Novidades da Fall Season 2013: Noite-a-noite

Sábado

Ao fim de 25 anos a Fox cancela Cops que é substituída por desporto. É o fim de uma era.

Domingo

Tudo na mesma. Até o facto da ABC continuar a ter um buraco para encher às 10 horas. A vitima sacrificial para este Outono é Betrayal, acerca de uma mulher que atraiçoa o marido com o seu rival profissional. Atrás da moribunda Revenge, ao qual se adiciona a premissa, o cast de pessoas que não consigo por uma cara ao nome e um criador que é o produtor executivo que consegui acabar com ER, é o mais sério candidato ao cancelamento ao fim de 2 episódios. A única eventualidade de isto não acontecer é os números de Revenge serem tão maus que não se note a diferença entre as duas. Considerando o estado de Revenge, Betrayal deve ser muito má para não ocupar as 9 horas, indo Revenge morrer a uma hora onde menos gente vê TV, e onde o prejuízo de ter baixas audiências é menor.

Segunda

Se ABC não mexe no que, ainda, não é problema. De resto, todas as outras networks apresentam mudanças. A CW continua mantendo as segundas como lady’s night, mudando duas das as séries orientadas para um público feminino que sobreviveram, Hart of Dixie e Beauty and the Beast, para a segunda-feira.

Na CBS continua a tradição da sandwich de séries novas com séries de comédia estabelecidas na procura de um novo êxito dando-lhes a oportunidade de crescer no caso de serem boas e com a vantagem de rapidamente saberem se são realmente más. Em 2013, as séries novas são We Are Men e Mom, e ambas parecem igualmente más e banais. Em We Are Men temos só homens, que resultou tão bem com Carpoolers (que também tinha tinha Jerry O’Connell), Cavemen, Guys with Kids, Partners… A lista é infinita, e apenas prova que a comédia genérica sobre tipos para tipos não existe. Quando uma comédia sobre tipos resulta (The Big Bang Theory e Two and a Half men), é porque tem mulheres a fazer algo mais do que número. Mom é o simétrico da série anterior, uma série de mulheres para mulheres. Feita por Chuck Lorre, que tem as únicas séries para homens de sucesso. Pode ser que resulte, mas tenho sérias dúvidas acerca da Anna Faris como protagonista, e o papel de Allison Janney parece uma cópia da personagem de mãe da série Baby Daddy. Às 10h a CBS estreia Hostages que tem os dias contados, com o substituto de mid-season já anunciado, Intelligence, que  Chuck sem as patetices.

Na Fox, Bones vai servir para lançar a Sleepy Hollow, antes de ir parar à sexta-feira e dar lugar a Almost Human. Sleepy Hollow é um procedural paranormal de época. Há espaço para Sleepy Hollow quando já temos Grimm e Supernatural? Será que o protagonista vai manter o seu sotaque britânico ou vamos assistir a uma repetição de Bionic Woman, em que todos os esforços de representação da protagonista eram gastos em manter o sotaque americano? De qualquer forma, apesar do formato mistério da semana, a sobrevivência de Sleepy Hollow vai depender de ter ou não um bom arco mitológico. Almost Human parece ser a mais promissora estreia da temporada. Apesar do título ser quase igual ao de uma série sueca de 2012 que põe as mesmas questões sobre robots (Real Human), a abordagem é mais simples, e o par de protagonistas parece resultar no esquema de buddy show apresentado. O que faz temer por esta série é que MIchael Ealy já fez este papel sem ser robot em Common Law e a série foi cancelada.

Na NBC o lugar pós-voice vai para The Blacklist. O maior criminoso do mundo entrega-se e promete entregar todos os colaboradores e associados se trabalhar com um determinado agente com o qual não se conhecem ligações. Está-se mesmo a ver que há uma ligação e que vão ordenhar o mistério o máximo que puderem, ao mesmo tempo que vão tentar apanhar os criminosos evitando que o denunciante seja morto. É Alcatraz sem o elemento de ficção cientifica. Por muito grande que seja o criminoso há um número finito de pessoas com quem interagiu mas com o lead-in de The Voice até a maior porcaria é um sucesso, ainda que temporário.

