Alfabeto das Séries: C

Duas semanas depois, estou de volta com a letra C. Nesta rubrica baptizada de Alfabeto das Séries, procuro aprender um pouco mais sobre séries que não conheço e dar a conhecer novas séries aos leitores do Imagens Projectadas. Vamos a isso.

  • Community, (2009– ), NBC, Parada.

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Community é, facilmente, uma das melhores comédias que eu já vi. As primeiras três temporadas foram geniais e fizeram-me avaliar em perspectiva outras séries de comédia que eu via – e a avaliação dessas tais séries foi fraquinha. E por falar em fraquinha, é esse o adjectivo que escolho para descrever a quarta temporada de Community, afectada pela polémica entre Dan Harmon (o showrunner) e Chevy Chase (Pierce Hawthorne), que acabaram por abandonar a série. Agora, para a quinta temporada, o showrunner original voltou, mas outro dos actores principais prepara-se para sair. Community já nunca será como antes, mas pode ser que ganhe um pouco do seu brilho. Só o tempo o dirá.

Classificação:
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  • Chuck, (2007–2013), NBC, Terminada.

chuck2Chuck nunca foi uma série genial, mas sempre me cativou pela sua simplicidade e pela forma como (quase) todos os episódios acabavam bem e nos deixavam com um sorriso na boca. Tal como já tive oportunidade de dizer numa das minhas primeiras crónicas aqui no Imagens Projectadas, as duas últimas temporadas já estavam um pouco desgastadas e desiludiram bastantes fãs, mas mesmo assim, agora que a série acabou, não deixaria de a aconselhar a alguém que nunca a tivesse visto.

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Friends: velhos amigos, novos amigos

Nunca escrevi uma crónica na minha vida. Devo dizer que quando aceitei o convite do António mergulhei de cabeça para este mundo do qual pouco conheço (o das crónicas). Mas embora desconheça o meu hipotético talento (ou falta dele) para estas andanças, decidi aceitar o desafio. Este é um novo ano e, como tal, sigo o lema “Yes to Life!!” da Liz Lemon (30 Rock, NBC). Não há ninguém que me compreenda melhor do que a Liz, devo dizer. A lengalenga da Liz continuava: “Yes to Love. Yes to staying in more”. O que ela diz é verdade. Embora eu já me tenha esforçado para tentar negar que não passo assim tanto tempo em casa. Mas quem eu quero enganar? De que outra forma eu alimentaria o bicho? Esse bicho de que falo, na realidade, até são três: o meu cão, a minha tartaruga e o bicho das séries.

Além de animais, querem melhor companhia que séries? (Haver há mas não vem agora para o caso.) É como ter novos amigos. Entra-se para um outro mundo, conhecem-se pessoas, vivemos as histórias (de amor ou de terror) e quando damos por nós, sentimo-nos parte do grupo, somos uma nova personagem naquele cenário. Gosto destas novas amizades, em tudo é possível.

Mas de vez em quando é bom voltar aos velhos amigos. Aqueles que te conhecem como ninguém. Aos que estiveram lá quando precisaste. Aqueles que riram e choraram contigo. Aqueles com quem discutiste mas tu sabes que não consegues viver sem eles. Sabes isto porque eles te compreendem e porque os melhores momentos acabam sempre por ganhar e os maus momentos esquecem-se. Senti isto com Friends.

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