Series-Gazing XIII

De entre as muitas séries que passam pelo meu computador, há duas que teimam em não dizer adeus aos meus favoritos: Nikita e The Vampire Diaries. Sei que são ambas da CW, sei que uma é excelente e a outra podia ser descartada e sei, também, que não devia dizer que gosto de ver os vampiros… Mas sabendo tudo isto, eu continuo a ver e a adorar e a voltar, todos os Outonos, e a dar em louco com mais um Original que mata a sangue frio ou uma bombinha que faz um grande boom.

Nikita estreou há dois anos com o rótulo de remake do remake. Ela própria é um remake de um remake de um filme de nome “La Femme Nikita” e se, na primeira temporada, a série mostrou-nos um estilo completamente diferente daquele que a CW, todos os dias, nos apresenta, a segunda temporada voltou ainda mais explosiva que a anterior e com um objectivo e uma linha narrativa bastante segura e que me levou aos berros em alguns episódios.

Nikita pode ter muito Maggie Q em trajes menores, corridas em sapato alto ou pontapés fortíssimos que deixam o inimigo no chão mas, o que mais interessa na série, é que durante 40 minutos (e em 720p), Nikita leva-nos pelo mundo da política da estratégia como se tudo fosse um jogo de xadrez. E apesar de tudo, a série entretém e cumpre aquilo a que se tinha proposto desde a sua estreia: ser diferente e causar uma marca nas séries de acção que tanto teimam em não aparecer senão mascaradas por procedurals.

Já The Vampire Diaries, num extremo oposto ao de Nikita, tem muitos vampiros e lobisomens e híbridos e pode até ter muito mel entre Elena e os irmãos Salvatore mas, tal como Nikita, a série ganha a nível de história. Diaries consegue ser drama, consegue ser procedural, consegue ser mind-blowing e, ainda assim, tem pano para mangas para mais uma mão cheia de temporadas. Tudo aquilo que vimos até ao final da terceira temporada está maravilhosamente bem criado e bem feito tanto que se ocorre algo de importante, uma série de eventos em cadeia se sucede e o espectador fica “perdido” com a loucura e a rapidez e a forma como tudo se passa. Não posso dizer que Diaries é um dos melhores dramas que se encontra em exibição mas posso garantir que tudo aquilo que já se passou é uma bela aventura de se acompanhar.

The CW é, de facto, um canal que peca pelas suas escolhas. O leitor não poderá negar que o “fenómeno” Gossip Girl já acabou há muito e que o remake de 90210 já deu tudo o que tinha a dar. Mas, de uma névoa tão negra que cobre o canal, Nikita e The Vampire Diaries renascem como os dois melhores dramas que este tem e os seus melhores trunfos porque não há canal capaz de se aventurar em duas histórias que podem parecer vazias mas que ainda tem muito para dar e cuja qualidade não deveria ser questionada.

Uma série não é feita só pelos actores e actrizes ou pelas audiências. É feita, também, pela história que, a todas as semanas, é capaz de apaixonar, de fazer sofrer ou até de maravilhar o espectador. Diaries e Nikita distinguem-se e não são todas as séries que o fazem.

Series-Gazing XII

Não fosse eu um viciado (assumido) em séries, descobri este fim-de-semana as Original SoundTracks de Fringe e de Game of Thrones, com uma pequenina ajuda do António. O que é certo é que ainda não parei de as ouvir, especialmente a de Fringe, e pareço estar parado no segmento bónus que figura no episódio 2×19, “Brown Betty”.

Se há série que adore, apesar dos seus erros, é Fringe. Por mais que tente inovar, por mais que me tente iludir ou enganar, não consigo esperar pelo episódio seguinte porque, no fundo, quero ver até onde isto chega e a curiosidade é imensa. E estando a notícia da sua renovação cada vez mais perto, começo já a sentir aquela pequena nostalgia de que uma outrora grande série vai dizer adeus e não vai estar aqui, no meu computador, todas as semanas para a ver e consumir e analisar e maravilhar. É uma pena, mas tem de ser assim. Antes com uma quinta temporada que com uma quarta mal resolvida.

Passando um pouco os olhos, de novo, sobre as OST, a de Fringe conta com uma belíssima orquestra que dá vida às músicas tão características que polvilham os já quase 88 episódios. E não escondo, mais uma vez, a nostalgia quando oiço as cordas, que quase aparentam estar a chorar, em músicas mais lentas e mais introspectivas.

