Hits & Flops #4 – Doctor Who, Vegas, Fringe e mais…

Olá a todos, sejam bem-vindos à coluna de opinião (nome engraçado e comprido) do Imagens Projectadas. Todos os domingos (hoje novamente e excepcionalmente à segunda-feira) eu, António Guerra , e o Miguel Bento, traremos os Hits e os Flops da semana que passou. O melhor e o pior em termos de televisão americana. Por isso, e sem mais atrasos, vamos embora ao que interessa.

Apesar de ainda faltarem várias séries, que regressam principalmente hoje, temos uma semana já movimentada:

  •  Fringe – 5.01- Transilience Thought Unifier Model-11

Se pensarmos a série como cada temporada uma história este pode ser um bom episódio de introdução do capitulo final destas personagens. De facto houve uma quebra significativa com quase tudo o que se passou antes e portanto este é um novo capítulo que agora começa. O episódio de tom mais introdutório, (embora já tivesse começado na temporada passada no 4.19) revela-nos este novo universo e os peões da nova aventura contra os Observadores que tomaram conta do mundo. No tom mais futurista e melancólico cheio de encontros e desencontros é sobretudo uma fábula sobre a esperança e tem dos finais mais emotivos que a série nos deu até hoje. É um começo morno que se sente um novo recomeço, é de esperar que não se perca em casos paralelos pouco importantes. Venha o capítulo final.

  • Treme – 3.01 – Knock with Me – Rock with Me

O regresso da banda sonora à televisão americana. Treme tem a característica de ser uma série que se apoia muito na música de New Orleans para construir a sua história, e isso faz com que a série tenha outra abordagem e interesse. Voltar a ouvir aquela abertura foi fantástico, mas toda a história, com aquelas personagens fantásticas, é absolutamente fantástico. Treme regressa ao ecrã deste miúdo, que aguardava para ver o recuperar de um povo contra os erros humanos e os infortúnios da natureza. Uma história muito bem contada, embrulhada com a já falada música. Seja bem vinda!

  •  Vegas 1.01 – Pilot

Fiquei na dúvida se deveria colocar esta série nos hits, mas depois de olhar o que a CBS nos ofereceu esta é talvez a única série que mereça destaque. Um rancheiro Ralph Lamb (Dennis Quaid) vê-se numa posição delicada quando por força das circunstâncias (como sempre nestas séries) acaba por tomar nas suas mãos a lei de uma Las Vegas a crescer nos anos 60 entre o tráfico e o jogo. Não nos apresentou um caso inicial interessante é certo, mas as cenas entre Lamb e Vicent Savino (Michael Chiklis) o barão da máfia acabado de chegar, prometem bons momentos de confronto. De resto e apesar de uma série de época pouco nos  dá desse tempo mostrando-se mais preocupado com os personagens do que usar a imagem degradante de uma cidade do jogo como arma. O tom demasiado masculino (onde só há uma mulher muito apagada por agora, Carrie Ann Moss) dá aquele ar velho à série e apela pouco ao publico mais novo. Pode ter tido um inicio relativamente competente mas não é atractivo para as faixas etárias relevantes. Correndo o risco de ser somente um procedural, a série pode não aproveitar o potencial que aparenta ter.

  • Doctor Who – 7.05 – The Angels Take Manhattan

A despedida dos Pond foi emotiva, genial e inesperada. A construção do episódio é brilhante, o regresso dos Weeping Angels foi muito bem aproveitada, e sabermos que foi mesmo a última vez que vimos o par deixa um sentimento de tristeza no ar. A despedida de Doctor Who até ao natal é um episódio que demonstra o porquê da série ser absolutamente excelente, das melhores que aqui anda, conseguindo deixar qualquer pessoa a perguntar: “E agora?”. Agora teremos um Doctor diferente, com uma companheira diferente, que terá de fazer muito para fazer esquecer a dupla que acabou por morrer já idosa. Absolutamente brilhante.

  • How I Met Your Mother – 8.01 – Farhampton

O regresso de HIMYM com promessa de ser o início do fim demonstrou isso. Mas não foi o suficiente. Para comédia que é, a série não atingiu o seu objectivo. Sem me fazer rir, sem nem me despertar o mínimo sorriso, e ainda por cima a chatear-me com aquele final. Sim, o reencontro está próximo, mas é engonhar mais um pouco. Já sabemos que metade do elenco de HIMYM não vai estar no final da série, logo já perdeu interesse. E o interesse, a mãe, parece difícil de revelar. Mais uma vez o guarda-chuva. E, para além disso, sente-se que tudo o que foi dito para trás sobre esta personagem mítica será esquecido, apagado. Foi dar milho aos pardais e agora vamos revelar! Vamos revelar agora! Sim, é já agora! Só mais um bocadinho…aguentam? A resposta é não.

  •  Partners  1.01 Pilot

De facto as séries de comédia da CBS andam uma pobreza terrível e este é mais um dos exemplos do tipo de séries que já ninguém tem pachorra. Premissa simples dois amigos de infância, a arquitectura em comum, um é gay o outro é hetero trabalham juntos, partilham uma grande amizade. De resto a série não tem piada, usando os típicos trejeitos gay e onde qualquer coisa coloca a amizade e o trabalho em causa porque um é demasiado canastrão e o outro demasiado parvo. De resto há os respectivos parceiros, a noiva snob e  tem uma loja de jóias onde nunca se vê clientes e o outro é um enfermeiro gay que passa o tempo a passar por médico porque o namorado tem vergonha dele. Sophia Bush e Brandon Routh não têm qualquer piada e nota-se muito pouco à vontade neste género. É mais um falhanço no tipo de comédia multicam que já passou de moda e que só a CBS insiste em trazer com as tais gargalhadas enlatadas como se o publico tivesse de ter ajuda para rir. Terrível a não ver de certeza.

