As Séries e a Música #6 – Friday Night Lights

Olá pessoas! Long time no see! Após um interregno de algumas semanas sem ver séries, eis que voltei ao vício com Friday Night Lights.

F.N.L é uma série que se baseia num livro e também num filme com o mesmo nome. Cheguei até ela devido à banda sonora, que é composta maioritariamente pelos Explosions in The Sky. Ainda que tenha sido composta de propósito para o filme, e não para a série.

Aqui podemos ver retratado o quotidiano de uma pequena equipa de futebol americano juvenil, os Dillon Panthers. Dillon, uma cidade imaginária, situada no Texas, é uma pequena localidade rural, onde a maioria dos habitantes são bastante conservadores. E onde as sextas-feiras são sempre santas.

A série foca-se muito no treinador Eric Taylor (interpretado pelo Kyle Chandler) e em todos os dilemas que vai atravessando ao longo das temporadas. O “Coach Taylor” é, a meu ver, um homem carismático, cheio de força de vontade e perseverante. É uma alma boa, justo e um pouco casmurro, porque ninguém é perfeito. Apesar de defender os seus jogadores acima de tudo, tem a capacidade de os castigar sempre que é necessário. É casado com a Tami Taylor (Connie Britton), com quem tem duas filhas: a Julie (Aimee Teegarden) e a Gracie (Madilyn Landry).

Da equipa de futebol fazem parte o Jason Street (Scott Porter), Matt Saracen (Zach Gilford), Landry Clarke (Jesse Plemons), Brian Wilson, mais conhecido como “Smash” (Gaius Charles) e o Tim Riggins (Taylor Kitsch). Ainda temos as meninas a Lyla Garret (Minka Kelly) e a Tyra Collette (Adrienne Palicki).

O Saracen é um rapaz tímido , que carrega o peso do mundo nos ombros. Vive com avóque sofre de demência e toma conta desta, em virtude do pai se encontrar no Iraque e ter sido abandonado pela mãe. Pequeno pormenor, é apaixonado pela filha do treinador.

O Landry é o melhor amigo do Saracen, ajuda-o por vezes a tomar conta da avó. Na minha opinião teve uma educação muito rígida. Tem uma paixoneta pela Tyra, que mais tarde lhe trará graves problemas.

A Tyra é uma rapariga ambiciosa que quer o melhor para si. Tem uma situação familiar delicada. Na escola não é vista com bons olhos e será com a ajuda da Tami que irá alterar o seu comportamento.

O Street é a estrela da equipa, tem o mundo aos seus pés e namora com o poço de vritudes que é a Lyla. No entanto, sofre um infortúnio logo no inicio da série, e será à custa disto que descobrirá uma nova vocação.

A Lyla é uma rapariga cheia de princípios, que pertence a uma família com posses. Ela irá tentar ajudar o Street a enfrentar os seus problemas. Contudo terá algumas dúvidas sobre a sua vida com o Jason.

O “Smash” é a outra estrela da equipa, tem grandes ambições para o futuro da sua carreira de futebolista, uma vez que quer ajudar a sua família.

Por último, temos o Riggins, o rebelde do pedaço. Tem alguns problemas com o álcool, é um party boy. Muitos problemas que tem, devem-se à sua situação familiar. Vive apenas com o seu irmão mais velho, o Billy. Apesar de tudo não é má pessoa, simplesmente, por vezes, faz escolhas que não são as mais acertadas. Suponho que será correcto dizer que é uma alma atormentada, e por isso comete tantos erros. É amigo dos seus. Confesso que tenho um fraquinho por esta personagem. Apetece-me tomar conta dele. Pronto, se calhar falei demais.

Se de um lado temos todas estas personagens que têm problemas, alguns deles graves, retratando alguns assuntos sérios, tais como o racismo, aborto, drogas ou dificuldades económicas. Tendo aqui a série um sentido pedagógico. Por outro lado, sempre que mostram os jogos dos Dillon Panthers parece que os problemas individuais dos jogadores não existem, e sofremos com aquela tensão do jogo. Torcemos para que aquela equipa ganhe e vibramos com as vitórias. Tal como se da nossa equipa de futebol se tratasse.

Voltando ao assunto da banda sonora, confesso que cada vez que vejo o genérico inicial quase que volto atrás só para poder ouvir mais uns minutinhos de Explosions in The Sky. A sua música não se encontra só no genérico, mas também ao longo de todos os episódios. Sim, esta série é daquelas que vejo por causa da banda sonora. Mas também a vejo porque as personagens me cativam. Acreditamos nelas, e queremos ajudá-las perante as adversidades que atravessam.

Ainda que não tenha terminado de ver as temporadas todas, sinto que me vais marcar de alguma maneira. E é uma boa escolha para ver agora durante o Verão.

Despeço-me dizendo: “Clear eyes, full hearts, CAN’T LOSE” e deixando um recado ao dono do blog: “Isto foi escrito ao som d’Os Outros.” Bem hajam e até uma próxima.

Nota de administração: Para quem não sabe, Os Outros são os The National. As coisas mais fôfinhas existentes, depois de gatos bebé a dar a pernas. Talvez gatos bebé façam cocó…pronto, os TN são a coisa mais fofa.

Anúncios

One thought on “As Séries e a Música #6 – Friday Night Lights

  1. Friday Night Lights é sem dúvida a minha série de eleição, o meu menino querido. Simplesmente cativante. emocionante, envolvente, bem escrita e interpretada.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s