Por outro lado, se em Fringe as músicas têm, muitas vezes, uma carga muito densa de introspecção, as de Game of Thrones são o oposto. De facto, estas últimas mostram algo feroz, algo, que está à nossa frente, pronto a trucidar-nos de tal intensidade que têm.

Ambas as OST possuem características muito interessantes porque, de facto, ao ouvirmos as músicas parece que certas imagens dos episódios passam de relance e revivemos tudo aquilo que outrora experienciámos de uma maneira diferente.

Uma série não é só feita de personagens e de história. Como tenho tentado dizer ao longo desta edição, que é diferente de todas as outras, é que a música suporta muito o peso das cenas e o dramatismo que se vive e, sem ela, as séries seriam algo vazio como que estrelas no céu sem brilho. E posso dizer que se Fringe e Game of Thrones já eram as minhas favoritas, com as OST, a minha opinião sobre elas ficou ainda mais cimentada.

Series-Gazing XI

A dois dias do regresso de Fringe, não posso esconder o meu encantamento sobre a série. Por mais paradoxos que tenha arranjado, por mais meloso que seja o amor entre Olivia e Peter, por mais incongruentes que, por vezes, algumas explicações e episódios dedicados a personagens (por exemplo, o de Astrid), Fringe sempre arranjou uma maneira de me fazer feliz, de me deixar contente com aquilo que mostra todos os sábados de manhã, quando me coloco bem quentinho na cama, a ver os novos 45 minutos e passear por entre a ficção científica e todas as infinitas hipóteses de casos estranhos, de explicações científicas, de momentos bizarros.

Numa outra vertente, aparecem-me duas comédias muito diferentes entre si mas igualmente interessantes: 2 Broke Girls e Parks and Recreation.

Note to myself: Não esquecer de pedir ao António Guerra de me trucidar por ainda não ter pegado em Community nem em Justified.

A primeira, acabada de nascer na CBS, é, sem dúvida, um guilty pleasure. O leitor que está atento às minhas palavras poderá concordar comigo quando refiro que 2 Broke Girls promete ser uma versão feminina de Two and a Half Men… só que na comédia das meninas bonitas não temos um puto que, depois de 9 temporadas, já não tem um papel decente e muito menos cómico. E muito embora as histórias que nos são apresentadas em cada episódio sejam recheadas de clichés e de pequenas coisas que nos fazem dizer “Onde raio é que já vi isto?!” eu acabo sempre por voltar a espreitar o novo episódio. E não sendo eu sadomasoquista nem nada do que se pareça, 2 Broke Girls coloca-se numa posição invejada por muitos: colocar, no mesmo espaço, duas raparigas giras que, uma ou outra vez, dizem umas piadas taradas que ajudam a cativar a audiência e, lá pelo meio, tenho um lead-in interessante (aka HIMYM) que as ajuda a crescer e a vingar no horário de segunda.

E se de um lado temos 2 Broke Girls, no extremo oposto temos Parks and Recreation que, fazendo jus ao seu nome, se coloca na frente de todas as comédias e destaca-se como sendo a melhor. A melhor, em todos os sentidos. Personagens com um je ne sais quoi que mantém o espectador interessado desde o primeiro minuto, histórias que o espectador nunca pensaria e que, tendo melhor ou o pior resolução, acabam sempre por satisfazer e, por último, uma Amy Poehler que juntamente com o argumento e a evolução da história concedem a dignificação que acima referi. Simplesmente vejam a série. Não se arrependem.

E, por último mas não menos importante, surge The River que, com uma temporada muito pequena de 8 episódios terminou a sua aventura ontem à noite na ABC. Certamente será cancelada mas não poderei dizer que não foi um produto interessante de se acompanhar. Nunca fui muito fã de terror mas sou acusado de pisar o risco e acabo por me lixar… No entanto, no fim, a sensação é sempre boa e por mais saltos ou gritos que dê, geralmente, fico pouco desiludido com o terror (talvez por ter baixas expectativas). The River podia ter sido mais competente mas, no fim, o saldo é positivo: uma história razoavelmente interessante que nos leva até ao fim do episódio e saber o que realmente se passa ali, personagens que podiam ser melhor construídas mas as que interessam realmente seguram a série e um arco que, por mais cliché que possa parecer, é praticamente impossível não querer saber como tudo acabará.

