Inutilidades Audiovisuais: 666 Park Avenue

A espera foi longa e os salgueiros deixam cair as suas folhas nos delicados passeios e jardins. É Outono, praia para trás das costas, mantas e lareiras a prepararem o regresso. Com este quadro crepitante nenhuma outra moldura poderia conjugar melhor que as nossas queridas séries televisivas. De A a B, todas elas estão prontas. Não é que já não estivessem nos meses de calor, mas agora, sobretudo agora, ficar sentado no sofá dá outro conforto.

De parte este início lírico e outonal, remeto-me para o assunto que me apraz com regularidade, a inutilidade audiovisual. Nestas problemáticas, tal como as estações sazonais, há sempre lixo que pede incessantemente pela reciclagem. Este mês, esse lixo chama-se “666 Park Avenue”, episódio piloto.

De terror não sou fã. Nunca fui de facto. No entanto, nunca reprimi qualquer oportunidade de fazer chegar bom terror audiovisual até mim. Não sou fã de American Horror Story mas reconheço engenho no produto, por exemplo. Pelo contrário, sou um fã incondicional de um filme chamado “Rosemary’s Baby” do Roman Polanski. É deste segundo título que começo a mim dissertação. 666 Park Avenue é uma história em quê os moradores de um condomínio residencial – espécie de prédio com serviço de quartos, recepcionista e mordomias -, de seu nome titular da série, fazem um pacto com o diabo, que curiosamente é o diretor desse mesmo condomínio. O drama começa quando um jovem casal, energético e empreendedor, ganha o lugar de “tarefeiros” lá do sítio, em troca de uma residência lá no prédio. Rosemary’s Baby é um filme em que uma mulher engravida do diabo.

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The Moodys Effect #13 – O que esperar quando não se espera nada da fall season?

Eis chegados a mais uma fall season e aqui começa digamos o segundo ciclo desta crónica que fez em Agosto um ano. Na tentativa de não repetir o mesmo esquema do ano passado mas não fugindo ao principal assunto deste mês vamos fazer uma breve passagem pelo que nos espera na fall season, sejam as séries novas sejam os regressos. A tv americana não anda pródiga em séries muito originais, as audiências, o mercado e mesmo a concorrência em várias plataformas dita que os modelos sejam muito mais repetitivos e o olhar rápido sobre a fall season é notória a tentativa de segurar o que ainda resta, mesmo que isso não traga mais ninguém à tv. Claro que é o cabo que acaba por ser quem tem as alternativas, mas mesmo assim não há grandes novidades nesta reentre.

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Fall Season 2012: O que esperar? (Miguel Bento)

Chegada a fall season renova-se a esperança de mais séries e o regresso de muitas outras, mas como nada é previsível por vezes saímos iludidos com o tanto que surge na tv americana. Se há muito a destacar? Há sempre! Mas com o tempo ficamos habituados a que muitas das expectativas saiam ao lado. Cabe por hoje falar de algumas delas sejam das novas temporadas e de algumas das novas séries.

Por agora admirem a legenda que é capaz de alegrar mais do que o que vem a seguir:

Verde – Altas mas sempre com os pés na terra

Azul – Médias medianas ainda vale a pena

Amarelas – Baixas mas o sol ainda brilha

Vermelho – Expectativas que deixam pouco para a imaginação

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Fall Season 2012: O que esperar? (Jorge Pontes)

Apesar das férias que o Imagens Projectadas aparentou ter, o António não esteve para meias medidas e encontrou-se a preparar algumas coisas interessantes para o caro leitor acompanhar nesta grande casa. O mbento fez questão de levantar o véu e o boss de iniciar mais uma rentrée cheia de surpresas.

Quanto às expectativas da próxima Fall Season, assumo, só hoje, as rédeas desta rubrica relembrando a divertida legenda:

Verde – Altas
Azul – Médias
Amarelas – Baixas
Vermelho – Expectativas do tamanho de uma formiga pequena

Comecemos, então, pelos dramas.

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Diálise Dominical #3 – Doctor Who, Renovações, Dragões em desespero, Estupiparvoíces e Sofia Vergara

Boa tarde minha gente tão bonita quanto o José Castelo Branco a ir ao cu de uma dada pessoa. Já viram o vídeo? Não? Então é porque não têm uma namorada que vos dá essas belezas artísticas. Prontos para mais uma dissecação da semana que passou? Não? Então respirem, vão comer morangos, e tragam o chantili. Não sujem o ecrã do PC por favor. Eu sei que se tornaria muito mais interessante se isto tivesse coberto de natas gelatinosas, mas não vale a pena deixarmos de ver as vossas figuras quando se esquecem de desligar a Web Cam.

Comecemos com séries britânicas. Esta semana foi marcada por Doctor Who. A série de (senhor, alteza real, magnificência das séries) Steve Moffat vai despedir-se de Rory e da (bonita) Amy nesta 7ª temporada (que já tem trailer), por alturas do natal (e com os Weeping Angels como companheiros do adeus), e a nova companheira do Doctor é…Jenna-Louise Coleman. Para quem não conhece, aqui se encontra 10 factos sobre ela. E, para dar as boas vindas a tal, os últimos dois Senhores do Tempo, Matt Smith e o senhor David Tennant falam sobre esta entrada. Quem não dará as boas vindas, nem aparecerá na série por agora, é Benedict Cumberbatch, que já tem Sherlock para se entreter.

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Os melhores do ano – Miguel Bento

Boas festas para todos e especialmente para a equipa do blog ao qual tenho a honra de participar. Este foi um ano de boa colheita de séries, tivemos uma melhoria substancial em relação a 2010, embora seja sem dúvida o cabo o rei da parada. Como forma de encerrar o ano faço aqui a minha breve retrospectiva sobre o melhor e o pior do ano, como é natural e dado que se trata de uma síntese algo poderá escapar o que não invalida que haja muito mais além do referido que mereça destaque, mas vamos a isso que o ano corre rápido e 2012 certamente fará novamente aumentar o número de séries que sigo. (onde vou eu arranjar tempo??) Saltemos então!

Os melhores do ano – Jorge Pontes

Olá aqui. Olá aí. Olá acolá. Olá acoli. Olá.

Estamos a concluir mais um ano. É mais uma jornada que finda e outra que começa. Mais 366 dias de novidades, de aulas, de trabalho, de praia, de séries, de filmes, de leitura, enfim, um número infinito de coisas. E o que nos resta no final? Fazer a lista das que se destacaram no ano transacto. Hoje o palco, gentilmente cedido pelo excelentíssimo António Guerra, é meu. Querem espreitar as minhas escolhas? Vamos embora.

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