Posters TCN Blog Awards 2013 #6

HomelandCom (muito) atraso, mas ainda a tempo, o Imagens Projectadas vem por este meio comunicar a esta ilustre comunidade as suas duas nomeações para os TCN Blog Awards. Como tal, e até que a imaginação nos doa, teremos a campanha mais inovadora (e sem mamas) da história! Ou algo parecido. Assim, as duas categorias para as quais estamos nomeados, são:

Podem votar no Cinema Notebook ou clicando na imagem em cima.

Codename: Desenvolvimentos

Então, este fim-de-semana tive a oportunidade de tirar algumas horas (mais do que algumas, vá) para pôr as minhas séries em dia. E foi um fim-de-semana que rendeu muito bem, uma vez que consegui pôr 12 séries em dia, por isso, mesmo que não quisesse, tinha muito para falar nesta crónica. Não me vou centrar numa só série, em vez disso, vou falar um pouco de todas..

Começo então por Fringe. Ahh, vou ter tantas saudades de Fringe. Antes de mais, não posso – e não vou – retirar o que disse sobre Fringe: continuo plenamente consciente que esta última temporada não se desenvolveu da melhor maneira, tornando-se mesmo aborrecida. No entanto, os últimos episódios melhoraram e fizeram-me lembrar porque é que eu gosto tanto desta série. O final foi apropriado e o último episódio esteve cheio de referências às temporadas anteriores. Aquilo que mais me agradou foi a avalanche de diferentes fringe events causados pelo grupo. Sei que há gente que ainda não viu o final, por isso não quero entrar em grandes pormenores – tenho sempre medo de escrever aqui, uma vez que odeio quando leio spoilers sem querer e não quero causar o mesmo “ódio” a outras pessoas.

Outra série que acabou (embora não definitivamente) foi Homeland. E que final explosivo (sim, eu tinha que fazer esta piada ridícula). Se a série fosse um desastre de audiências – o que não é, antes pelo contrário, – o nono episódio funcionaria muito bem como uma conclusão. Por uns momentos, cheguei a duvidar do rumo que a 3.ª temporada tomaria, mas depois do décimo episódio não duvido da série. E não duvido que vai ser épico. Se na primeira temporada a Claire era a única que “não acreditava” no Brody, na próxima temporada, ela vai ser a única que acredita nele. Gosto desta diferença e sei que a terceira temporada não vai desiludir. Não pode.

Arrow foi outra das séries que tive a oportunidade para pôr em dia. Não estou dentro da história das BDs, mas a adição do Dark Archer foi muito boa, principalmente depois de sabermos quem ele verdadeiramente é. The Big Bang Theory continua uma série pouco engraçada, sem muitas surpresas. Por outro lado, Person of Interest surpreendeu-me muito nestes últimos episódios, com uma reviravolta óptima. A série canadiana Primeval: New World está finalmente a entrar nos eixos (espero eu), com muitas referências à série original britânica e com uma participação especial surpreendente do Colin Ferguson (sim, o Jack Carter de Eureka faz o papel de um geek nesta série – quem diria?).

Finalmente, temos Last Resort, que até posso dizer que me surpreendeu – mais uma vez, quem diria? Esta série teve um início espectacular, uma parte intermédia muito chata, e um final quase tão bom como o início. Dou relevo ao episódio “Cinderella Liberty”, o episódio em que os paquistaneses atacam o navio com os familiares dos militares nas ilhas. É uma pena que a série tenha “estragado”, e é uma pena que tanta coisa tenha sido “enfiada” nos últimos minutos do último episódio, mas preferi desta maneira em vez que nos espetarem com um final sem conclusão ou terem a série a prolongar-se sem evolução indefinidamente.

Neste momento, estou quase sem séries para ver, e embora me queira dedicar um bocado aos filmes, já estou a matutar em algumas séries novas… Na próxima crónica há novidades. Até lá, então!

Bitaites em Série #7 – Dilemas

FringeEsta época do ano é um bocado chata. Terminaram algumas séries/temporadas em Dezembro (Homeland, Dexter, por ex.) e outras foram de férias. Além disso ainda estamos a ressacar das inúmeras festas do mês do aniversário/Natal/aniversários de familiares/passagem de ano e o organismo ainda não está totalmente regulado.

As séries que meteram férias de Natal começam a regressar a conta gotas e entretanto novas temporadas de outras séries já rodam por aí (Californication ou Shameless).

Confesso que ainda não vi nada, só aproveitei para por Fringe em dia e esperar pela series finale, já no próximo fim de semana. E ao contrário do que outras pessoas acham, eu estou a gostar bastante e espero um excelente duplo episódio para finalizar uma série que já se tornou culto.

