Hits & Flops #6 – Homeland, Arrow, Nashville e Fringe…

Olá a todos, sejam bem-vindos à coluna de opinião (nome engraçado e comprido) do Imagens Projectadas. Todos os domingos eu, António Guerra , e o Miguel Bento, traremos os Hits e os Flops da semana que passou. O melhor e o pior em termos de televisão americana. Por isso, e sem mais atrasos, vamos embora ao que interessa.

Mais uma semana de séries a desfilar pela televisão, mais uma semana onde expectativas se concretizaram ou saíram furadas. Tudo em resumo a seguir ao salto. Jump!

  • Homeland – 2.02 – Beirut Is Back

Não é só o final, que é absolutamente explosivo. Toda a construção do episódio, onde vemos uma Carrie à procura da verdade, arriscando tudo e todos, onde vemos uma Carrie a lutar contra as desconfianças da CIA, para além de vermos nascer a teoria da conspiração, logo deitada por terra. Beirut Is Back é absolutamente bem construído. Desde a fuga do terrorista, passando pela utilização de Brody nos jogos de poder e aquela sms enviada de uma sala onde parecia que o mal do mundo ia acabar. Homeland não regressou com este episódio, mas foi o aquecimento total dos motores para, o que esperamos, uma fantástica temporada. Muito bom episódio.

  • Arrow – 1.01 – Pilot

Arrow é talvez das melhores estreias deste ano na CW, aliás não seria muito difícil.  De facto a série tem alguns aspectos positivos, seja pelo enquadramento da história inicial seja pelo facto de este não ser um super herói com poderes especiais. É a história de Oliver Quin que depois de um naufrágio e perder o pai se vê preso numa ilha durante cinco anos até ser resgatado. Este tempo serviu para cimentar o plano de vingança sobre uma série de gente e tornar-se uma espécie de Robin dos Bosques dos tempos modernos. O visual da série é bastante agradável, o protagonista um eye candy para a ala feminina mas este também não é um produto de topo. Os clichés das intrigas familiares e do poder e da vingança são mais que batidos e os textos são fracos portanto cairá em muitos lugares comuns. Mas para o canal em que está não se pode exigir muito mais.

  • Parenthood – 4.05 – There’s Something I Need to Tell You…

Que fantástico episódio. Uma montanha russa de emoções, com cenas brilhantes (principalmente pelo Peter Krause) e com aquela cena final que se esperava. Parenthood consegue construir boas personagens e o espectador apaixona-se por elas, aproxima-se da sua vida e sofre com o que acontece. Esta semana foi brilhante, principalmente por vermos a família toda reunida na alegria e na tristeza. No jogo de basebol e num dos momentos mais importante para os Braverman, toda a gente a sofrer com aquela notícia. Absolutamente brilhante este episódio de Parenthood.

  • Nashville -1.01 – Pilot

E finalmente temos a série que provavelmente será o melhor piloto da temporada. Confesso que não foi das séries que me chamou a atenção pelos trailers, dado que se tratava de uma série musical e já havia demasiadas desilusões nesse campo. Mas não, Nashville consegue trazer o espírito country para uma série sem nódoas. Tanto o argumento em redor da música funcionou muito bem, como que o choque de gerações também. Uma escrita e uma história que não caiu no facilitismo. Connie Briton e Hayden Panetierre conseguem ter um presença forte carregar a série, mas o personagem mais importante aqui é mesmo a música e cada momento musical neste episódio tem o dom de emocionar destacando principalmente o momento final. Se não se perder podemos ter aqui o hit da temporada.

  • Nashville – 1.01 – Pilot

A surpresa da temporada. Podia vir rotulada pelos críticos da estreia da temporada, mas Nashville tinha música. E as estreias musicais não têm sido grande coisa. Mas Nashville consegue mudar isso. Suporta-se na música, mas a história salta entre a política, entre uma luta de gerações, onde temos uma Hayden Panetierre muito interessante, ajudada com uma brilhante actriz chamada Connie Briton, que rouba as cenas do piloto. Depois temos a música, o estilo musical a falecer nos States, temos um drama familiar na mais novita das rainhas do Country. Nashville não teve o melhor piloto da temporada, mas pode ser a série mais regular. Pelo menos surpresa já o é.

  • It’s Always Sunny in Philadelphia – 8.01 – Pop-Pop: The Final Solution

Voltou a série mais politicamente incorrecta da televisão americana. E que belo regresso. O grupo recebe a noticia que o avô de Dennis e Dee, um ex líder nazi que todos detestam, está a morrer e que lhes vai deixar algumas heranças. Ora o problema é que ninguém sabe onde está a herança e no meio de tanta trapalhada explora-se o tema da eutanásia, desligar ou não desligar a máquina? para eles a opção era fácil se não houvesse um tesouro para descobrir que é a única coisa que interessa. Temos direito ao regresso do Rickety Cricket que continua a sofrer nas mãos do gang e o momento repulsivo do episódio com o Charlie a beber sopa estragada como se fosse uma iguaria. Estão de volta com o seu mais fino humor negro.

