Uma retrospectiva.

Quero antes de mais felicitar o Imagens Projectadas por ter vencido o prémio de Melhor Iniciativa nos TCN Blog Awards. Apesar de eu não ter contribuído diretamente para a Iniciativa, fico contente que o blog tenha sido reconhecido. É um orgulho fazer parte deste projeto.

Este post serve para não só fazer uma retrospectiva desta temporada so far, das séries que tenho acompanhado sendo elas novas ou não – nota: são mais comédias do que drama, mas também para desvendar o que vem aí em 2013.  Continuar a ler

Programas Mortos: Programas Zombies, o spin-off.

Há excepção de Made In Jersey e Animal Practice, este ano as networks decidiram manter no ar os seus monos. Programas que noutras temporadas teriam sido arrancados do calendário, ou no mínimo teriam a produção suspensa pelo 6-8 episódio, agora permanecem no ar com a garantia de 13 episódios.

Não é novo ver séries que as baixas audiências condenavam permanecer no ar. Isto sucede quando, por exemplo, a actriz principal é sobrinha do dono do canal, como no caso de Fringe, mas o mais comum é ter a ver com contratos de syndication. Séries à beira de serem vendidas para repetição em canais de cabo vêem a sua vida prolongada artificialmente por uma temporada ou mais.

O número mágico para a venda para os canais de cabo costumava ser 100, o que corresponderia a pelo menos 5 temporadas de 22 episódios. Actualmente é 88, exactamente 4 temporadas de 22 episódios. Daí que, apesar dos números desastrosos que tem, seja de esperar que Nikita seja renovada para uma quarta temporada, assim como Raising Hope. Em certos casos o lucro dos contratos de repetição é suficiente para justificar mais temporadas de uma série que quando exibida pela primeira vez em canal aberto tem audiências que justificam o cancelamento. Foi o caso de Wings, que chegou ás 8 temporadas quando devia ter sido cancelada à sexta. Foi o caso de According to Jim, que durante 8 anos desafiou todas as previsões de cancelamento eminente. É o caso de Rules of Engagement, que vai na sétima temporada, ainda que encurtada.

Isto é normal. O que não é normal, é a quantidade de séries que em outros anos seriam ignominiosamente arrancadas do horário continuarem no ar. Noutra temporada qualquer, Mob Doctor, Partners, Last Resort, 666 Park Avenue e Emily Owen, MD teriam no mínimo parado a produção, se é que ainda estivessem no ar. Á medida que esta temporada progride torna-se evidente que todas vão ter 13 episódios produzidos, no mínimo, e que todos serão emitidos.

Depois de vermos as networks renovar programas que não o mereciam, para temporadas finais encurtadas porque saia mais barato que fazer e promover uma série nova, casos de Fringe, Private Practice, Body of Proof e Scandal, vemos que as networks descobriram que sai mais barato manter os monos no ar que lançar uma série nova sem promoção adequada no seu lugar.

Antes de quase 50% dos americanos terem DVR, as networks podiam contar com repetições dos seus grandes êxitos para tapar buracos deixados por programas arrancados do horário prematuramente ou tinham em reserva séries como According to Jim ou Rules of Engagement com episódios suficientes ordenados para poderem ocupar os buracos.

Com o advento do DVR já não é possível contar com as repetições mais populares obterem audiências que justifiquem tomar o lugar de originais. As pessoas guardam os seus episódios favoritos para rever quando lhes apetecer e não têm de esperar que sejam repetidos. Para não falar de todos os outros meios actualmente disponíveis para ver um episódio perdido, legais e ilegais. Actualmente as repetições das séries mais populares fazem pouco melhor que as séries que vão substituir. Uma vez que que os episódios que se repetem custam zero, ainda fazia sentido se não fosse o facto que cada network apenas poder exibir um episódio 3 vezes sem incorrer em custos (licenciamento, resíduos para escritores e actores). As séries tem 22 episódios para ser exibidos ao longo de 36 semanas e nas 16 semanas de verão, e tapar buracos ao sábado, se não vão melhorar as audiências talvez não valha a pena incorrer em custo acrescidos. Custos a acrescidos que serão mais altos quanto mais velho for o programa.

