The Moodys Effect #15 – Isto não é só para inglês ver…

Já há algum tempo que vinham a faltar por aqui as séries inglesas, curiosamente até falei numa a crónica passada mas isso agora não interessa nada. Este mês vamos passar uma vista de olhos por três séries distintas do panorama inglês, começando pela terceira temporada de Downton Abbey e como a série se degradou ligeiramente, analisar a recente Hunted e facto de ser uma surpresa fora do habitual da BBC e ainda Bedlam que apesar de já ter sido exibida no verão passado só agora visualizei a segunda temporada.

Downton Abbey nunca foi uma série muito original por mais hype e sucesso que tenha tido, mas havia algo mais que atraía muita gente para este drama de época. As séries de época tendem a ser um bocado chatas sobretudo as da BBC, o que não quer dizer que sejam más, mas normalmente o ritmo muito pastelento tira algum interesse às séries. Curiosamente esta série na ITV conseguiu rapidamente o estatuto de série de culto, todos queriam saber onde ia dar o complicado romance de Mary e Matthew. Com a chegada da terceira temporada essa história ficou de certa forma encerrada e a série prosseguiu outros caminhos o que acabou por lhe tirar algum fulgor. O facto desta temporada ter dois casamentos e um funeral, curiosamente relacionado com as três irmãs podia ter gerado outro caminho para a série, mas ficou evidente que os autores preferiram não sair da zona de conforto então limitaram-se a fazer das personagens um vai e volta constante. As histórias talvez mais interessantes ficaram a cargo dos criados da casa, como aliás era habitual, mas mesmo assim a insistência em que tudo acaba bem acabou por estragar um pouco a série. Eu entendo que não queiram desapontar os fãs, mas ás vezes esquecem-se que estão nos anos 20 em que a mentalidade é diferente e a forma como se entendem certas coisas não pode ser tão romântica. Foi uma temporada fraca e com receio que a quarta a existir seja mais do mesmo.

Hunted é uma das mais recentes apostas da BBC em séries contemporâneas. Trata-se de uma parceria com a rede americana Cinemax e da autoria de Frank Spotnitz, mais conhecido como um dos autores de X Files. A série foca-se na personagem Sam (Melissa George) uma espiã de uma empresa privada, Byzantium, que no decorrer de uma missão em Tanger sofre uma tentativa de assassinato. Escondida durante um ano Sam reaparece na agência disposta a descobrir quem da sua equipa a terá traído. Para isso ela volta a trabalhar como agente numa missão que envolve um estranho grupo de empresários denominado HourGlass. Esta intrincada história de espiões e conspirações tem sido uma óptima surpresa seja pelos constantes twists seja pelas boas interpretações e momentos de acção. A montagem da trama que claramente leva a ligações entre o que sucedeu em Tanger e o caso em que ela está envolvida jogam muito bem neste puzzle, a dois episódios do fim e com o facto de haver muitas personagens cada um a jogar na sua equipa devem trazer um final muito interessante. Não é uma série que se possa dizer que traz algo de novo, porque estas histórias de conspirações já estão muito usadas, mas o bom elenco, a fotografia e a acção são elementos muito consistentes e portanto os 8 episódios desta temporada são uma aposta ganha para quem assiste. Infelizmente chegou a notícia que a BBC terá cancelado a série, é esperar que pelo menos o final seja minimamente fechado.

Bedlam é uma espécie de Sobrenatural à inglesa, com um foco mais pequeno e com uma história que tem os seus momentos bons, mas algumas falhas também. Esta é a segunda temporada de uma série que iniciou o ano passado no canal Sky, basicamente é a história de um complexo de apartamentos Bedlam Heights que foram renovados de um antigo hospital psiquiátrico. Alguns acontecimentos acabam por atrair Ellie para o local onde se vê confrontada com visões do passado e alguns problemas que espíritos provocam aos inquilinos. Cada episódio foca-se num novo habitante deste local, ou seja as semelhanças com 666 Park Avenue são claras. O facto é que a série mudou de elenco da primeira para a segunda temporada, mantendo-se apenas o dono do edificio, Warren. Esta mudança de elenco foi positiva, a história da primeira temporada não teve conclusão e pouco se percebeu o que ali se passou. Este segundo volume foi mais  simples e as peças fizeram sentido, também o elenco melhorou significativamente. Para quem gosta de séries de sobrenatural esta é uma boa opção, embora não seja nada assustadora e até tenha casos bastante básicos quando comparada com outras séries do género. São 6 episódios em cada temporada é um bom entretenimento fora dos clichés americanos.

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