Recordar é re(vi)ver #5 – Trocas e baldrocas

Olá pessoas aficionadas por séries boas, más e assim-assim. Em primeiro lugar, peço desculpa por me ter atrasado na minha crónica mensal, mas isto de estar prestes a tornar-me numa recém-licenciada tem o seu “q” de complicado, mas cá está ela, como o belo cliché diz “mais vale tarde do que nunca”.

Hoje vou falar-vos de uma série que a minha cara-metade me deu a conhecer, não sei se numa de indirecta ou não, visto que com ela se podem ganhar vários conhecimentos na área do amor ou sexo. A série é Coupling, ou como eu gosto de lhe chamar “Sexo e a Cidade, versão britânica”. Sexo e a Cidade britânica porquê? Porque é apenas um grupo de pessoas que fala maioritariamente de sexo, enquanto bebem um copo de vinho, mas vá… Com um bocado (grande) de comédia à mistura.

Coupling não é nada mais, nada menos do que uma sitcom britânica com 4 temporadas, criada pelo excelentíssimo senhor Steven Moffat (que vocês devem conhecer bem, senão… Google it!) e que esteve no ar de 2000 a 2004 na BBC, que nos conta a história de um grupo de seis amigos (três mulheres e três homens) que estão no início dos seus 30 anos e pensam constantemente em sexo (e que se comem uns aos outros, basicamente).

Pertencente ao grupo de amigos temos Steve Taylor (Jack Davenport), Susan Walker (Sarah Alexander), Jeff Murdock (Richard Coyle), Sally Harper (Kate Isitt), Patrick Maitland (Ben Miles) e Jane Christie (Gina Bellman) e a dinâmica de grupo baseia-se no seguinte:

– A Susan já comeu o Patrick;

– O Patrick já comeu a Jane;

– A Jane já comeu o Steve;

– O Steve come a Susan;

– A Sally come o Patrick;

– O Jeff é o desgraçado que quer comer e não lhe calha nada.

Este grupo aproveita as idas aos bares para conversarem sobre a sua vida amorosa/sexual sem qualquer tipo de vergonha. Mas, mesmo sendo seres tão sexuais, cada um tem uma personalidade manhosa, uns piores que os outros. Temos o Steve, que se mostra um ser bastante “meh”, mas que lá no fundo é um desavergonhado que gosta de infernos de espancamentos lésbicos (quem for ver a série irá rapidamente perceber esta referência. Entretanto, fiquem na ignorância destes infernos). Depois temos a namorada de Steve, Susan. Susan é uma loira de olho azul e que já aviou metade da Australia mas apaixona-se por Steve.

A Sally é uma personagem que me irritou ao longo da série. É a típica mulher de 30 anos que se preocupa demasiado com a imagem e com os efeitos do envelhecimento. Mesmo queixando-se constantemente de que está sozinha, Sally demonstra que tem um gosto requintado no que toca a homens… Já que conservadores estão fora do radar. Conservadores como Patrick. No início da série deparamo-nos com Patrick de forma muito casual, querendo sair com Sally, recusando o convite. Deparamo-nos logo de seguida com a grande característica de Patrick, que nos é apresentado como um homem que nasceu com MUITA sorte. Assim que Sally toma conhecimento desse “extra” existente em Patrick, ganha logo outro interesse.

Em Coupling, eu vejo o Patrick como o Barney Stintson britânico, mas sem precisar de ter qualquer tipo de estratégia de engate, já que tem a “sorte” a jogar a seu favor. Um hábito constante de Patrick é manter num armário centenas e centenas de cassetes de vídeo das suas conquistas.

Por fim, temos duas personagens que, de certa forma, ficariam bem juntas mas nunca o aconteceu. Jeff e Jane são criaturas deste mundo que, por uma razão qualquer, devem bastante à inteligência. Sinceramente, analisando os dois, não sei mesmo qual deles é o mais… Devedor.

O Jeff tem uma batalha constante contra os nervos, que o fazem dizer as coisas mais absurdas à face da terra quando fala com uma mulher. Desde colecionador de olhos a amputador. Já a Jane que, depois de ter mantido um relacionamento de vários anos com Steve, não consegue aceitar muito bem a ideia de ele a ter trocado por Susan.

Temos nesta sitcom uma abordagem de vários temas de uma forma muito irónica e por vezes absurda, passando pela homossexualidade, relações entre namorados, sexo casual, o envelhecimento, as traições, “desfalecimento” do órgão masculino, gravidez…

Aconselho vivamente a verem esta série, ainda por cima agora que vem aí as férias e vão passar o tempo todo no computador. Ah, sou só eu? Ok.

Adeuzinho minhas criaturas imaginárias que leem estas tentativas de crónicas todos os meses e até para o próximo!

 (Já sabem que eu deixo sempre um vídeo para vos dar vontade de ver a série…)

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