Series-Gazing XXVI: E depois da Fall Season…?

Estamos já a pouco mais de 72h do Natal, aquela época maravilhosa em que os miúdos recebem as suas prendas, a família tenta estar toda reunida e tenta sorrir apesar de alguns desamores que possam existir e algumas dificuldades em trazer as coisas à mesa, mas o que importa é o espírito de paz que as une e reúne naquela casa, com ou sem lareira, com ou sem radiador, naquela sala onde está a árvore e se passa a meia-noite com o maior alvoroço. É assim todos os anos, e por mais que nos queiram roubar isso, tudo volta a acontecer. Digamos que é a magia do Natal.

Convido-o, pois, a sentar-se comigo durante uns 10 minutos, nada mais do que isso, e vejamos como foi a minha (e a sua, pois há sempre um comentário a fazer) Fall Season. Já tem o seu chá ou café prontos? Com o bolinho a acompanhar? Pois, no exacto momento em que lhe falo estou de viagem, e portanto, não se espante se eu desapareço por uns momentos. Eu vou tentar não me esquecer de pôr o sinal do “Volto Já”, não vá o caro leitor pensar que o abandonei.

The Crazy Ones

Devo dizer que a minha Fall Season, neste ano de 2013, foi diferente em todos os sentidos. Por um lado, quando esta tão interessante época começou decidi, na minha cabeça, analisar o maior número de pilotos que podia. E assim o fiz. Mal ou bem, notas baixas ou altas, está feito e até lhe digo que nem foram muitas as que me propus acompanhar. Das novas recordo-me de “The Crazy Ones”, “Once Upon a Time in Wonderland”, “Atlantis”, “Dracula” e “Sleepy Hollow”. Poucas? Eu sei que sim. O tempo, muitas vezes, não estica. No que toca à categoria das que fazem parte da mobília da casa fiquei-me por “Once Upon a Time”, “American Horror Story”, “Modern Family”, e mais uma ou outra que agora me falham. Estão para depois “Almost Human”, “Masters of Sex”, “S.H.I.E.L.D”, “Reign” e “Haven” mas seguramente que as consumirei agora nas férias, apesar do estudo que ainda terei de fazer.

Foi uma Fall que eu esperava bem mais activa; se calhar, as apostas dos canais este ano estiveram muito em baixo ou se calhar, a minha paciência e o tempo livre estão cada vez mais pequenos, que quase preciso de um microscópio para os encontrar. No final de tudo, acabo por ficar com as que mais gosto, com as que mais prazer me dão a ver. É como o acto de beber um café: prefiro-o curto e bom, do que um longo e mau.

Eu não lhe disse que iam ser 10 minutos? E até sou capaz de lhe provar que nem chegou a tanto! Tenho a sensação que não desapareci. Ou desapareci? Bom, se não o fiz antes devo fazê-lo agora!

3…

Antes de me despedir com um “Boas Festas”…

2…

…quais foram as suas escolhas desta…

1…

…Fall Season?

Boas Fes………… (ligação perdida).

Alfabeto das Séries: D

Cá estou eu novamente, desta vez para falar das séries começadas pela letra D. Nesta rubrica baptizada de Alfabeto das Séries, procuro aprender um pouco mais sobre séries que não conheço e dar a conhecer novas séries aos leitores do Imagens Projectadas. Comecemos, então.

  • Doctor Who, (1963–1989, 1996, 2005– ), BBC, Parada.

doctorwhoDoctor Who é o amor da minha vida. Não me canso de falar sobre esta série, mas por uma questão de simplicidade, posso redireccionar-vos para um artigo que escrevi sobre Doctor Who num blog onde fui convidado. Com 50 anos feitos há uns dias, esta série não deixa de inovar e de me surpreender, ocupando por isso o posto de série favorita na longa lista de séries que vejo.

Classificação:
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  • Dexter, (2006–2013), Showtime, Terminada.

