Monday’s Morning Mirror #16 – O regresso às aulas do Continente, o regresso ao trabalho por Mad Men, o regresso às drogas por Breaking Bad (ou Felizmente há AMC!)

Boas noites caros compinchas e camaradas de séries. Então, como foram essas férias? Óptimo, óptimo. Aqui, no IP, também se tirou o mês de Agosto para ir para o Algarve, mas o blogue ainda nem tem domínio próprio por isso só pode pagar uma ida à Costa da Caparica. Problemas da crise. Mas, regressou Setembro. E, com tal, o IP regressa em força. Com mais dois elementos (por agora) e com uma novidade: ESTAMOS NO FACEBOOK E NO TWITTER. Exactamente, como leram em algo escrito Caps Lock, o Imagens Projectadas apresenta-se nas redes sociais. Aproveitando a primeira crónica da temporada, ficam a saber que nestas plataformas encontrarão as últimas novidades em relação às séries, misturadas com artigos interessantes, e claro, quando possível as fotos de mamas das actrizes que se desleixem. Tudo de bom.

Mas, e dando as boas vindas a tal (e agradecer já à magnifica equipa que compõem este blog), acho que vocês não vieram aqui por causa das mariquices das redes sociais (ou, como são conhecidas ao Domingo, tempos de histeria da Casa dos Segredos). Pensei em apresentar o que achava da Fall Season, mas tal já foi dado na semana passada. E o que apresentou a Summer Season? Também já houve, no novo espaço Hits & Flops, comigo e o Miguel Bento. Assim, resta falar de um tema ao calhas. E, no meio da panóplia de temas que podia escolher, vou falar-vos dos primórdios da AMC.

Primórdios porque, nestes últimos tempos a AMC tem sido bastante irregular. Olhando para a programação original da emissora, vê-se que a partir de 2007 os produtos originais da mesma começaram a ser num número muito maior do que eram. Mad Men deu asas à fase dourada da AMC, seguida em 2008 pela melhor série que este universo viu chamada Breaking Bad. A partir daí, tivemos The Prisioner (2009), a fantástica e injustamente esquecida e cancelada Rubicon (2010), seguida de The Walking Dead e The Killing, esta já em 2011, e com este ano a termos Hell on Wheels. Antes de me fixar nas duas primeiras, produtos de excelência, diga-se que a fase dourada da AMC acabou com Rubicon. The Walking Dead prometia, mas nem se tente comparar às duas primeiras, Hell on Wheels dá sono a quem bebe 7 Red Bulls, e The Killing teve um final de primeira temporada muito manhoso (o que não me fez ver, até agora, a segunda temporada…mas será vista). O bom período de Mad Men e Breaking Bad acabou sufocado por séries, que, sem um critério tão apertado de admissão, entraram e estragaram um pouco a grelha. Mas não é disso que quero falar.

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Emmys 2012: Os nomeados e o comentário – Drama

De regresso, umas horas depois do prometido. Sabem o que é, férias, sono, preguiça e séries. Vida…Mas, em vez de ficar aqui a escrever-vos sobre isto, vamos ao que interessa: nomeados da parte de drama.

Primeiro, a parvoíce. Downton Abbey teve, nesta temporada que é nomeada (2ª, compreendida entre 18 de Setembro e 6 de Novembro) 8 episódios transmitidos. Game of Thrones teve 10. Boardwalk Empire e Homeland tiveram 12 cada uma. E 12 episódios teve American Horror Story. O que se nota é que a FX armou-se em chico-esperto, numa atitude que faria corar de admiração parte dos lusos. Não é que, para os Emmys, ou melhor, para a FX que submeteu e para quem por trás dos Emmys manda, acharam que uma mini-série tem 12 episódios e uma série tem 8? Perceba-se a lógica. Mini é pequeno. Acho. Aprendi assim. Mas, neste admirável mundo novo, não. Mini é normal. Eu percebo a FX. No meio disto, adicionando Mad Men e Breaking Bad, ainda devia ter à sua frente pelo menos The Good Wife e Justified. Talvez The Walking Dead. Ou mesmo Boss. Não se esqueçam de Sons of Anarchy. E talvez outra, meia escondida. Eram demasiadas vagas, e não havia hipótese. Por isso, o chico-esperto manda que se mude as regras do jogo. Nomeação a Mini-série conquista, gente com tudo aos saltos, a nomeação garantida. Eu, se fosse as mentes brilhantes por trás de AHS, tentava meter Glee também como mini-série. Parece que a única forma de o marmanjo adorado por estes recantos de tentar (tentar, diga-se, que ai dele que ganhe) ganhar algo é alterando as regras do jogo. Diga-se que, para a qualidade de AHS, a nomeação é normal. Em termos de qualidade, aquilo é micro…logo, até TWD a vencia. Mas é engraçado ver a nomeação. É a estupidez dos prémios, que não olham ao que se faz, mas sim ao que lhe é mostrado. É um burro com os olhos tapados que come m**** em vez de palha. E a palha, diz o criador de Glee, é mais docinha. Diz ele.

Fora isso, e fora esta atitude tão parva que prejudica a própria série (próxima temporada de AHS será vista, por mim, como se trata-se de uma mini-série…acho até que vou parar ao terceiro episódio, para ser coerente), vamos aos respectivos nomeados, concordantes com as verdadeiras categorias: Continuar a ler

Emmys 2012: Os nomeados e o comentário – Comédia

De volta a minha lide de comentar as nomeações para prémios americanos de televisão. Os Emmys entram em cena dia 23 de Setembro, mas já saíram os nomeados. Vamos embora a tais, sem perder muito mais tempo.

