Agora sim: Adeus, Sopranos.

Na minha anterior crónica, como parte da rubrica “Séries para o Verão” (nomeada para os TCN Blog Awards), escrevi sobre as séries que me propus ver: Sopranos e Seinfeld. Acontece que desde então, do mês de agosto, vi apenas uma delas, Sopranos, que terminei a semana passada. Há tanta coisa que se pode dizer de Sopranos e mesmo assim penso que não é o suficiente para descrever uma das melhores séries televisivas de todos os tempos.

sopranos

The Sopranos que esteve no ar entre 1999 e 2007, segue a vida de um chefe da Máfia, Tony Soprano enquanto ele lida com problemas na sua vida pessoal e profissional. James Gandolfini (que faleceu no passado mês de junho), interpreta o chefe da máfia italiana enraisada em Nova Jersey, nos EUA. Tony é uma personagem muito complexa, com um grande conflito interior que se divide entre ser um bom homem de família e a sua reputação e responsabilidades de ser um chefe da máfia. Tony é duro, sem escrúpulos e exigente, mas é também um homem tradicional, que quer garantir uma boa vida à sua mulher e aos seus filhos.

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Alfabeto das Séries: B

Mais um post, mais uma letra, desta vez o B. Nesta rubrica baptizada de Alfabeto das Séries, procuro aprender um pouco mais sobre séries que não conheço e dar a conhecer novas séries aos leitores do Imagens Projectadas. Vamos então a isso e espero que gostem!

  • Breaking Bad, (2008–2013), AMC, Terminada.

breaking bad

Breaking Bad sempre foi uma óptima série, mas quando estava a caminhar para o fim, a sua popularidade aumentou de uma forma estrondosa. Mas mereceu toda a atenção que recebeu. Quem a conhece, sabe de que obra de arte é que estou a falar; quem não a conhece provavelmente viveu debaixo de uma rocha nos últimos anos. E para essas pessoas, posso dizer que a série introduz-nos um professor de Química diagnosticado com cancro do pulmão e que acaba por começar a produzir metanfetaminas com um antigo aluno de forma a deixar dinheiro para a sua família. Só que a série é muito mais do que isso. É a viagem de uma vida.

Classificação:
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  • Big Bang Theory, The, (2007– ), CBS, Em exibição.

big bang theory

The Big Bang Theory é uma comédia bastante popular da CBS. Quando a série estreou, apresentou-nos dois físicos brilhantes e como a sua vida social (que era constrangedoramente inexistente) mudou quando uma rapariga gira se mudou para o apartamento em frente. Actualmente, tenho a impressão que é uma série sobre um grupo de pessoas minimamente suportáveis que lidam com um indivíduo com óbvios problemas mentais. Mesmo que já não simpatize tanto com o fan favorite Sheldon, continuo a ver a série porque é engraçada e serve o seu propósito de fazer rir, mas não é nada de especial, quando comparada a outras comédias.

Classificação:
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Camões Lunático #9 – Biscoitos ou castanhas?

Por esta altura do ano, a dois meses do fim de 2013, o Camões já mais do que endoideceu. Sem falar no fantástico que é o Orçamento do Estado para 2014, e ficando pela área da literatura televisiva, o nosso Camões já navegou por entre tempestades de comboios que descarrilam até respostas super acertadas na nova edição do tradicional Quem Quer Ser Milionário, desta vez com uma boca alargada, digo com a Manuela Moura Guedes.

Em vez de vir aqui escrever sobre séries, o Camões desta edição quer falar sobre outras coisas. Podemos começar pela Dra. Manuela Moura Guedes – se é Doutora ou não, não sei, mas com o conhecimento que já demonstrou no programa, merece mais do que uma mera equivalência – e com o programa para o qual foi convidada enquanto apresentadora. Seria de esperar que alguém com o QI daquela senhora fosse convidada para estar do outro lado, ou seja, do lado do concorrente. Afinal de contas, quem é que nunca deu umas boas gargalhadas à custa das respostas completamente erradas à custa de uns anormais desconhecidos? Se vocês ainda não tiveram esse belo prazer, eu dou-vos a última: o Voldemort foi um dos piores vilões que o James Bond teve de enfrentar (ouvido no programa do dia 17/10).