A ver se começo a ir pondo, aos poucos as minhas séries em dia, tarefa que não se adivinha fácil porque aproximam-se os Oscars e também quero ver alguns dos filmes que estão nomeados e outros que me suscitem interesse.

Aproveito para desejar um excelente 2013 a todos, cheio de boas séries.

Golden Globes 2013 – Quando as modas não são assim tão jeitosas (Comentário)

Numa noite onde o pessoal de SNL fez da cerimónia dos Golden Globes das melhores dos últimos anos (Tina Fey e Amy Poehler estiveram brilhantes no monólogo, acompanhados por Will Ferrell e Kristen Wiig num dos melhores momentos da noite), notou-se que há modas que pegam e que não largam. E se, no ano passado, parece que Glee acabou o seu ciclo, outro começou.

Melhor Drama

Boardwalk Empire (HBO)
Breaking Bad (AMC)
Downton Abbey (BBC)
Homeland (Showtime)
The Newsroom (HBO)

Comecemos pelo melhor drama. Numa categoria onde a falta de Mad Men é gritante (a entrada de The Newsroom não se percebe), dar o prémio a Homeland é algo que não se percebe. É o novo coqueluche dos prémios, já se percebeu. Para mim não é a melhor série em activo, nem de perto, mas, e se nos Emmys, apesar de discordar veementemente, achar que a série teve uma temporada brilhante, nesta segunda temporada, analisada pelos GG, nem de perto nem de longe se chegou a tal. E, dos 5 nomeados, a única série que tem sido brilhante, regularmente brilhante, é Breaking Bad. Entre Mad Men e Breaking Bad o meu coração pende para a segunda, mas tentando ser imparcial, não consigo decidir quais das duas são melhores. Mas sei que, comparando as temporadas que se passaram em 2012, tanto Breaking Bad como Mad Men tiveram bastantes furos acima da transformada em “chorona” e “maricas” Homeland. Porque, a partir de Q&A, não tivemos uma série…tivemos algo que fazia verter lágrimas. Ou tentar…

Continuar a ler

Series-Gazing XVIII

O mundo das séries sempre me intrigou. Porventura o leitor já terá pensado, como é que as mentes por detrás das séries conseguem fazer (muitas vezes) as melhores séries a partir de uma história que, à partida, nem dava para uma mão cheia de episódios. Porventura, já terá pensado em histórias que, sabe-se lá Deus, conseguiram chegar a série e permanecem por 3, 4, 5 anos (e até mais) e as pessoas parecem gostar sempre da mesma fórmula, da mesma pasmaceira e das mesmas personagens que se reciclam, continuamente.

De facto, quando um adicto (assumido) em séries carece de tempo para ver os seus produtos favoritos, esse mesmo doente (leia-se pessoa) começa a perceber, a pouco e pouco, muito do lixo que parece gostar de acompanhar mas que, lá no fundo, vê porque já acompanha a série desde o início ou porque as personagens principais estão perfeitos eye-candy ou até porque a histórias, às vezes, consegue ser boa e compensa os casos razoáveis que são contados ali pelo meio.

Chegado que estava às férias de Natal, deparo-me com uma lista enorme de séries para ver fora aquelas que estão bem guardadinhas para depois. Penso, claro, que tenho de as ver todas. E depois rio-me com tamanha parvoíce e talvez penso que devo fazer stand-up comedy. Depois deste momento de pura gargalhada, penso seriamente sobre o assunto e surge-me a ideia mais maravilhosa do mundo: desistir de ver umas ditas. Não é que me encha o coração de desistir de acompanhar histórias, mas tem sido assim desde que comecei nesta senda de analisar episódios, de perceber as intenções das personagens ou mesmo até deparar-me com os mais bonitos cenários onde decorrem estas histórias.

How-I-Met-Your-Mother

Lembro-me de ter dito ao caro leitor que “How I Met Your Mother” e “The Big Bang Theory” tinham sido duas séries que havia deixado para o Verão. Sabe onde é que elas estão agora? Na reciclagem. O mesmo se passa com “Rizzoli & Isles” que, desde que terminaram o arco com aquele grande assassino, a série perdeu força e graça. Ainda vi, no Verão, a primeira leva de episódios da terceira temporada mas agora… vamos esquecê-la. Apesar de ter a Sasha Alexander, não chega. E “2 Broke Girls”? Dizia eu o ano passado que a comédia era muito boa. Adorava, essencialmente, as piadas porcas. Este ano, tenham ou não loja, fartei-me da série. Pronto, eu sei que tem a Kat Dennings e a Beth Behrs mas estou farto da premissa.

justified-poster-600x288

Perco tempo a ver estas quando tenho guardadas para mais tarde “Justified” e “Homeland”. Não achando eu que isto é comportamento de pessoa normal e minimamente sã, o meu 2013 começou bem mais limpo e com objectivos distintos em relação às séries: parar de me perder com mediocridades e focar-me naquilo que interessa. Eu sempre tive na ideia que quem visse maior número de séries era o maior… Mal sabia eu que estava a ser ingénuo. Sinceramente, não é mais ou menos adicto quem vê um grande número de séries. É adicto quem acompanha poucas mas fica envolvido pelas suas histórias e personagens e pequenos detalhes… É adicto quem sabe o nome dos actores e actrizes e (quase) toda a sua carreira.

