Doctor Who – 3rd Season

[Atchim…ou melhor: Spoilers. O atchim foi do pó…já devia ter escrito isto há um tempinho valente. E já se sabe como a alergia é tramada] Eu sei que, em certa parte, me volto a repetir quando falo em Doctor Who. A série tem um sempre a mesma base e, sendo assim, as estruturas variam, mas sempre “inclinadas” para o mesmo sítio. Mas vamos repetir. Pois, quanto mais se repete, mais vocês ficam convencidos, se já não estão. Se uma mentira que, repetida até à exaustão, se torna verdade então uma verdade, repetida umas quantas vezes, fica ainda mais verdadeira. E é isso que sinto também a ver Doctor Who: que a série é cada vez “mais boa”. Melhor não, porque já é muito difícil o ser. Mas tomo uma consciência de como esse “melhor” fica expresso. E é nesta terceira temporada que, claramente, consigo ver a série a dar mais um passo em frente. Um passo para Buzz Lightyear com a sua deixa: “To infinity and beyond…”.

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Better off Ted – 2nd Season

As ostras são um ser vivo fantástico. Um pouco habituais por fora guardam pequenas grandes relíquias dentro destas, construídas aos poucos e poucos. As pérolas nascem do trabalho de pequenos animais que, mesmo não sabendo, transportam parte do mundo dentro do seu mundo. Aquelas conchas transportam aquele “ser” presumivelmente brilhante mas não sabem que para nós, seres humanos, aquilo que trazem protegido tem uma importância talvez exagerada. Mas a vida também é feita de exageros, por isso…

Better off Ted foi, para mim, uma ostra. Daquelas que apanho poucas vezes, que surgem por vezes nas curvas dos corais da vida, banhados pelo mar calmo. A série estava rodeada por uma concha feia, daquelas que a primeira vista não chamam à atenção num mar que tem luzes que tapam a vista humana. Primeiro porque tinha uma concha onde, desculpem as pessoas, não reconhecia nenhum nome que me chamasse à atenção. Depois porque chegou-me aos ouvidos como uma comédia um pouco non-sense, com características únicas e, por isso, um pouco duvidosas. Depois porque era da ABC, que não tinha grande património no que toca a comédias. Se isto tudo não bastasse, pois já bastava, os primeiros episódios demonstravam, apesar de, como depois fui a confirmar, não mostrarem; que o melhor de Ted não era grande coisa. A ostra ficou ali, no meio do mar de séries que já vinha. Até que, um certo dia, ouve uma bússola que apontou na direcção.

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Doctor Who – 2nd Season

[Spoilers…não queriam mais nada. Agora apetece-me comentar com spoilers…] Isto de escrever reviews é algo complicado. Principalmente para alguém como eu, que gosta de fazer uma introdução toda pomposa para começar estas. Assim sendo, e hoje como estou um bocado de mau humor (não estou nada…é uma desculpa esfarrapada) vou começar logo a comentar a série. Para ver como sabe. Então vamos lá…

Nesta segunda temporada Doctor Who consegue mudar de actor principal. Christopher Eccleston abriu as hostilidades, mas este segundo ano ficou reservado para David Tennant. Para quem não veja DW deve pensar “WTF? Como isso é possível?”. Mas a série responde de uma forma natural, pois estamos num mundo de conto de fadas: é possível porque Doctor é um Time Lord (para que traduzir quando a expressão é tão bonita?). E os Time Lords conseguem. Ponto final. Tal como as galinhas põem ovos, os Time Lords rejuvenescem. Tomara metade de Portugal que por aí anda conseguir…a Lili Caneças, ao ver isto, deve ficar maluca. “Também quero, também quero” deve pensar ela. Mas deixemos a Lili consigo…voltemos as viagens temporais. Então, com a introdução do David a série ganha algo que Christopher não conseguia dar: ser mais divertida. DW tem um público vasto e umas pitadas de comédia haviam faltado à série. Assim sendo, e com o David no comando, com uma escrita muito mais subtil e cheio de mensagens subliminares, a série consegue atingir um novo nível de diversão.

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Notas da Semana – Summer Season 6

Antes de mais nada pedir desculpa do atraso. Devido aos exames não foi possível, primeiro, colocar a tabela no sábado anterior. Para além disso o número de episódios vistos até lá não eram elevados. E, sem mais demoras, aqui fica a tabela, cada vez mais longa, e as pequenas análises aos episódios. Desta vez são bastantes pequenas análises. Espero que gostem.

