Recordar é Re(vi)ver #6 – Procura-se famílias normais

Olá leitores assíduos deste blog que é deveras fofinho que já se encontravam com ânsias por não lerem nada meu há tanto tempo.

Sim, esta crónica foi quase tirada à força da minha pessoa (só não usei a expressão “a fórceps” para não ficarem com a ideia de que ando por aí a dar à luz crónicas relacionadas com séries), mas cá está ela, pronta para falar um pouco de uma série qualquer, que já foi à vida, por razões até agora indeterminadas.

Desta vez vou falar de uma série que já existiu, faleceu e parece que agora está tipo fénix, a renascer das cinzas, o que é bom. Arrested Development, é o nome dela. Agora do que se trata? É difícil chegar a um consenso. Pode-se dizer que Arrested Development é um pseudo-documentário de uma família completamente saudável e funcional, em que tudo corre normalmente, sem lixarem sempre um dos filhos.


Agora que vocês ficaram com a ideia de que é uma série secante, leiam a última frase com um “não” incluído a seguir ao nome da série.

Apresento-vos a família Bluth. Família milionária, com uma empresa de construção de sucesso, constituída pelo pai, George Bluth Sr., a mãe, Lucille, os filhos Gob, Michael, Lindsay e Buster, os netos George Michael e Maybe e, por fim, o genro, marido de Lindsay, Tobias.

Com estreia em 2003 na Fox, esta série é apresentada ao estilo documentário, com direito a narração e tudo (por Ron Howard), Arrested Development conta-nos a história do falhanço da empresa Bluth, devido a falcatruas do pai, da perda de todo o dinheiro da família, da necessidade (e muita pouca vontade) de mudança de estilos de vida, e de todos dependerem do filho Michael, para tudo. Quando se encontram sem dinheiro, decidem ir viver para uma das mansões-modelo da empresa de construção da família, talvez a única coisa que não foi penhorada.

Michael (Jason Bateman) é um dos filhos de George Bluth Sénior (Jeffrey Tambor), com um filho, George-Michael (Michael Cera), e viúvo. Após a morte da sua mulher, Michael e o seu filho mudaram-se para a casa de família, mesmo a tempo da bolha rebentar. Sendo o único membro da família com algum pingo de bom senso e inteligência, todos o obrigam a tentar resolver todos os problemas, culpando-o de tudo correr mal ou das coisas não se resolverem como querem. Torna-se numa ama da família… Uma vida de merda, portanto.
Lucille (Jessica Walter), mãe de Michael, é uma senhora do Jet Set, muito ao estilo de Lili Caneças, mas sem as operações, acho, que não admite que toda a sua vida de luxo tenha de desaparecer com a prisão do seu marido. Isto inclui continuar a gastar o dinheiro que nem tem em roupas e vinho e exigir que Michael arranje dinheiro. Isto tudo sem querer arranjar emprego. A sua única tarefa, é ser uma mãe galinha para Buster (Tony Hale), um dos filhos que saiu um pouco estranho (ainda mais estranho que o resto da família), com algumas dificuldades de pensamento e uma grande fobia de sair de baixo das asas da mãe. Isto já com cerca de 30 e poucos anos.
Os outros dois irmãos de Michael, Gob (Will Arnett) e Lindsay (Portia de Rossi) não apresentam grandes diferenças da mãe. Gob diz-se, à força, um mágico. Não quer arranjar nenhum tipo de emprego para além da magia. Toda a sua vida tentou impressionar o pai com os seu truques, sempre em vão. Quer ser mágico e tentar passar sempre à frente do seu irmão Michael, no que toca a tentar gerir a empresa da família, depois da prisão do pai. Já Lindsay, mesmo odiando a mãe e tudo o que ela representa, é igual a ela: materialista, preguiçosa e superficial. O seu único desejo é voltar a ter o mesmo sex appeal de antigamente e conseguir trair o marido, para conseguir um divórcio com justa causa. O marido Tobias (David Cross), um médico que perdeu a sua licença, que tenta sempre mostrar o seu amor por Lindsay, não consegue fugir das constantes afirmações com um alto teor de dúvida sexual. Para ajudar à festa, Tobias não consegue estar nu. Nunca. Nem a tomar banho, por isso ostenta sempre uns calções de ganga por baixo da sua roupa interior.
Os primos George-Michael e Maybe (Alia Shawkat), filha de Lindsay e Tobias, tentam sobreviver a esta família. George-Michael, sempre com uma confiança muito baixa, orgulha-se da optima relação que tem com o pai, mesmo depois da morte da mãe, mas culpa-se de ter uma atracção enorme pela sua prima, Maybe. Maybe é uma rapariga que tenta ser diferente da mãe (e que a odeia, para manter a tradição de família). Um pouco precoce, consegue sempre passar por mais velha e arranja sempre ideias para tentar provar os erros da sociedade e os seus estereótipos (por exemplo, mascarar-se de paraplégica para participar num concurso de beleza, estilo miss qualquer coisa. Resultado: vejam a série).

Pode-se dizer que ao ver esta série temos uma constante sensação de “what the fuck?”. É muito absurda, mas é genial. É uma comédia que, ainda bem, não tem gargalhadas por trás.
E como parece que estão a fazer uma quarta temporada, sete anos depois do seu cancelamento, acho que é uma boa ideia vocês todos verem isto de início para não se sentirem postos de lado por não conhecerem a história, quando a nova temporada estrear. Estou só a pensar no vosso bem.

PS: peço desculpa se a descrição das personagens está um pouco confusa. Não consigo lidar com muitas personagens. Por isso é que nunca irei escrever algo sobre Game of Thrones, se algum dia for cancelada (ou simplesmente para recordar a série daqui a uns anos).

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