Outro motivo para tanta cautela é o facto que os níveis de médios de audiências actuais o dinheiro não é tão abundante como no passado e já não há tanta margem de manobra para arriscar num elevado número de séries e na sua promoção. Não há séries para sacrificar lançando com pouca promoção na esperança que no mínimo garantam 6 semanas de audiências acima da série que vão substituir.

Quando se olha para as séries de midseason disponíveis para cada canal aberto, vemos que este era o plano desde o início. Não há folga ou margem de manobra prevendo a substituição de falhanços. Apenas a NCB tinha margem de manobra ao escolher estrear as comédias de sexta muito mais tarde, para o caso de serem necessárias para tapar um buraco. Whitney já substitui aquele dejecto televisivo que era Animal Practice.

Bem-vindos à era dos Zombies televisivos iniciada com Pan-Am, que apesar dos ratings miseráveis exibiu os 13 episódios. O que é simpático para os poucos fans dessas séries que podem ver todos os episódios produzidos. O lado negativo é muitos acreditarem que porque não foram arrancadas da programação têm hipótese de ser renovada. Não têm, é um walking dead, um spin- off de renovar séries para uma temporada final curta.

Enquanto acabei de escrever esta crónica, à cerca de um mês, vi que o Vulture publica um artigo exactamente com o mesmo tema, e ainda outra explicação. Vale a pena a leitura.

PS: Nota caucionária. Se por acaso vos der na veneta ver uma série nova na noite de estreia e dizer no twitter que não vão continuar a ver, correm o sério risco de ter o criador da série a pedir-vos para não desistirem. Lá vou ter de ver mais 3 episódios de 1600 Penn…

The Moodys Effect #9 – Como rir ainda é o melhor remédio

Numa semana que não tem sido fácil é normal deixar aquilo que nos distrai de lado  e as preocupações ocupam-nos o tempo todo. Sou fã de séries, mas não me considero viciado e apesar de seguir umas 30 séries (não é viciado… diz ele) mas metade está por ver e só uma meia dúzia realmente sigo com regularidade semanal. E esta semana ao tentar escolher um tema olhei para a lista das séries e percebi que há um género que me faz alguma falta, as comédias e é sobre a sua presença ou não no quotidiano que vou falar hoje. Porque rir é preciso e 20 minutos não é assim tanto tempo.

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Diálise Dominical #6 – Renovação de Fringe, o erro de Matt, um gato morto chamado Breaking In e, para não variar, mamas…ou perto disso

Ora boas noites, atrasadas e apressadas, como qualquer noite. Tudo bem, com senhorias lindas de morrer, que até o sol deixa de brilhar porque tem vergonha? Podem ficar em casa? É que eu gosto da chuva, mas andar no Porto com o mar a porta de casa não é coisa que se me dê bem. E, enquanto ficam em casa, aproveitam e lêem as notícias desta semana que passou…um, dois, três.

Renovações e cancelamentos, não? Primeiro, e como era esperado, Game of Thrones lá teve a sua renovação garantida. Nada de novidades…era género saber que o Benfica ganha a Taça da Cerveja. Quem também foram renovadas: Glee, New Girl e…Raising Hope. Se as duas primeiras é género a gravidade puxar para baixo (sim, podia puxar para cima) já Raising Hope é uma novidade…ainda bem, porque parece que é melhor comédia que qualquer uma das outras . Já quem parece ter ido a vida é Breaking In. Más audiências fazem propagar um fantasma que parece continuar para existir: Christian Slater cancela séries. Por último, Boss, da Straz, já tem data de estreia.

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