Programas Mortos: It’s the quality, stupid.

Prever programas que vão morrer é fácil. 80% das séries estreadas em cada temporada vai ser cancelada. Não há mérito nenhum em prever que uma série vai ser cancelada. Todas vão ser canceladas, mais cedo ou mais tarde.

Mas é Verão e todas as séries que estreiam no Verão vão ser, e merecem ser, canceladas. Todas? Nem todas. Este ano a estreia com a estreia de “Under The Dome” no fora da temporada televisiva parece que teremos que pensar de outro modo acerca das séries de Verão.

A verdade é apenas esta quando se atira o lixo para o verão é evidente que as pessoas não vão ficar em casa a ver televisão. O sucesso da estreia de Under the Dome, explica facilmente a razão porque as outras séries falham, it’s the quality, stupid.

Compare-se os 3.2 de Under The Dome com os 0.7 da estreia de Crossing The Line, não tenhamos dúvidas que é a qualidade que conta. Aquilo que Under the Dome conseguiu fazer no piloto, introduzir os pontos importantes da história e os personagens, Crossing the Line falhou. E falhou também Mistresses. Embora de Mistresses não valha a pena falar, é mais uma daquelas caridades que a Disney/ABC atira a Alyssa Milano, para a manter entretida mas que todos já sabemos que não interessa nem ver. Das produções da ABC com a Milano, a única questão que se põe é o que terá acontecido à pequena durante as filmagens de Who’s the Boss que eles ainda hoje estão a pagar a dívida.

Crossing The Line é o exemplo típico de que ser trabalhador e metódico não chega. Se Crossing The Line fosse um trabalho académico teria tocado em todos os pontos da grelha de avaliação excepto a originalidade. Aliás,o facto de Crossing The Line obedecer a todas as regras do género, ter todos as batidas no sítio certo é exactamente a razão porque Crossing The Line falha. É um TCP de um aluno muito certinho, muito trabalhador, muito metódico e sem uma centelha de criatividade. A qualidade de um produto televisivo, não é medida por se cumprir as regras apenas. É preciso ter algo para dizer de original. E algo para dizer original não se ensina. Pode-se atrofiar, mas não se ensina.

O que Under The Dome, e antes Game of Thrones, provam é que as ideias originais precisam de trabalho. Trabalho esse que não dificilmente ser feito sob a pressão de uma produção televisiva mas que pode ser feito em toda a liberdade num livro, antes de serem transpostas para o écran. Ou então precisam de um lead-in poderoso para sobreviverem até à renovação, apesar da estupidez da história. Sim, estou a falar de Revolution, a série com cancelamento anunciado com a mudança de horário.

Se nos dramas de Verão Under The Dome é um raro raio de Luz, nas comédias o cenário é mesmo deprimente. Ao lado das estreias deste verão só falta uma peixeira a berrar “quem me acaba os restos”! Save Me e Godwin Games sofrem de falta de desenvolvimento dos personagens. Tem uma ideia, e tudo roda em torno do que se pode fazer com essa ideia, sem dar importância às personagens.

Family Tools é um remake de uma série de sucesso britânica, onde decidiram deixar de fora o humor e a humanidade das personagens. O que sobra são umas galinhas sem cabeça a correr de um lado para outro durante 22 minutos, mas quem precisa de coisas que os fçam rir quando está bom tempo*

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