fez-me querer ver mais e esperar impacientemente pelo próximo episódio. Depois de uma meia dúzia deles, comecei a fartar-me. E a fartar-me porque a história estava a ficar enfadonha. O senhor Lukas Reiter, produtor da série, deve ter começado a ficar sem ideias e esqueceu-se de dar um rumo aos episódios (nada contra ele, atenção, até porque já tem um longo currículo que lhe dá bastante prestígio). Segundo consta, a NBC cancelou The Firm. Não sinto pena, até porque não vejo por que ponta é que poderiam começar uma segunda temporada. De qualquer forma, não me arrependo do tempo que passei a ver esta série.

The Hour – aqui está uma série que eu gosto mesmo de ver. Sou um bocadinho suspeito, porque esta série é sobre jornalistas da BBC em 1956 (na altura da crise no Canal de Suez) e eu sou estudante de comunicação social. O jornalismo enquanto investigação aqui interpretado (na maior parte) pelo Ben Whishaw (enquanto Freddie Lyon) é feito de uma forma extraordinária e acho que o miúdo é um excelente ator (miúdo não tanto, porque os 32 anos já são qualquer coisa. Mas parece bem mais novo). O desmascarar de lobbies no Governo e de chantagens que podem destruir carreiras pela televisão pública inglesa torna esta série muito mais interessante, ao ponto de nos fazer pensar em todas as repercussões possíveis antes delas acontecerem. Um jogo mental que vai sendo extraordinariamente bem desenvolvido ao longo de todos os episódios – 6 em cada temporada (duas até ao momento), e nenhum serve para “fazer número”. A série está a ser feita numa linha contínua, e não por partes. Não há nada aqui que nos confunda e que nos faça perder a paciência, como em grande parte das séries de hoje em dia. Recomendo esta série a qualquer pessoa que goste de intrigas e de investigação, porque a forma como ligam os pontos nesta série está realizado de uma forma brilhante. Ao início achei que a duração dos episódios (cerca de 58 minutos cada) ia ser um problema para mim, porque perco a atenção ao fim de (no máximo) 20 minutos caso a série esteja a ser enfadonha. Mas não. Confesso até que o final me deixou demasiado emocionado. É uma hora muito bem passada em que nem no telemóvel mexo. A investigação tem um preço, e nem todos os jornalistas estão dispostos a pagá-lo. (recomendo que vejam com bastante atenção, porque o inglês britânico por eles falado não é de fácil interpretação – a não ser que usem legendas)

House of Lies – esta é capaz de ser a série mais “anormal” na minha watchlist. House of Lies é uma comédia. E não é normal porquê? Porque não é normal eu gostar de comédias. Poucas são as que me fazem rir e esta, apesar de não perceber porquê, é uma delas. Será pelas piadas porcas que o Marty (Don Cheadle) faz? Não sei, mas é bem capaz. Digamos que o papel que o Don interpreta fica-lhe super bem na pele e ele sabe tirar o melhor partido dos seus dotes de ator. Se querem uns minutinhos de pausa na vossa rotina atarefada, aproveitem para ver esta série porque vai tirar-vos do sério algumas vezes.

Last Resort – o imdb classifica esta série como “Ação”, “Drama”, “Mistério”, “Ficção Cientifica” e “Thriller” (não consigo traduzir este último porque acho que um thriller é sempre um thriller). Eu classifico esta série como muito boa. A história está interessante e fez-me lembrar dos tempos áureos de Lost (digamos, portanto, as primeiras duas temporadas). Resumindo: o submarino USS Colorado, que tem 18 mísseis nucleares, recebe uma ordem para bombardear o Paquistão. O Capitão Marcus Chaplin (Andre Braugher) recusa a ordem e entra em “guerra” com os EUA, acabando por refugiar-se com a sua tripulação numa pequena ilha. A série está muito boa e tem ação q.b. Digamos que é…interessante saber qual é o próximo passo que o Capitão vai tomar. Mas, infelizmente, a ABC demonstrou, mais uma vez, a estupidez de que é feita. Claro que não é só estupidez, caso contrário nunca teríamos acesso a muitas (boas) séries como temos. Mas a ABC decidiu cancelar Last Resort, apesar do bom argumento que têm. Há claros erros de produção, como o de tentarem encaixar muitas mini-histórias na principal – o que os fez perder um bocado o rumo da coisa. Uma decisão muito estúpida, que não tem em consideração a apreciação que muitos internautas demonstram por essa internet fora.