Certamente que muitas mais séries serão lavadas do meu consciente durante este ano de 2013. Azar o delas, lá diz a sabedoria popular. Mas de uma coisa tenho a certeza: a televisão e a criatividade parecem estar a estagnar, sempre presas aos mesmos conceitos, aos mesmos estereótipos, às mesmas piadas e sem nunca sair da zona de conforto. Talvez seja por isso que a minha mente esteja a fazer uma selecção rigorosa dos programas que deliro ver e talvez seja por isso que esteja a enveredar pelo mundo do cinema (que a mim sempre me foi muito desconhecido). Não digo que a televisão esteja obsoleta mas, com o paradigma actual, a dita para lá caminha. Teremos uma midseason sem graça, tal como foi a fall season deste ano? A época só ontem começou e é esperar para ver o que ela nos reservou.

Um óptimo 2013 para o caro leitor, recheado de bons programas e de histórias envolventes.

MALTA– os Momentos Altos (e Lows) da TV deste Ano – por António Guerra

Depois de uma semana preenchida com o melhor e pior do ano, chega a vez do comandante das tropas deste estamine falar sobre o que se passou este ano…e porque não me apetece fazer uma introdução longa, vamos ao que interessa:

Melhor Série: Sherlock

Sherlock

Sherlock teve este ano uma temporada de vale. Um pico alto, a chegada ao rio no segundo, e voltar a subir na qualidade no terceiro. Mas, e visto que revi a série ainda há pouco tempo, acho que não há como dizer isto de outra forma: dos três episódios, dois deles são absolutamente brilhantes. O primeiro é um episódio à Steven Moffat, genialmente escrito, e com um final absolutamente brilhante. Foi para mim o melhor episódio do ano, mais que merecido. O terceiro é uma construção fantástica, que permite o espectador duvidar mesmo do herói da história, algo que parecia impossível acontecer. O pior disto tudo? É ter aquele final e saber que a série deverá regressar só em finais deste ano que vem. Para os que já viram, vejam de novo. Para os que ainda não viram, não sei o que falta para ver… Continuar a ler

MALTA– os Momentos Altos (e Lows) da TV deste Ano – por Sara Deodato

Eu sou um bocado suspeita para estar a falar de séries assim como uma especialista, dizendo o melhor e pior do ano, visto que que só este ano é que realmente me agarrei às séries. Sim, sempre fui menina de ver filmes e nunca sentia a vontade de me comprometer em ver todos os episódios de uma série. Dava muito trabalho.

Depois lá decidi que era tempo de me agarrar a estas coisas e comecei a ver séries que, ou já estavam na minha lista há meses (ou anos) ou que me foram aconselhando ao longo do ano. Por isso é que, provavelmente, vão achar estranhas algumas das minhas escolhas, mas hey, foi o que andei a visionar este ano, tá? Além disso, eu sou uma pessoa complicada de escolher apenas uma coisa de que goste, logo vai haver mixordias para aqui. Continuar a ler

MALTA– os Momentos Altos (e Lows) da TV deste Ano

Melhor Série: Bron/Broen
Bron/Broen começa com um cadáver posto exatamente sobre a linha de fronteira da ponte de Øresund, que liga Copenhaga a Malmö. Cadáver cortado, a coincidir com a linha de fronteira e obriga à colaboração entre a polícia dinamarquesa e sueca. Colaboração que cria o mais inesperada, surpreendente e disfuncional parelha televisiva, Saga Norén e Martin Rohde.

Melhor Personagem: Birgitte Nyborg (Borgen)

A inesperada prmeira-ministra dinamarquesa que tem de gerir manter a sua humanidade com os golpes necessários para conseguir os seus objetivos políticos. JR Ewing mas com consciência. A série é fabulosa.

Maior surpresa: A melhor ficção televisiva do momento está a ser feita na Dinamarca.

Bron/Broen é escolhida como melhor série por que a temporada de estreia termina neste ano, mas podia ter escolhido a terceira temporada de Forbrydelsen ou a segunda temporada de Borgen. Séries acerca de pessoas com defeitos. Personagens sem agentes e produtores a interferir na criação de um personagem interessante com medo de rejeição por parte das audiência do seu cliente ou da personagem.

Série que me fez dizer mais f***-**: Clínica Privada.

