Agulhas num Palheiro #2 – The Neighbors

Existem aquelas séries que têm uma ideia fraca, mas acabam bem executadas. Outras, têm uma excelente ideia, mas executada de forma horrível. E depois temos aquelas que conseguem ser um pouco de ambas as coisas.

Mas a série que vos trago este mês para mim não se enquadra em nenhum dos casos acima referidos. Eu diria que ela pertence a uma categoria muito própria de “simplesmente tola”. Falo, claro está, de The Neighbors.

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The Neighbors é mais uma comédia, desta feita da ABC, lançada durante esta mais recente Fall Season, que está agora prestes a terminar. Para quem não conhece, basicamente a história resume-se no seguinte:

  • Grupo de Aliens vem para a Terra e fica cá apeado, sem instruções para regressar à sua origem;
  • Grupo de Aliens decide viver em grupo numa comunidade exclusiva para a sua espécie;
  • Uma das famílias de Aliens abandona a comunidade e uma família de humanos muda-se para essa casa;
  • A recém-chegada família descobre o buraco onde se meteu;
  • Coisas tolas (algumas com piada!) acontecem.

Há uma salvaguarda que preciso de fazer… Quando falo em “tola” não quero dizer que a série seja necessariamente má… [Spoiler Alert: É.] Existem alguns pontos positivos que vos podem conseguir cativar (caso contrário não estaria aqui a escrever este texto) e irei tentar mostrá-los mais adiante. No entanto, todo o conceito e várias partes da sua execução são simplesmente, na falta de uma palavra melhor, parvos. Vamos lá então ver se consigo convencer alguma alma a ver esta série. (E desculpem-me já por provavelmente falhar nesta tarefa)

Começando pelo elenco, o nome mais sonante deverá ser o de Jami Gertz (no papel de Debbie Weaver), que muitos podem já conhecer da série Still Standing. O seu registo nesta série é bastante diferente, provavelmente fruto do conceito da mesma, embora ainda assim consiga ter das melhores prestações entre todos os seus colegas. Se gostam da Jami, e forem capazes de se abstraírem do overacting por vezes exigido à personagem, então têm aqui uma boa motivação para verem esta série.

De não se deitar fora é também a prestação de Toks Olagundoye, no papel de Jackie Joyner-Kersee, a matriarca da principal família de aliens. No caso dela, a actuação exagerada é uma constante, o que pode afastar a maior parte dos espectadores. Por outro lado é também isso que dá algum charme e define a sua personagem. Como exemplo temos um momento onde, quando encarregue de lavar os pratos, Jackie limita-se a atirá-los, indiferentemente, pela janela enquanto conversa com Debbie, que assiste incrédula a toda a cena.

Não encontrei nada de relevo quanto ao resto do elenco… O único ponto de notar talvez seja o facto de que a maior parte dos aliens decidiu escolher para si e as suas famílias nomes de atletas famosos, sendo capaz de arrancar um sorriso ou outro àqueles que estejam por dentro dos desportos Norte-Americanos.

Passando ao formato da história da série, este é o esperado: Funciona numa base de história-por-episódio (pelo menos até onde vi), o que de certa forma ajuda a série, pois se seguisse um fio contínuo ao longo de todos os episódios talvez se tornasse ainda mais cansativa e ainda mais depressa. A maior parte das piadas envolve as diferenças entre “culturas” alien e humana, como esperado. De certa forma funcionam. À primeira ou segunda vez por episódio, porque depois se tornam demasiado previsíveis. Exemplo disto é a excreção de fluidos dos aliens nas mais variadas situações (chorando pelas orelhas, não podendo ouvir bater palmas, etc.) que pode ter piada a primeira vez, mas não mais que isso, ou a linguagem mais infantil usada pelos aliens, que infelizmente não parece ter como objectivo chamar espectadores mais novos.

Subtilmente, a série tenta também passar algumas mensagens sobre relações interpessoais. No primeiro episódio temos um pouco de luta dos sexos, no segundo temos um momento mais tocante entre os irmãos mais novos da família humana e o terceiro tenta forcar-se nas relações de amizade entre os adultos de cada família, a sua integração na sociedade humana (incluindo amigos da família Weaver) e na relação de Larry (Simon Templeman) com o seu filho Reggie Jackson (Tim Jo).

Não existe nada de realmente novo nesta série. Tudo foi já feito, e melhor, em séries como Alf (para pegar no exemplo de um alien), que embora tendo algumas histórias mais tolas, o fazia de uma forma adorável e agradável para o público. Foi muito difícil encontrar razões para alguém gostar desta série, e mesmo as poucas que encontrei são muito fracas. Ainda assim querem saber razões para vê-la? Então, vejam The Neighbors se:

  • São fãs da Jami Gertz.
  • São ENORMES fãs de séries ou filmes de comédia envolvendo aliens e as suas (des)aventuras.
  • Não se importam com piadas muito fracas e repetitivas e a actuações exageradas.

Até à próxima!

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