As Séries e a Música #5 – Mad About You e Friends

Uma vez que ando com pouca paciência para ver episódios mais longos, resolvi apostar em sitcoms. Decidi rever Mad About You e Friends (aliás, como título indica). Episódios curtos, humor que não ofende, bem limpinho. Daquele que não envelhece.

Mad About You estreou em 1992 e Friends em 1994, ambas passaram na NBC. Quase 20 anos se passaram e, apesar das roupas e dos penteados, a escrita continua actual. Penso que isto se deve ao facto de ambas as séries terem por base pequenos aspectos do nosso quotidiano.

Mad About You passou em Portugal na TVI, quando esta começou a emitir, e teve oito temporadas. Tem como protagonistas o Paul Reiser e a Helen Hunt. É uma sitcom que se foca no dia-a-dia de uma casal recém casado, o Paul e a Jamie, e os seus amigos. Os amigos que são: a Fran (interpretada pela Leila Kenzle), melhor amiga da Jamie; a Lisa (interpretada pela Anne Ramsay), irmã da Jamie; o Mark (interpretado pelo Richard Kind), o marido da Fran; e o Ira, primo do Paul (interpetado pelo John Pankow). Mas o amigo mais especial é o Murray, o cão e fiel companheiro do casal.

Em alguns episódios temos a participação da Lisa Kudrow, que dá vida à irmã gémea da Phoebe de Friends, a Ursula, a empregada do café que o casal Buchman frequenta. Também temos a participação do Hank Azaria (mais conhecido como sendo a voz de Moe, nos Simpsons, entre outras), o Mel Brooks, que faz de tio do Paul e até a Cyndi Lauper, que interpreta a ex-mulher do Ira.

Friends, outra sitcom de grande sucesso, teve dez temporadas. Como é sabido retrata o quotidiano de um grupo de amigos: os irmãos Mónica e Ross (interpretados pelo David Schwimmer e pela Courtney Cox), o Chandler (interpretado pelo Matthew Perry),a Rachel (interpretada pela Jennifer Anniston), a Phoebe (interpretada pela Lisa Kudrow) e o Joey (interpretado pelo Matt LeBlanc).

Cada amigo tem a sua particularidade. Chandler é o sarcástico do grupo, a Phoebe é a distraída que canta Smelly Cat, o Joey é o estereótipo do actor burrinho, a Monica é obsessiva-compulsiva, muito competitiva e muitas vezes a voz da razão no grupo. A Rachel é a menina bonita, enquanto que o Ross é o geek, e eternamente apaixonado pela Rachel.

Sempre tive três personagens preferidas: o Chandler, a Phoebe e o Ross. E não me façam escolher “a preferida”, já tentei e não consegui. Esta deve ser a quinta vez que vejo Friends, e não envelhece. Há sempre pequenos detalhes que se vão relembrando. É bom ver que ainda me diverte tanto quanto a primeira que vez que vi, quer dizer, segunda vez. Isto porque a primeira vez que tentei ver Friends, alguém na RTP teve a infeliz ideia de dobrar a série ainda que em Português de Portugal, e com vozes de actores conhecidos. Mas não correu bem. Não me lembro exactamente do ano, mas penso que foi por volta de 1998. Uns anitos mais tarde passou na RTP2, e actualmente está em reposição na Sony Entertainment.

Por aqui também passaram alguns convidados especiais: Hugh Laurie, a Reese Witherspoon, o Brad Pitt, o Hank Azaria (também), o Tom Selleck, a Julia Roberts e até o Chris Isaak.

Como disse ambos os programas envelheceram bem, as piadas ainda nos fazem rir e divertem-nos. Programas que nos oferecem sorrisos e nos deixam bem dispostos. E é isto que se quer. Sei que o que escrevi não faz justiça ao quanto eu gosto destas séries, mas acreditem que tem sido uma óptima companhia.

Diálise dominical #1 – Mamas, chapéus de cowboys e desfribrilação de dinoussauros

Como está na moda, vamos começar este post de forma original: boa tarde caras pessoas. Tudo bem pelo trabalho? Depreendo que estejam a ler isto em vez de realizarem o que o vosso chefe vos diz para fazer. Mas depois lembro-me dos sites pornográficos. Então recomeçando: boa tarde, caros leitores que decidiram passar por aqui. “Que consistirá esta crónica, semanal (esperemos que a mim me apeteça escrever todas as semanas)?”, perguntam-se vocês. Ainda bem que se questionam isso. Facilita-me o trabalho. Sabem aqueles espaços que, no final de cada ano, aparecem nos espaços de informação nacional? “2011 – O ano da crise revisitado”, por exemplo. Sabem? Em vez de fazer isso no final de cada ano, farei no final de cada semana, com um pequeno resumo do que se passou. “Mas, ò António, quantas vezes tentaste isso e depois te cansaste?”. Várias. Mas agora vai resultar. Há que ter confiança! Agora as circunstâncias são diferentes! Tenho muito mais trabalho na universidade e tudo! Vai resultar!