E a primeira pergunta que se coloca é “Onde está Glee?”. A série fantástica da Fox não poderá receber mais um extraordinário prémio pela sua magnífica participação no enriquecimento televisivo. Onde está a Lea Michele? ONDE? Tu queres ver que faleceu e por isso não foi nome…pronto, saíram novas fotos de ela nua. Parece que não morreu. Mas onde está o fantástico Chris Colfer, que faz aquele absolutamente extraordinário trabalho? Onde está Glee? GLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLEEEEEEEEEEEEEEEEEEE! (imaginar eu a gritar Glee como o Michael de Lost gritava WALLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLTTTTTTTTT). Porque, na lista completa dos nomeados, Glee é nomeado em três locais. Melhor actriz convidada, melhor direcção de fotografia para single-camera (só para verem o magnifico trabalho, apeteceu-me fazer tradução livre) e maquilhagem. E, nesta última nomeação, está explicado como Glee conseguia as nomeações nos anos transactos.

Feito esta introdução, e visto que Luck conseguiu ser nomeado (Good Luck Charlie, perceba-se) em algo, a par de uma nomeação de Dexter, vamos embora por aqui a lista para vocês lerem de comédia: Continuar a ler

Diálise Dominical #10 – Revirar cadáveres até encontrar o mínimo sinal de vida, os $250.000 melhor gastos em Mad Men (não, não são mamas) e o render do peixe até à espinha

Uff! Chegaram vivos aqui? Ainda bem. Parece que o mundo ia acabar, e que as emissoras decidiram estoirar com o stock de renovações. Foi tudo levado para o próximo ano. Vamos lá resumir isto por emissoras: a ABC renovou tudo o que ainda dá mínimo lucro, nem que seja só porque sim, e escolheu mil e um projectos (e parece que pode escolher ainda mais), a CBS é aquela que ainda mantém o suspense até ao final, mas renova as apostas seguras, a CW decide que o visual e as mariquices de Gossip Girl tenham mais uma temporada, antes que seja atacada por vândalos vestidos de Prada, e como o bom humor nunca acaba, ainda renova Nikita (estou para ver o upfront da CW…vai ser divertido), a Fox é a única a matar pesos mortos (Alcatraz e Terra Nova), mas ainda deixa estar o Jack Bauer a gritar pelo filho e, por último, a NBC virou-se para as comédias, com 13 na carteira. 13 também foi o número deste ano: a maioria das séries não levou o selo de temporada completa, mas sim só meia. Vamos ver o que sai daqui…para resumir, aqui fica o link com tudo até agora.

De resto, mas ainda nesta matéria, ficamos a saber o que vem aí de novo. Os upfronts, como já referi, estão aí a porta, e terão acompanhamento aqui no Imagens Projectadas. Já amanhã com a Fox e a NBC a dizerem o que têm para o próximo ano.

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Diálise dominical #1 – Mamas, chapéus de cowboys e desfribrilação de dinoussauros

Como está na moda, vamos começar este post de forma original: boa tarde caras pessoas. Tudo bem pelo trabalho? Depreendo que estejam a ler isto em vez de realizarem o que o vosso chefe vos diz para fazer. Mas depois lembro-me dos sites pornográficos. Então recomeçando: boa tarde, caros leitores que decidiram passar por aqui. “Que consistirá esta crónica, semanal (esperemos que a mim me apeteça escrever todas as semanas)?”, perguntam-se vocês. Ainda bem que se questionam isso. Facilita-me o trabalho. Sabem aqueles espaços que, no final de cada ano, aparecem nos espaços de informação nacional? “2011 – O ano da crise revisitado”, por exemplo. Sabem? Em vez de fazer isso no final de cada ano, farei no final de cada semana, com um pequeno resumo do que se passou. “Mas, ò António, quantas vezes tentaste isso e depois te cansaste?”. Várias. Mas agora vai resultar. Há que ter confiança! Agora as circunstâncias são diferentes! Tenho muito mais trabalho na universidade e tudo! Vai resultar!

Quando vocês chegam a casa, o que vos apetece? (para além de ter a Sport TV de graça para ver o Benfica…isso não conta (PS: sou portista, mas acho que ter a Sport TV de graça é desejo de qualquer ser hum…espera, existe a internet)) Uma boa série, como é óbvio. Assim sendo, é com bons olhos que se dá o regresso, nesta semana, de Community. Assim, e para festejar o seu regresso, a NBC decidiu dividir-se em duas frentes: promos (escolho o brilhante Will Chang e os trabalhos dos actores durante o hiatus – mais vídeos aqui) e os webisódios que podiam-se passar na cabeça do Abed (Parte I e II). Tudo pronto?

Falando de boas séries, temos duas boas notícias: regresso de Mad Men e renovação de Justified. A primeira, com a campanha publicitária em ebulição (se querem ebulição+Mad Men, ler post até ao fim), prepara o seu regresso com as fotos do elenco. Já Justified, como já referi, está a ser a melhor série que por este PC passa (“como vês séries no PC, António?”), foi renovada para uma quarta temporada. Que digo a vossas senhorias? Que se não vêem a série, merecem um tiro…mas dado por Raylan Givens.

De renovações passamos para cancelamento. O final de Skins foi a notícia da semana, e assim acaba os Morangos com Açúcar britânicos, ou seja, com mais qualidade (e sexo mais explicito). Para acabar, teremos três episódios especiais, divididos em duas partes cada, porque o peixe ainda é para render.

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