Alfabeto das Séries: F

Nesta rubrica baptizada de Alfabeto das Séries, procuro aprender um pouco mais sobre séries que não conheço e dar a conhecer novas séries aos leitores do Imagens Projectadas. Como de costume, mais um post, mais uma letra. F, é a tua vez.

  • Fringe, (2008–2013), Fox, Terminada.

Fringe

Há muito para se dizer sobre Fringe, mas acho que talvez seja capaz de dizer tudo em apenas 5 palavras: Fringe é uma série fantástica. Muitos podem dizer que a série se perdeu muito na quinta temporada (o que não discordo) e que algo lhe faltava nos últimos tempos. Apesar disso, Fringe vale muito a pena, pela sua atmosfera misteriosa, pelos eventos irreais retratados nos episódios, por tudo que faz dela uma série de culto. Entre universos paralelos, acontecimentos inexplicáveis, mutações, os 100 episódios de Fringe são uma viagem que ninguém devia perder.

 Classificação:
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  • Falling Skies, (2011– ), TNT, Parada.

Falling Skies

Em Falling Skies, numa Terra devastada pela invasão de extraterrestres, um professor de história lidera (tecnicamente não lidera, porque não é ele que está no comando na primeira temporada, mas é quase como se liderasse) um grupo de pessoas numa Boston destruída. Com três temporadas transmitidas e uma quarta assegurada, esta é uma série de ficção científica que me vem surpreendendo ano após ano. A primeira temporada foi boa, a segunda foi melhor, e a terceira foi ainda melhor. É daquelas séries que em primeiro se estranha (eu próprio demorei mais tempo do que queria a ver a primeira temporada), mas depois entranha-se.

  Classificação:
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Séries para o Verão, por Jorge Pontes

Devoção é, muito provavelmente, a denominação de muitos para com os argumentistas e criadores das tantas séries que nós, adictos, vemos. No fundo, cresce dentro de nós um apreço enorme pelo seu trabalho e por toda a equipa que se reúne para produzir os tantos episódios que vemos por semana.

Eu já fui, em tempos, bem mais adicto do que sou agora. No início, marcava as horas para ver televisão, à noite, quando o canal de teste da ZON tinha a FOX ou a FOX Life durante mês e meio. E quando a ZON decidiu colocar a Life no pacote mais barato, a minha vida mudou. Conheci, através do canal, toda uma mão cheia de histórias, de personagens e aprendi a compreender este grande universo.

O Verão é, das épocas da televisão americana, a mais suave e despreocupada e talvez a minha favorita. É aquela altura em que se aproveita para recarregar energias e ver as temporadas que não conseguimos apanhar no Outono ou no Inverno. Serve, também, para olhar ao baú da época de ouro da televisão e apanhar uma série e vê-la, só porque apetece. Se há tempo, mais vale aproveitá-lo da melhor forma. De facto, é uma época onde a oferta é mais baixa e dá-nos tempo para saborear cada episódio e perceber tudo aquilo que ele nos quer mostrar (e contar).

Dirty Sexy Money

“Dirty Sexy Money”, “Ugly Betty” e “Eli Stone” são 3 séries, da altura em que só via a Life (e uma ou outra série da TVI às tantas da noite) me cativaram bastante e as quais eu sugiro para esta época despreocupada. São séries pequenas (a primeira e a terceira) que se vêem bastante bem pela sua história (quase) simples e pelas personagens que facilmente cativam e nos impressionam.

ColdCase_2

Da época pós-FOX Life, para o Verão, sugiro (além das ocasionais séries de Verão) a mais recente “Da Vinci’s Demons”, “Cold Case”, “The Borgias”, “The Tudors” e “Justified”. Em relação à primeira, a sua temporada de estreia de 8 episódios vê-se em pouco mais de dois ou três dias, apesar dos episódios de quase uma hora; é uma série medianamente leve, com uma história interessante e que atinge o seu potencial (quase total) nos últimos dois episódios. As restantes quatro, são séries já com algum peso na história da televisão e que exigem o seu tempo de visualização dado que são produções que primam bastante pelos detalhes e pelos significados escondidos nas acções das personagens.

