Hits & Flops #9 – Top Gear, Fringe e Political Animals

Olá a todos, sejam bem-vindos à coluna de opinião (nome engraçado e comprido) do Imagens Projectadas. Todos os domingo eu, Miguel Bento, e o António Guerra , traremos os Hits e os Flops da semana que passou. O melhor e o pior em termos de televisão americana e britânica. Por isso, e sem mais atrasos, vamos embora ao que interessa.

Numa semana bastante afectada pelo furacão Sandy, ficam aqui os estilhaços (bons e maus) que ficarão.

  • Top Gear – Especial – 50 Years of Bond Cars: A Top Gear Special

Top Gear sabe fazer especiais. E este é mais um caso claro disso. A série consegue ter um excelente episódio especial, revisitando os carros que marcaram a vida e obra de James Bond (mais a obra que a vida). Tem uma abordagem única, que nos envolve no mundo da sequela, e que nos faz apaixonar pelos carros e não pela acção. Consegue ir buscar pormenores que se deve muito a investigação, consegue ter na mão todos os carros usados, consegue até inventar um submarino. Fora das séries, Top Gear é o programa que mais gozo me dá ver…muitas vezes bem mais que uma mera série.

  • Downton Abbey – 3.07 – Episode 7

Depois de um inicio pouco apelativo a série tem conseguido novamente ser aquilo que era no inicio, sem a mesma novidade e encanto é certo. Dois casamentos e um funeral foram necessários para convergir finalmente as personagens para propósitos mais interessantes. Branson começar agora a ficar ligado à família depois da morte de Sybill  enquanto Mathew luta contra a falta de visão de Robert sobre o futuro de Downton, Edith dá mais um passo na sua independência e Bates finalmente vê a verdade esclarecida. Mas neste episódio marca também o cair da máscara de Thomas perante a descoberta da sua sexualidade e todo escândalo que isso irá provocar. Este tema, juntamente com a que envolve Ethel mostra um pouco mais da visão limitada da sociedade da época, algo que por vezes falta à série que se enrola demasiado em floreados. Um bom episódio que antevê um final cheio de expectativas para todos os personagens.

  • The Good Wife – 4.05 – Waiting for the Knock

Waiting for the Knock é daqueles episódios de The Good Wife onde me sinto a abrir um presente. Primeiro o laço, e ainda a sensação de surpresa. Depois rasgar o embrulho. Depois abrir a caixa. E só depois um sorriso ao vermos que aquilo é mesmo o que queríamos  É um episódio muito bem construído, que permite que haja o uso de todas as personagens que andam pela série, e com o paralelismo da vida política de Peter sempre a acompanhar. Não é genial, mas é um bom presente. Tomara todas as séries nos darem tantas vezes prendinhas como a série da CBS o faz.

  • 30 Rock – 7.05 – There’s No I in America

Quando a série pega na politica é sempre um momento alto, assim foi nas ultimas eleições e volta a ser nestas. Com Liz e Jack numa luta desenfreada para usarem Jenna como aquela que irá decidir quem será o novo presidente. O debate foi simplesmente genial e todas a história envolvendo estes três. Os enredos secundários do Pete e do Keneth é que não foram muito bem conseguidos.

  • Homeland – 2.05 – Q&A

Mais um episódio brilhante de Homeland só estragado por uma coisa: romance adolescente. Fora isso, temos um interrogatório absolutamente genial, onde vemos personagens com os nervos à flor da pele, personagens verdadeiras, sem nada a esconder nem a enganar. E, no fim, ficamos com a sensação que agora a série pode virar para qualquer lado, e para o lado que virar será sempre uma surpresa. Hoje já há outro…ainda bem.

  • Walking Dead – 3.03 – Walk With Me

Finalmente a série ganhou outras cores. Não sei se foi o facto de o grupo da prisão não ter aparecido ou de este ser uma espécie de nova parte da história com algum conteúdo. O facto é que este Governador é um personagem e tanto, e o episódio em redor dele conseguiu ser muito bem trabalhado, mostrando uma visão afectiva e alguém interessado em proteger aquelas pessoas mas aos poucos revelando que algo nele está completamente errado sobretudo quando vai salvar os militares. Pena que o final tivesse um sabor amargo porque de alguma forma parece ser inserido para chocar, é uma das cenas da BD literalmente mas mesmo assim precisávamos de mais algum contexto para perceber aquele fascínio macabro. A série podia focar-se ali e iria melhorar a olhos vistos.