Quando vocês chegam a casa, o que vos apetece? (para além de ter a Sport TV de graça para ver o Benfica…isso não conta (PS: sou portista, mas acho que ter a Sport TV de graça é desejo de qualquer ser hum…espera, existe a internet)) Uma boa série, como é óbvio. Assim sendo, é com bons olhos que se dá o regresso, nesta semana, de Community. Assim, e para festejar o seu regresso, a NBC decidiu dividir-se em duas frentes: promos (escolho o brilhante Will Chang e os trabalhos dos actores durante o hiatus – mais vídeos aqui) e os webisódios que podiam-se passar na cabeça do Abed (Parte I e II). Tudo pronto?

Falando de boas séries, temos duas boas notícias: regresso de Mad Men e renovação de Justified. A primeira, com a campanha publicitária em ebulição (se querem ebulição+Mad Men, ler post até ao fim), prepara o seu regresso com as fotos do elenco. Já Justified, como já referi, está a ser a melhor série que por este PC passa (“como vês séries no PC, António?”), foi renovada para uma quarta temporada. Que digo a vossas senhorias? Que se não vêem a série, merecem um tiro…mas dado por Raylan Givens.

De renovações passamos para cancelamento. O final de Skins foi a notícia da semana, e assim acaba os Morangos com Açúcar britânicos, ou seja, com mais qualidade (e sexo mais explicito). Para acabar, teremos três episódios especiais, divididos em duas partes cada, porque o peixe ainda é para render.

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TV Portuguesa – RTP

A televisão já foi, tem tempos, senhora e rainha do entretenimento, num tempo onde Internet ainda não existia (pelo menos, não tão acessível como nos dias de hoje), a televisão e a então cada vez mais abandonada radio eram as únicas formas de lazer alternativo ao sair de casa, criando uma verdadeira cultura e conseguindo a proeza de unir a família num sofá a olhar para um pequeno ecrã quadrado e para aquilo que nos impingiam para ver. A TV portuguesa já passou por tempos de ouro. Já houve o tempo, e relativamente a isto falo da minha infância, já la vão mais de 10 anos, em que, muitos concordarão, valia a pena acordar cedo para ver um desenho animado e ou passar a tarde de sábado no sofá para ver um filme que não tínhamos visto no cinema. Com o passar do tempo, e com a banalidade da Internet, a televisão foi perdendo terreno, os espectadores tornaram-se mais abrangentes e surgiu o vício pelas séries internacionais, uma escapatória lógica e quase obrigatório para todos aqueles que já não suportavam o tom do português abrasileirado de Tony Ramos nas noites da sic ou a enchente sufocante de produtos nacionais de qualidade duvidosa que enche as noites da TVI desde há uma década a esta parte. Mas no meio deste abandono, como se encontra a TV nacional actualmente? O que nos oferece, num dia banal de trabalho, se por acaso quisermos recordar os velhos tempos e pegar no telecomando? Decidi visitar o site da RTP, o canal do governo e portanto, o único com algum tempo de “obrigação” para com o público português em termos de qualidade prestada, analisar uma grelha de programação num dia comum, Segunda-Feira 6 de Fevereiro. Veremos o que encontrei:

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The Moodys Effect IV – Manifesto pela TV Portuguesa

Se há tema que sempre me apaixonou foi a tv, seja ela de que formas ou conteúdos. Sempre gostei de espreitar as grelhas de saber as novidades antecipadamente, de discutir em fóruns, mas estes são tempos complicados para esse meio em Portugal. A crise é desculpa para tudo e como não podia deixar de ser a tv vai ser uma das mais prejudicadas, porque se criou o estigma que é dinheiro mal gasto, que existem ordenados muito elevados e a eterna questão do que é serviço público. Claro que aqui me vou debruçar sobre a RTP, porquê? Porque nas privadas pouco há a dizer sobre ficção que não seja novela, só para me manter no tema do blog.

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