Dexter

Dexter é uma série sobre um analista forense especializado em padrões de dispersão de sangue que trabalha no Departamento de Polícia de Miami e nos tempos livres é também um assassino em série. Com 8 temporadas e um total de 96 episódios, Dexter começou em glória e acabou em desgraça. Há quem discorde, mas na minha opinião, Dexter teve quatro temporadas fantásticas e depois começou a piorar, terminando com um final que parece não ter agradado a ninguém. O que aconteceu com esta série foi uma pena, mas apesar da queda de qualidade, é preciso não esquecer a enorme fama que Dexter teve nos primeiros anos.

 Classificação:
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Cemitério de Séries #7 – Arte e Vampiros

A 2a temporada de The Mindy Project começou – já tinha divagado por aqui sobre a 1a temporada – e deixou-me ligeiramente desiludida. Desiludida, talvez não seja a palavra certa; os episódios não são muito diferentes do que nos tinham habituado, mas pareceu-me que faltou algo neste início.

Logo no 3º episódio, Mindy acaba o namoro com Casey, o pastor religioso com quem tinha seguido em trabalho para o Haiti (out of character para uma personagem que é mostrada como egoísta, mas com motivações explicadas na temporada passada) o que deu um novo fôlego à série. Mas esta break-up é seguida por uma cena em que os quatro rapazes da sua clínica a procuram consolar enquanto ela chora agarrada a uma peça de lingerie dentro do seu armário, algo demasiado à New Girl para o meu gosto.

Desta mão cheia de episódios, está contudo um dos meus preferidos. “Weiner Night” tem uma crítica àquilo que consideramos ou não arte, com Mindy a ter esta reacção perante uma exposição de fotos em nu de Danny.

E é aí que está a razão porque vou continuar a seguir esta série.

Entretanto, decidi começar a ver Dracula. Ora, isto pode parecer estranho tendo em conta que tenho uma certa aversão a gore e terror no geral.
E de facto é estranho, mas posso garantir que valeu a pena sair da minha zona de conforto. Os dois episódios disponíveis até agora, não estando espectaculares na minha opinião, conseguem ao mesmo tempo não ter demasiadas pretensões (afinal, o Drácula é um vampiro e este não é dos temas recebidos mais a sério, ainda estando tão fresca a memória dos outros vampiros que brilham ao sol). Não conhecendo a história original e nunca tendo assistido a nenhuma adaptação, agrada-me a história passar-se na era vitoriana, o rol de personagens secundárias interessantes – incluindo personagens femininas que até agora parecem ser mais do que props no enredo, mas principalmente o carisma deste Drácula. Para acompanhar.

Novidades da Fall Season 2013: Noite-a-noite

Sábado

Ao fim de 25 anos a Fox cancela Cops que é substituída por desporto. É o fim de uma era.

Domingo

Tudo na mesma. Até o facto da ABC continuar a ter um buraco para encher às 10 horas. A vitima sacrificial para este Outono é Betrayal, acerca de uma mulher que atraiçoa o marido com o seu rival profissional. Atrás da moribunda Revenge, ao qual se adiciona a premissa, o cast de pessoas que não consigo por uma cara ao nome e um criador que é o produtor executivo que consegui acabar com ER, é o mais sério candidato ao cancelamento ao fim de 2 episódios. A única eventualidade de isto não acontecer é os números de Revenge serem tão maus que não se note a diferença entre as duas. Considerando o estado de Revenge, Betrayal deve ser muito má para não ocupar as 9 horas, indo Revenge morrer a uma hora onde menos gente vê TV, e onde o prejuízo de ter baixas audiências é menor.

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Upfronts 2013: NBC – Atirar ao ar e esperar que resulte (Act.)

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Depois de uma semana onde se soube praticamente todos os cancelamentos e renovações da temporada eis que chegamos ao momento de refrescar as grelhas e lançar as novas apostas. A NBC, em jeito de antecipação, fez saber na imprensa qual será a sua grelha para 2013/14 com muitas mudanças e muitas séries novas. O canal não está numa boa fase, com muitas das comédias que faziam a força do canal praticamente extintas e somente dois hits ligeiros na época passada, Revolution e Chicago Fire. Perante este cenário o canal limpou quase tudo e ficou somente com 7 séries e encomendou 14 séries novas. Vamos perceber como a NBC pretende organizar isto.

Nota – À medida que saiam os trailers, o post será actualizado

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