Alfabeto das Séries: F

Nesta rubrica baptizada de Alfabeto das Séries, procuro aprender um pouco mais sobre séries que não conheço e dar a conhecer novas séries aos leitores do Imagens Projectadas. Como de costume, mais um post, mais uma letra. F, é a tua vez.

  • Fringe, (2008–2013), Fox, Terminada.

Fringe

Há muito para se dizer sobre Fringe, mas acho que talvez seja capaz de dizer tudo em apenas 5 palavras: Fringe é uma série fantástica. Muitos podem dizer que a série se perdeu muito na quinta temporada (o que não discordo) e que algo lhe faltava nos últimos tempos. Apesar disso, Fringe vale muito a pena, pela sua atmosfera misteriosa, pelos eventos irreais retratados nos episódios, por tudo que faz dela uma série de culto. Entre universos paralelos, acontecimentos inexplicáveis, mutações, os 100 episódios de Fringe são uma viagem que ninguém devia perder.

 Classificação:
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  • Falling Skies, (2011– ), TNT, Parada.

Falling Skies

Em Falling Skies, numa Terra devastada pela invasão de extraterrestres, um professor de história lidera (tecnicamente não lidera, porque não é ele que está no comando na primeira temporada, mas é quase como se liderasse) um grupo de pessoas numa Boston destruída. Com três temporadas transmitidas e uma quarta assegurada, esta é uma série de ficção científica que me vem surpreendendo ano após ano. A primeira temporada foi boa, a segunda foi melhor, e a terceira foi ainda melhor. É daquelas séries que em primeiro se estranha (eu próprio demorei mais tempo do que queria a ver a primeira temporada), mas depois entranha-se.

  Classificação:
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Séries para o Verão, por Sara Ribeiro

Chega o Verão, para muitos sinónimo de silly season. As séries páram e para muitos são alguns meses de vazio completo.
Mas o Verão é tempo de festas, de descanso, de jantaradas, de animação e, talvez, de férias. E de pôr a conversa e o tempo em dia. Nesse aspecto, costuma haver um elemento essencial: os amigos. Os amigos podem ser o tempero de muitos Verões, por si só com sabor a sol e sal.

E sendo os amigos um condimento da vida, nada melhor do que dedicar o verão a ver a série que mais tempo de antena lhes dedicou, Friends.

Não se deixem enganar. Apesar de ter estreado em 1994, a série continua actual. Ao longo de 10 temporadas, a série conseguiu explorar a vida de jovens que tentam vingar na cidade que nunca dorme, muito antes de termos a Alicia Keys aos berros a guinchar “New York”. Cada episódio mostrava peripécias a nível pessoal e profissional de 6 jovens adultos que se tornaram amigos, com muitos gag’s, gargalhadas e lágrimas ocasionais à mistura.

Apesar de existirem 6 personagens principais, considero injusto não incluir uma personagem vital neste leque, que embora não seja humana, constituía o elo de ligação e a origem da série: o Central Perk.

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Codename: Diversão

Rir é o melhor remédio“. Não, não é. Quem foi o idiota que pensou nisso, sequer? De certeza que não percebia nada de Medicina. Rir não é o melhor remédio, mas ajuda. Assim, estava eu a pensar sobre o que havia de escrever desta vez, até que me surgiu uma ideia. “E se eu escrevesse só sobre séries de comédia?“. E porque não? Fugindo aos dramas e aos policiais, hoje falo só sobre séries que nos fazem rir… ou nem tanto.

Para começar em grande, duas palavras: Arrested Development. Já falei desta série numa das minhas crónicas aqui no Imagens Projectadas, quando ainda só tinha visto meia dúzia de episódios. Entretanto, já acabei de ver tudo e já percebo porque é que é uma série de culto tão famosa e tão adorada. A series finale – que se veio a revelar há algum tempo que afinal não o é – foi uma despedida em grande, cheia de referências ao episódio piloto. Foi um episódio cheio de bons momentos, com destaque para o regresso do Annyong e para a reacção da Lindsay a descobrir que afinal é adoptada… e que tem quase 40 anos. Tenho pena de não ter visto esta série mais cedo, porque agora podia revê-la em 2013, antes de estrear a próxima temporada – pela qual estou bastante ansioso. Como será a dinâmica entre os actores 6 anos depois? Será que a série vai conseguir manter o nonsense que tanto a caracterizava? Será que vai continuar após esta quarta temporada? Veremos…

Outra grande série é Go On. Sim, eu sei que ainda é muito recente e dizer que é uma grande série pode ser um bocado precipitado, mas reparem: Go On é mesmo muito boa. Neste momento é, juntamente com Parks and Recreation e Community, uma das minhas comédias favoritas. Não comecei com as melhores expectativas em relação a esta série, mas a cada episódio que passa, os personagens cativam-me cada vez mais e eu fico mais afeiçoado a eles. O último episódio foi centrado em Owen e na forma como ele utiliza os jogos para fugir da realidade, para fugir do facto do seu irmão mais velho estar em coma. Com a ajuda de Ryan e com muito jogo à mistura, Owen conseguiu finalmente vencer o receio de visitar o irmão. Enquanto isso, Yolanda parecia estar pronta para fazer a sua graduação… mas aparentemente não foi capaz de se separar do grupo. Go On é uma série simples mas divertidíssima e a única coisa que está a faltar é mesmo um episódio sobre o Mr. K.