Terça

Na ABC tudo é novo. MARVEL’S AGENTS OF S.H.I.E.L.D. abre a noite porque a estratégia resultou tão bem com The Incredibles. Quer capitalizar o êxito de Avengers está a ter. Vai abrir grande, será que vai manter? Talvez o suficiente para uma segunda temporada se não for muito cara de produzir. Os Whedon Weirdoes por certo vão fazer a alegria dos sites de ratings enquanto durar com uma bonança de age clicks e comentários acéfalos. A S.H.I.E.L.D segue-se The Goldbergs e Trophy Wife. A ABC tenta de novo lançar  bloco de comédias das terças. Duas comédias familiares, uma passada nos anos 80, porque este ano é o ano de todas as comédias familiares. O sucesso deste de comédias depende muito da química dos protagonistas, só no Outono saberemos. Segue-se Lucky 7 sobre colegas que ganham a lotaria. Baseado numa série britânica e do mesmo criador de Betrayal, que tem a dúbia honra de competir consigo próprio para ter a primeira série cancelada do ano.

Para os lados da CBS e da NBC as únicas novidades são os ocupantes das 10 horas. Ambas adoptaram a estratégia de usar uma série já estabelecida para resolver o problema do slot onde todas as estreias parecem falhar.

A Fox estreia duas comédias das 8 às 9. Dads e Brooklyn Nine-Nine. Dads é outra série de homens para homens, ver comentário acima sobre We are Men. Brooklyn Nine-Nine é sobre uma polícias de uma esquadra nos limites exteriores da cidade de Nova Iorque. Só por não ser sobre famílias e não ter criancinhas, quero gostar desta. Para ser uma chance alguém tem que dar uns calmantes ao Andy Samberg e o menor número de cenas possível. Caso contrário temos um novo 1600 Penn, onde o protagonista Josh Gad era a única coisa realmente horrível e irritante da série, mas por ser também produtor não podia ser eliminado, acabando por matar uma série onde tudo o resto nem era mau.

Na quase network, CW, às 8 tenta-se o truque do spin-off de um sucesso para encher um dos inúmeros buracos de programação que tem. The Originals foi introduzido num episódio de The Vampire Diaries. O seu sucesso dependerá de até que ponto se autonomiza do original e até que ponto o cast for apelativo. Considerando o baixo nível de inteligência requerido pelos shows da CW, ainda mais baixo que o das networks, não se espera nada de bom, o que não quer dizer que não possa resultar para a CW.

Quarta

A ABC aproveita os seus êxitos estabelecidos para lançar duas novas comédias. Que dizer de Back in The Game? Mais uma série de família ver o que foi dito antes sobre séries de família. Vai ser giro ver Lenora Crichlow (Being Human, UK) numa série americana. Super Fun Night é, com Drop Dead Diva e Mike and Molly, a prova que 68% das americanas tem peso a mais e devem ser tratadas como um grupo demográfico importante. Para quem nunca teve peso a mais e nunca fez uma dieta esta série passa-lhe ao lado. É New Girl para as pessoas com peso a mais.

Nada de novo nos alinhamentos da CBS e da Fox.

Para os lados da NBC estreia Ironside. Um remake de um grande êxito. Só que Blair Underwood falta-lhe a gravitas de Raymond Burr. Dou-lhe uma temporada.

Na CW estreia outro remake,  The Tomorrow People.  Revi a série original há meses e não envelheceu bem. É sci-fi, o que quer dizer que a não ser que os actores sejam incrivelmente maus (tão maus como a sobrinha do Murdoch) eu provavelmente vou ver. Duvido que vá ver durante muito tempo.

Quinta

Mais um spin-off. Na ABC, às 8, estreia-se Once Upon A Time in Wonderland que até parece melhor que o original. Será o suficiente para ultrapassar a maldição que paira sobre esse horário para os lados da ABC? O último sucesso que a ABC teve nesse horário foi uma dramedy, Ugly Betty, e as séries que sobrevivem nesse horário onde competem com The X-Factor e American Idol, são comédias. A questão é mesmo se valerá a pena contra programar um drama contra algo mais ligeiro? É tão fácil mudar de canal e começar a seguir algo mais simples na concorrência.