Sanctuary

“Fringe”, uma das séries da minha vida, apoia-se igualmente nos detalhes e, aliando-se a uma forte mitologia, tornam as 5 temporadas e os respectivos 100 episódios num deleite para os amantes da ficção científica. E continuando na ficção científica, “Sanctuary” marcou o meu vício como sendo uma série à maneira e que se desafiava a si própria em termos de história. 4 temporadas e 59 episódios depois, temos uma série que terminou bastante bem e com um final explosivo que em quase nada desiludiu. Duas apostas, claramente, dignas de se acompanhar nesta época de imenso calor.

A nível de reality, se o caríssimo leitor estiver interessado, aconselhava para o Verão, o “Big Brother” americano. A CBS faz questão de produzir uma nova temporada que tem sempre estreia no início de Julho e dura até meados de Setembro, altura em que começa o ciclo de Outono de “Survivor”. Não vejo o reality assim há tanto tempo mas, sendo um grande guilty pleasure, é o meu grande vício de Verão e acho que esta altura sem Brother já não é a mesma coisa.

Tantas são as produções que passaram pelos nossos ecrãs e tantas serão aquelas que ainda por aqui passarão. O que é certo é que, as 11 que vos referi neste pequeno texto acabam por ser a ponta de um grande icebergue que nem eu próprio lhe vejo o fim. Adoro séries, adoro viver naqueles 45 minutos, uma vida diferente. Seja na Fall, na Mid ou na Summer Seasons, há sempre tempo para nos voltarmos a apaixonar por uma série que já vimos ou por uma nova que decidimos ver. De uma maneira ou de outra, acabamos por construir o nosso álbum de favoritas e, mais tarde, recordamo-las com o maior apreço. Haverá melhor gratificação que essa?

Series-Gazing XXI: Uma Guerra pelo Trono do Tempo

O tempo é um problema que tem vindo a crescer tal como um fungo. A expressão “não tenho tempo para…” é muito usada por nós para mostrar o nosso desespero por querer fazer algo e não conseguir, e, dada a constante e cada vez maior exigência desta nossa vida, esta desculpa é cada vez mais frequente. Se dantes via uma mão cheia de séries semanais, agora reduzo-me a uma ou duas… E a desculpa que tenho? A mesma com que iniciei este mesmo texto.

O caro leitor bem sabe da minha paixão por “Fringe”. É claro que, depois de 5 anos com a série, dificilmente se esquecerá todos os pequenos pormenores com os quais nos maravilhámos ao longo dos 100 episódios. No entanto, actualmente, há uma outra série que se sobressai não só pelos cenários e pelos belíssimos efeitos especiais como pelas personagens que, apesar de estarem sempre em perigo de desaparecerem na cena seguinte, têm aquele toque humano que nos faz apegar tanto à sua personalidade como à sua história. Falo de “Game of Thrones”.

Game of Thrones 3x03 (1)

A transpoisção de uma das maiores sagas literárias para a televisão tem dado grandes alegrias não só aos fãs como ao canal que a exibe, a HBO. No lado dos fãs, a intensidade com que a história é contada leva a diversos comentários no facebook ou mesmo até críticas completas nos mais diversos sites e blogues cujo tema base são as séries e, por outro, temos o canal a alegrar-se por a série continuar a dar excelentes resultados. Em jeito de curiosidade, foi no passado domingo que a série registou o máximo de toda a série: 2.6 de rating e 4.87 milhões de espectadores. E só vejo estes valores subirem no decorrer dos próximos episódios. Ou, senão, na próxima temporada.

