The Magic Box(er) #1 – Fringe, a série transformista

boxerBoas tardes, pessoas com uma unha em cada dedo. Os restantes não são cá bem vindos…são critérios da direcção deste estamine. Tudo bem? Ainda bem. E depois dizem que este blog não se preocupa com o vosso estar. Ah! O The Magic Boxer é a nova crónica (deixará de ser velha quando eu mudar outra vez de crónica…não sejam piquinhas) deste marmanjo que vos escrevo. É um trocadilho deveras engraçado entre a caixinha mágica e eu ser o gajo que calça as luvas para deixar as séries com olhos negros. Desta vez é Fringe…

Fringe, ai Fringe. Já escrevi no final do ano que eras a série galinha. Foi um pormenor: és a série desta temporada que parece que cortaram a cabeça e agora andas aí, feita tonta, parecendo que não sabendo para onde vais. Enquanto um esguicho de sangue dispara pela tua aorta…achei por bem trazer uma imagem realista a este texto.

Mas o que se encontra em Fringe é um caso inexplicável. E sei que há gente que está a gostar da temporada. Eu nem posso dizer que tenha estado má. Está razoável. O problema é que Fringe tem a data marcada para terminar na próxima sexta-feira, com episódio duplo. Essa data está fixada desde o início da temporada. Toda a gente sabia que a série teria 13 episódios e lá iria à vida. Tal como se fazem chocapics…E que isso trouxe à série?

[SPOILERS SOBRE O 11º EPISÓDIO DA SÉRIE]

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Camões Lunático #3 – Para quando um fim?

Há séries que, por mais episódios que tenham, nunca fartam. 3rd Rock From The Sun era uma delas, mas já lá vão 11 anos desde que tivemos o último episódio…mas não vos vou deixar a pensar no passado (claro que vos aconselho a irem visitar essa série, nem que seja aqui, mas acreditem que é das comédias mais…cómicas de sempre).

Depois há aquelas séries que puxam, e puxam, e puxam, e puxam….e cansam. Fringe é uma delas. Lembro-me perfeitamente de quando comecei a ver esta série fantabulástica.

Estava eu em fevereiro de 2011, em pleno inverno, sentadinho na sala junto à lareira, quando me lembrei de ligar a TV na FOX. Começo a ver umas cenas maradas (da 2ª temporada) e pensei “epá, isto é um bocado estúpido” mas, pelo sim, vi o episódio até ao fim. Decidi dar uma oportunidade e ver o primeiro episódio. Quando o arranjei, vi que tinha uma duração de uma hora. “É bom que esta treta me prenda nos primeiros 20 minutos, porque não tenho paciência para perder tanto tempo com isto”.

E não é que aquilo prendeu-me mesmo? Comecei a ver aquilo com olhos de ver e fiquei tipo wooooooooow, isto vale mesmo a pena! 5 temporadas depois, ainda cá estou…farto. Antes ficava ansioso para que saíssem novos episódios…agora? Agora estou ansioso para  que isto acabe. Esta 5ª temporada está cada vez pior, a puxar argumento onde ele não existe, a esforçar todos os pormenores que não dizem interesse nem ao menino jesus. Eu, enquanto fã, estou cansado. Quero ver o que raio vai acontecer ali, qual é o plano do Walter para acabar com o domínio dos Observers, mas estou a ver que vou ter muito para esperar. Até lá, vou mandando mensagens enquanto aquilo dá, vou vendo o Twitter…enfim. Distraio-me para não cair na tentação de parar o episódio a meio.

Sr. J.J., onde raio está o argumento das primeiras 2/3 temporadas? Conseguia haver uma linha de história entre todos os episódios e cada um era especial por si só. Agora não consigo entender onde é que o episódio começa e onde é que acaba. Onde é que está a história? Epá, claro que, como fã, quero acompanhar todos os episódios até chegar realmente ao fim, até que o mundo seja todo feliz e que o Central Park volte a ter um jardim bonitinho. Até lá…vou continuar à espera. À espera do fim.

(Esta é uma crónica que eu não queria escrever, mas tinha de o fazer.)