Agulhas Num Palheiro #4 – 1600 Penn

Chegámos àquela altura onde várias séries lançadas na mid-season já se começam a definir como hits ou falhas descomunais. E é nesse sentido que vez vos trago uma comédia (ou tentativa de…) recentemente lançada pela (adivinhem lá) NBC.

A localização 1600 Pennsylvania Avenue será provavelmente um dos lugares mais conhecidos dos Estados Unidos da América. Para quem não sabe do que se trata, é a morada da Casa Branca, residência oficial do Presidente. E é portanto esse o pano de fundo de toda a série, assim como a origem do seu nome.

1600 Penn é mais uma comédia sobre uma família disfuncional. Só que não é uma família como qualquer outra… Trata-se da família do Presidente dos EUA. Usar o Presidente e/ou a sua família como elemento de foco de uma série televisiva não é algo que nunca tenha sido feito, por isso não estejam à espera de algo no campo da originalidade. E o mesmo pode ser dito ao leque de personagens que semana a semana têm o trabalho de nos divertir. Felizmente para esta crónica, nem tudo acaba por ser mau!

Comecemos por um ponto menor (e positivo) em relação à série, mas que tem sido elogiado por vários críticos: o facto de se diferenciar completamente dos problemas actuais, não tentar ser interventiva na política do dia-a-dia nos Estados Unidos e, pelo menos até ao episódio mais recente, não ter dado sinais de qualquer filiação partidária. Isto permite não só que os argumentistas tenham uma maior liberdade criativa – ao não terem necessariamente de ajustar a realidade da série à nossa – como também permite que a série esteja à disposição de um público mais abrangente (pelo facto de não “torcer” mais por uma certa cor política).

Mais especificamente no que toca ao tema da série: não parece para já existir um fio condutor central de história. Cada episódio até agora foi relativamente contido em termos de peripécias e plot, ou seja, tem sido dentro do estilo de “uma aventura por semana” o que faz com que o espectador acabe por não se perder tanto se eventualmente perder um ou outro episódio. Aliás, em todos os 4 episódios até agora emitidos apenas consegui detectar algo comum a todos: a gravidez da filha mais velha.

Tal como já referido, o leque de personagens não é nada de original: o Presidente Dale (Bill Pullman), que tenta gerir tanto um país como a sua família; a sua (segunda) mulher Emily (Jenna Elfman) que tenta mostrar que é mais do que apenas eye-candy; o filho mais velho, Skip (Josh Gad), que é um trapalhão de primeira, um pouco bobo da corte e pouco hábil nas relações interpessoais, mas que no fundo tem um bom coração; a filha mais velha, Becca (Martha MacIssaac) que descobre estar grávida; a filha mais nova, Marigold (Amara Miller), que tem sempre uma língua afiada para o sarcasmo e o filho mais novo, Marshall (Benjamin Stockham), que é muito mais maduro do que a sua idade aparenta.

Ainda assim as suas performances estão longe de ser tão más como as três séries que passaram anteriormente por esta crónica. As minhas únicas razões de queixa de maior até agora prendem-se com todo o screentime dado a Josh Gad, que não tem assim tanta piada como querem forçar, e o facto da personagem interpretada por Martha MacIssaac não ir muito além do “estou grávida e como lido com isso”.

No panorama geral, a série não vos vai fazer rir às gargalhadas, mas algumas das peripécias e gag jokes (nos casos que claramente não são forçados) são capazes de vos fazer rir uma vez por outra.

Recomendo esta série a quem estiver à procura de uma série com um tema presidencial e serviços secretos e, como é uma série leve e com nada de genial ou inovador dentro do género, que não seja exigente em termos de humor.

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One thought on “Agulhas Num Palheiro #4 – 1600 Penn

  1. Concordo no que diz respeito a Josh Gad, mas ele é produtor executivo e o ego sobrepõe-se ao bom senso. O único caso em que um produtor executivo percebeu que não era a estrela da série que tinha o nome da sua personagem e deu arcos maiores ao resto do elenco para garantir a sobrevivência da série for Amy Brenneman em Judging Amy, em que a verdadeira estrela era Tine Daly.

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