Monday’s Morning Mirror #15 – Miscelânea, ou viagem ao mundo da USA Network, numa crónica patrocinada por Breaking Bad e HIMYM – Parte II

Após a primeira parte, aqui fica a continuação da crónica

A USA foi, desde os tempos em que a comecei a ver regularmente, a ser o canal das séries que se tornam divertimento, puro. Indo à lista de programas da emissora, e fora Psych, The 4400 e Monk, que foram as únicas séries que os nomes lembram algo mas nunca vi do canal (e, logo, não posso falar), a emissora caracterizou-se por séries simples, com muita acção à mistura, truques que são desconhecidos para os comuns mortais e com personagens nada complexas, que apenas servem para o divertimento do espectador. Este caminho tem dado frutos, permitindo ser dos canais de cabo, se não o canal de cabo, mais visto pelos americanos. Burn Notice, Royal Pains, White Collar, Covert Affairs ou Fairly Legal (que, apesar de ser já um pouco diferente, não sai assim tanto da estrutura) foram as séries que saíram do forno da emissora desde 2007. O que acontece nos últimos tempos é interessante, no entanto. Após uma aposta em séries simples, a emissora começa a ter em cartaz séries mais maduras. Suits abriu a porta, com uma série que, apesar de não ser um drama puro, é um drama e não um thriller. Já falei também da série, e não é com essa que construo só este argumento.

Saiu ontem, na emissora, uma nova mini-série. Political Animals é uma série que se mexe (e bem, até ver) nos meandros da política, tema já muito retratado, mas poucas vezes bem. A série têm um humor complicado de entender (não, não é humor à HIMYM, nem coisa parecida), não me provocando risos desbragados (por aqui podia-se considerar humor à HIMYM, mas pronto) mas divertindo o suficiente para contrabalançar com a história que, apesar de bastante boa, é séria. É como comer algo bom, que está no ponto entre o ácido e o doce. Percebem?

Mas, no meio disto tudo, sobressai algo: não que Political Animals é bom, que é, mas que a USA é um canal que cresceu. A emissora, apoiada num estilo muito próprio e que conquista, consegue entrar noutros públicos, que pretendem algo mais maduro. E com séries de qualidade. É interessante ver esta mudança, aos poucos, que vai acontecendo. A USA, aposto eu, não deixará de ser o canal mais veraneante da televisão americana. Não quer dizer que a sua oferta não atinja outros mercados. Suits e Political Animals são exemplos de tal. A tentativa de conquistar novas pessoas, de ir atrás de um público cada vez mais insatisfeito com a televisão aberta. Que se refugia na cabo para ter algo em condições. Será interessante ver o resto do percurso.

E, para isso, as apostas têm de ser maioritariamente certeiras. Porque a fasquia está elevada, porque o crescimento do canal está preso aquela fasquia e porque, ao tentar conquistar público interessado em algo mais complexo, esse também se torna mais exigente. Até agora a USA não tem falhado nas suas apostas. Vamos ver se temos um caso sério de estudo…

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