The Moodys Effect #11 – Eis o verão… e as séries veraneantes.

É sempre mais complexo falar do verão do que da fall season, sobretudo porque nesta época o cabo fervilha de novidades, regressos e são imensos os canais que cada vez mais que apostam em séries. Se a época normal não nos satisfaz tanto como há alguns anos, o verão é sem dúvida o meu período favorito, não só porque está mais quente mas também porque o leque de opções na ficção aumenta exponencialmente. E este ano não é excepção a juntar ao facto de termos muitas séries novas, mas também despedidas anunciadas. Vamos a isto?

Do que temos estado a perceber este é uma verão com algumas supresas, entre as estreias há sem dúvida algumas possíveis pérolas, outras nem tanto, mas há variedade e isso é o que se quer. The Newsroom é uma das novas apostas de verão da HBO, uma ideia de Aaron Sorkin que em tempos nos brindou com a excelência de West Wing. A série é um pouco diferente e muito centrada numa premissa simples de uma redacção de um programa de informação. Não é certamente uma série de topo e que atraia multidões, mas tem uma força de diálogos e de nos prender aos personagens incrível. É uma série digamos assim um pouco experimental, tal como foi Girls, portanto o que poderá dar ainda é um pouco cedo para avaliar. Outra das séries novas que surgiram por estes dia é Dallas, um ‘continuação’ da famosa série dos anos 80, que traz de volta alguns dos personagens memoráveis, mas apela mais ao sentido juvenil da trama, com muito romance e intriga típico de uma novela. A série não deixou ninguém mal visto, mas sente-se que é o elenco original que carrega a série, o restante elenco está lá para dar o corpo ao manifesto. E na restante linha de estreias tivemos o regresso de Charlie Sheen que sinceramente não convenceu, Anger Management até tem a sua piada e confesso que ri um pouco, mas isto no FX faz impressão que alguém precisava mesmo de um enorme hit para fazer entrar dinheiro. A série funcionaria facilmente em qualquer canal aberto, tal é a ligeireza da temática e do tipo de comédia, mas fica mal no meio de séries como Wilfred e Louie.

E agora preparam-se as despedidas, três séries vão encerrar este verão, e sinceramente penso que as três o fizeram no momento certo. Eureka é um dos meus guilty pleasures, confesso que adoro a série não por achar que é uma grande série mas por ser parva mesmo. Solta o geek que há em mim, todas aquelas tecnologias inventadas que só existem naquela cidade fazem-me girar. A série perdeu algum gás e sobretudo não gostei que tivessem ficado presos naquele ‘novo mundo’ e nem sei ao certo o que esperar na temporada final. Seja como for foi uma série que valeu a pena e um puro entretenimento de verão.

Quem se despede é também Weeds, que ainda não tive oportunidade de ver o primeiro episódio, mas que ao menos consigam encerrar alguma da trapalhada que construíram ao longo dos últimos anos. Oito anos de tantos erros repetidos acaba por cansar, será que alguém acredita da redenção de Nancy?

E por fim a terceira série a terminar (isto se não houver mais cancelamentos) é Damages que espero que consiga voltar a trazer o frenesim das primeiras temporadas e que o final seja épico. Pelo menos elenco de luxo não lhe falta. A batalha final vai começar entre o criador e a sua criatura. Estreia em meados deste mês de Julho.

De destacar o que o verão nos oferece mais tenho de falar de Falling Skies, temos de ser justos, a série não sendo um portento de originalidade na temática está a conseguir superar as expectativas nesta temporada. Já são tão raras as séries de ficção cientifica que ter algo como isto em tv é muito bom, podemos não gostar de algumas personagens e até achar a história meio estapafúrdia, mas pelo menos acção e mistérios não lhe falta.

Adoro Futurama, não há série mais inconveniente no tratamento dos assuntos do quotidiano usando toda a panóplia de quadros futuristas, as personagens são geniais as trapalhadas épicas. Os primeiros episódios da temporada continuam muito bons e quem não vê isto é um Zoidberg. uh uh uh.

Wilfred voltou e não sei porque gosto da série, mas este inicio de temporada deixou-me zonzo, todo este jogo da paranóia em torno de Wilfred existir ou não faz sem dúvida desta uma série que não pode ser vista por gente esquizofrénica.

Por fim deixo o meu desagrado para com True Blood, o primeiro episódio é simplesmente esclarecedor da porcaria em que a série se tornou, como alguém dizia se a série tivesse sido fiel aos seus vampiros e ás histórias deles e apenas usasse as outras criaturas como apoio não tinha chegado a isto. Um elenco gigantesco que não se percebe para quê, montes de criaturas e imensas histórias paralelas que fazem de True Blood uma série que perdeu qualquer interesse. Die Tara Die! oh Wait… fuck you Alan Ball!

E é tudo por agora, o verão ainda agora começou, mas mais novidades vão aparecer

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