Hits & Flops #3 – Go on, Downton Abbey, Parenthood e mais…

Olá a todos, sejam bem-vindos à coluna de opinião (nome engraçado e comprido) do Imagens Projectadas. Todos os domingos (hoje novamente e excepcionalmente à segunda-feira) eu, Miguel Bento, e o António Guerra, traremos os Hits e os Flops da semana que passou. O melhor e o pior em termos de televisão americana. Por isso, e sem mais atrasos, vamos embora ao que interessa.

Esta semana olhamos para mais algumas estreias, também alguns finais. Na próxima semana começa em força a fall season:

  • Dowton Abbey – 3.01 – Episode 1

Não é que este tenha sido um dos melhores episódios da série, mas para inicio de temporada deu para perceber onde querem ir. Com o regresso da série são-nos introduzidas duas novas personagens, um novo criado e a mãe de Cora que apesar de uma boa entrada ainda deu para saborear pouco o conflito entre as matriarcas da família. Sybil e Branson retornam e provocam algum embaraço. Entretanto a história de Carson continua a dar que falar e ou sou eu a achar que ele é mesmo culpado ou andam-nos a enrolar só para o manter na série. Mas o tema relevante do episódio é mais uma vez o dinheiro e uma nova crise na família que quase arruína o momento de festa que se vive finalmente em Downton, curiosamente uma excelente ponte para a sociedade actual. O casamento de Mary e Matthew finalmente acontece, mas ficou claro que vem aí tempestade. Um bom episódio ao estilo habitual da série e que promete uma boa temporada.

  • Go On – 1.03 – There’s No ‘Ryan’ in Team

O meu problema com Go On é achar que isto não passa de uma série sobre Matthew Perry e isso torna-se um bocado dissimulada e egoísta. Mas à parte disso até se tem revelado engraçada e com personagens bastante peculiares. Neste episódio foca-se sobre a dificuldade de Ryan em revelar aos seus conhecidos sobre a morte da sua esposa com receio das reacções que ele tanto tenta evitar. No meio de tanta gente é difícil alguém ganhar espaço, mas esta semana o foco foi em Steven e a sua dificuldade em ajudar Ryan, o que gerou alguns momentos engraçados como aquele no restaurante. Claro que no fim tudo se compôs e Ryan teve direito a alguns momentos de convívio por parte do grupo que incluiu uma fonte e um Porshe. Continua agradável e a testar caminho, é capaz de melhorar  com o tempo.

  • Parenthood – 4.02 – Left Field

O que esta semana Parrenthood fez é algo que não se faz. Aquele final é absolutamente de tirar o ar a qualquer pessoa, de entristecer um dia, de lixar uma noite. O cancro a atacar Christina é algo bastante triste, mas toda a situação, toda a construção daquele final mudo é…não há palavras. Desolador é a que mais se aproxima. De resto, foi mais um dia na vida da família mais fôfinha da TV Americana, com as suas tropelias. O episódio merece o Hit pelo final que deu. Parenthood tem a capacidade que nos apeguemos às personagens. De viver em parte a sua vida. E ver uma vida ser destruída assim é muito desolador.

  • White Collar – 4.10 – Vested Interest

White Collar entra aqui porque a maioria das séries ainda não entraram ao serviço. O episódio não foi nada de especial, e o final foi bastante previsível a partir do momento em que soubemos que Sam não era Sam. De resto, foi mais um caso, um bocado mais perigoso, mas nada de especial. White Collar é típica série de verão que diverte. E nisso não tem falhado. Não consegue ir muito mais longe, porque a história também não deixa, mas pronto. Foi um bom semi-final de temporada. É esperar pelo Inverno.

  • Weeds –  8.12/13 – It’s Time (Series Finale)

Infelizmente para mim que acompanhei a série do inicio ao fim e sofri um pouco com os altos de baixos da série este foi um final extremamente despontante. A começar pelo facto de terem optado por um salto temporal de 10 anos. Ora sem querer alongar em cada personagens e o seu percurso foi uma ideia completamente falhada. Não era preciso 10 anos para que Nancy percebesse que era hora de parar, não era preciso 10 anos para se chegar a uma reconciliação com o Andy e não me parece que tivesse algum interesse o Doug passado mais de 10 anos se reconciliar com um filho que apareceu 2 vezes na primeira temporada. Julgo que os episódios anteriores já davam indícios que podiam fechar o ciclo de forma mais agradável e quando foram para ReAgrestic até pensei que iam acabar onde começaram, mas não, foi só porque lhes apeteceu e depois  temos um final que não tem qualquer interesse em tudo o que vimos ao longo da série. É uma pena que tenham terminado a série com coisa nenhuma.

  •  Wilfred – 2.13 – Secrets

Wilfred é uma série estranha. Vive no seu mundo, constrói-o e envolvo-nos nele. A questão é quando a série parece que anda às voltas, tal como um cão à procura da sua cauda. Foi o que se viu neste Secrets. Uma série que engonha, e que não sabe que há-de fazer às personagens. Se, na primeira temporada, a série conseguia substituir o cansaço por algo totalmente diferente, esta segunda foi totalmente diferente. Sem grande nexo, sempre com as reviravoltas previsíveis, e com uma linha condutora que em nada me agradou. Fica por aqui…

  •  The Mob Doctor – 1.01 – Pilot

Talvez o pior piloto da temporada? Certamente que não, mas já fica para a época como a primeira série falhada. Um drama de uma médica que tem de trabalhar para a máfia para proteger o seu irmão e que se vê no dilema de ter de matar alguém, porque a máfia é incompetente e tem de ser ela a fazê-lo. Não funciona o dilema da protagonista não tem coerência até porque se trata de criminosos sem questionar as suas acções também não pode ter tantos escrúpulos ao colocar em causa a ética dos outros médicos como foi o caso. Dividindo a série em casos da semana e provavelmente tentar proteger-se contra uma máfia que ela acaba por trair é o mote da série. A dualidade procurada neste episódio simplesmente não funciona e portanto é mais uma série que deve ter os dias contados e uma péssima aposta da Fox.

  • The Mob Doctor – 1.01 – Pilot 

Tal como o Miguel, também um dos flops da semana. A série não conseguiu demonstrar o que é verdadeiramente: se um drama médico se um drama sobre a máfia. É um misto dos dois. E aqui está o problema. A protagonista quer criticar quem está ao seu lado, mas ao mesmo tempo tem a ética de um pau enfiado num rabo, ou seja, nenhuma. E, depois, falta ver o sentido da série. Serão casos semanais de uma médica a salvar pacientes que a máfia quer que mate e, assim, pondo a vida do irmão em perigo? Mas a máfia aguentará isto? Ou será um House disfarçado, sem bengala, mas sim com casos semanais? The Mob Doctor não é um mau piloto. Mas The Mob Doctor é uma má série. Menos uma na lista…

Por esta semana está tudo eleito. Para a semana, com mais escolha, vamos ver quais são os melhores e os piores episódios. Até lá!

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