Sobre Joana Aleixo

vejo séries em full time, estudante freelancer.

Girls, uma série imperfeita

Terminou no passado domingo a primeira temporada de Girls e por isso decidi escrever sobre essa série que tanto deu que falar desde a sua estreia.

Because that’s what adventurous girls do.

Girls entrou na mira da crítica televisiva bem antes da sua estreia, considerada uma série promissora e fresca para a grelha da HBO. Da autoria de Lena Dunham, numa produção de Judd Apatow (Freaks and Geeks, Undeclared), era apresentada como a resposta alternativa e moderna à já conhecida Sexo e a Cidade, que terminara em 2006, para captar um público feminino e jovem.  Dunham, que tinha escrito, realizado e representado em Tiny Furniture, um filme de 2008, arriscara em escrever uma série, sobre um grupo de quatro amigas que vivem em Brooklyn, Nova Iorque, que estão prontas para aceitar os desafios dos 20 anos de idade, ainda que se sintam um pouco perdidas quanto ao seu futuro profissional e pessoal.

Continuar a ler

Nerds and a Joke Shop

Vou ser breve nesta crónica porque resta-me pouco tempo de vida. Just kidding.

Embora não seja seguidora acérrima de britcoms (bem sei que me falta ver tanta coisa, por isso aceito sugestões), decidi escrever sobre duas séries britânicas que gostei imenso de descobrir/explorar e que recomendo, mesmo sendo muito distintas entre si: The IT Crowd e Miranda.

Continuar a ler

Now the story of a wealthy family who lost everything… e a Televisão ganhou tanto!

Annyong!

Depois de ter escrito sobre as minhas séries preferidas (a de sempre – Friends, e a do momento – Parks and Recreation), esta crónica vai ser sobre uma comédia que me despertou a atenção o ano passado, devorei e se tornou rapidamente uma das minhas preferidas.

Arrested Development conta a história da família Bluth após o patriarca ser detido e perder a sua fortuna. É aí que entra Michael Bluth (interpretado por Jason Bateman), o filho mais velho do clã, o mais ajuizado dos quatro filhos, para tentar resolver a situação.

AD e eu, não foi amor à primeira vista. Acreditem que vi e revi os primeiros episódios inúmeras vezes, a tentar procurar o que tinha de tão especial para se tornar uma das comédias de culto, mas acabava sempre por perguntar a mim mesma “Mas que piada é que isto tem? Não percebo”. E pus de lado, para um dia mais tarde.

E esse dia chegou. Por estar desocupada e aborrecida, vá, num momento de procrastinação, voltei a clicar no play e começa de novo. Mas desta vez não parei. Quando acabei, disse “Brilhante. Quero mais.” Finalmente eu percebi o porquê de ser tão aclamada: o elenco é extraordinário, as personagens são tão únicas e espetaculares, as histórias são absurdas, as piadas são do melhor que já se viu, cheia de detalhes, insides jokes, os running gags, a própria narração. É uma comédia familiar muito pouco convencional, cheia de maus entendidos, com o ego em alta, alguma ambição e pouco juízo.

É pena que esta série tenha sido cancelada pela Fox ao fim de três temporadas (esteve no ar entre 2003 e 2006), porque merecia mais, muito mais. FELIZMENTE, agora vêm as boas notícias, a série vai voltar, em formato de minissérie de 10 episódios (através da Neflix) e um filme, para ser gravado ainda em 2012. O guião está a ser escrito e o filme há-de sair no ínicio de 2013.

Façam um favor a vocês mesmos e vejam esta série.

Parks and Recreation, a comédia optimista

Na primeira crónica, aqui no Imagens Projectadas, escrevi sobre a primeira série televisiva que me fez realmente gostar de séries (tipo, a sério), mas desta vez decidi, para esta segunda crónica, escrever sobre a minha série preferida do momento. As minhas crónicas poderão debruçar-se mais para séries de comédia, mas poderei escrever sobre uma outra série dramática que me tivesse marcado ou da qual eu seja fã, actualmente.

Se me perguntassem qual a série que me faz mais rir, eu diria que é 30 Rock (NBC). Adoro o nonsense, as piadas mais arriscadas e ousadas, personagens caricatas e de personalidades carismáticas. Quando a vi pela primeira vez, há uns dois anos, fiquei diverti-me imenso com as ridículas histórias do backstage do programa televisivo fictício The Girlie Show. É uma série que acompanha as aventuras do ambicioso patrão Jack Donaghy (interpretado por Alec Baldwin), da produtora/argumentista nerd Liz Lemon (Tina Fey), sem esquecer os egocêntricos actores Tracy Jordan e Jenna Maroney (Tracy Morgan e Jane Krakowski) e o incansável estagiário Kenneth Parcell (Jack McBrayer). É uma série com tiradas absolutamente deliciosas, de algum humor negro, sarcasmo, cinismo e uma visão algo pessimista do mundo. Não faltam as referências à cultura popular. Após 6 anos no ar, ainda que com alguns episódios menos bons, ainda é uma série que me diverte muito, mesmo que algumas personagens se tenham tornado meras caricaturas de si mesmas. Apesar de adorar a série, não fico a querer mais. Há aquilo que se chama closure. Quando o episódio acaba, fecho o “livro” e consigo esperar até à próxima semana, sem querer puxar os cabelos (metaforicamente falando, claro), ansiosa pelo próximo episódio. Não me “apaixona”, de certa maneira.
É aí que entra Parks and Recreation.

Continuar a ler

Friends: velhos amigos, novos amigos

Nunca escrevi uma crónica na minha vida. Devo dizer que quando aceitei o convite do António mergulhei de cabeça para este mundo do qual pouco conheço (o das crónicas). Mas embora desconheça o meu hipotético talento (ou falta dele) para estas andanças, decidi aceitar o desafio. Este é um novo ano e, como tal, sigo o lema “Yes to Life!!” da Liz Lemon (30 Rock, NBC). Não há ninguém que me compreenda melhor do que a Liz, devo dizer. A lengalenga da Liz continuava: “Yes to Love. Yes to staying in more”. O que ela diz é verdade. Embora eu já me tenha esforçado para tentar negar que não passo assim tanto tempo em casa. Mas quem eu quero enganar? De que outra forma eu alimentaria o bicho? Esse bicho de que falo, na realidade, até são três: o meu cão, a minha tartaruga e o bicho das séries.

Além de animais, querem melhor companhia que séries? (Haver há mas não vem agora para o caso.) É como ter novos amigos. Entra-se para um outro mundo, conhecem-se pessoas, vivemos as histórias (de amor ou de terror) e quando damos por nós, sentimo-nos parte do grupo, somos uma nova personagem naquele cenário. Gosto destas novas amizades, em tudo é possível.

Mas de vez em quando é bom voltar aos velhos amigos. Aqueles que te conhecem como ninguém. Aos que estiveram lá quando precisaste. Aqueles que riram e choraram contigo. Aqueles com quem discutiste mas tu sabes que não consegues viver sem eles. Sabes isto porque eles te compreendem e porque os melhores momentos acabam sempre por ganhar e os maus momentos esquecem-se. Senti isto com Friends.

Continuar a ler