A CBS estreia mais duas comédias, The Millers e The Crazy Ones. Acerca de The Millers a dúvida será se Margot Martingale é  suficiente para anular o insuportável Will Arnet. The Crazy Ones não é uma comédia, é uma desculpa para deixar o Robin Williams à solta enquanto fazem product placement às claras.

Com Parks and Recreation a ancorar a noite a NBC estreia 3 novas comédias. Welcome to the Family é prevísivel e o seu sucesso dependerá da felicidade do elenco. Segue-se Sean Saves the World do criador de Man Up. O pedigree do criador enche-nos de esperança. A NBC deve mesmo acreditar que o título se torna verdade e que Sean Hayes vai salvar aquilo para lhe ter dado as 9 horas. A seguir temos The Michael J. Fox Show, inspirado na vida de MJF com MJF. Como não é politicamente correcto falar mal de pessoas que transcendem doenças debilitantes, fiquemos por aqui.

Reign estreia-se na CW no slot pós Vampire Diaries. Baseia-se na vida de Mary, rainha dos escoceses e na sua vida na corte de França na corte dominada por Catarina de Medicis. Se a série for realista não podia passar numa network. Só por isto é a série a ver esta temporada. Quão longe irá esta série? Se não houver incesto, envenenamentos  e sexo em todos os episódios, não respeita a história.

Sexta

No fim do Outono a Fox irá estrear Enlisted, após Raising Hope. Não tenhamos esperanças altas para o sucesso de nenhuma das duas à sexta-feira se os fidelíssimos espectadores de Bones não seguirem a série para o seu novo horário.  As networks parecem esquecer que para o lead-in funcionar é preciso que as pessoas vejam a série ao vivo. Bones poderá sobreviver na sexta-feira se o número suficiente dos seus fans vir a série nos 3 dias que seguem. Não quer dizer que as duas comédias sobrevivam. Especialmente Enlisted, que tem  Geoff Stults que é um show killer de méritos mais que comprovados (Reunion, October Road, Happy Town, The Finder e Ben & Kate).

Na NBC estreia-se Dracula pós-Grimm, que eles não se importam que não seja um sucesso. É que a estrela da série tem uma história longa e recorrente de problemas de abusos de substancias e um sucesso ia ser uma apenas outro tipo de dor de cabeça.

Ficam de foram os shows da Mid-season, porque o que ficou para a mid-season, é porque são os restos das networks. Excepção feita para Believe e Crisis que a NBC espera lançar usando a promoção dos Jogos Olímpicos de Inverno. Ambas parecem prometer. Vai tudo depender de até que ponto aos criadores será pedido para simplificar a as coisas e até que ponto eles vão aceder.

Como balanço, convém dizer que 80% das novas séries não vê uma segunda temporada. Prever as que vão falhar é mais fácil que prever as que vão ter sucesso. Nesta temporada apenas Reign parece prometer, isto porque a história original é à prova de bala e apenas um elenco pavoroso a poderia estragar. Outra série destinada a sobreviver, não quer dizer que seja boa, é Super Fun Night. A demografia diz que sim. The Blacklist também corre o risco de ser renovada, nem que seja pelo horário. OUAT-Wonderland  tem tudo para ser um sucesso, incluindo uma protagonista que no seu sotaque Australiano, consegue representar, algo que o original não tem,  excepto o horário.

Séries candidatas a ter +9, embora possam não ser renovadas MARVEL’S AGENTS OF S.H.I.E.L.D, Almost Human e Sleepy Hollow.  Quanto ao resto, podem começas as vossas inúteis campanhas para salvar o vosso drama favorito.

Das comédias, não vale a pena dizer nada antes de ver o piloto completo. Não interessa a premissa, não interessa escrita se o elenco não funcionar e isso só se vê num episódio inteiro.

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