No outro dia perguntavam-me a razão de toda a gente ficar doida quando começa o genérico de “Game of Thrones”. Sendo eu uma dessas pessoas [que fica meio louco quando a música e o genérico começam a dar] respondi que a melodia aliada aos locais que visitaremos no episódio, deixam-me com aquela água na boca de ver o que vai acontecer e imaginar todo o plot daí para a frente. Apesar de a série ainda pecar por nos querer dar uma mão cheia de histórias em pouco mais de 50 minutos, tal não é impeditivo de se perceber o que se passa, de prever o que se vai passar ou mesmo de ficar expectante pelo próximo, tal como estou neste momento depois do grande final do episódio passado, “And Now His Watch Is Ended”.

Numa altura em que o tempo que tenho é quase mínimo, contar com “Game of Thrones” na carteira, todas as segundas-feiras, permite-me ter o escape necessário para enfrentar uma semana de trabalhos, de apresentações, de aulas chatas e de outros tantos problemas que tendem a tirar-me do sério e a testar a minha paciência. Tenho a certeza, nesta hora que passo com a série, que a minha imaginação voa para Westeros e estou ali, mesmo no centro da acção. E se há coisa mais bela em ser seriófilo, é este prazer que se obtém depois de ver qualquer coisa; uma espécie de sentimento inexplicável em que se sabe que a hora não foi desperdiçada, mais não seja para fugirmos deste nosso mundo real por uns momentos e repensar em toda a nossa estratégia. Da forma como as coisas estão, a vida exigir-nos-á cada vez mais de nós, exigirá cada vez mais do nosso tempo e, por isso, é importante um pequeno escape de vez em quando, até porque a nossa sanidade mental depende disso, não concorda?

Codename: Desenvolvimentos

Então, este fim-de-semana tive a oportunidade de tirar algumas horas (mais do que algumas, vá) para pôr as minhas séries em dia. E foi um fim-de-semana que rendeu muito bem, uma vez que consegui pôr 12 séries em dia, por isso, mesmo que não quisesse, tinha muito para falar nesta crónica. Não me vou centrar numa só série, em vez disso, vou falar um pouco de todas..

Começo então por Fringe. Ahh, vou ter tantas saudades de Fringe. Antes de mais, não posso – e não vou – retirar o que disse sobre Fringe: continuo plenamente consciente que esta última temporada não se desenvolveu da melhor maneira, tornando-se mesmo aborrecida. No entanto, os últimos episódios melhoraram e fizeram-me lembrar porque é que eu gosto tanto desta série. O final foi apropriado e o último episódio esteve cheio de referências às temporadas anteriores. Aquilo que mais me agradou foi a avalanche de diferentes fringe events causados pelo grupo. Sei que há gente que ainda não viu o final, por isso não quero entrar em grandes pormenores – tenho sempre medo de escrever aqui, uma vez que odeio quando leio spoilers sem querer e não quero causar o mesmo “ódio” a outras pessoas.

Outra série que acabou (embora não definitivamente) foi Homeland. E que final explosivo (sim, eu tinha que fazer esta piada ridícula). Se a série fosse um desastre de audiências – o que não é, antes pelo contrário, – o nono episódio funcionaria muito bem como uma conclusão. Por uns momentos, cheguei a duvidar do rumo que a 3.ª temporada tomaria, mas depois do décimo episódio não duvido da série. E não duvido que vai ser épico. Se na primeira temporada a Claire era a única que “não acreditava” no Brody, na próxima temporada, ela vai ser a única que acredita nele. Gosto desta diferença e sei que a terceira temporada não vai desiludir. Não pode.

Arrow foi outra das séries que tive a oportunidade para pôr em dia. Não estou dentro da história das BDs, mas a adição do Dark Archer foi muito boa, principalmente depois de sabermos quem ele verdadeiramente é. The Big Bang Theory continua uma série pouco engraçada, sem muitas surpresas. Por outro lado, Person of Interest surpreendeu-me muito nestes últimos episódios, com uma reviravolta óptima. A série canadiana Primeval: New World está finalmente a entrar nos eixos (espero eu), com muitas referências à série original britânica e com uma participação especial surpreendente do Colin Ferguson (sim, o Jack Carter de Eureka faz o papel de um geek nesta série – quem diria?).