  • Fringe – 5.05 – An Origin Story

An Origin Story é mais um episódio parvo, sem nexo nenhum. Fora o final, para chocar essencialmente, e bastante previsível, este quinto episódio nada trouxe. Nada. Houve muito choro, muitas expectativas, mas saldo nulo. Continua tudo na mesma, como o Peter diz nada do que têm até agora é próximo para vencer. E continua a mesma lengalenga. Passaram 5 episódios e nada. Para uma série com o prazo ali, à frente, estar a adiar e a adiar só demonstra uma temporada mal planeada. É que esta semana foi um caso da semana que resultou mal. Mais nada…Fringe, perdida em maus caminhos.

  • Malibu Country – 1.01 – Pilot

Fascina-me o facto desta temporada ser cheia de comédias do mais terrível possível. Depois de Animal Practice, Mindy Project e Neighbours eis que surge mais uma pérola de como se fazem más séries. Este Malibu Country tem um episódio de estreia do mais medíocre possível. Desde os primeiros segundos as piadas são sofríveis, a cara da Reba é ridícula e a história não tem ponta por onde pegar. Parecia que estava a ver uma peça amadora da escola primária.  A parelha da ABC das sextas à qual se junta a bolorenta Last Man Standing até parece resultar em números mas não deixa de ser lamentável que para subir audiências de um dia que nunca lhes interessou tenham de ir aos baús dos anos 80 para desencantar estas histórias cheias de teias de aranha e com risos enlatados. Péssimo.

  • Nashville – 1.04 – We Live in Two Different Worlds

Foi também a mesma coisa. O problema de Nasvhille é viver sempre a mesma história, em todos os episódios. Parece que, salvo alguns pormenores, estamos a rever o episódio anterior. E isso mantém-se desde o 2º. Para além de um texto que estou a preparar, onde se nota que a série se vai apoiar muito em formulas geométricas de romances, desde triângulos a icosangulos. E isso não é algo que goste. Porque vamos andar num pára arranca até se decidirem, e para uma série tão nova, já ter este tipo de problemas, é mau. Vamos ver se há saída desta vida repetitiva…

  • American Horror Story – 2.03 – Nor’easter

Esta semana a série espalhou-se ao comprido sobretudo no inicio do episódio na parte actual. Então de um momento para o outro aparecem duas novas pessoas dentro do edifício? Agora expliquem-me quem fez o quê durante os dois episódios anteriores ao casal? eu não percebi rigorosamente nada. Na história principal o sanatório está sobre o aviso de uma tempestade (estas coincidências na série são deliciosas sem dúvida). Para acalmar os pacientes exibem um filme de terror? Genial! Mas o que falhou aqui foi que tudo neste episódio foi um bocado previsível, a fuga só podia correr mal e sabendo nós o que está no exterior era o mais certo não irem a lado nenhum. Entretanto o demónio anda por lá a fazer das suas e a Sister Jude tem de lidar com o passado, mas daí nada de mais aconteceu, ou será que aconteceu? Não faço ideia do que era a criatura que ela viu, sonho ou realidade? De resto a cena final foi extremamente macabra até porque mais uma vez não entendi muito bem a necessidade de fazer aquilo. Mas pronto ali andam todos possuídos portanto tudo pode acontecer.

  • The Big Bang Theory – 6.06 – The Extract Obliteration

Para um episódio que muito prometia só me rir verdadeiramente de uma piada é mau. Mas foi isso que aconteceu. TBBT tem este problema: tanto pode ser genial como razoável ou até mau. Nos últimos tempos o barómetro tem estado para baixo. Este foi razoável fraquinho. O pior é que a série, um dia destes, pode resolver isto e dar-nos um excelente episódio…não me parece, mas as surpresas acontecem. Por agora anda muito irregular, e com regularidade bastante baixa. É mau para aquela que já foi das melhores comédias por aí.

  • Nota relativa a cancelamentos 

Fiquei um pouco desiludido por Political Animals ter sido cancelada, apesar de haver uma espécie de conclusão ligeira na mini série, julgo que foi injusto terem descartado a possibilidade de uma segunda temporada para explorar um pouco os acontecimentos do final. Não são todas as séries que têm um elenco daqueles e a culpa dos fracos resultados não foi com certeza do elenco ou da história mas sim do dia onde estava a dar, aos domingos em cima de séries como True Blood e Breaking Bad. É uma pena.

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