Mas, voltando à Dra. Manela (não é erro), vamos falar sobre o “Dezembro frio” e o “calor no estilo”: o amigo Camões adorou. Foi uma daquelas gralhas que, para além de ter passado por baixo do nariz de todas as pessoas da produção, ainda passou pela Dra. Manela como sendo o melhor provérbio de todos os tempos. Mas não, ela ainda tinha de vir para o Facebook defender-se a dizer que “há pelo menos 10 fontes” que sustentam a existência dos dois provérbios. Não quero bater mais na desbocada, digo ceguinha, porque o Camões já me está a dizer para não o fazer.

Vamos, então, às séries e deixemos as pieguices de parte, porque o nosso PM não gosta que os portugueses sejam piegas.

Chegámos ao não-tão-Outono-mas-também-ainda-não-é-Inverno e com ele chegaram as minhas séries que me deixam mais quentinho – claro que ao útil junta-se o agradável que é o cházinho e os biscoitos. Começo por falar de Scandal, que já vai na terceira temporada, e que continua a prometer dar que falar. Em grande parte porque a Kerry Washington está a esmerar.se no papel que tem. Às vezes demasiado, mas na maior parte das vezes interpreta o papel de uma mulher com tomates como as que não há por aí. Já Revenge, que vai na mesma onda, está a perder completamente a força. Está a virar-se cada vez mais para o drama em vez de se centrar na acção que teve nos primeiros episódios. Não quero dizer que é uma nova novela americana, mas já estive mais longe de deixar de a seguir…e basicamente é isto que ando a ver. Intercalado com os episódios de Perception e de Franklin and Bash que não tive tempo de ver no verão, ao mesmo tempo que tento acabar de ver a quarta e última temporada de Arrested Development.

Portanto, voltando ao Camões, ultimamente não tem sido muito bom para ele. As séries estão paradas, as que se mexem não valem quase nada e a para as boas ainda falta atravessarmos um natal e uma passagem de ano. Mas pelo menos ainda temos castanhas. Até à próxima!

A sério … o que ver e não ver na fall season

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Bem vindos de volta nesta fall season onde tudo parece bonito mas na realidade não é. Esta vai ser a minha nova rubrica aqui no blog com um nome originalíssimo de ‘A Sério…’ seguirá o esquema habitual de dizer mal de tudo portanto podemos passar ao que interessa. Este ano tal como os últimos não prometia realmente nada de extraordinário e com a crescente força que tem ganho o cabo os investimentos nas redes principais de televisão americana tendem a procurar pequenos confortos, reciclar ideias, agarrar grandes caras e tudo o mais que lhe possa garantir a tão almejada fatia dos 18-49 para fazer entrar o dinheiro. Há algumas séries que vale a pena espreitar outras nem tanto, o cabo como sempre tende a ser mais comedido nesta altura do ano optando por usar outros períodos para lançar grandes trunfos, mas mesmo assim é a habitual lufada de ar fresco.

A Fox foi o canal que menos séries lançou este ano pelo menos até ao momento e o destaque como é óbvio vai para Sleepy Hollow. A série começou bem, apresentou uma história fantástica e tirando alguma narrativa mais incoerente rapidamente se fixou como um dos sucesso da temporada vendo a sua renovação ao fim de três episódios. O facto de estar pensada para somente 13 episódios ajudou a consolidar o caminho e portanto não é definitivamente uma série a perder de vista, sobretudo para quem gosta do sobrenatural. Por outro lado Dads teve um dos piores pilotos que vi este ano, cheio de frases feitas, clichés familiares cheios de más vibrações, o uso abusivo de piadas racistas e ofensivas. Tudo o que de mau se pode esperar de uma comédia familiar. Brooklyn 9-9 foi uma pequena surpresa mas apesar de ter mantido um nível cómico aceitável ainda está a construir o seu caminho e acredito que vá melhorar.