Parks and Recreation continua uma série fantástica, mas o episódio anterior deixou-me com alguma comichão interior. A intriga entre Leslie e April pareceu um bocado vazia. Não sei, podia ter sido melhor aproveitada. Fiquei com a sensação que essa parte da história nem foi terminada. E esse mistério do roubo dos computadores? Serviu só para arranjar contexto para convencerem o Andy a não seguir (pelo menos para já) a carreira policial? Uma coisa faz sentido, sim: Andy (que, ou é impressão minha ou está a ficar mais idiota de episódio para episódio – mesmo embora ele tenha sempre sido um bocado idiota) terá mais potencial como segurança do que como polícia. E já que estou numa de perguntas, o que é que está a acontecer com How I Met Your Mother? O episódio em que Barney arranjou um cão como wingman foi uma lástima e este último, bem, este último foi uma autêntica ridicularização do Nick, pobre coitado. Ele sempre foi assim tão burro, ou foi só neste episódio? Enfim, apenas continuo a acompanhar a série em honra das primeiras temporadas e porque ainda sinto muita empatia pelos personagens. E tenho alguma esperança, também.

Como nota final, foi lançada há uns dias a colecção completa de Friends em Bluray. Para amantes de Bluray e de Friends, é algo a não perder. Para mim, que sou um amante de Bluray e nunca vi Friends (não me atirem pedras, por favor), é, sem dúvida, uma óptima oportunidade. Talvez no Natal “compre” esta delícia e veja de uma vez por todas esta óptima série. Sim, porque sei que é uma óptima série, embora nunca tenha visto mais que pedaços de episódios soltos.

E pronto, acho que por hoje é tudo. Não se esqueçam: rir faz bem à saúde e comédias americanas é do melhor que há para desanuviar, por isso peguem nelas e divirtam-se!

Monday’s Morning Mirror #13 – O fim da era do caviar…

Boas noites, população residente no Seixal. E arredores…Tudo bem com vocês? Ora ainda bem que não dizem nada, que não se perde muito tempo em conversa da treta. Eu estou bem, obrigado por perguntarem. Vamos ao que interessa? Então toca a descer um bocadinho a pági…eu disse que era um bocadinho. Agora não lêem isto.

O pior de um cronista é não ter tema. O melhor para os leitores dos bons cronistas é que os mesmos não possuam tal. Como eu não sou, vou ver se arranjo algo que falar. 2004. Uma transição rápida até lá…

Estreia, na televisão, uma enxurrada de séries. House principiava, Lost envolvia-nos, Veronica Mars apaixonava a minha namorada, Boston Legal divertia-nos e Desperate Housewives arrebitava o cu das trintonas. Ah! Ainda tivemos Deadwood e Entourage (com The Office, Battlestar Galactica, Grey’s Anatomy e Weeds ainda a ficarem reservados para a Mid Season que, no fundo, pertence ao ciclo de 2004). No fundo, e olhando para as séries que caracterizam a TV nestes anos que passaram, 2004 foi o apogeu da, por alguns intitulada, época de ouro da televisão.

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The Moodys Effect #9 – Como rir ainda é o melhor remédio

Numa semana que não tem sido fácil é normal deixar aquilo que nos distrai de lado  e as preocupações ocupam-nos o tempo todo. Sou fã de séries, mas não me considero viciado e apesar de seguir umas 30 séries (não é viciado… diz ele) mas metade está por ver e só uma meia dúzia realmente sigo com regularidade semanal. E esta semana ao tentar escolher um tema olhei para a lista das séries e percebi que há um género que me faz alguma falta, as comédias e é sobre a sua presença ou não no quotidiano que vou falar hoje. Porque rir é preciso e 20 minutos não é assim tanto tempo.

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Boudoir XXX #01 – You may kiss me now

‘Allo ‘Allo! Dis is Nighthawk.Hum, não não é. E não estamos em França embora goste de pensar em mim como sendo da Resistência.

E assim começa a minha crónica. E nada melhor do que começar com uma saudação que é sinónimo de risadas e peripécias sem fim.