  • Made in Jersey – 1.01 – Pilot

Mais um drama jurídico na CBS, mais um drama furado. Made in Jersey será uma advogada contra o mundo, proveniente de uma família sem meios mas que conseguiu ter ali a sua menina bonita. A partir daqui teremos casos, que serão rebuscados e brilhantes, de cortar a respiração, ou isto é tudo mentira. E é mentira. Made in Jersey será uma menina que tenta conquistar o mundo, e com a sua personalidade consegue-o. Visto? Claro. Mas a novidade está em…não sei. Não há nada de novo. A fórmula não é nova e não resulta. É bater na tecla. Não é nada de absolutamente fraco como a série seguinte, mas é um desperdício de tempo. Made in Jersey, a série que toda a gente já viu um dia…mesmo não tendo este nome

  •  The Neighbors – 1.01 – Pilot

Há séries más e pilotos medíocres  mas esta série consegue o feito de ser talvez a pior coisa da década. Numa época em que se luta para segurar as poucas audiências que os canais abertos começam a ter, o surgir desta série é um sinal do Apocalipse  Como é que alguém no seu perfeito juízo aceitou que isto fosse sequer produzido para piloto? Uma família vai viver para um subúrbio que descobre que é refúgio de aliens. E claro como tudo isto é muito normal depois dos primeiros gritos tudo passa para a simplicidade da aceitação daqueles seres. Eu aconselho a todos a ver isto acho que é uma lição de como nunca se deve fazer uma série nem de comédia nem de coisa nenhuma. É tão terrivelmente mau que até tem piada. Senti-me transportado para aquelas séries medíocres que davam aos sábados de manhã nos anos 90 que eram quase amadoras mas tinha um target infantiloide como alvo. Pior que isto ir ao ar é que 9 milhões de pessoas a viram o que lhe deu audiências aceitáveis. O fim do mundo está aí.

  • The Neighbors – 1.01 – Pilot

O pior piloto da temporada. Um dos piores dos últimos anos. The Neighboors não tem piada. The Neighboors consegue atingir a piada só por ser mau e ter passado aos critérios das televisões. Não se percebe como, mas lá passou. A comédia parece que não está lá, talvez levada por algum ataque alienígena que ninguém sabe. As personagens são paupérrimas, os extra-terrestres apenas estúpidos e sem piada, a vida naquele meio apenas…não há palavras. The Neighboors não tem a mínima lógica, e isso não é um elogio. Não tem piada. Não é comédia. É um passeio de maus actores durante 20 minutos na televisão americana, com péssimos efeitos e piores histórias. O Flop da temporada

  •  Revolution – 1.02 – Chained Heat

Eu juro que tentei, mas quando uma série começa mal não tenho muitas dúvidas que venha a melhorar. E este episódio prova mais uma vez a mediocridade deste argumento. A primeira questão é como é que eles se conseguem orientar tão bem para encontrar alguém numa civilização completamente errante? primeiro os clichés ‘tu não podes ir porque não estás preparada’ ela vai atrás dele na mesma e até o consegue apanhar mesmo depois de passarem algumas horas. Voou? Depois encontram quem procuram por mero acaso no meio do mato. Palmas. Depois a miúda que há momentos protegia um assassino por pena agora enfrenta um grupo de militares e dão cabo deles todos. Urrah. Depois temos uma única cena do Tom Neville a mostrar que é mau como as cobras. Volta Gustav Fring estás perdoado. E claro como se não fosse mais que óbvio a mãe de Charlie está viva e bem de saúde numa mansão. Este episódio não teve coisa nenhuma senão angariar personagens para a trama, não serviu para nada e nem a história ganhou qualquer interesse. Tracy Spiridakos é terrível e somente o ar a Hunger Games parece estar a dar impacto a isto. Vale a pena continuar a ver? Não. Por mim fico-me por aqui.

Se à segunda semana isto não melhora substancialmente a próxima talvez seja melhor não guardar expectativas, embora regressem algumas das mais mediáticas séries. Até lá.

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One thought on “Hits & Flops #4 – Doctor Who, Vegas, Fringe e mais…

  1. Não percebo qual o problema de Partners… O Michael Urie tem piada, desempenha o papel de um gay bastante extravagante mas likable; o Routh é um enfermeiro com uma personalidade completamente diferente da de Urie, menos crazy, mas não é por isso que não se dá bem com a comédia, além de que é dos que intervém menos; a Sophia Bush é simples, não a considero snob, além de que a química com o Urie é visivel e as cenas entre os dois são boas, com boas referências culturais; por fim,o David Krumholtz até se dá bem com o Urie e há cenas em que se vê que querem continuar a rir-se… Just give it another try!
    Considero Ben & Kate algo de dispensável, com pouco interesse e pouca piada. Adoro a miúda (a filha da Kate) e a amiga britânica, mas só isso… E Neighbors é mau.

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