Recordar é Re(vi)ver #8 – Fantasias de um jovem médico

I want you to be the one inside me.
I want to be the one inside of you.

E assim começa uma das crónicas mais difíceis de escrever… Uma série que sou capaz de ver dezenas de episódios seguidos sem me cansar e ver as repetições que quiser que vou sempre rir-me e desejar que a série ainda estivesse no ar.

Que série é essa? Ora portanto, Scrubs.

scrubs

Quem não se lembra desta série? Ainda até há pouco tempo, sempre que se passasse pela Sic Radical, podíamos ter a sorte de nos esbarrar com um episódio desta série genial.

Scrubs iniciou a sua saga a Outubro de 2001 na NBC, durando 8 9 temporadas (as duas últimas passaram na ABC). Porque é que eu fiz aquela brincadeirinha em que risquei o número 8? Porque, para mim (e acredito que haja mais algumas alminhas que partilham da mesma opinião), esta série só durou 8 temporadas. A 9ª foi um fiasco… Foi uma tentativa falhada de reanimar um paciente já em estado vegetal, utilizando apenas uns 10% do elenco original (e metade da temporada sem a actor principal). Scrubs passava-se num hospital americano, onde abordava a vida de alguns estudantes de medicina e as suas dificuldades.

John Dorian, ou J.D. (Zach Braff) sem ser para os amigos, é um estudante de medicina a estagiar no hospital Sacred Heart. É um jovem que por vezes (dezenas, diariamente) tem umas brancas em que fica a fantasiar a mais inúmeras situações da sua vida (ou até dos outros). É um jovem que narra todos os acontecimentos do dia e olha para vida como se fosse uma novala. É também um jovem sensível e emotivo, que espera sempre o melhor dos outros. É também um jovem muito parvo.

J.D. e o seu melhor amigo, Turk (Donald Faison), um estudante de cirurgia, são, na minha opinião, os verdadeiros criadores do bromance. Um bromance tão forte que chega a tornar-se desconfortável e a criar dúvidas na nossa cabeça.

No seu primeiro dia, J.D. desenvolve uma amizade estranha com o funcionário de limpeza do hospital (o Janitor (só nas últimas temporadas é que se fica a saber o nome verdadeiro)) (Neil Flynn) que, devido a um mal entendido, decide tornar como objectivo da sua vida atormentar o jovem médico das mais variadas formas.

Outra personagem importante na vida de J.D. foi o seu mentor, Dr. Cox (John C. McGinley). Contra a sua vontade, tornou-se numa figura paternal para o estudante, sendo um médico frio, sem sentido de humor e sem vontade nenhuma de lidar com qualquer membro da população mundial.

É difícil caracterizar uma série como esta a alguém que não a conhece. Apenas consigo dizer que, se és fã de comédias (ou gostas um bocadinho, vá) e de um pouco de non sense, este é um grande exemplo. É quase impossível prever o que poderá acontecer ao longo do episódio, desde sexo a drama como a algo completamente absurdo que nem consegues decidir no que pensar. Foi uma série que foi desenvolvendo bem a sua história e, ao fim de 8 temporadas (a 9ª foi mais pelos fãs), podia muito bem ter terminado, sem que nada estivesse por contar ou que a história tivesse sido apressada nos últimos episódios. Algumas séries da actualidade deviam tomar esta como exemplo e terminar as coisas como deve ser, sem engonhar *cofhowimetyourmothercof*.

Escrevo isto depois de ter revisto a série ao longo dos últimos dois meses, com a última temporada ainda por terminar, de tão fraquinha que é. Mas acreditem, as anteriores valem mesmo a pena. Por isso, aqui fica um cheirinho:

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s