The Moodys Effect #12 – Olimpíadas em série

Faz agora um ano que iniciei esta crónica mensal, é com algum orgulho que não me arrependo de nada do que escrevi, mesmo que provavelmente tenha dito algumas asneiras e ou previsto coisas que nem aconteceram. Mas é assim o mundo das séries está sempre a mudar, sempre a trazer novidades, sempre a encerrar ciclos e a alargar os seus horizontes. E a aproveitando esta onda olímpica vou hoje fazer aqui uma pequena brincadeira com algumas séries e os jogos olímpicos. Como estamos a meio do verão vamos relaxar e em vez de me preocupar em analisar o que quer que seja vou despejar parvoíces mesmo. Preparados para as olimpíadas em série? 3 … 2 …. 1 GO!!!

Maratona Grey’s Anatomy

É uma das séries que mais parece uma maratona de clichés, consegue surpreender, mas o final é sempre o mesmo… a jornada é longa e penosa, mas há muitos actores a resistirem, outros ficam para trás ou tropeçam. George O’malley foi vítima do preto, mas conseguiu passar-lhe uma rasteira e o tipo nunca mais apareceu… quem diz que os lobby gay não têm força? Depois acabou por morder a própria língua e sair da corrida. Depois a loira Izzie que preferia falar com fantasmas distraiu-se e foi parar a comédias pimbas de Hollywood. Eis que surge a irmã de Meredith… a 5 km do final morre. Mas a corrida continua e Cristina começa a chorar e a berrar compulsivamente porque não consegue apanhar Meredith que já vai com um ordenado de 370 mil dólares por episódio. Mas isso não assusta as lésbicas Callie e Arizona, mas perto do final Arizona tomba para fora da série… who’s the bitch now? Mas quem vai ganhar a medalha de ouro é Karev que já comeu o elenco quase todo (pelo menos o feminino), portanto as apostas estão feitas.

Os 3 mil metros obstáculos de Dexter

Continuando na ronda de séries que nos fazem sofrer pela sua duração Dexter é uma delas. Mas se começou suave e com passadas regulares, quando surgem obstáculos é que se começam a marcar posições. Dexter é mesmo uma série de altos e baixos ora é temporada boa, ora é temporada má… e assim vamos com a única certeza que Dexter não será vencedor nesta corrida. Temos sempre aqueles personagens que ficam para trás e são a vergonha dos seus países, neste caso Baptista e Quinn são aqueles que qualquer nação se envergonha de enviar aos jogos. Nesta corrida quase todos tropeçam nas barreiras e até metem o focinho na água quando aparece o fosso. Mas uma coisa é certa só pode haver um vencedor e a medalha de ouro afiada, que esperamos seja espetada na garganta de Dexter um dia destes, é da pobre e sofredora Debra.

How i met your Ping Pong?

Ora aqui está a série mais saltitona da tv Americana, sempre de um lado para o outro sempre a tentar enganar o pobre espectador e a fazer gestos estranhos que nos fazem rir mas que ao fim de 7 jogos já está tudo cansado demais para mexer os músculos faciais. É muito emocionante querer saber como é que isto acaba, mas estarem constantemente a empatar jogo para fazer durar mais e mais dá vontade de mandar o Ted ir ter com Dexter para ele lhe espetar uma faca. Ping Pong até quando???  Barney ganha lá essa merda de uma vez prometo que te apresento a equipa de volley de praia feminino do Brasil.

Fringe à vela

Se há série que já foi de vela é Fringe. Finalmente vão para a ultima etapa desta longa corrida com mudanças de vento, bóias mal colocadas e até gente que desaparece sem deixar rasto… mas que depois aparece grávida. Olívia sempre foi a capitã deste barco com uma equipa que inclui Walter, um velho génio sem sentido de orientação, Astrid uma jovem que serve cafés apenas e Peter que é o único que percebe de manobrar o tempo , as velas, o destino, a memória e mais alguns malabarismos. Mas como os ventos são sazonais a série ficou à deriva sem saber se devia arriscar numa manobra mais evasiva no contornar das bóias… mas eis que a ultima etapa arranca e JJ está na meta pronto para nos dar um final que se não for melhor que o Lost lá vou te de chamar o Dexter novamente.

Natação Desincronizada de Community

Este é um estilo que requer muita precisão e muita qualidade para se atingir medalhas, coisa que Community sempre teve, o problema é que este tipo de desporto não interessa a ninguém… é basicamente dançar dentro de água diz-se. Portanto ninguém vê isto a não ser que se tenha um qi superior a 150 para perceber como se pontua aquilo. Só pessoas inteligentes percebem o supremo da comédia desta série e por isso nunca terá audiências elevadas. Agora nas sextas feiras ensandwichada entre Whitney e Griim é o mesmo que meter ópera em horário nobre da rtp e esperar que tenha mais de 5% de share, não dá porque a sopeira da novela da tvi acabou de anunciar que está grávida do periquito.

Muitas mais séries podiam servir de exemplos de como o desporto consegue personificar alguma da tv actualmente, não se vê semelhanças entre a Marcha e Walking Dead? Porque andar quando se pode correr? Quem percebe isto? Ou como a NBC é uma representação de Tiro ao Alvo onde raramente acerta?  Este ano até se artilhou até aos dentes mas ou muito me engano ou vai falhar novamente.

Ao menos para nós portugueses já tivemos uma medalha de prata na canoagem, afinal de contas se já temos três portugueses a fazer séries nos EUA e não metemos água é capaz de ser bom.

Este foi o artigo especial de aniversário se não teve piada lamento, da próxima vez meto aqui um jogo de badmington e vão ver o que é rir com o jogo mais parvo deste verão olímpico.

Até à fall season onde começamos a fazer tiro ao prato.

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