Finalmente, temos Last Resort, que até posso dizer que me surpreendeu – mais uma vez, quem diria? Esta série teve um início espectacular, uma parte intermédia muito chata, e um final quase tão bom como o início. Dou relevo ao episódio “Cinderella Liberty”, o episódio em que os paquistaneses atacam o navio com os familiares dos militares nas ilhas. É uma pena que a série tenha “estragado”, e é uma pena que tanta coisa tenha sido “enfiada” nos últimos minutos do último episódio, mas preferi desta maneira em vez que nos espetarem com um final sem conclusão ou terem a série a prolongar-se sem evolução indefinidamente.

Neste momento, estou quase sem séries para ver, e embora me queira dedicar um bocado aos filmes, já estou a matutar em algumas séries novas… Na próxima crónica há novidades. Até lá, então!

Camões Lunático #4 – Fringe e…Fringe

Fringe acabou. Sim, na última crónica que escrevi nesta rubrica desejei pelo fim da série, mas agora…agora acho que me arrependo. Bem, não é bem bem um arrependimento no seu sentido lato da palavra, mas um arrependimento por saber que agora não volto a ter episódios novos para ver. Mais uma vez, vou falar de Fringe nesta crónica, mas também de Suits, que está de volta.

O final de Fringe chegou-nos no passado dia 18 de Janeiro, com um episódio duplo, que trouxe mais ação do que os restantes 11 desta que foi a 5ª (e última) temporada da série. Pois bem, eu vi estes dois episódios comodamente na minha cama e posso dizer-vos que finalmente, depois de tantos episódios à espera, consegui voltar a reconhecer o J.J. nesta série. A emoção de que estes episódios estavam carregados correspondeu às temporadas que eu considero terem sido o auge de Fringe (a 2ª e a 3ª). A história desenrolou-se com naturalidade e a ideia de terem relembrado uma variedade dos casos que a equipa da Olivia estudou foi excelente: quem é que não se lembra do vírus que fazia com que os orifícios na pele dos humanos fechassem até morrerem sufocados? Este, entre tantos outros (bem) escolhidos pela produção fizeram com que o final fosse em grande, como eu tinha desejado. Uma salva de palmas para toda a produção de Fringe pelos 100 episódios fantásticos distribuídos pelos últimos 5 anos. Esta é, sem dúvida, uma série que eu vou rever, e que fica para a minha história pessoal como uma das séries que mais gozo me deu ver.

Mudando completamente de área, vamos para a advocacia: Suits. Para quem não conhece, Suits é uma série de advogados (óbvio, não é?). Bem, “advogados”, porque um deles, o Mike Ross, não é propriamente advogado. O tipo sabe muito e tem muita lábia, mas falta-lhe aquele diplomazinho de Harvard pendurado na parede do seu escritório (que não tem) para embelezar a coisa. A série regressou de uma pausa de alguns meses para dar continuidade à 2ª temporada, e regressou em grande. A aposta da USA Network  nesta série do Aaron Korsh está a mostrar-se bastante inteligente e é uma série que, a par com Franklin & Bash, eu recomendo.

Isto ultimamente anda complicado…vocês, universitários, compreendem-me: altura de exames e tal, mas, para melhorar a festa, tenho o estágio à porta. O tempo para séries não tem sido muito, mas, ainda assim, tenho tudo em dia e ainda comecei a ver Arrested Development. Não me batam, eu sei que já devia ter visto tudo, mas ainda não tinha surgido a oportunidade certa. E aproveito para ver tudo antes de Maio, já que vem aí a 4ª temporada. Estou a mandar umas belas gargalhadas, mas temo que a série não evolua…de notar que ainda só vi 8 episódios. Daqui a um mês espero ter mais qualquer coisa para vos dizer em relação a esta série.
Para além disto ainda há os filmes que tenho andado a ver…gosto de tentar perceber porque é que filme ou y esteve nomeado/ganhou prémio nos Globos de Ouro. Até agora já tive tempo para ver o Flight (com o Denzel Washington) e o Lincoln (com o Daniel Day-Lewis). Recomendo que vejam o Lincoln, porque está um filme super bem conseguido.