  • Modern Family – 4.02 & 4.03 – Schooled & Snip

Modern Family teve um início algo razoável. Mas estes dois episódios foram geniais em termos de comédia. Tanto Schooled como Snip conseguiram despertar gargalhadas que até agora nenhuma comédia tinha conseguido. Não se tem um brilhantismo de construir uma narrativa que vai culminar com o desastre total, mas mantém sempre humor durante a hora de episódios. Merece ser reconhecida…

  • How I Met Your Mother – 8.03 – Nannies

Não foi pior que os anteriores, despertou gargalhadas, mas a série está má. Está má e não muda. O episódio para pouco serviu, outra vez, as personagens estão perdidas e já sabendo o final, não se percebe o porquê de estarmos com estas relações que não darão a lado nenhum. How I Met Your Mother tem o problema de que os flash forwards são óbvios, deixando com que não sintamos nada sobre estas personagens que agora se encontram. Enquanto for assim, HIMYM não melhorará.

  • Beauty and the Beast – 1.01 – Pilot

Se por um lado Arrow conseguiu acertar o alvo, este Beauty and the Beast falhou redondamente. Não é que a série seja má de todo, afinal é um remake de outra dos anos 80 onde não se dava tanta importância à beleza mas sim ao misticismo e à relação entre os dois protagonistas. Aqui não há coisa nenhuma, a protagonista não tem qualquer credibilidade como policia e muito menos a parceira e a história da morte da mãe é tão óbvia que a série acabou rapidamente a meio do episódio. O monstrinho com ar sexy e com bonita cicatriz no rosto foi a solução encontrada para não afugentar as adolescentes histéricas que seguem o canal e pronto assim se estragou o elemento de terror da série. Que mais há a dizer quando se estraga desta forma um dos ícones da tv dos anos 80?

  • Go On – 1.06 – Big League Chew

Go On teve o pior episódio da temporada. Para além de incoerências em termos de narrativa (o Ryan já tinha encontrado a “psicóloga” fora do trabalho, p.e.), não conseguiu ter grande piada. Porque a “psicóloga” não é uma personagem tão importante quanto o grupo. Claro que a forma de crescer é com episódios destes, mas ter um episódio só focado nela não beneficia nada a série. Foi o que aconteceu…

  • Chicago Fire 1.01 – Pilot

Séries de bombeiros e equipas de emergência já foram um bocado batidas em tempos idos, a tentativa de recuperar o género cai rapidamente no que foi este episódio: um despejar de personagens com problemas, de histórias pouco interessantes e basicamente uma série de episódios de salvamentos. O inicio do episódio foi se tal forma rápido que nem deu para perceber o que se passou ali, saltamos logo no tempo em que duas equipas rivalizam e sofrem com a morte passada. Focando isto em dois personagens Casey e Severide, um com problemas em se relacionar outro com problemas de drogas (medicamentos). E pronto a isto junta-se um conjunto oco de outros personagens e a série é medíocre. Claro que existe aqui espaço para crescer e até explorar mais a vida destas personagens, mas este inicio foi algo para um piloto não nos deu quase nada.

  • Fringe – 5.03 – The Recordist

Continuo com a sensação que Fringe está a engonhar. Com uma temporada pela frente, podíamos ter episódios frenéticos todas as semanas. Mas não. Passos de bebé, com o plano traçado e mais nada que isso. Esquece-se o passado, esquece-se tudo, e temos o bando dos 4 a seguir filmes, género Lost com os seus filmes da Dharma Initiative. Claro que tivemos um avanço, mas foi tão pequeno que parece que estamos a ver uma série com medo de arriscar e de depois, no final, ficar com pouco pano para o que resta da temporada. O que se conclui que a temporada poderia ser melhor preparada.

  • Last Resort – 1.03 – Eight Bells

Infelizmente ou pelo menos por agora a série está a entrar numa espiral de mais do mesmo a cada episódio. Está certo que finalmente tivemos uma amostra de quem controla a ilha e os seus interesses. Mas é pouco, a história parece não ter uma abrangência muito grande e é preciso gastar episódios em passeios no mato ou em missões de salvamento de soldados raptados. As personagens estão todas dispersas e ninguém consegue muito bem vislumbrar onde isto pode ir. No lado do governo as coisas caíram no típico cliché do pai da ‘heroína’ ser um dos maus da fita, do namorado da rapariga provavelmente ter sido assassinado e de usarem familiares como justificação para se conseguir o que se quer. Enfim é pouco para uma série que joga com conspirações deste nível.

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