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Series-Gazing XXIII: Rescaldo da Fall Season 2013

Todo o adicto fervoroso de séries sabe o que é e vive intensamente esta grande época, tal qual como se fosse uma época de caça. É uma altura do ano em que uma cascata de pilotos parece cair numa pasta do nosso computador e como que se multiplica, dia após dia, com novas estreias, regressos e até finais de temporadas ou séries que nos deixam sem qualquer palavra.

Breaking Bad

Estava esta Fall Season ainda a começar e já “Breaking Bad” findava com um episódio perfeito que fez jus aos 5 anos intensos que a série viveu. Terminou no tempo certo, com a história certa e vai, com certeza, ser relembrada de uma forma bastante positiva. No reverso da medalha, temos “Dexter” que não terminou da melhor forma e parece que a Showtime teve mão nisso.

E enquanto os ícones da televisão fechavam as suas portas, outras histórias procuram ter o seu peso na guerra que é a televisão americana. E este ano, parece que as comédias não estão a ser muito constantes em termos de qualidade ao passo que os dramas estão a ganhar, ao que parece, algum terreno e alguns novos espectadores – “The Blacklist” tem feito algo para a NBC que não via há já algum tempo: ganhar um timeslot e com uma boa margem de rating face à concorrência. Quem ainda não aprendeu a lição foi a ABC que teima em programar às quintas, às 8h, e não consegue… É muito difícil perceber que “The Big Bang Theory” coloca as massas todas na CBS às 8h?

The Crazy Ones

Quanto ao resto, o meu escape de séries tem sido essencialmente pilotos e nada mais. Tenho uma série de séries para ver e o tempo não estica. Nem mesmo em Espanha! Para recuperar, encontra-se na lista “Haven” que terminou de forma excelente o seu terceiro ano; “Modern Family” que já soube que mudou de genérico mas mantém a irreverência e a loucura; “American Horror Story: Coven” que parece que está bem melhor que os dois anos que passaram; “The Crazy Ones”, a minha nova comédia favorita; e, claro, “Marvel Agents of S.H.I.E.L.D.” que também ganhou lugar especial. A ver se as temporadas, este ano, surpreendem o público – estou a falar contigo, “Once Upon a Time”, que também estás na minha lista – até porque precisamos de mais criatividade, mais factor “wow”, mais qualquer coisa que nos mantenha agarrados. O que foi novidade não pode deixar de o ser, senão, da mesma maneira que o espectador se interessa, assim ele parte para outra. A ver vamos o que nos espera este ano, pois ainda é cedo para dizer qualquer coisa. Deixemos as séries crescer e depois, ou paninhos quentes ou uma bela machadada.

Alfabeto das Séries: A

Tal como prometido, aqui estou eu de volta com uma nova rubrica. Com o Alfabeto das Séries, pretendo percorrer todas as letras e falar um pouco das séries mais relevantes (não só das séries que vi por completo, mas também daquelas que nunca vi sequer um episódio). Assim, procuro aprender um pouco mais sobre séries que não conheço e dar a conhecer novas séries aos leitores do Imagens Projectadas. Nesta que é a primeira edição, falarei obviamente das séries começadas pela letra A.

  • Arrow (2012– ), The CW, Em exibição.

ARROW

Arrow, actualmente na sua segunda temporada, é a adaptação televisiva da banda desenhada Green Arrow, da DC Comics. Conta a história de Oliver Queen, um jovem playboy milionário que naufraga ao largo de uma ilha aparentemente deserta e volta a casa cinco anos depois… mudado. Apesar das minhas incertezas, a primeira temporada esteve bem, com os seus altos e baixos, mas é boa de ver. Tem muita acção e muitas cenas de luta, mas por outro lado também tem muitos jovens bonitinhos (mas que não é surpresa para quem conhece as séries do CW) e uma narrativa um pouco novelizada.

Classificação:
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  • Arrested Development (2003–2006, 2013– ), Fox/Netflix, Parada.

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Arrested Development dispensa apresentações. Quem a viu sabe que é facilmente uma das melhores comédias alguma vez criadas e quem não a viu está mais que a tempo para entrar no mundo destas personagens. Depois de ser cancelada e ser reanimada pela Netflix anos depois, Arrested Development teve bastante mais visibilidade e uma continuação da quarta temporada está definitivamente em cima da mesa.

Classificação:
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