Das séries que vos falei na edição de hoje, só uma está garantida na próxima Fall Season: 2 Broke Girls. O meu desejo continua a ser o mesmo: renovação de Fringe para uma temporada final de 13 episódios, renovação de Parks para uma temporada de 16 episódios e, embora me custe por causa do cliffhanger, o cancelamento de The River. Estamos muito perto de saber os veredictos. Quem sairá renovado? E cancelado? É só esperar mais uns dias, sentado, e depois aí falaremos melhor. Até lá, especulemos.

Series-Gazing X

Mais que um vício, ver séries tornou-se numa das melhores coisas que faço no meu dia-a-dia, não deixando de parte, claramente, todo aquele mundo maravilhoso que se esconde lá fora no meio da multidão corrupta e na rotina dos afazeres que (quase) nada contribuem para a felicidade última que ousamos atingir.

Se há citação que não consigo parar de pensar, dita por uma amiga minha há tempo atrás, ver séries é viver a vida de alguém. Viver uma vida que, em qualquer parte da nossa existência, sonhámos atingir. Viver uma vida que é, claramente, melhor que a nossa. E, de facto, várias outras citações têm surgido na minha vida sobre este incontornável (e, por vezes, incontrolável) vício de ver qualquer coisa para me abstrair da sociedade.

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Series-Gazing IX

Com uma enorme tristeza, acolho o caro leitor nesta nona e última edição do Series-Gazing de 2011. Mas esta minha tristeza tem duas fontes: a primeira e mais óbvia, é o facto de 2011 já estar a dizer “adeus” e muitas das aventuras já começam a ficar bem longe no passado; a segunda, a menos óbvia, prende-se ao facto de um dos melhores dramas da actualidade ter assinado a sua “demissão” da televisão há dias atrás.

Se o leitor me acompanha regularmente aqui no IP e na outra casa, o Laboratório, o caro sabe que eu nutro uma paixão incontrolável por uma série canadiana chamada Being Erica, uma série que se centra em torno de uma mulher de 32 anos que se vê chegar a um ponto da vida onde nada mais faz sentido e que lhe é oferecida a oportunidade de entrar numa terapia que mudará a sua vida em todos os aspectos.

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Series-Gazing VIII

O mundo das séries é já tão vasto quanto o nosso Mundo. Rodeados das mais diversas  pessoas com as mais diversas personalidades, não somos (nem seremos) alguém se não tivermos um tipo de apoio especial que só os outros nos sabem (e nos podem) dar.

E claro, todos nós já passámos pela fase onde éramos felizes (superficialmente) porque tínhamos imensos amigos (ou conhecidos ou outro vocábulo que o caro leitor queira dar a esta fase) – uma espécie de Idade de Ouro da nossa adolescência.

Para o espectador assíduo destes produtos televisivos – as séries – seja através de downloads seja através da televisão, o espectador teve, indubitavelmente, uma Idade de Ouro própria. Mas eu não me refiro à Idade onde The Sopranos, The Wire, Lost ou Six Feet Under reinavam e que o caro leitor era (e ainda continua a ser) fã acérrimo.

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Series-Gazing VII

Talvez o caríssimo leitor não seja como eu quando assiste a uma série que centra a sua acção nos anos 60. Talvez o caríssimo leitor até veja essa mesma série com uma outra vontade ou espírito que não o meu. Mas o que é certo é que, sempre oiço aquela melodia de Jazz ou mesmo até o guarda-roupa do primeiro minuto do episódio me fazem vibrar.

É desta forma menos convencional que começo a sétima edição do Series-Gazing. E hoje, claramente, o meu foco estará sobre as (novas) séries que esta Fall Season e sobre uma outra que tem andado desaparecida e cujo delírio do Guerra é enorme. Mas vamos por partes, sim?

Bem, quando o Verão começou (não se avizinha nenhuma história de amor!) as promos às novas séries do Outono começavam a aparecer e, de entre toda a diversidade, destacaram-se duas: Pan Am e The Playboy Club.