Por tudo isto vos digo que isto anda complicado, mas aos poucos vou lá. Aos poucos vou estando a par do que o mundo televisivo de Hollywood nos traz e do que nos leva…porque Fringe acabou.

Bitaites em Série #7 – Dilemas

FringeEsta época do ano é um bocado chata. Terminaram algumas séries/temporadas em Dezembro (Homeland, Dexter, por ex.) e outras foram de férias. Além disso ainda estamos a ressacar das inúmeras festas do mês do aniversário/Natal/aniversários de familiares/passagem de ano e o organismo ainda não está totalmente regulado.

As séries que meteram férias de Natal começam a regressar a conta gotas e entretanto novas temporadas de outras séries já rodam por aí (Californication ou Shameless).

Confesso que ainda não vi nada, só aproveitei para por Fringe em dia e esperar pela series finale, já no próximo fim de semana. E ao contrário do que outras pessoas acham, eu estou a gostar bastante e espero um excelente duplo episódio para finalizar uma série que já se tornou culto.

A ver se começo a ir pondo, aos poucos as minhas séries em dia, tarefa que não se adivinha fácil porque aproximam-se os Oscars e também quero ver alguns dos filmes que estão nomeados e outros que me suscitem interesse.

Aproveito para desejar um excelente 2013 a todos, cheio de boas séries.

The Magic Box(er) #1 – Fringe, a série transformista

boxerBoas tardes, pessoas com uma unha em cada dedo. Os restantes não são cá bem vindos…são critérios da direcção deste estamine. Tudo bem? Ainda bem. E depois dizem que este blog não se preocupa com o vosso estar. Ah! O The Magic Boxer é a nova crónica (deixará de ser velha quando eu mudar outra vez de crónica…não sejam piquinhas) deste marmanjo que vos escrevo. É um trocadilho deveras engraçado entre a caixinha mágica e eu ser o gajo que calça as luvas para deixar as séries com olhos negros. Desta vez é Fringe…

Fringe, ai Fringe. Já escrevi no final do ano que eras a série galinha. Foi um pormenor: és a série desta temporada que parece que cortaram a cabeça e agora andas aí, feita tonta, parecendo que não sabendo para onde vais. Enquanto um esguicho de sangue dispara pela tua aorta…achei por bem trazer uma imagem realista a este texto.

Mas o que se encontra em Fringe é um caso inexplicável. E sei que há gente que está a gostar da temporada. Eu nem posso dizer que tenha estado má. Está razoável. O problema é que Fringe tem a data marcada para terminar na próxima sexta-feira, com episódio duplo. Essa data está fixada desde o início da temporada. Toda a gente sabia que a série teria 13 episódios e lá iria à vida. Tal como se fazem chocapics…E que isso trouxe à série?

[SPOILERS SOBRE O 11º EPISÓDIO DA SÉRIE]

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Codename: Restos

Tenho o magnífico prazer de abrir o ano no Imagens Projectadas com uma crónica (sim, o boss já postou antes de mim, só que não foi uma crónica), mas antes de mais, ficam aqui os desejos de que a passagem de ano tenho sido óptima e que 2013 vos traga grande parte daquilo que querem (porque se vos trouxer tudo o que vocês querem, fico chateado). Vamos a isso, então.

