Séries para o Verão, por Miguel Bento

Falling-Skies

É sempre complicado deixar uma ou duas sugestões de verão neste universo cada vez mais extenso de séries de tv, portanto é necessário estabelecer alguns critérios daquilo que alguém está interessado em ver. A questão do tempo é uma delas, é certo que o verão há as férias e há mais tempo mas ninguém gosta de perder dias inteiros a ver o mesmo, pelo menos eu não.  Deste modo as séries curtas são o ideal, temporadas no máximo de 10 a 13 episódios. Mas quando se procura uma série nessa linha reparamos que o cabo americano (e a tv inglesa) fazem questão de nos dificultar com as durações cada vez mais curtas. Então entramos no segundo critério que é o género: podemos ir pelo sci fi, pela comédia ou pelo drama/policial e aí talvez as escolhas comecem a reduzir. É nestes critérios que vos deixo algumas sugestões de verão cada uma bastante diferente:

Falling Skies

A maioria das pessoas passa ao lado desta série, não vou dizer que é a melhor coisa do mundo até porque não é, mas encaixa perfeitamente num puro entretenimento de verão. Na linha de Walking Dead (sem os mortos vivos) a série foca-se no apocalipse de um invasão alien e o seu domínio na Terra. Perante isto encontramos um corajoso grupo de resistentes e várias famílias que lutam dentro das suas possibilidades para sobreviver e na esperança  de encontrar uma forma de se livrar dos aliens. Conta já com três temporadas (de 10 episódios) e embora se sinta que algumas tramas tendem a repetir-se a série tem evoluído aos poucos e agora assemelha-se mais a uma espécie de guerra dos mundos com a presença de pelo menos três espécies aliens e os humanos no meio.  Entre muitos dramas, mistérios e intrigas os sobreviventes vão dando pequenos passos entre enganos e alianças. Para quem gostou de séries como V esta a meu ver é melhor até porque as possibilidades de evolução da trama são mais consistentes, o mundo está um caos portanto há sempre o factor surpresa de surgirem quem se pensava morto ou novas formas de luta. Depois tem as típicas relações amorosas, muitos dramas familiares ou seja o habitual do que Spielberg costuma dar nos filmes do género já que ele é produtor executivo. É uma série que não complicada, há alguns mistérios mas não enrola o espectador na ideia de que esta é uma guerra equilibrada. É sobretudo uma metáfora sobre a condição humana e a capacidade que temos de nos adaptar e continuar a lutar pelo que acreditamos.

Luther

Esta série policial inglesa é uma das masterpieces da BBC nos últimos anos,  tudo graças ao protagonista e a intensidade dramática e  humana de se ser correcto ou passar a linha para atingir os fins. A terceira temporada conseguiu mais uma vez ir além do óbvio que são muitas das séries policiais com destaque para a segunda história que representa curiosamente uma realidade muito próxima das redes sociais actualmente. Só tenho pena que a Alice Morgan tenha tido novamente um papel muito pontual na série (apenas no último episódio), pois na realidade ela também foi responsável pelo sucesso da primeira temporada com a sua personagem que altamente manipuladora. São três temporadas de curta duração com pequenas histórias que vão dando pedaços da vida deste polícia que se vê encurralado na procura de justiça. É sempre dúvida uma série que vai agradar a qualquer fã do género.

Dates

Esta pequena série inglesa é daquelas que normalmente ninguém liga até pelo formato muito singular de se focar em encontros. Mas mais uma vez o autor de Skins conseguiu fazer aqui algo completamente genial. A base da série são simples dates entre desconhecidos que se conheceram num site de encontros e depois toda a conversa que se desenrola entre eles. Não há forma de explicar como a escrita desta série seduz rapidamente o espectador pela sua naturalidade  e ao fim do primeiro episódio (que têm cerca de 20 minutos) queremos ver o próximo.  Embora cada episódio sejam encontros independentes há ao longo da temporada várias ligações entre as personagens num tom entre a comédia e o drama. Destaco claramente a presença de Oona Chaplin (que conhecem de Game of Thrones) basta ver para perceber.

Pede parecer muito tendencioso estar sempre a falar de séries inglesas mas a maior parte das vezes é lá que encontramos séries de excepção que o mercado americano já tem dificuldade em trazer. The Fall, Broadchurch , Utopia, Mad Dogs e Skins são excelentes exemplos de que mesmo com menos recursos se fazem histórias muito boas e que muitas vezes até os americanos vêm buscar para adaptar.  Temporadas curtas, boas histórias, bons momentos garantidos. Bom resto de Verão.

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