Como é possível have produtores tão estúpidos que tentam 3 vezes a mesma coisa esperando resultados diferentes. A KaDee Strickland é a pior atriz de todos os tempos. Faz a Pia Zadora parecer competente e  a Miley Cyrus parecer talentosa. Pois aquelas antas dos produtores da Clínica Privada tentaram reconstruir a série em torno dela 3 vezes depois de na temporada 2 o episódio em que teve a história principal  ter sido o detentor do recorde de audiências perdidas entre a primeira e a  segunda metade até à estreia de Smash. A ABC realizou a tempo que não era possível e cancelou a série quando ela julgava que ia ficar dona do pedaço. Se o plano era continuar a série depois de Kate Walsh partir deviam ter escondido o resto do elenco durante 5 anos e meio até à sua partida.

Maiores expectativas: Bron/Broen

A segunda temporada vem para o fim do ano que vem, e a curiosidade é extrema. Será a série vítima do seu próprio sucesso, como Homeland ou The Killing, ou eles conseguem manter a qualidade. Para já evitaram o erro das séries americanas de fazer render o peixe de uma história que já não tem nada para dar só porque os personagens secundários se tornaram populares. O crime é resolvido. Para o ano terá de haver um novo mistério.

Menores expectativas: Homeland

Enquanto Brody continuar vivo, e a chata da filha adolescente também, Homeland deixou de ser um thriller genial para uma ser uma soap de com um enquadramento de  espionagem. Esta tipo 24 escrito pela Shonda Rhimes. A segunda temporada foi uma pepineira inenarrável e não vai melhorarar enquanto O Brody for vivo.

Série zombie: Mad Men.

Já deu o que tinha a dar e sofre do mesmo problema de saponificação de Homeland. Já não tem mais nada para dizer acerca de nenhum dos personagens, perder a integração dos episódios com os acontecimentos da época e está a introduzir personagens “cute” para encher e porque já não há mas nada a dizer acerca dos que interessavam. Está na altura de Don Draper imitar a figura dos créditos iniciais e lançar-se do escritório. Se querem melhorar sobre o genérico aterra em cima da ex e atual mulher.

Série Galinha – Continua a andar com a cabeça cortada: Anatomia de Grey.

Não via um episódio desde que Addison foi assistir ao parto de Callie, e vi um hoje. Quarenta e cinco minutos do dialogo rápido que a tornou famosa e onde não se passou rigorosamente nada. Pronto, a Arizona tem uma perna a menos, mas de resto, nada. Nem No seus piores momentos ER foi tão mau.

Séries que vocês deviam ver: Nordic Noir.

Bron/Broen, Forbrydelsen (esqueçam o a abastardado The Killing) ou Wallender para quem não gosta de ler legendas. Depois agradecem-me.

MALTA– os Momentos Altos (e Lows) da TV deste Ano – por Siglota Bolota

Pronto chegou aquela altura do ano em que se fazem as listas de “piores e melhores” do ano. Gostaria de ter uma lista mais compostinha. Mas, de facto, vi pouca coisa neste ano que está na sua recta final. No entanto, há pelo menos três séries que valeram a pena, em 2012.

Do meu singelo top 3 fazem parte:

Homeland, apesar desta segunda temporada ter tido um par de episódios meio novelescos, esta continua a ser uma série de eleição. E a Claire Danes continua fenomenal;

Go On, é uma sitcom que está bem conseguida, tem momentos bem divertidos e é bom ter o Matthew Perry de volta aos ecrãs regularmente;

30 Rock, que se prepara para nos deixar, vou sentir tanto a sua falta. A ultima temporada está muito, muito boa.

E assim com este pequeno balanço de 2012 me despeço. Tenham um feliz Natal! Um bom ano! E boas séries!

The Moodys Effect #16 O Fim

2012

Este tem sido um ano complicado a vários níveis, seja pessoal ou mesmo em termos gerais, de facto as coisas mudam tão rapidamente que por vezes nem damos por elas, ou só nos apercebemos quando tudo acaba. Mas não vale a pena  lamentar a nossa sorte, melhores dias virão. O que me traz hoje aqui é uma pequena retrospectiva sobre o ano que passou. Com algumas estreias relativamente marcantes, séries que terminaram e um futuro pouco promissor.

Mas antes disso quero agradecer o facto de ter sido nomeados nos TCN Blog Awards por um dos textos publicados nesta crónica mensal. Não ganhei, nem esperava, mas ver algo que escrevi levar algum reconhecimento é sem dúvida um orgulho, e portanto tenho de agradecer sobretudo ao Guerra por me ter convidado para fazer parte deste projecto.

E agora vamos olhar para alguns momentos marcantes, sem grandes descrições mas que de alguma forma foram deixando as suas marcas nas várias séries do ano que agora está a terminar.

Continuar a ler