Programas Mortos #2 – Os seis episodios perdidos

Quem gosta de ficção científica já sabe que aquela série que começou agora a ver tem muito poucas hipóteses de ser renovada para além de 2 temporadas. A não ser que haja a combinação de não quererem comprar uma briga com J.J. Abrams e a actriz principal ser sobrinha do dono da network.

Não é por que as ideais sejam más. As ideias de ficção científica são como as mulheres profissionais, tem de ser muito melhores para chegarem a onde chegam os outros. Aqui, recuso-me a aceitar que No Ordinary Family seja ficção científica. Era uma family soap que teria sido um sucesso na ABC Family se fosse mais focada nos elementos jovens da família.

Não são problemas de casting, Deep Space Nine tinha o elenco mais medíocre algumas vez agregado numa série que durou 7 temporadas. O actor principal é tão mau que é a prova viva do adágio “Those who can do, those who can’t teach.” Depois de DS9 retirou-se para ir ensinar. Infelizmente, ensina representação.

O que mata a maior parte das séries de ficção científica são os seis primeiros episódios. O período de nojo à história principal que todas as séries de ficção cientifica fazem no seu início. No afã de garantirem que durante os primeiros episódios da série as pessoas que entram no comboio a meio da viagem não se sintam perdidas, as séries de ficção cientifica não avançam nada da história principal durante as primeiras 6 semanas.

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