The Newsroom – como The Hour, esta é mais uma série sobre jornalismo. Mas esta passa-se na “atualidade”, e por “atualidade” quero dizer que trata temas reais em dias específicos, desde o derrame de petróleo da BP em 2010 até à declaração do Obama quando os americanos apanharam o Bin Laden. A série está…interessante. Há lá alguns dramas amorosos desnecessários, mas é forma de prender algum do público. Gosto especialmente que o Tea Party diga que esta série é um apoio ao Barack Obama. Um aplauso à HBO por ter conseguido a atenção (e críticas) desses radicais.

Perception – não há muito a dizer sobre esta série, uma vez que a primeira crónica que escrevi aqui foi exatamente sobre Perception. Espero ansiosamente pela segunda temporada e pelo maravilhoso trabalho do Eric McCormack.

Pois bem, parece que cheguei ao fim das seis séries de que vos falei. Claro que há muitas mais por esse mundo fora, mas estas são as que, na minha opinião, merecem destaque. Pelo menos enquanto novas (exceto The Hour, claro).

Não me posso esquecer de Go On. Tive conhecimento dela através da crónica do Cristiano e decidi ir ver um episódio. Depois vi o 2º. E o 3º. E o…bem já perceberam. Aconselho, porque, como disse o Cris, “é uma surpresa leve, mas é uma surpresa”!

2013 vai ser um ano em cheio para as séries que sigo. Espero que Fringe finalmente termine, mas que seja em grande.
De qualquer forma, 2012 trouxe-me séries muito boas que mereceram a minha atenção e as minhas horas (que podiam – e deviam – ter sido passadas a estudar e a fazer trabalhos). Espero que o próximo ano se mantenha ao mesmo nível.
Aguardo pelos vossos comentários com as séries que mais gostaram e, está claro, as que menos gostaram. Aqui há sempre espaço para discussão.

Antes de terminar, uma notícia que recebi com o maior dos agrados: Gossip Girl já acabou! Há uns tempos falei por aqui de passagem nessa “série”, e parece que lá nos States as minhas preces foram ouvidas! Aquilo..acabou, e não vai continuar. É o (tão esperado) fim de uma novela que durou 5 anos.

Espero que bebam bastante na passagem de ano (quem é que acham que enganam? Eu tenho 20 anos, sei como é que as cenas funcionam! Mas, caso estejam sozinhos, aproveitem para pôr as séries em dia!) e que se divirtam bastante em 2013. Para onde quer que vão não se esqueçam das séries. São sempre uma ótima companhia. Assim termino a última crónica que escrevo em 2012.

Até para o ano, leitores!

The Moodys Effect #16 O Fim

2012

Este tem sido um ano complicado a vários níveis, seja pessoal ou mesmo em termos gerais, de facto as coisas mudam tão rapidamente que por vezes nem damos por elas, ou só nos apercebemos quando tudo acaba. Mas não vale a pena  lamentar a nossa sorte, melhores dias virão. O que me traz hoje aqui é uma pequena retrospectiva sobre o ano que passou. Com algumas estreias relativamente marcantes, séries que terminaram e um futuro pouco promissor.

Mas antes disso quero agradecer o facto de ter sido nomeados nos TCN Blog Awards por um dos textos publicados nesta crónica mensal. Não ganhei, nem esperava, mas ver algo que escrevi levar algum reconhecimento é sem dúvida um orgulho, e portanto tenho de agradecer sobretudo ao Guerra por me ter convidado para fazer parte deste projecto.

E agora vamos olhar para alguns momentos marcantes, sem grandes descrições mas que de alguma forma foram deixando as suas marcas nas várias séries do ano que agora está a terminar.

Continuar a ler