‘Allo ‘Allo é mais um belo produto da BBC, que surgiu no início dos anos 80, muito antes da BBC ser Absolutely Fabulous ou antes de tudo se passar num The Office (o original, aquele incisivo, com o Ricky, não a versão rabiló). Trata-se de uma sitcom, daquelas mesmo trve, sem precisar do risinho samplado em cima para nos fazer pensar “ah, se calhar era suposto rir!” (e antes que me venham para aqui gritar FRIENDS, eles tinham mesmo uma audiência que ia ver as gravações).

Então, estamos no início dos anos 80, nos EUA surgia aquele carro XPTO que interagia com o condutor, um mafarrico que anos mais tarde estaria numa qualquer praia de Malibu com uns calções vermelhos e montes de raparigas a transbordar silicone, e, ironia do destino, anos depois, estaria no youtube a comer hambúrgueres no chão. Sim, um bocado etílico. Um bocado.

Nos EUA dominava o glitter and gold, a luta contra o mal em tons néon e bimbalhada ao molho (Miami Vice, anyone? O império da meia branca e das jóias de ouro), a esperança nos sonhos dos jovens “Fame! I’m gonna live forever!”, entre outros.

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As Séries e a Música #5 – Mad About You e Friends

Uma vez que ando com pouca paciência para ver episódios mais longos, resolvi apostar em sitcoms. Decidi rever Mad About You e Friends (aliás, como título indica). Episódios curtos, humor que não ofende, bem limpinho. Daquele que não envelhece.

Mad About You estreou em 1992 e Friends em 1994, ambas passaram na NBC. Quase 20 anos se passaram e, apesar das roupas e dos penteados, a escrita continua actual. Penso que isto se deve ao facto de ambas as séries terem por base pequenos aspectos do nosso quotidiano.

Mad About You passou em Portugal na TVI, quando esta começou a emitir, e teve oito temporadas. Tem como protagonistas o Paul Reiser e a Helen Hunt. É uma sitcom que se foca no dia-a-dia de uma casal recém casado, o Paul e a Jamie, e os seus amigos. Os amigos que são: a Fran (interpretada pela Leila Kenzle), melhor amiga da Jamie; a Lisa (interpretada pela Anne Ramsay), irmã da Jamie; o Mark (interpretado pelo Richard Kind), o marido da Fran; e o Ira, primo do Paul (interpetado pelo John Pankow). Mas o amigo mais especial é o Murray, o cão e fiel companheiro do casal.

Em alguns episódios temos a participação da Lisa Kudrow, que dá vida à irmã gémea da Phoebe de Friends, a Ursula, a empregada do café que o casal Buchman frequenta. Também temos a participação do Hank Azaria (mais conhecido como sendo a voz de Moe, nos Simpsons, entre outras), o Mel Brooks, que faz de tio do Paul e até a Cyndi Lauper, que interpreta a ex-mulher do Ira.

Friends, outra sitcom de grande sucesso, teve dez temporadas. Como é sabido retrata o quotidiano de um grupo de amigos: os irmãos Mónica e Ross (interpretados pelo David Schwimmer e pela Courtney Cox), o Chandler (interpretado pelo Matthew Perry),a Rachel (interpretada pela Jennifer Anniston), a Phoebe (interpretada pela Lisa Kudrow) e o Joey (interpretado pelo Matt LeBlanc).

Cada amigo tem a sua particularidade. Chandler é o sarcástico do grupo, a Phoebe é a distraída que canta Smelly Cat, o Joey é o estereótipo do actor burrinho, a Monica é obsessiva-compulsiva, muito competitiva e muitas vezes a voz da razão no grupo. A Rachel é a menina bonita, enquanto que o Ross é o geek, e eternamente apaixonado pela Rachel.

Sempre tive três personagens preferidas: o Chandler, a Phoebe e o Ross. E não me façam escolher “a preferida”, já tentei e não consegui. Esta deve ser a quinta vez que vejo Friends, e não envelhece. Há sempre pequenos detalhes que se vão relembrando. É bom ver que ainda me diverte tanto quanto a primeira que vez que vi, quer dizer, segunda vez. Isto porque a primeira vez que tentei ver Friends, alguém na RTP teve a infeliz ideia de dobrar a série ainda que em Português de Portugal, e com vozes de actores conhecidos. Mas não correu bem. Não me lembro exactamente do ano, mas penso que foi por volta de 1998. Uns anitos mais tarde passou na RTP2, e actualmente está em reposição na Sony Entertainment.

Por aqui também passaram alguns convidados especiais: Hugh Laurie, a Reese Witherspoon, o Brad Pitt, o Hank Azaria (também), o Tom Selleck, a Julia Roberts e até o Chris Isaak.

Como disse ambos os programas envelheceram bem, as piadas ainda nos fazem rir e divertem-nos. Programas que nos oferecem sorrisos e nos deixam bem dispostos. E é isto que se quer. Sei que o que escrevi não faz justiça ao quanto eu gosto destas séries, mas acreditem que tem sido uma óptima companhia.