A primeira vem da ABC e, com ela, uma história sobre as hospedeiras de bordo dos anos 60 e todos os seus sonhos de ver o mundo. Aliás, a vida para estas meninas/senhoras devia ser algo maravilhoso pois andar de avião e parar 2/3 dias na cidade-destino e aproveitar para a explorar era, provavelmente, algo que preenchesse o coração da pessoa mais viajada. E, reflectindo um pouco da introdução, Pan Am deia-me maravilhado não só pelas belas actrizes que compõem o elenco mas pela espectacularidade da época retratada não só em termos vivencionais como a nível da sociedade que se vÊ, claramente, como sendo uma sociedade machista onde o cargo maior das mulheres era ser ou donas de casa ou estas belas senhoras. Mas atenção que, esta profissão era até uma certa idade (salvo erro, 32/33 anos) e com certos pesos e alturas definidas; algo, portanto, muito finório.

Já The Playboy Club, que poderia aqui dizer que gosto da série pelas coelhinhas, é algo irreverente e que eu nunca havia pensado que desse uma história. Talvez a produção não se preocupe tanto com a caracterização do espaço à lá anos 60 ou mesmo o guarda-roupa não pode ser tão cuidado quanto o de Mad Men mas a história, que podia ser melhor, deixa-me bastante entretido. E como se não bastasse, temos as actuações da espectacular Laura Benanti e de outras (várias) cantoras (até afro-americanas!) que marcavam presença nestes bares com as suas vozes maravilhosas e músicas bastante sensuais.

Na mesma linha e num patamar mais superior temos, por último, Mad Men, “a” série dos anos 60. Há quatro anos no ar, a série tem maravilhado toda a legião de fãs por esse mundo fora e eu admito que, tendo visto até ao final da segunda temporada, já perdi imenso! Terei de rever tudo desde o início e preparar-me, à séria, para a quinta temporada.

Em jeito de conclusão, os anos 60 sejam eles bem ou menos bem retratados, a sua presença nas séries deixa-me maravilhado porque com eles, há aquela música Jazz ou aqueles solos em The Playboy Club onde não é possível ficar sentado a ouvir. Todo este mundo, que ainda tem muito que se lhe diga, deixa-me com uma vontade de construir uma máquina do tempo e viver um pouco destes loucos anos…

Infelizmente, não estou num mundo Fringe onde uma máquina se encontra escondida em várias partes do Mundo, as quais precisam de ser descobertas e montadas… Era uma complicação. Mas eu prometo que daqui a alguns anos, a máquina ficará construída e poderei, assim o espero, viajar até esta ép… … … … (despertador toca) e sigo para mais um dia na universidade…

Series-Gazing VI

Podia chatear-vos, mais uma vez, com as minhas escolhas de Verão. Também poderia dizer que ainda não vi o Summer Finale de White Collar, continuo na minha odisseia pela 13ªtemporada de Big Brother e que Breaking Bad e True Blood se revelaram muito bons nas linhas narrativas que têm mostrado nos episódios das correntes temporadas. Também vos poderia chatear com esta ou aquela reclamação sobre o facto de o Verão nos generalistas estar polvilhado de realities. Também vos poderia aqui dizer que está a ser um Verão fantástico. Também vos podia dizer que está calor.

Tanta coisa que não faria sentido em pleno Agosto.

Portanto, hoje, vou falar-vos de documetários. Sim, lá no fundo não são séries mas, também lá no fundo, têm um conjunto de episódios que compõem uma temporada e têm pessoas reais a contar situações reais sobre o mundo real. Isto deixa a vossa cabeça confusa? Eu explico.

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Series-Gazing V

Se é verdade que o Verão é uma altua de “vacas magras” no que toca a séries e se é verdade que, o Verão, é uma excelente época para quem quer actualizar alguns produtos que deixou passar, também é verdade que as séries que os canais nos mostram do outro lado do atlântico durante esta época são construídas segundo um molde completamente diferente daquele que estamos habituados a ver na Fall e na Mid-Season.

Com um leque de séries com uma história mais soft, com personagens mais “relaxadas” a nível da sua história e, mais ainda, com uma linha narrativa que não pede muito espectador numa altura em que só se pensa em praia e férias, a Summer Season é uma espécie de transição e, noutro patamar, uma preparação para o boom que se dá quando chegados a Setembro.

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Series-Gazing IV

Depois de uma semana bastante intensa lá para os lados da América, o Series-Gazing volta com a sua quarta edição para avaliar, de uma forma bastante simplista, quem estará de regresso na próxima temporada e algumas das estreias que marcarão o próximo Outono. Preparados para mais uma viagem? Vamos lá, então.

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