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Doctor Who – 1st Season

[Muito pequenos spoilers…pequeníssimos, para dizer a verdade] Quem já não sonhou com um mundo de castelos e dragões? Acho que ninguém pode dizer que não pois, de dragões todos os sonhos têm um pouco e, para haver dragão, tem de haver castelo para conquistar. Doctor Who é, no fundo, um sonho de castelo e dragões. O castelo é a TARDIS, máquina viajante que protege o mundo, ou os mundos. De dragões tem um trilhão deles, desde homens gatos, máquinas terroríficas ou até o último ser humano existente. E, claro, existe o cavaleiro e a princesa guerreira. O cavaleiro que conhece mundos de que ninguém houve, a princesa guerreira que descobre esses mundos, sempre fascinada pela aventura. Doctor Who é, no fundo, uma história infantil futurista e um pouco mais adulta. Mas, já se sabe, toda a gente gosta de ouvir o “Era uma vez…” de vez em quando. Nem que seja para revisitar sonhos de dragões e castelos.

Doctor Who é, primeiramente, uma série sem nexo. É, no fundo, uma série estúpida. Vemos, na série, impossibilidades para a nossa ciência e sem lógica nenhuma. Assim sendo, e vendo deste prisma, Doctor Who não tinha nada que torna-se uma série brilhante. Mas a série consegue, quase por magia, transformar-se na luz que abre todas as portas ao Doctor e a Rose. Pois, para a série, a física é algo que não existe. A ciência é metida a um canto, arrumada para, quando for preciso, ir-se buscar um bocadinho, uns pauzinhos. Se alguém vai para Doctor com o pensamento de ver os erros físicos, eles são gritantes. É uma mina que nem é preciso escavar para encontrar o ouro. E, é neste exagero, que a série consegue arranjar consistência. Pois, despreocupando-se com as leis da natureza, consegue que a base que a suporta seja unicamente as narrativas, o mundo impossível, e não o mundo terreno. Doctor Who encontra no sonho, talvez a menos palpável realidade humana, a base sólida para construir a série.

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Big Love – 3rd Season

God Only Knows What I’d Be Without You

[SPOILERS…mas podem ler até ao final do segundo parágrafo, que está sem eles. E prometo uns sorrisos] O ditado popular já nos diz: quem tudo quer, tudo perde. Ou até que mais vale um pássaro na mão que dois a voar, apesar de os passarinhos a voar até é giro. Se forem 3 pássaros e uma águia fica mesmo giro. Até que aquilo começa a cagar em tudo o que se mexe. Aí é que está o problema.

Big Love teve, durante as duas temporadas aqui já comentadas, uma preocupação: dar-nos um olhar diferente sobre a poligamia, algo que, penso eu dentro da minha mente, pouca gente tem uma relação próxima. E não falo daquela rapaziada que namora com 3 em seguida, seja rapariga ou rapaz. Desses acho que todos conhecemos um, nem que seja por histórias contadas por outra malta. Continuando, Big Love tentou dar uma consistência à vida não em parceiro, mas trioceiro ou uma palavra mais engraçada. Após duas temporadas em que esta vida foi conciliada, com arcos misturados, mas nunca sendo a base da temporada, esta era a temporada de dar o salto. Os pássaros cresceram, a ninhada também. Assim, chegava ao momento da verdade: teríamos de ir tomar banho após uma chuva desnecessária ou os carros ficariam limpos e poderíamos circular neles até bom porto.

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White Collar – 1st Season

Já diz o ditado: quem não tem cão caça com gato. E claro que gato escaldado de água fria tem medo…por isso é melhor não caçar com gato em água fria. Não sabem nadar.

Assim se podia apresentar a série que eu tento comentar. “Como?” – perguntam vocês. Sim, assim mesmo. Neal Caffrey é o gato a tentar aprender a nadar. Após um tempo na prisão, devido as suas acções ilícitas, como forjar obras de arte, qualquer que seja a arte, o nosso chapeleiro consegue sair. O amor é algo forte, e uma gata cá fora espera. Kate, a eterna amada, encontra-se em perigo. Cavalheiro de requinte sai da prisão da vida para ir salvar a sua princesa. O pior é que o gato Neal tem um cão chamado Peter.

Peter é o agente do FBI que consegui enclausurar o dito falsificador. É o antípoda de Neal. Mas nota naquela fuga uma brecha no muro existente entre policias e ladrões. O gato e o cão juntam-se, cada um com os seus métodos, mas no fundo a junção dos antípodas que torna o mundo certo. A junção de duas personagens tão díspares torna a série divertida, conseguem prender-nos logo. É uma dupla boa, apesar de não ter o carisma da tripla de Burn Notice.

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