Este ano ainda não vi nenhum episódio – o que é de esperar, até certo ponto – por isso hoje falo-vos dos restos de 2012. Fringe está na sua meta final e não me está a agradar por completo. Mesmo que os três episódios finais sejam geniais e completamente surpreendentes, isso não vai fazer com que os anteriores se tornem melhores. No entanto, estou aqui e estou com Fringe até ao final, por isso venha daí essa despedida! Person of Interest continua interessante e embora utilize sempre a mesma fórmula, não acho que se esteja a tornar cansativa. Cansativa está Last Resort, que não me tem agradado de todo e que não me consegue transmitir empatia pelos personagens. Mais três episódios, e fica arrumada na prateleira. Haven está muito interessante, com apenas dois episódios que darão final à temporada e que serão transmitidos no mesmo dia. Como é costume nesta série, espero uma catacumba de respostas e de novas perguntas nestes últimos episódios. Já vos falei de algumas das minhas expectativas para 2013 no post anterior onde exponho os momentos altos e baixos da TV no ano passado, por isso relativamente a Breaking Bad e a Sherlock estamos falados.

Assim, fica só a faltar uma coisa. Fica só a falar a série do meu doutor favorito. Doctor? Doctor Who? Não podia obviamente deixar passar isto porque a) agora só há Doctor Who em Abril, por isso se não falo disto (constantemente) com alguém, é capaz de me dar alguma coisinha má e b) estou à espera deste episódio desde Março. Agora calma. Antes de lerem as próximas frases, fiquem a saber que há spoilers, por isso se ainda não viram este episódio – o se pretendem ver a série futuramente, avançam imediatamente para o fundo ou fechem esta página. Não fechem. Ide ler outros posts. Nove meses à espera, com muitas pistas, muitos teasers, muitas fotografias, e mesmo assim, o episódio de Natal de Doctor Who surpreendeu-me completamente. Porque, Moffat, tu não podes simplesmente apresentar uma personagem antecipadamente e matá-la… e apresentá-la oficialmente meses mais tarde e matá-la outra vez. Enfim… O recurso aos três personagens do Paternoster Gang foi óptimo. Eu, que nem gostava assim muito deles, comecei a sentir uma empatia crescente à medida que via o episódio. Sabe-se que estes três vão voltar em mais dois episódios do resto da temporada, por isso fico aqui à espera. O vilão, interpretado por Richard E. Grant, que à primeira vista parecia terrível e importante para o episódio, foi enfraquecendo e dando mais espaço às outras criaturas, que eram muito mais interessantes, é preciso admitir. Relativamente à rapariga que morreu e à sua interacção com o Doutor, tenho apenas uma palavra: brilhante. A forma como a relação desenvolveu a partir de uma simples perseguição foi lindíssima, e o que está a ir para chegar vai ser genial, tenho a certeza. Afinal, como é que possível que Clara possa estar viva, depois de morrer duas vezes?

The Doctor: Right then Clara Oswald, it’s time to find out who you are.

Foi com esta frase que se despediu o trailer da segunda parte da 7.ª temporada e é com esta frase que eu me despeço de vocês. Até à próxima e, que raios, vejam esta série!

MALTA– os Momentos Altos (e Lows) da TV deste Ano – por António Guerra

Depois de uma semana preenchida com o melhor e pior do ano, chega a vez do comandante das tropas deste estamine falar sobre o que se passou este ano…e porque não me apetece fazer uma introdução longa, vamos ao que interessa:

Melhor Série: Sherlock

Sherlock

Sherlock teve este ano uma temporada de vale. Um pico alto, a chegada ao rio no segundo, e voltar a subir na qualidade no terceiro. Mas, e visto que revi a série ainda há pouco tempo, acho que não há como dizer isto de outra forma: dos três episódios, dois deles são absolutamente brilhantes. O primeiro é um episódio à Steven Moffat, genialmente escrito, e com um final absolutamente brilhante. Foi para mim o melhor episódio do ano, mais que merecido. O terceiro é uma construção fantástica, que permite o espectador duvidar mesmo do herói da história, algo que parecia impossível acontecer. O pior disto tudo? É ter aquele final e saber que a série deverá regressar só em finais deste ano que vem. Para os que já viram, vejam de novo. Para os que ainda não viram, não sei o que falta para ver… Continuar a ler

MALTA– os Momentos Altos (e Lows) da TV deste Ano – por Pedro Rodrigues

Ora então…muito boa noite. Ou tarde. Ou dia. É como vocês preferirem. Fico muito feliz por estarem a ler este meu texto, porque significa que (afinal) o mundo não acabou. Ou então acabou e nós continuamos todos num sonho. Bem, de qualquer forma, vou dar início a esta crónica.

