MALTA – os Momentos Altos (e Lows) da TV deste Ano – por Jorge Nascimento

Hoje foi o dia dos Jorges por isso agora toca-me a mim fazer algumas escolhas relativamente aos melhores e piores do ano. No entanto, primeiro um aviso, pois o texto que se segue pode conter spoilers para as seguintes séries: Doctor Who e Misfits. E agora, sem mais delongas:

  • Melhor Série: Doctor Who

Depois de uma espera de quase um ano, Doctor Who regressou aos nossos ecrãs com uma promessa de um formato ligeiramente diferente para a primeira parte desta nova temporada. Os episódios tiveram uma escala mais épica, foram recheados de grandes momentos, enquanto ao mesmo tempo foram mais contidos que as duas temporadas anteriores. Ao passo que a temporada 5 se focou nas fendas que existiam no Universo e a temporada 6 na morte do Doctor e nas origens da River Song e tudo o que com isso se relacionava, os episódios emitidos este ano foram peças brilhantes que nos trouxeram as últimas aventuras do Rory e da Amy, a exibição de uma faceta mais negra do Doctor e sublinharam ainda mais as relações entre estas três personagens e as influências que todos tiveram na vida uns dos outros. Por fim, no mais recente Especial de Natal foi-nos introduzida a nova companheira de viagens e aventuras Clara, interpretada pela bela Jenna-Louise Coleman, que traz uma nova e interessante dinâmica à série. As expectativas para 2013 estão no máximo, tanto pelo resto da temporada 7, como pela celebração do 50º aniversário da Série!

  • Melhor Actor: Matt Smith

Depois a minha escolha para melhor série, ainda pensei um pouco, mas a escolha de melhor actor era óbvia. A evolução da sua prestação tem sido visível de temporada para temporada e o Matt Smith está cada vez melhor naquilo que faz. Capaz de exibir na perfeição todos os mais variados tipos de emoções e alternar entre eles, mantendo o clima da cena. Tem sido para mim, embora para muitos seja um ponto discutível, o melhor Doctor desde o revival da série em 2005 e, mesmo apenas com meia dúzia de episódios este ano, o melhor actor este ano dentro daquilo a que assisto.

  • Melhor Novidade: Go On

Confesso que não tinha quaisquer expectativas para esta série quando a comecei a ver, mas rapidamente me cativou. As personagens têm os seus tiques estranhos, mas mais do que apenas para proporcionar comédia, é estranhamente fácil relacionar-nos com elas e com as suas histórias de vida e relações com os restantes membros do grupo. Como comédia tem muitos bons momentos, embora a natureza da série tenda a relembrar-nos sempre um pouco do lado mais negro e tristonho que está por detrás da sua premissa.

  • Melhor sensibilização: The New Normal

A série em si não tem nada de especial, tanto em termos de scripts como de actuação, mas se há coisa que há que louvar é uma série que tenta lutar contra alguns preconceitos e mesquinhices que existem actualmente no mundo. Neste caso, trata-se de uma série com o objectivo de sensibilizar o público através de um casal de homossexuais que tudo o que pretende é completar o seu sonho de ter uma família, com um bebé, chamando a atenção para as dificuldades e preconceitos que este tipo de casais é alvo no seu dia-a-dia. Pode ser exagerada por vezes, mas penso que transmite bem a mensagem pretendida.

  • Melhor surpresa: Revolution

Depois de séries como Terra Nova e Flashfoward há uns anos, confesso que estava à espera que esta série fosse morrer rapidamente, pelo que não tinha quaisquer expectativas apesar do conceito me interessar. Felizmente esse não parece ter sido o caso, pois a série é interessante e tem conseguido manter um nível constante de interesse. Resta saber se esta longa pausa que está em curso não irá afectar o seu futuro.

  • Pior Série: Animal Practice

Acho que não é preciso dizer muito quando o melhor de uma série são os animais e não os seus “colegas” humanos. Felizmente (ou infelizmente para os seus 15 fãs) já foi cancelada.

  • Maior Desilusão: Misfits

Depois de 3 temporadas fantásticas, o fim da terceira deixou-me com algum medo do que o futuro traria. Apenas com um elemento do cast original e, para mim, o menos interessante deles, esta 4ª season não teve nada de excepcional. As histórias foram todas um pouco meh e nunca me deixaram naquela de mal poder esperar pelo próximo episódio. Mesmo as novas personagens eram pãozinho sem sal.

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