Sobre Filipa Silva

Comecei esta aventura de escrever já a alguns aninhos atrás ainda no antigo Portal de Séries e a verdade é que o que inicialmente era visto como um pequeno hobbie foi ganhando o seu lugar próprio. A primeira série que tive o privilégio de seguir religiosamente foi MacGyver, e a partir daí muitas outras se seguiram. Para além de MacGyver, séries como Friday Night Lights, Lost, Prison Break e Chuck fazem parte do meu baú de recordações. Atualmente e devido a alguma falta de tempo são poucas as séries que tenho o privilégio de seguir, mas a eterna Grey’s, TVD, OUAT fazem parte das escolhas. Para além das séries e da escrita outra das minhas paixões é o desporto e viajar.

Roleta Russa: O anúncio de uma morte antecipada

lastresortDas coisas que mais me irritam no mundo das séries é os cancelamentos, muitas vezes injustos, mas principalmente as consequências que esses mesmos cancelamentos acarretam como os finais abertos. Um dos cancelamentos que mais me irritou foi o de Jericho, achei demasiado injusto, a série tinha imenso potencial e tinha dado provas disso mesmo, mas infelizmente os números valem mais que tudo o resto. No caso de Jericho ainda foi possível um final semi-aberto depois de muitos protestos dos fãs. Este ano a má notícia aconteceu para Last Resort, a série prometia muito e desde a visualização do trailer que decidi que seria uma das séries a seguir na nova fall season. Continuar a ler

Roleta Russa: Erros Sistemáticos

Numa altura em que surgem os primeiros cancelamentos desta fall season chegou o momento de analisarmos as principais falhas cometidas nas séries:

86x60x86 – Muitas são as séries que apostam nas carinhas laroucas, tendo pouca consideração pela qualidade de atuação de determinado ator ou atriz e melhor exemplo disso mesmo é a CW. Direcionada para um público-alvo adolescente, muitas são as séries com carinhas e corpos esculpidos e cuja qualidade de atuação é nula, isto reflete-se essencialmente na primeira metade da primeira temporada onde as atuações muitas vezes roçam o ridículo. Os últimos casos são The Secret Circle, onde havia mais beleza por m2 do que qi para representar. Nesta fall season o melhor exemplo é Beauty and The Beast, onde rara é a personagem bem interpretada.

Família demasiado grande – De uma série espera-se personagens interessantes, bem interpretadas mas muitas vezes os argumentistas acham que um reduzido número pode levar ao desinteresse rápido, por isso porque não matar um e introduzir meia dúzia? Melhor exemplo aqui é Heroes, a série começou muito bom, um tema interessante, personagens cativantes mas a meio quis ser mais do que devia e começou a inventar personagens sem tino, resultado perdeu o fio à miada e nunca mais se conseguiu encontrar. Mais vale poucas e boas do que muitas e medíocres.

Novela Mexicana – Aqui Shonda Rhimes é rainha não há volta a dar, gosta porque gosta de romances escaldantes em todas as suas séries. Se não vejamos: com quantos namorou mesmo Adisson? Penso que as duas mãos não chegaram para enumerá-los. Até mesmo a religiosa e virgem Kepner não conseguiu resistir ao impulso amoroso de Shonda Rhimes e também ela se iniciou da dança do sexo que é o Seatle Grace Hospital. O amor é necessário tanto na vida real como nas séries, mas amor, triângulos e intrigas amorosas em demasia enjoa e transformam a série numa espécie de novela mexicana. Continuar a ler

Roleta Russa: Quem os viu e quem os vê…

Ano novo, vida nova ou neste caso nova Fall Season, nova rubrica aqui no imagens. Desta vez resolvi criar uma rubrica com tema livre a Roleta Russa, basicamente o tema mensal irá variar consoante a disposição. Para iniciar a rubrica escolhi o tema: “Quem os viu e quem os vê…” . Aqui a ideia é explorar actores ou actrizes que aprendemos a gostar e que muitas vezes são a causa de vermos uma série, uns constituem uma agradável surpresa outros levam-nos a perguntar onde anda o brilho perdido.