Mais um ano chegou ao fim (ou quase, porque ainda faltam umas dezenas de horas) e com ele, muitas séries vieram e tantas outras foram embora. The Firm, The Hour (que, embora já date de 2011, eu só conheci este ano), House of Lies, Last Resort, The Newsroom e Perception foram as melhores “aquisições” que eu fiz. Vou fazer uma breve retrospetiva sobre cada uma delas.

The Firm – ora, esta, de entre todas as que mencionei, é a “menos boa”, para não dizer pior. Ao início tinha uma história interessante. Fez-me querer ver mais e esperar impacientemente pelo próximo episódio. Depois de uma meia dúzia deles, comecei a fartar-me. E a fartar-me porque a história estava a ficar enfadonha. O senhor Lukas Reiter, produtor da série, deve ter começado a ficar sem ideias e esqueceu-se de dar um rumo aos episódios (nada contra ele, atenção, até porque já tem um longo currículo que lhe dá bastante prestígio). Segundo consta, a NBC cancelou The Firm. Não sinto pena, até porque não vejo por que ponta é que poderiam começar uma segunda temporada. De qualquer forma, não me arrependo do tempo que passei a ver esta série.

The Hour – aqui está uma série que eu gosto mesmo de ver. Sou um bocadinho suspeito, porque esta série é sobre jornalistas da BBC em 1956 (na altura da crise no Canal de Suez) e eu sou estudante de comunicação social. O jornalismo enquanto investigação aqui interpretado (na maior parte) pelo Ben Whishaw (enquanto Freddie Lyon) é feito de uma forma extraordinária e acho que o miúdo é um excelente ator (miúdo não tanto, porque os 32 anos já são qualquer coisa. Mas parece bem mais novo). O desmascarar de lobbies no Governo e de chantagens que podem destruir carreiras pela televisão pública inglesa torna esta série muito mais interessante, ao ponto de nos fazer pensar em todas as repercussões possíveis antes delas acontecerem. Um jogo mental que vai sendo extraordinariamente bem desenvolvido ao longo de todos os episódios – 6 em cada temporada (duas até ao momento), e nenhum serve para “fazer número”. A série está a ser feita numa linha contínua, e não por partes. Não há nada aqui que nos confunda e que nos faça perder a paciência, como em grande parte das séries de hoje em dia. Recomendo esta série a qualquer pessoa que goste de intrigas e de investigação, porque a forma como ligam os pontos nesta série está realizado de uma forma brilhante. Ao início achei que a duração dos episódios (cerca de 58 minutos cada) ia ser um problema para mim, porque perco a atenção ao fim de (no máximo) 20 minutos caso a série esteja a ser enfadonha. Mas não. Confesso até que o final me deixou demasiado emocionado. É uma hora muito bem passada em que nem no telemóvel mexo. A investigação tem um preço, e nem todos os jornalistas estão dispostos a pagá-lo. (recomendo que vejam com bastante atenção, porque o inglês britânico por eles falado não é de fácil interpretação – a não ser que usem legendas)

House of Lies – esta é capaz de ser a série mais “anormal” na minha watchlist. House of Lies é uma comédia. E não é normal porquê? Porque não é normal eu gostar de comédias. Poucas são as que me fazem rir e esta, apesar de não perceber porquê, é uma delas. Será pelas piadas porcas que o Marty (Don Cheadle) faz? Não sei, mas é bem capaz. Digamos que o papel que o Don interpreta fica-lhe super bem na pele e ele sabe tirar o melhor partido dos seus dotes de ator. Se querem uns minutinhos de pausa na vossa rotina atarefada, aproveitem para ver esta série porque vai tirar-vos do sério algumas vezes.

