Golden Globes 2013 – Quando as modas não são assim tão jeitosas (Comentário)

Numa noite onde o pessoal de SNL fez da cerimónia dos Golden Globes das melhores dos últimos anos (Tina Fey e Amy Poehler estiveram brilhantes no monólogo, acompanhados por Will Ferrell e Kristen Wiig num dos melhores momentos da noite), notou-se que há modas que pegam e que não largam. E se, no ano passado, parece que Glee acabou o seu ciclo, outro começou.

Melhor Drama

Boardwalk Empire (HBO)
Breaking Bad (AMC)
Downton Abbey (BBC)
Homeland (Showtime)
The Newsroom (HBO)

Comecemos pelo melhor drama. Numa categoria onde a falta de Mad Men é gritante (a entrada de The Newsroom não se percebe), dar o prémio a Homeland é algo que não se percebe. É o novo coqueluche dos prémios, já se percebeu. Para mim não é a melhor série em activo, nem de perto, mas, e se nos Emmys, apesar de discordar veementemente, achar que a série teve uma temporada brilhante, nesta segunda temporada, analisada pelos GG, nem de perto nem de longe se chegou a tal. E, dos 5 nomeados, a única série que tem sido brilhante, regularmente brilhante, é Breaking Bad. Entre Mad Men e Breaking Bad o meu coração pende para a segunda, mas tentando ser imparcial, não consigo decidir quais das duas são melhores. Mas sei que, comparando as temporadas que se passaram em 2012, tanto Breaking Bad como Mad Men tiveram bastantes furos acima da transformada em “chorona” e “maricas” Homeland. Porque, a partir de Q&A, não tivemos uma série…tivemos algo que fazia verter lágrimas. Ou tentar…

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Girls, uma série imperfeita

Terminou no passado domingo a primeira temporada de Girls e por isso decidi escrever sobre essa série que tanto deu que falar desde a sua estreia.

Because that’s what adventurous girls do.

Girls entrou na mira da crítica televisiva bem antes da sua estreia, considerada uma série promissora e fresca para a grelha da HBO. Da autoria de Lena Dunham, numa produção de Judd Apatow (Freaks and Geeks, Undeclared), era apresentada como a resposta alternativa e moderna à já conhecida Sexo e a Cidade, que terminara em 2006, para captar um público feminino e jovem.  Dunham, que tinha escrito, realizado e representado em Tiny Furniture, um filme de 2008, arriscara em escrever uma série, sobre um grupo de quatro amigas que vivem em Brooklyn, Nova Iorque, que estão prontas para aceitar os desafios dos 20 anos de idade, ainda que se sintam um pouco perdidas quanto ao seu futuro profissional e pessoal.

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