Comecemos por Scott Porter, ou melhor o eterno Jason Street. Numa série recheada de estrelas desconhecidas mas nem por isso menos brilhantes, Scott Porter conseguiu brilhar e conquistar o meu coraçãozinho e ele é um dos motivos para actualmente seguir a série da CW Hart of Dixie. Mas o George de Hart of Dixie não chega aos calcanhares do Jason, personagem chata, sem sal e que apenas serve para formar um triângulo amoroso com Zoe e Wade. E digamos que perde 1000-0 com o seu oponente direto. Após uma temporada inteira Jason Street ainda não conseguiu pegar na personagem e mostrar o seu valor na série. Que saudades de Scott Porter!!!! Continuar a ler

Vamos falar de números… #7 – The Music is Everything…

Fiz há uns tempos uma lista similar para o Casa de Séries e resolvi trazer agora uma nova versão aqui para o Imagens Projectadas. Quantas vezes não ouvimos uma música e identificamo-nos imediatamente com a sua história? O conceito é esse mesmo, mas eu prometo não trazer aqui músicas relacionadas com os meus problemas mas sim com algumas das personagens. Pode conter spoilers para quem não tiver visto as séries referidas.

Owen (Grey’s Anatomy) – O futuro do casal é muito incerto, mas a verdade é que o coração de Owen ficou destroçado com a separação do seu grande amor Cristina, ainda para mais agora que ela confessou que está de partida, logo a música que se segue é perfeita para Owen, Goodbye My Lover – James Blunt.

Continuar a ler

Vamos falar de números… #6 – Troca de Casais

Muitas vezes certamente vocês também já tiveram o mesmo pensamento que eu, como seria se duas personagens de séries diferentes pudessem interagir e quem sabe criar um casal amoroso. Pois bem é isso mesmo que aqui vos trago. Personagens que devido às suas personalidades, gostos seria interessante que pudessem interagir juntos.

Bones e House- Se há personalidades no mundo das séries com auto-estima e determinação, são certamente House e Bones, não fossem eles dar nome às próprias séries. Calma, eu não quero acabar com o romance de Bones e Both, mas simplesmente acho que seria hilariante ver este dois galos a lutar por mandar no galinheiro lá de casa. Já estou a imaginar as inúmeras discussões intelectuais que estes dois não teriam. Continuar a ler

Vamos falar de números… #5 – The Chemistry is everything…

Estou de volta ao Imagens, e desta vez venho falar-vos de química. Mas fiquem descansados não vos vou falar da fórmula química da água ou algo similar, simplesmente irei falar da química pura entre dois seres humanos de sexo oposto. Tal como na realidade, no mundo das séries a química é fundamental para a qualidade e a credibilidade de um casal perante um espectador cada vez mais exigente. Muitas vezes as séries resolvem apostar nessa mesma química inerente e fazer os fãs sofrer durante longas temporadas à espera da junção do casal maravilha.  Continuar a ler

Vamos falar de números…#4 – Chuck

Este mês a coluna será um pouco diferente, ora como não podia deixar de ser, depois da despedida definitiva de Chuck, trago-vos um pouco da história da série e o porque de ser tão querida para mim. Em termos de números Chuck contou com 91 episódios espalhados ao longo de 5 temporadas. Embora muitos dos fãs tivessem preferido que Chuck ficasse pela sua terceira temporada, a verdade é que conseguiu conquistar a quinta temporada e embora a quarta temporada tenha sido uma grande desilusão, na última temporada Chuck conseguiu levantar-se e terminar com um final digno. Confesso que não sou muito fã de comédias, mas Chuck conseguiu conquistar-me como nenhuma outra comédia tinha feito até então. Foi muito gratificante acompanhar o crescimento de todas as personagens, e como estas mudaram. Continuar a ler