Last Resort – o imdb classifica esta série como “Ação”, “Drama”, “Mistério”, “Ficção Cientifica” e “Thriller” (não consigo traduzir este último porque acho que um thriller é sempre um thriller). Eu classifico esta série como muito boa. A história está interessante e fez-me lembrar dos tempos áureos de Lost (digamos, portanto, as primeiras duas temporadas). Resumindo: o submarino USS Colorado, que tem 18 mísseis nucleares, recebe uma ordem para bombardear o Paquistão. O Capitão Marcus Chaplin (Andre Braugher) recusa a ordem e entra em “guerra” com os EUA, acabando por refugiar-se com a sua tripulação numa pequena ilha. A série está muito boa e tem ação q.b. Digamos que é…interessante saber qual é o próximo passo que o Capitão vai tomar. Mas, infelizmente, a ABC demonstrou, mais uma vez, a estupidez de que é feita. Claro que não é só estupidez, caso contrário nunca teríamos acesso a muitas (boas) séries como temos. Mas a ABC decidiu cancelar Last Resort, apesar do bom argumento que têm. Há claros erros de produção, como o de tentarem encaixar muitas mini-histórias na principal – o que os fez perder um bocado o rumo da coisa. Uma decisão muito estúpida, que não tem em consideração a apreciação que muitos internautas demonstram por essa internet fora.

The Newsroom – como The Hour, esta é mais uma série sobre jornalismo. Mas esta passa-se na “atualidade”, e por “atualidade” quero dizer que trata temas reais em dias específicos, desde o derrame de petróleo da BP em 2010 até à declaração do Obama quando os americanos apanharam o Bin Laden. A série está…interessante. Há lá alguns dramas amorosos desnecessários, mas é forma de prender algum do público. Gosto especialmente que o Tea Party diga que esta série é um apoio ao Barack Obama. Um aplauso à HBO por ter conseguido a atenção (e críticas) desses radicais.

Perception – não há muito a dizer sobre esta série, uma vez que a primeira crónica que escrevi aqui foi exatamente sobre Perception. Espero ansiosamente pela segunda temporada e pelo maravilhoso trabalho do Eric McCormack.

Pois bem, parece que cheguei ao fim das seis séries de que vos falei. Claro que há muitas mais por esse mundo fora, mas estas são as que, na minha opinião, merecem destaque. Pelo menos enquanto novas (exceto The Hour, claro).

Não me posso esquecer de Go On. Tive conhecimento dela através da crónica do Cristiano e decidi ir ver um episódio. Depois vi o 2º. E o 3º. E o…bem já perceberam. Aconselho, porque, como disse o Cris, “é uma surpresa leve, mas é uma surpresa”!

2013 vai ser um ano em cheio para as séries que sigo. Espero que Fringe finalmente termine, mas que seja em grande.
De qualquer forma, 2012 trouxe-me séries muito boas que mereceram a minha atenção e as minhas horas (que podiam – e deviam – ter sido passadas a estudar e a fazer trabalhos). Espero que o próximo ano se mantenha ao mesmo nível.
Aguardo pelos vossos comentários com as séries que mais gostaram e, está claro, as que menos gostaram. Aqui há sempre espaço para discussão.

Antes de terminar, uma notícia que recebi com o maior dos agrados: Gossip Girl já acabou! Há uns tempos falei por aqui de passagem nessa “série”, e parece que lá nos States as minhas preces foram ouvidas! Aquilo..acabou, e não vai continuar. É o (tão esperado) fim de uma novela que durou 5 anos.

Espero que bebam bastante na passagem de ano (quem é que acham que enganam? Eu tenho 20 anos, sei como é que as cenas funcionam! Mas, caso estejam sozinhos, aproveitem para pôr as séries em dia!) e que se divirtam bastante em 2013. Para onde quer que vão não se esqueçam das séries. São sempre uma ótima companhia. Assim termino a última crónica que escrevo em 2012.

Até para o ano, leitores!